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Estudos Étnicos e Processos Migratórios - SCG

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15/04/2018 Unicesumar - Ensino a Distância
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SCG - QUESTIONÁRIO 1 - ESTUDOS ÉTNICOS E PROCESSOS MIGRATÓRIOS - 2018A
Período:27/03/2018 20:00 a 15/04/2018 23:59 (Horário de Brasília)
Status:ABERTO
Nota máxima:1,00
Gabarito:Gabarito será liberado no dia 29/04/2018 00:00 (Horário de Brasília)
Nota ob�da:
1ª QUESTÃO
De acordo com a Organização das Nações Unidas - ONU a população afrodescendente está entre as
comunidades mais pobres e marginalizadas no mundo, em razão deste fato a Organização definiu como
uma das estratégias de enfrentamento a este processo de marginalização a “Década Internacional de
Afrodescendentes: 2015-2024”. O Brasil como país membro e um dos fundadores da Organização das
Nações Unidas-ONU não se furta as discussões e reflexões ali desenvolvidas acerca da desigualdade étnico
racial, deste modo, muitas das propostas e estratégias nas diferentes áreas permeiam ações desenvolvidas
no país hoje.
 
 Organização das Nações Unidas. Década Internacional de Afrodescendentes: 2015-2014. Departamento
de Informação Pública da ONU (DPI) e pelo Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos
Humanos (ACNUDH). Tradução: Júlia Lins Franciotti;  revisado pela ONU Brasil. 2016.
Disponível em: <https://nacoesunidas.org/wp-
content/uploads/2016/05/WEB_BookletDecadaAfro_portugues.pdf>. Acesso em: 24 mar. 2018.
 
 
  
 Considerando o exposto acima e o texto citado, avalie as alternativas e coloque V para Verdadeira e F para
Falsa no que tange aos objetivos definidos pela ONU para a referida década:
  
( ) promover o respeito, a proteção e a concretização de todos os direitos humanos e liberdades
fundamentais da população afrodescendente, conforme reconhecido na Declaração Universal dos Direitos
Humanos.
( ) Assegurar que afrodescendentes possam se refugiar em qualquer país signatário da ONU, sem burocracia
e impedimentos.
 ( ) Promover ações apenas em nível nacional, que assegurem o pleno gozo de todos os direitos das
comunidades afrodescendentes dispersas ao redor do mundo.
 ( ) Promover ações que proporcionem maior conhecimento e respeito em relação ao seu legado, cultura e
contribuição diversificados para o desenvolvimento das sociedades;
 ( ) Propiciar às comunidades afrodescendentes maior acesso às universidades públicas e privadas no mundo
todo, como uma das estratégias para melhorar as condições de vida, desta comunidade, através da
educação.
 
 Assinale a sequência correta:
 
ALTERNATIVAS
15/04/2018 Unicesumar - Ensino a Distância
2/10
V; F; F; V; F.
V; V; F; V; F.
F; F; F; V; V.
V; V; V; V; V.
F; F; V; V; F.
2ª QUESTÃO
TEXTO 1
a discriminação racial coloca a população afrodescendente nos estratos mais baixos da sociedade e eles
estão agrupados entre os mais pobres dos pobres. A discriminação enfrentada pela população
afrodescendente perpetua ciclos de desvantagem e transmissão intergeracional de pobreza, prejudicando o
seu desenvolvimento humano.
e a população afrodescendente é forçada a habitar em áreas com infraestrutura precária, onde ela está
exposta ao crime e à violência.
 
 Organização das nações Unidas. Década Internacional de Afrodescendentes: 2015-2014. Departamento
de Informação Pública da ONU (DPI) e pelo Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos
Humanos (ACNUDH). Tradução: Júlia Lins Franciotti;  revisado pela ONU Brasil. 2016.  Disponível em:
  <https://nacoesunidas.org/wp-content/uploads/2016/05/WEB_BookletDecadaAfro_portugues.pdf>. Acesso
em: 24 de mar. 2018. p. 2 e 13.
 
 TEXTO 2 
  
A violência contra a juventude negra no Brasil atingiu índices alarmantes e precisa ser enfrentada com
políticas públicas estruturadas que envolvam as diversas dimensões da vida dos jovens como educação,
trabalho, família, saúde, renda, igualdade racial e oportunidades iguais para todos.
Os jovens de 15 a 29 anos representam um quarto da população brasileira e estão entre as maiores vítimas
de homicídios.
estamos falando dos jovens, sobretudo das periferias, que estão mais expostos à violência.
  
Brasil. Presidência da República. Secretaria de Governo. Índice de vulnerabilidade juvenil à violência 2017:
desigualdade racial, municípios com mais de 100 mil habitantes / Secretaria de Governo da Presidência
da República, Secretaria Nacional de Juventude e Fórum Brasileiro de Segurança Pública. São Paulo: Fórum
Brasileiro de Segurança Pública, 2017, p.11-12. Disponível em:
<http://unesdoc.unesco.org/images/0026/002606/260661por.pdf>. Acesso em 24 mar. 2018.
 
  
Considerando as ideias dos textos lidos, assinale a alternativa correta. 
ALTERNATIVAS
. . .
. . .
. . .
. . .
15/04/2018 Unicesumar - Ensino a Distância
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Embora estejamos na década internacional do afrodescendente, o Brasil ainda enfrenta problemas graves para
garantir os direitos dessa população, com destaque para o jovem afrodecendente que vem morrendo em razão do
alto índice de violência.
Os textos nos levam a refletir sobre o papel de cada indivíduo em relação às ações contra a violência e discriminação
racial, evidenciando que está, apenas, nas mãos da população afrodescendente implementar ações para vencer a
violência contra seus jovens.
Embora a ONU tenha definido os anos de 2015 a 2024 como a década internacional do afrodescendente, mesmo o
Brasil sendo um país membro desse Organismo, não há grandes ações ou preocupações para reduzir o índice de
assassinatos e a violência entre os jovens que vivem na periferia, pois esses são muito baixos.
Em relação à violência, é possível observarmos o alto índice de jovens brasileiros que sofrem com os efeitos dela,
sendo que esses representam um terço da população brasileira e estão entre as maiores vítimas de homicídios.
O Brasil, como membro da ONU, acata a proposta em relação à Década Internacional do Afrodescendente, mesmo
que muito do que está descrito no documento oficial não se aplique ao país, uma vez que a Constituição Federal de
1988, praticamente, erradicou a discriminação racial após a sua promulgação.
3ª QUESTÃO
15/04/2018 Unicesumar - Ensino a Distância
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Leia o texto a seguir:
 
“Por mais de três séculos, o sistema produtivo brasileiro esteve associado à escravidão como mecanismo de
sustentação.
O Brasil foi o último país do mundo a abolir oficialmente a escravidão em 1888, momento em que os negros
já representavam cerca de 50% da população (THEODORO, 2008). Mas a abolição não significou para a
população negra a possibilidade de inserção no mercado de trabalho em ocupações assalariadas. Pelo
contrário, o negro só foi absorvido pelo processo produtivo de regiões estagnadas economicamente, com
trabalhos precários e, em geral, em áreas rurais. Em meio ao crescimento do processo de industrialização, a
imigração massiva de europeus serviu para fornecer mão de obra livre às fábricas nos centros urbanos
(KOWARICK, 1994; JACCOUD, 2008), servindo também ao ideal de branqueamento da nação, visto então
como condição necessária ao avanço do país. O esforço de incorporação de trabalhadores pretos e pardos
ao mercado de trabalho só foi institucionalizado pelo Estado com a lei de Amparo do Trabalhador Brasileiro
Nato, promulgada por Vargas em 1931, garantindo que dois terços dos funcionários das indústrias fossem
brasileiros, o que permitiu a incorporação de um contingente da população negra ao mercado urbano. O
problema é que esta incorporação se mostrou limitada porque incluía nesse rol de “trabalhadores” apenas
aqueles que viviam nas cidades e, como já foi dito, a maior parte dos negros encontrava-se nas áreas rurais.
  
BRASIL. Presidência da República. Secretaria de Governo. Índice de vulnerabilidade juvenil à violência
2017: desigualdade racial, municípios com mais de 100 mil habitantes / Secretaria de Governo da
Presidência da República, Secretaria Nacional de Juventude e Fórum Brasileiro
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