A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
15 pág.
vILMA

Pré-visualização | Página 3 de 4

a alfabetização em sentido exato “ [...] designa, na leitura, a capacidade de decodificar os sinais gráficos, transformando-os em sons, e na escrita, a capacidade de codificar os sons da língua, transformando-os em sinais gráficos”. 
Todavia esse conceito de alfabetização foi sendo progressivamente ampliado em função das necessidades sociais e políticas e hoje já não se considera alfabetizado quem apenas codifica ou decodifica os sinais gráficos. Essa ampliação no conceito de alfabetização resultou em um novo conceito, o de letramento, que pode definir como: 
[...] O processo de inserção e participação na cultura escrita, trata-se de um processo que tem início quando a criança começa a conviver com as diferentes manifestações da escrita na sociedade (placas, rótulos, embalagens comerciais, revistas, etc.) e se prolonga por toda a vida, como a crescente possibilidade de participação nas práticas sociais que envolvem a língua escrita, como a leitura e redação de contratos de livros científicos, de obras literárias por exemplo. (Val, 2006, pg. 19).
Sendo assim, tanto o letramento quanto a alfabetização, são essenciais para a educação, pois são princípios para uma educação de maior qualidade. A alfabetização e o letramento são fundamentos da educação e devem ser considerados essenciais para que as crianças atinjam um nível satisfatório de compreensão do mundo. É isso que a alfabetização e o letramento fazem além de demonstrar os signos e símbolos, faz com que as crianças compreendam o mundo em que vivem.
Segundo soares (1998) a palavra letramento, começa a ser utilizada no momento seguinte que o conceito de alfabetização se tornou insuficiente e pode ser definida como o estado do indivíduo que foi alfabetizado e exerce as práticas sociais de leitura e escrita que circulam na sociedade em que vive.
Só nos demos conta da necessidade de letramento quando o acesso à escolarização se ampliou e tivemos mais pessoas sabendo ler e escrever, passando a aspirar a um pouco mais do que simplesmente aprender a ler e a escrever (Soares, 1998, pg. 58). Tfouni (1995), ao analisar o conceito de letramento, considera os aspectos sócio-históricos da aquisição de um sistema escrito por uma sociedade e as mudanças sociais e discursivas que acorrem em uma sociedade quando ela se torna letrada.
O clima na sala de aula é muito importante para as crianças no processo de alfabetização, pois possibilita a aprendizagem da leitura e da escrita, o professor deve trabalhar a leitura de forma lúdica e criativa, onde a criança através da brincadeira viva sua realidade. A criança por meio de textos livres aprende a escrever e expressar suas fantasias e emoções, suas ideias, pensamentos e seus conhecimentos sobre o mundo em que vive, onde seu interesse não está voltado para a escrita correta da palavra, mas para sua função no texto. O processo do aprendizado da leitura e escrita acontece através do uso da linguagem e da compreensão de seus usos, sendo um processo contínuo de descoberta e investigação.
O professor é um construtor de conhecimento e precisa dar aos alunos condições de estarem sempre descobrindo um novo saber, sendo necessário trabalhar na alfabetização sempre elementos verbais plenos, tendo significado para a criança e com atividades significativas de leitura e escrita. A aprendizagem da criança acontece através da interação com o mundo, onde ela se desenvolve aprendendo e aprende se desenvolvendo.
De acordo com VYGOTSKY: “ O aprendizado e o desenvolvimento estão interrelacionados desde o primeiro dia de Vida da criança”. ( Vygotsky, 1989. pg. 36).
Sendo assim a aprendizagem e o desenvolvimento se tornam de suma importância para a criança, possibilitando que a mesma possa compreender o que não sabe, mas em determinada situação possa vir a saber.
4. A LÍNGUA ESCRITA
Baseada como sistema de representação, no processo ativo do qual através de seus primeiros contatos com a escrita, a criança construiria e reconstruiria hipótese sobre a natureza e o funcionamento da língua escrita. .(GONTIJO, 2002)
Esse termo passou a ser o processo não apenas de ensinar e aprender as habilidades de codificação e decodificação, mas também como domino dos conhecimentos, permitindo o uso dessas habilidades das práticas sociais de leitura e escrita. Com essas habilidades, as crianças têm a finalidade de incorporar o uso da leitura e da escrita em situações sociais, gerando assim a palavra letramento.
O letramento passa a ser o processo de inserir e participar na cultura escrita, iniciando um processo onde a criança começa a conviver com as diferentes manifestações da escrita na sociedade, compreendendo e valorizando o uso da escrita em diferentes funções e diferentes gêneros.
Alfabetização por sua vez passa a ser o processo especifico e indispensável na apropriação do sistema da escrita, tornando se a conquista dos princípios alfabéticos e ortográficos, possibilitando ao aluno a autonomia de ler e escrever.
Para que o sistema de escrita ocorra é necessário que os professores alfabetizadores compreendam os processos alfabéticos, possibilitando ao aluno o domínio nos campos da leitura, da produção de textos escritos e a compreensão na produção de textos orais nas diferentes situações que ocorrem no cotidiano da criança. .(GONTIJO, 2002)
A importância do alfabeto na fase inicial da alfabetização está na necessidade de o aluno identificar e saber os nomes das letras, conhecendo os sons das mesmas. É muito importante que todas as letras do alfabeto sejam visíveis na sala de aula, para que os alunos possam consultar sempre que for necessário, com isso o domínio do nome das letras pode auxiliar na leitura e na compreensão da grafia das palavras. Durante o processo de alfabetização é fundamental para os alunos o conhecimento da escrita e a relação sonora das palavras que elas tentam escrever e ler, sendo considerada uma relação entre o método utilizado e o estado de naturalidade ou de prontidão da criança.(GONTIJO, 2002)
As crianças ao iniciar seu processo de alfabetização, estão abertas ao processo real de aprendizagem, para isso é preciso saber que tipo de pratica a criança é introduzida na língua da escrita, qual o processo deste objeto no contexto escolar, quais as práticas que levam as crianças ao conhecimento, uma vez que as mesmas se sentem desorientadas no início da aprendizagem, mas ao mesmo tempo estão abertas ao conhecimento, sendo capazes de construir e superar as dificuldades.
De acordo com Gontijo:
Desse modo, as crianças, na fase inicial de alfabetização realizam atividades que lhes permitem aprender a ler no sentido de aprender a decifrar o que está escrito. (Gontijo, 2002 pag. 53.) 
Uma das dificuldades que as crianças enfrentam está relacionada na construção do sistema, uma vez que para a criança uma letra pode representar uma palavra.
Através da interação as crianças realizam suas produções escritas e vão construindo o seu saber e fazer. O conteúdo da aprendizagem da criança precisa estar articulado na sua realidade, onde é fundamental que os espaços construídos permitam a elas escreverem o que pensam, sendo capazes de entender o que os outros escrevem, compreendendo a linguagem escrita. 
Quando a criança constrói conhecimentos sobre a língua escrita, e vai construindo seu saber ortográfico. É importante que a criança se sinta encorajada para utilizar a escrita como um meio de expressão e conhecimento, mesmo que não domine o código convencional, é escrevendo que ela vai construindo seus conhecimentos sobre a escrita. Ao adquirir confiança e respeito à criança tem a oportunidade de exercer com segurança o seu potencial criativo e expressivo.
As crianças têm a capacidade de pensar mais na forma como falam, do que na maneira ortográfica de se escrever, enquanto os adultos já pensam em como falar sem a interferência da ortografia. A escola tem que ser clara e objetiva nesse tratamento de relações entre letra e som, para que a criança possa desenvolver o processo de alfabetização.
Não se pode destacar a importância

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.