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4 Dislexia

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isso não diminui a sua dificuldade; 
Dê explicações de "como fazer" sempre que possível, posicionando-se ao seu lado; 
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Utilize o computador, mas certifique-se de que o programa é adequado ao seu nível. Crianças com dificuldade de linguagem são mais sensíveis às críticas, e o computador, quando usado com programas que emitem sons estranhos cada vez que a criança erra, só reforçará as idéias negativas que elas tem de si mesmas e aumentará sua ansiedade; 
Permita o uso de gravador; 
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Esquematize o conteúdo das aulas quando o assunto for muito difícil para o aluno. Assim, a professora terá a garantia de que ele está adquirindo os principais conceitos da matéria através de esquemas claros e didáticos; 
Não insista para que o aluno leia em voz alta perante a turma, pois ele tem consciência de seus erros. A maioria dos textos de seu 
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"Uma imagem vale mais que mil palavras": demonstrações e filmes podem ser utilizados para enfatizar as aulas, variar as estratégias e motivá-los. Auxiliam na integração da modalidade auditiva e visual , e a discussão em sala que se segue auxilia o aluno organizar a informação. Por exemplo: para explicar a mudança do estado físico da água líquida para gasosa, faça-o visualizar uma chaleira com a água fervendo; 
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AVALIAÇÃO
As crianças com dificuldade de linguagem têm problemas com testes e provas:
Em geral, não conseguem ler todas as palavras das questões do teste e não estão certas sobre o que está sendo solicitado.
Elas têm dificuldade de escrever as respostas;
Sua escrita é lenta, e não conseguem terminar dentro do tempo estipulado;
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Recomendamos que, ao elaborar, aplicar e corrigir as avaliações do aluno disléxico, especialmente as realizadas em sala de aula, adote os seguintes procedimentos:
Leia as questões/problemas junto com o aluno, de maneira que ele entenda o que está sendo perguntado;
Explicite sua disponibilidade para esclarecer-lhe eventuais dúvidas sobre o que está sendo perguntado; 
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Dê-lhe tempo necessário para fazer a prova com calma;
Ao recolhê-la, verifique as respostas e, caso seja necessário, confirme com o aluno o que ele quis dizer com o que escreveu, anotando sua(s) resposta(s)
Ao corrigi-la, valorize ao máximo a produção do aluno, pois frases aparentemente sem sentido e palavras incompletas ou gramaticalmente erradas não representam conceitos ou informações erradas; 
Você pode e deve realizar avaliações orais também. 
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 Alunos disléxicos podem ser bem sucedidos em uma classe regular. O sucesso dependerá do cuidado em relação à sua leitura e das estratégias usadas. 
Se o disléxico não pode aprender do jeito que ensinamos, temos que ensinar do jeito que ele aprende. 
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 Hoje levantei cedo pensando no que fazer, antes que o relógio marque meia-noite. É minha função escolher que tipo de vida vou ter hoje. Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar por minha saúde ou dar graças por estar vivo. Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria, ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com as tarefas de casa ou agradecer à Deus por ter um teto para morar. Posso lamentar decepções com os amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planejei, posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende de nós! 
(Charles Chaplin)
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“Todos os nossos sonhos 
podem tornar-se realidade, se tivermos a coragem de 
perseguí-los.”
(Walt Disney)
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DISGRAFIA
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Disgrafia
"A disgrafia é uma desordem de um distúrbio de integração-motora. A criança não tem um defeito visual e tampouco motor, mas não consegue transmitir as informações visuais ao sistema motor". (JONHSON; MYKLEBUST, 1993, p. 235). 
A disgrafia não consiste em um simples atraso da evolução geral, pois na maioria das crianças trata-se apenas de um atraso gráfico. 	
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	Programa escolar adaptado
Compreensão e tolerância. 
Tarefa do professor  trabalhar com crianças que apresentam problemas sérios de aprendizagem e tentando tudo para solucionar suas dificuldades, a fim de realizar um trabalho eficiente. 
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Sintomas
distúrbios de orientação espacial - invertem e omitem letras, números e sílabas; 
transtornos de orientação temporal; 
dificuldade na organização perceptiva, no esquema corporal e na lateralidade; 
distúrbios de motricidade, sobretudo, da fina e da coordenação viso-motora; 
distúrbios de esquema corporal; 
distúrbios de linguagem oral e de ortografia;
 distúrbios afetivo-emocionais; 
dificuldade para pegar no lápis e para cópia de palavras, desenhos e números;
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Disgrafia
Caracteriza-se por:
 erros gramaticais de pontuação, 
organização pobre de parágrafos, 
múltiplos erros de ortografia 
grafia deficitária
DSM IV
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Disgrafia
Dificuldade na escrita, em que os problemas podem estar relacionados com a componente grafomotora (padrão motor da escrita) 
forma das letras, 
espaço entre as palavras, 
pressão do traço; 
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Para adquirir a escrita...
Coordenação visuo-motora para que se possam realizar os movimentos finos e precisos que exigem o desenho gráfico das letras; 
da linguagem, para compreender o paralelismo entre o simbolismo da linguagem oral e da linguagem escrita; 
da percepção que possibilita a discriminação e a realização dos caracteres numa situação espacial determinada; cada letra dentro da palavra, das palavras na linha e no conjunto da folha de papel, assim como o sentido direcional de cada grafismo e da escrita em geral. 
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Manifestações
traços pouco precisos e incontrolados; 
falta de pressão com debilidade de traços; 
traços demasiado fortes que vinquem o papel; 
grafismos não diferenciados nem na forma nem no tamanho; 
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Manifestações
a escrita desorganizada que se pode referir não só a irregularidades e falta de ritmo dos signos gráficos, mas também a globalidade do conjunto escrito; 
realização incorreta de movimentos de base, especialmente em ligação com problemas de orientação espacial, etc. 
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 Disortografia ou distúrbio da leitura e escrita?
Troca de fonemas na escrita, junção (aglutinação) ou separação indevidas das palavras, confusão de sílabas, omissões de letras e inversões. 
Dificuldades em perceber as sinalizações gráficas como parágrafos, acentuação e pontuação.
Textos reduzidos 
Desinteresse para a escrita. 
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Características
Não compromete o traçado ou a grafia.
Comete um grande número de erros. 
Cuidado: Até o 3º. Ano confusões ortográficas são comuns  relação com sons e palavras impressas.
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Causas
90% das disortografias têm como causa um atraso de linguagem ou atraso global de desenvolvimento.
Alterações de processamento auditivo
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Diagnóstico
Avaliação Fonoaudiológica
Avaliação do Processamento auditivo
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Tratamento
Terapia fonoaudiológica
Treinamento auditivo formal ou informal
Orientação à escola
Intervenção psicopedagógica institucional
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4º. Ano, 9 anos
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Após 3 meses de terapia fonoaudiológica
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O processo de avaliação
Anamnese:
Queixa
História da queixa
Dados sobre o desenvolvimento
Constitucionais
Circunstanciais
Impressões do avaliador
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Como avaliar a escrita?
Atividades com nomes próprios 
Documentos pessoais
Localizar letras em jornais, revistas, propagandas, livros diversos 
Bingo de letras ou sílabas; 
Nome de funcionários da escola, da família
 Leitura e reescrita de contos de fada.
Monteiro (2010, p. 96-109) 
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