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COMPUTAÇÃO
FORENSE
COMPUTAÇÃO FORENSE
CONCEITOS GERAIS
PROCESSO INVESTIGATIVO E LEGISLAÇÃO VIGENTE
CRIMES COMETIDOS COM O USO DE EQUIPAMENTOS COMPUTACIONAIS
COMPUTAÇÃO FORENSE
Durante o período Mesolítico da Pré História, há aproximadamente dez mil anos atrás, a humanidade deu importantes passos rumo à sua evolução e sobrevivência. Foi nessa fase que o homem dominou o fogo, domesticou animais e desenvolveu a agricultura, o que exigiu dele vários tipos de conhecimento como: do tempo, das estações do ano e das fases da lua, além de formas de controlar seu rebanho, surgindo assim a necessidade de contar. 
A partir daí nunca mais parou, quantificando desde alimentos para o consumo da tribo, até partículas subatômicas para pesquisas espaciais. 
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A partir daí nunca mais parou, quantificando desde alimentos para o consumo da tribo, até partículas subatômicas para pesquisas espaciais. 
O ser humano percebeu que a capacidade de efetuar cálculos sempre esteve ligada ao seu desenvolvimento, ou seja, cada vez que ele conseguia resolver operações matemáticas mais complexas e com maior rapidez, maiores eram os avanços científicos que alcançava.
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Através dessa percepção, diversos instrumentos de contagem foram criados, como o ábaco, as Réguas de Cálculo de John Napier, a Pascalina de Blaise Pascal que depois foi aperfeiçoada por Gottfried von Leibnitz e muitos outros, incluindo o computador. Inclusive o termo Computar, segundo o dicionário Michaelis, é originário do latim e significa calcular, contar; portanto, computador seria então o mecanismo ou máquina que auxilia nessa tarefa. 
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Em 1990 ocorreu a popularização mundial da internet, através da criação do serviço World Wide Web (WWW), por Tim Berner-s Lee (1989), permitindo que usuários dos computadores espalhados pelo mundo tivessem a oportunidade de trocar dados e informações em poucos milissegundos, proporcionando assim maior velocidade e rapidez na comunicação entre máquinas e pessoas.
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Atualmente, a facilidade e a velocidade com que o computador processa, armazena e transmite informações por toda a sua rede, tornou-o um bem de consumo muito desejado – e por diversas vezes indispensável – em muitos lares de todo o mundo. Segundo a pesquisa 26ª Pesquisa Anual Administração e Uso da TI nas Empresas - 2015, feita pela Fundação Getúlio Vargas, a venda de computadores anualmente é de 25 milhões.
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Governos e empresas notaram esse avanço e passaram a oferecer diversos serviços aos cidadãos, como emissão de documentos, transações bancárias, vendas de produtos, entre outros, gerando assim uma enorme quantidade de dados sigilosos. 
Os criminosos, atraídos pelo grande volume de informações pessoais circulando pelas redes do mundo inteiro, começaram a se especializar e até recrutar pessoas com conhecimentos na área de computação.
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A melhor maneira para combater tais ataques, sem dúvida, é a prevenção, não só utilizando equipamentos de alta tecnologia e sistemas seguros, como também instruindo as pessoas que os utilizam. Entretanto, quando ela se torna ineficaz ou inexistente, deve-se recorrer à Perícia Forense Computacional para que haja uma investigação e os criminosos punidos. 
Esta prática é feita por um profissional habilitado, com conhecimentos tanto em informática, quanto em direito, especialista em analisar vestígios digitais e em produzir provas técnicas que servirão de apoio para a decisão de um juiz.
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Vivemos na sociedade da informação, onde nos tornamos refém e dependentes das informações e a internet passou a ser a ferramenta mais importante para atingir tal objetivo, seja pessoal ou profissionalmente.
Infelizmente a inovação tecnológica não trouxe apenas benefício, mas também a possibilidade da realização de práticas ilegais e criminosas.
Neste cenário vem o desenvolvimento da Computação Forense como uma ferramenta poderosa e eficaz no combate desse tipo de práticas ilegais. 
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A Computação Forense é uma área de pesquisas que tem por objetivo investigar soluções para problemas relacionados à coleta, classificação, organização e análise de evidências digitais. Em relação à coleta e organização, buscam-se abordagens para reduzir a utilização errônea e ingênua de possíveis evidências importantes.
Com respeito à classificação, procuram-se soluções que permitam identificar as evidências de modo a reduzir o esforço técnico necessário durante sua análise. 
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Finalmente, em relação à análise, objetiva-se investigar a fonte originadora de um determinado documento bem como sua autenticidade. Na identificação da fonte originadora, busca-se identificar o modelo particular de um dispositivo de captura (e.g., scanner, câmera, impressora), ou o dispositivo exato, que fez a captura de um determinado documento. Na detecção de manipulações, procura-se estabelecer a autenticidade de um documento ou expor quaisquer manipulações que este possa ter sofrido.
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Portanto o objetivo principal da Computação Forense é determinar a materialidade, dinâmica e autoria de ilícitos ligados à área de informática, proporcionando a identificação e o processamento de evidências digitais através de provas materiais de crime, por meio de métodos técnico-científicos, podendo ser utilizado de forma válida em juízo, proporcionando ao juiz o devido convencimento da autoria e materialidade do crime.
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PROCESSO INVESTIGATIVO E LEGISLAÇÃO VIGENTE
Atualmente, os celulares que nos auxiliam nos negócios e nos aproximam das pessoas, são também usados para coordenar ação criminosas, inclusive de dentro de presídios. Câmeras e filmadoras digitais de excelente qualidade, concebidas para possibilitar a concretização de trabalhos artísticos, ou para registro de momentos especiais de nossas vidas, são também utilizadas para exploração covarde do mercado pedófilo, infelizmente. A natureza do ser humano é intrinsecamente controversa. 
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A produção de conhecimento baseada no nosso tipo de racionalidade científica é afetada, quando não estimulada, pelos interesses mais divergentes que se pode imaginar. Tomando-se em conta a pluralidade de possibilidades às quais novas descobertas podem ser úteis, se faz necessária a existência de forças investigativas, coercitivas e preventivas, a fim de se evitar vergonhosas barbaridades que são constantes em nosso mundo. E a Computação Forense faz a sua parte. A palavra forense vem de foro, e podemos entender como meio policial onde é feita uma análise minuciosa de todo material capturado em cena de crime. 
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Conforme determina o Art. 158 do Código de Processo Penal (CPP) que quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo de delito, direito ou indireto, não podendo supri-lo a confissão do acusado. Por conta desta determinação surge a necessidade de um profissional qualificado, que examine vestígios e produza laudos que forneça ao Poder Judiciário condições de apurar um delito, conforme determina os artigos 159 e 160 do CPP, a saber:
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“O exame de corpo de delito e outras perícias serão realizados por perito oficial, portador de diploma de curso superior” e “Os peritos elaborarão o laudo pericial, no qual descreverão minuciosamente o que examinarem e responderão aos quesitos formulados”. 
No caso específico da computação , o profissional competente para tal é o Perito Criminal em Informática. 
 
 
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Entretanto, necessário se faz que outros profissionais também tenham conhecimento desta área, tais como peritos particulares, profissionais de TI, auditores de sistemas, bem como advogados, promotores, delegados,