O hospital e os direitos do paciente
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O hospital e os direitos do paciente


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O hospital e os direitos do paciente
NESTA AULA ABORDAREMOS SOBRE O SURGIMENTO DO HOSPITAL, CONHECEREMOS SUA DEFINIÇÃO,
SUAS FUNÇÕES, SUA CLASSIFICAÇÃO, ORGANIZAÇÃO E OS DIREITOS DOS PACIENTES QUE PRECISAM
DELE.
Hospital
Histórico
A palavra hospital vem do latim "hospes", que signi\ufb01ca hóspede, dando origem a "hospitalis" e a
"hospitium" que designavam o lugar no qual se as pessoas hospedavam na Antiguidade, além de
enfermos, viajantes e peregrinos.
Quando o estabelecimento se ocupava dos pobres, incuráveis e insanos, a designação era de "hospitium", ou
seja, hospício, que por muito tempo foi usado para designar hospital de psiquiatria.
A \ufb01gura do hospital, bem como suas funções, tem um marco divisor, antes e depois da Era Cristã. Na Grécia,
Egito e Índia antigos, os médicos aprendiam medicina em locais junto aos templos e exerciam a pro\ufb01ssão
no domicílio das pessoas enfermas.
Posteriormente a 360 d.C. inicia-se a "Era dos Hospitais" com atividades básicas de restaurar a saúde, pregar
a assistência, simplesmente concluindo diagnóstico e efetuando tratamentos limitados pelos padrões e
condições da época.
Com o desenvolvimento da medicina e de acordo com as regiões, o hospital assumiu determinadas
características. Os primeiros hospitais foram criados como locais de isolamento em que a caridade se
exercia como uma prática cristã. Era um local para pobres, mulheres desamparadas, velhos e doentes
crônicos sob os cuidados de monges e religiosos. Tratava-se do último recurso que a caridade oferecia para
o paciente pobre.
A tecnologia médica disponível só minorava o sofrimento. Os pacientes com maiores recursos tratavam-se
em domicílio e a relação médico-paciente era independente da organização hospitalar.
O Brasil, país de colonização portuguesa, adquiriu o cuidado com os doentes dessas comunidades lusitanas.
A primeira Santa Casa foi fundada em Santos em 1538.
À medida que os exploradores portugueses adentraram o interior brasileiro e formaram vilarejos, fundaram
um hospital local para o atendimento dos próprios colonizadores e exploradores.
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Assim, surgiu também a Santa Casa de São Paulo, cuja fundação deu-se por volta de 1590 a 1599,
inicialmente próxima ao Pátio do Colégio.
Historicamente, a primeira instituição-hospital pública ou privada destinava-se ao tratamento dos doentes,
desenvolvendo atividades de natureza curativa. Conforme os conhecimentos de natureza preventiva foram
desenvolvendo-se, as medidas práticas com eles relacionadas aplicaram-se, ainda mais, à abordagem dos
problemas de saúde das comunidades.
Criou-se um segundo tipo de instituição, destinada ao desenvolvimento das práticas de natureza preventiva
\u2013 as unidades de saúde, especialmente ligadas ao poder público.
Conceito
O Ministério da Saúde assim de\ufb01niu o conceito de hospital:
O hospital é parte integrante de uma organização médica e social, cuja função básica consiste em
proporcionar à população assistência-médico-sanitária completa, tanto curativa como preventiva, sob
quaisquer regimes de atendimento, inclusive domiciliar e cujos serviços externos irradiam até o âmbito
familiar, constituindo-se também em centro de educação, capacitação de recursos humanos e de
pesquisas em saúde, bem como de encaminhamentos de pacientes, cabendo-lhes supervisionar e
orientar os estabelecimentos de saúde a ele vinculados tecnicamente. Assim o hospital é também um
centro de investigação biopsicossocial.
Funções
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é essencial para a aprendizagem.
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Classi\ufb01cação
Os hospitais são classi\ufb01cados sob vários aspectos:
a. Quanto ao aspecto clínico: pode ser geral ou especial.
b. Quanto ao número de leitos, pode ser:
Pequeno porte: até 49 leitos.
Médio porte: de 50 a 149 leitos.
Grande porte: de 150 a 499 leitos.
Especial ou extra: acima de 500 leitos.
c. Quanto à manutenção: pode ser o\ufb01cial (municipal, estadual, federal), particular e \ufb01lantrópico.
Organização
A organização do hospital depende de vários fatores como:
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A forma jurídica da instituição (se público ou privado)
Complexidade da clientela
Vinculação a Universidades
Classi\ufb01cação
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O ambiente hospitalar e o paciente
O meio ambiente em que o paciente recebe assistência de saúde in\ufb02ui no seu comportamento e bem-estar,
compreendendo aspectos relacionados à equipe de saúde, regulamentos e normas institucionais.
Quanto à instalação física, além de garantir segurança em relação a agentes físicos (mecânicos, térmicos,
radioativos), químicos e biológicos, é necessário proporcionar um ambiente aconchegante, confortável e
atraente, em que o paciente sinta-se bem.
A conscientização cada vez maior dos pacientes a respeito de seus direitos e a participação no tratamento
têm contribuído para mudanças nas normas disciplinares in\ufb02exíveis existentes no passado, que tinham
como função controlar o seu comportamento.
Os direitos do paciente
A lei 10.241, de 17 de março de 1999, de autoria do deputado estadual e médico Roberto Gouveia, que
garante os direitos dos usuários dos serviços e ações de saúde no Estado de São Paulo, foi aprovada em
Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Mário Covas em 17 de março de 1999, constando de
dois artigos e 24 incisos. Originalmente, o projeto contava com trinta incisos, seis foram vetados.
O interesse em humanizar o atendimento à saúde e a luta pela garantia dos direitos do paciente é
preocupação de alguns seguimentos da sociedade já há algum tempo. Em 1996, foi elaborada e publicada
uma cartilha sobre os direitos do paciente, pelo Fórum de Patologia do Estado de São Paulo, representando
várias associações de defesa de pacientes portadores de patologias crônicas, com a Secretaria de Estado da
Saúde/S.P, com base nos Códigos de Ética e Saúde, na Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU-
1948) e na Constituição da República Federativa do Brasil (1988).
Vejamos alguns desses direitos:
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O paciente tem direito a atendimento humano.
O paciente tem direito a ser identi\ufb01cado pelo nome e sobrenome.
O paciente tem o direito de receber explicações claras sobre o exame a que será submetido e para qual
\ufb01nalidade irá ser coletado o material para exame de laboratório.
O paciente tem direito de consentir ou recusar a ser submetido à experimentação ou pesquisas.
O paciente tem direito a consentir ou recusar procedimentos, diagnósticos ou terapêuticas a serem nele
realizados.
Este Texto Complementar faz parte da sequência desta aula e, portanto, é essencial para a
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REFERÊNCIA
Associação Brasileira de Endometriose.Direitos e Deveres do Paciente.Disponível em:
http://www.abend.org.br/questoesjuridicas.htm (http://www.abend.org.br/questoesjuridicas.htm). Acesso
em: 27 abr. 2009.
Campos, T. C. P. Psicologia hospitalar:A atuação do psicólogo em hospitais. São Paulo: E.P.U, 1995. p. 15-25.
Hauser, S. D. R. Considerações sobre o trabalho psicopedagógico em ambiente hospitalar.In:  Associação
Brasileira de Psicopedagogia.Disponível em: http://www.abpp.com.br/artigos/38.htm