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Saiba a diferenca entre medicamentos de referencia generico similar

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Saiba a diferença entre medicamentos de referência, similares e 
genéricos 
 
6 de junho de 2011 
 
Quando um medicamento inovador é registrado no País, chamamos 
esse medicamento de “referência”. A eficácia, segurança e qualidade desses 
medicamentos são comprovados cientificamente, no momento do registro junto 
à Anvisa. Como os laboratórios farmacêuticos investem anos em pesquisas 
para desenvolvê-los, têm exclusividade sobre a comercialização da fórmula 
durante o período de patente. “A patente pode durar entre 10 e 20 anos”, 
segundo o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, que explicou hoje 
(6/6) como funcionam os medicamentos genéricos em entrevista ao programa 
Mais Você, da TV Globo. 
Após a expiração da patente, abre-se a porta para a produção de 
medicamentos genéricos. O medicamento genérico é aquele que contém o 
mesmo fármaco (princípio ativo), na mesma dose e forma farmacêutica, é 
administrado pela mesma via e com a mesma indicação terapêutica do 
medicamento de referência no país. “São feitos testes em pacientes que 
tomam remédios de referência e genéricos, e é feito o exame de sangue 
dessas pessoas. Em seguida, analisamos se os efeitos deste remédio no 
organismo são os mesmos” ressaltou Barbano em resposta à pergunta feita 
pela apresentadora Ana Maria Braga. 
O genérico é intercambiável com o medicamento de referência. A 
segura substituição do medicamento de referência pelo seu genérico é 
assegurada por testes de bioequivalência apresentados à Anvisa. Essa 
intercambialidade somente poderá ser realizada pelo farmacêutico 
responsável. 
Disciplina: Farmacologia Geral 
Docente: MSc. Íngara Miranda 
Na embalagem dos genéricos deve estar escrito "Medicamento 
Genérico" dentro de uma tarja amarela. Como os genéricos não têm marca, o 
que você lê na embalagem é o princípio ativo do medicamento. O preço do 
medicamento genérico é 35% menor, pois os fabricantes de medicamentos 
genéricos não necessitam fazer investimentos em todas as fases de pesquisas 
não clínicas e clínicas para o seu desenvolvimento, visto que a maior parte dos 
estudos de segurança e eficácia foram realizados pelos medicamentos de 
referência. Outro motivo para os preços reduzidos dos genéricos diz respeito 
ao marketing. Os seus fabricantes não necessitam fazer propaganda, pois não 
há marca a ser divulgada. 
Similares – Além dos medicamentos de referência e os genéricos, há a 
categoria dos medicamentos similares. De acordo com a definição legal, 
medicamento similar é aquele que contém o mesmo ou os mesmos princípios 
ativos, apresenta mesma concentração, forma farmacêutica, via de 
administração, posologia e indicação terapêutica, mas pode diferir em 
características relativas ao tamanho e forma do produto, prazo de validade, 
embalagem, rotulagem, excipientes e veículo, devendo sempre ser identificado 
por nome comercial ou marca. 
Os medicamentos genéricos e similares podem ser considerados 
“cópias” do medicamento de referência. Para o registro de ambos 
medicamentos, genérico e similar, há obrigatoriedade de apresentação dos 
estudos de biodisponibilidade relativa e equivalência farmacêutica. Desde sua 
criação, o medicamento genérico já tinha como obrigatoriedade a apresentação 
dos testes de bioequivalência, enquanto a obrigatoriedade de tais testes para 
medicamentos similares foi a partir de 2003. Até 2014 todos os medicamentos 
similares já terão a comprovação da biodisponibilidade relativa. 
 
Fonte: ANVISA 
Disponível em: 
http://portal.anvisa.gov.br/wps/content/anvisa+portal/anvisa/sala+de+imprensa/menu+-
+noticias+anos/2011+noticias/saiba+a+diferenca+entre+ 
medicamentos+de+referencia+similares+e+genericos