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a assistência hospitalar, devido a expansão da indústria farmacêutica e de equipamentos medico-hospitalares, fato que culminou na diminuição das acoes de saúde publica, incluindo a visita domiciliaria.
-Foram feitas visitas domiciliares em varias casas, sendo que uma delas foi escolhida para um estudo de caso
3. ESTUDO DE CASO
DATA 13/05/2016
3.1 Desenvolvimento do estudo de caso
Este estudo é do tipo estudo de caso. Foi realizado através da aplicação do processo de enfermagem em um paciente diabético durante o campo de estágio curricular no ESF Jardim Alegrete. Foi aplicado uma ficha de avaliação para obter o histórico do paciente e realizado exame físico, para posteriormente realizar o diagnostico de enfermagem e implementação do plano de cuidados.
3.1.1 Histórico
Foram obtidos os seguintes resultados com a aplicação do processo de enfermagem: Histórico de enfermagem: Paciente M.E.C, de 60 anos de idade, de cor branca, casado, três filhos, natural de Ponta Porã – MS, do lar, ensino fundamental incompleto, da religião evangélica. Com diagnóstico médico de doenças crônicas como a Diabetes Mellitus tipo 1. Com quadro de depressão , após os desparecimento do seu filho. Faz uso de insulina a 28 anos. 
Quanto ao cuidado corporal encontrou-se adequado, limpo, com hábitos diários de banho. Faz caminhada todo dia, sendo este seu único exercício físico . Quanto ao padrão do sono, o paciente refere dormir bem à noite em média 8 horas. Possui uma alimentação variada, costuma fazer duas refeições diárias, porém é uma dieta com as restrições recomendadas a hipertensos e diabéticos. Alimenta-se de frutas, verduras, carnes e leite. Faz pouca ingestão de líquidos . O estado nutricional pode se classificado como normal. Paciente lúcido, acordado, responsivo.
Mora em casa de alvenaria com saneamento básico, pois a água. Tem energia elétrica e banheiro dentro de casa. Vive com o esposo e os filhos e netos. O relacionamento com o marido é insatisfatório, está casada há 25 anos. Sem vida sexual ativa.
Vai à igreja duas vezes na semana e faz suas orações diariamente em casa. Paciente relata ter facilidade para se relacionar socialmente, mas refere intensa dificuldade em tomar decisões, sempre pede a opinião ou ajuda de alguém. 
3.1.2 Exame físico 
Peso: 78 kg; altura: 1,50 m. Paciente normotérmica com temperatura axilar igual a 36,5°C, normosfígmica com pulso radial igual a 80 bpm, eupneia com frequência respiratória igual a 17 ipm e normotensa com pressão arterial no braço direito igual a 120 x 80 mmHg.Pele íntegra, sem lesões com turgor normal. Couro cabeludo e cabelos limpos, sem presença de caspas. Olhos corados, pupilas isocóricas e fotorregagentes. Cavidade bucal com presença de todos os dentes naturais, sem prótese; sem presença de halitose; língua com aspecto normal. Pescoço sem presença de gânglios palpáveis. Parede torácica sem anormalidades anatômicas. Mamas simétricas sem presença de nódulos e mamilos sem descarga mamilar. Pulmões com MV normais, expansibilidade normal, percussão com som claro pulmonar . Abdome arredondado com presença de massa palpável. MMSS e MMII com força motora normal, rede venosa superficial visível, ausência de edemas, manchas ou lesões, unhas aparadas e limpas.
3.1.3 Exames
Exames
Glicemia em Jejum – 126 mg/dl
Teste de tolerância à glicose TOTG – 210 mg/dl
Colesterol total 100 mg/dl
HDL colesterol 20 mg/dl
LDL Colesterol 21 mg/dl
Triglicérides 30 mg/dl
O diabetes mellitus é uma síndrome de comprometimento do metabolismo dos carboidratos, das gorduras e das proteínas, causada pela ausência de secreção de insulina ou por redução da sensibilidade dos tecidos à insulina. Um aspecto característico desta doença consiste na resposta secretora defeituosa ou deficiente de insulina, que se manifesta na utilização inadequada dos carboidratos (glicose), com conseqüente hiperglicemia (COTRAN, KUMAR; ROBBINS, 1994).
3.1.4 Medicação
Faz uso de insulina, com principio ativo; insulina humana recombinante, via de administração; subcutânea, dosagem; de 1 ml.
No diabetes tipo 1, há uma incapacidade em produzir insulina porque as células beta pancreáticas foram destruídas por um processo auto-imune. Neste caso, as células do pâncreas que normalmente produzem insulina são destruídas e, quando pouca ou nenhuma insulina vem do pâncreas, o corpo não consegue absorver a glicose do sangue e as células ficam sem insulina (COTRAN; KUMMER; ROBBINS, 1994).
3.1.5 Dados Relevantes
Paciente idosa, faz uso de insulina a 28 anos, apresenta tristeza profunda, casada porém mora sozinha. Pratica atividade física diariamente.
3.1.6 Diagnósticos de Enfermagem
Complicações da doença e prática de exercícios físicos, Cuidado com as extremidades, Disfunção sexual, Dor crônica, Eliminação urinária prejudicada, Enfrentamento familiar comprometido, Impotência relacionada a complicações, Integridade da pele prejudicada, Nutrição desequilibrada: mais do que as necessidades corporais, Padrão de Sexualidade Ineficaz, Padrão de Sono Perturbado, Risco de infecção, Risco de lesão micro e macrovascular, Risco para quedas.
3.1.7 Prescrição de Enfermagem
Verificar os horários das refeições, advertir a paciente sobre a importância de um plano individualizado de alimentação para atingir os objetivos da perda de peso, ajudar a paciente a diminuir o medo de injeção incentivando-o a expressar seu medo em relação à injeção de insulina, transmitindo empatia e identificação técnica para enfrentar a situação. Aconselhar o paciente verificar o nível de glicemia antes e depois de atividade física. 
3.1.8 Evolução de Enfermagem
A paciente demonstrou segurança ao conversar, tem boa dicção, respondeu atentamente as perguntas sem nenhuma objeção. Apresentou nível de consciência normal. Orientada, comunicativa, afebril, corada, hidratada, pele integra. Demonstrou estar satisfeita com a assistência enfermagem. Aparentou ser uma pessoa acessível, que gosta de estar sempre na presença de outras pessoas. 
4. CONCLUSÃO
O PSF visa tratar e prevenir o paciente de forma esclarecedora, pois o cuidado de enfermagem esteve presente em todos os setores por onde passei no neste centro de saúde. Pode-se notar uma integração entre os setores para que eles venham alcançar os objetivos e metas propostas, que são indispensáveis para uma equipe de trabalho. Essas normas devem ser conhecidas por todos da equipe. No contexto geral o estágio é de fundamental importância para nós, acadêmico de enfermagem, pois na prática diária em diversas situações vivenciadas no PSF o acadêmico adquire tantos conhecimentos teóricos como práticos para que ele esteja mais preparado no mercado de trabalho e seja reconhecido como um bom profissional.
 REFERENCIAS
NANDA INTERNACIONAL. Diagnósticos de enfermagem da NANDA, definições e classificação 2009- 2011 8 ed. Porto Alegre: Artmed, 2010. 456 p.
NETTIDA,M.S. PRATICA DE ENFERMAGEM. 8 ED. GUANABARA KOOGAN 2007.
COTRAN, S. R. ; KUMAR, V. ; ROBBINS, S. L. Pâncreas. In: ______ . Patologia básica. 5. ed. Rio de Janeiro:Guanabara Koogan. 1994. Cap. 17.
FERREIRA, Nébia Maria Almeida de. Ensinado a cuidar em Saúde Pública. São Caetano do Sul: Difusão Editora, 2005.
GHIORZI, Ângela da Rosa. Entre o dito e o não-dito: da percepção à expressão comunicacional. Florianópolis: NFR/UFSC, 2004.
KAWAMOTO, Emilia Emi. Enfermagem Comunitária. São Paulo: EPU, 2004.
LUZ, Madel Therezinha. Notas sobre as políticas de saúde no Brasil de "transição democrática" - anos 80. PHYSIS - Revista de Saúde Coletiva, São Paulo, v.1, n.1. 2001.
MURTA, Genilda Ferreira. Saberes e Práticas: Guia para ensino e aprendizado de enfermagem. 3. ed. São Paulo: Difusão Editora, 2007.
POLIGNANO, Marcus Vinícius. História das políticas de saúde no Brasil, 2000. Disponível em: http://www.medicina.ufmg.br/dmps/internato/saude_no_brasil.rtf. 
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