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LIVRO Redes e Manutencao

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de arquivos e até mesmo 
do sistema operacional, além de problemas físicos, como falha no disco rígido. 
O funcionamento de computadores que fazem o papel de servidores e por isso 
ficam ligados o tempo todo, por exemplo, não pode ser interrompido por falta de 
energia, pois serviços essenciais seriam afetados. Por isso existem os no-breaks.
Quando o sistema de fornecimento de energia elétrica falha, o no-break (figura 10) 
mantém o abastecimento por meio de sua bateria até que a energia volte ou o 
computador seja desligado. Quando o fornecimento é restabelecido o no-break 
se autorrecarrega. 
Em caso de falta de energia prolongada, não é recomendável usar toda a carga da 
bateria, pois isso provocaria a perda da mesma. A quantidade de tempo que os 
no-breaks suportam varia de cinco minutos a três horas, dependendo do modelo 
e do conjunto de baterias utilizadas. 
Figura 9
Estabilizador.
Figura 10
O no-break 
mantém a energia.
Em grandes 
empresas, com 
muitos servidores, 
utilizam-se também 
geradores movidos 
a diesel para manter 
os equipamentos 
ligados em caso de 
falta de energia.
Os chamados no-breaks inteligentes possuem interface que se comunica com 
um software no computador, o qual pode definir uma estratégia de desliga-
mento automático a partir de solicitação do sistema operacional. Assim, esses 
equipamentos ajudam a evitar falhas no computador e em sua própria bateria.
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DAVID J. GREEN - ELECTRICAL/ALAMY/OTHER IMAGES
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INFORMÁTICA 2
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CAPíTULO 2
Capítulo 3
• Segurança de arquivos
• Vida útil dos equipamentos
• Ambiente de trabalho
Normas 
de laboratório
Computadores não são baratos, principalmente os mais bem equipa-dos. Apesar dos avanços tecnológicos, que trazem novas versões de computadores em intervalos de tempo cada vez menores, quando 
alguém adquire um, espera que tenha uma vida relativamente longa, útil e pro-
duza o suficiente para compensar o investimento. É claro que, se tais expectativas 
não são alcançadas, haverá prejuízos, até porque projetos importantes podem 
se tornar inviáveis. O funcionamento do computador pode ser prejudicado por 
causa de má instalação, uso inadequado ou mesmo porque o equipamento é de 
baixa qualidade.
Num ambiente empresarial ou acadêmico o montante de lucro ou prejuízo que 
os computadores podem trazer é muito alto. Por isso, geralmente, boa parcela 
do investimento é voltada à proteção e manutenção do parque tecnológico. As 
instalações elétricas são bem preparadas, os ambientes são climatizados com ar-
condicionado, mantidos limpos e sem umidade. Também são contratados técni-
cos para fazer a manutenção preventiva e corretiva.
Todos esses cuidados, porém, ainda não são suficientes para garantir o bom de-
sempenho dos computadores. Também os usuários devem saber usar adequa-
damente suas máquinas e para isso devem receber instruções, de acordo com as 
normas desenvolvidas pela empresa ou instituição para uso de laboratórios de 
informática. Quando uma norma estabelecida é apresentada a todos os usuários 
dos computadores, estes devem entender que tal norma foi criada para ser cum-
prida, e que, caso isso não aconteça, haverá insatisfação e eventual repreensão.
Até o fim do ano de 2009, não havia norma padrão, nacional ou internacional, à 
qual pudéssemos nos referir neste livro. Cada instituição desenvolve a sua, com 
base no grau de instrução e na idade dos usuários dos equipamentos, na finalida-
de dos laboratórios e no registro do histórico dos problemas ocorridos. 
As normas e regulamentos geralmente são relacionados aos seguintes assuntos:
Segurança de arquivos – Senhas, áreas de trabalho, forma correta de desligar o 
equipamento, instalação de softwares com vírus ou pirateados, utilização de pen-
drives, mp3 e celulares, uso de CDs e DVDs, que também podem trazer vírus ou 
levar informações importantes da empresa para terceiros.
Vida útil dos equipamentos – Comer e beber no ambiente (isso não deve ser per-
mitido para evitar insetos, fungos e umidade); quebra de equipamentos por des-
cuido, impaciência ou brincadeiras inconvenientes; troca ou reparo de periféricos 
defeituosos (devem ser solicitados ao pessoal responsável pela manutenção e ja-
mais serem feitos pelos usuários do laboratório de informática).
Ambiente de trabalho – Som alto e não autorizado, uso da internet para acesso 
a conteúdo ilícito, antiético e antiestético, que pode causar situações constrange-
doras aos demais usuários. 
Alimentos e 
líquidos não devem 
ficar próximos 
ao computador.
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INFORMÁTICA 2
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CAPíTULO 3
• Binários 
• Hexadecimais 
Unidades 
de medida
Capítulo 4
Para representar o mundo real utilizamos unidades de medida. Para medir o tempo empregamos horas. Para medir pequenas distâncias, metros, e mais longas, quilômetros. Para medir volume de líquidos, 
recorremos a litros, etc. Em computadores utilizamos bits para medir o tama-
nho das informações. Isso é importante, por exemplo, quando precisamos saber 
quantas músicas caberão no CD, qual é o espaço livre no HD ou ainda se a foto 
é muito grande para ser enviada por e-mail. 
O bit é a menor porção de informação possível em informática. Um único bit 
representa somente duas informações, 0 ou 1, parecendo pouco em relação a 
outros formatos como o decimal, em que 1 dígito pode representar 10 valores 
diferentes, de 0 a 9. Mas essa representação é inerente à maneira como as in-
formações podem ser escritas e lidas pelo computador. No início, utilizavam-se 
cartões de papel para armazenar informações (veja figura 11 e o quadro Infor-
mática do século 19). Um furo em determinada posição do papel representava a 
informação 1. Ausência de furos significava 0. Essa mesma lógica pode ser utili-
zada depois nos computadores digitais, que utilizam sinais elétricos de tensões 
diferentes, baixa e alta, para identificar o valor 0 e 1. Mídias magnéticas podem 
armazenar essas informações substituindo o furo do cartão por um ponto que 
pode ser ou não magnetizado.
4.1. Binários
Aprendemos a enxergar o mundo em forma decimal, e portanto temos dificulda-
de para compreender e nos comunicar utilizando a forma binária. Já imaginou 
alguém dizendo que sua idade é 1111? É o mesmo que 15, em formato decimal. 
Portanto, precisamos compreender como ler um número binário e transformá-lo 
em decimal para conhecer o valor da informação.
Quando aparece sozinho, o número 0 vale 0 em decimal e também em 
binário, assim como o número 1, que vale 1 em ambos os sistemas. Mas o 
binário 10 não vale 10 em decimal, e sim 2. O número vai aumentando à 
medida que se coloca mais dígitos à esquerda, como no formato decimal, em 
que, conforme aumentamos uma casa, o número cresce na base de 10. Por 
exemplo: o número 1 na primeira casa mais à direita vale 1 mesmo, mas se 
estiver na segunda casa, vale 10, na terceira, 100 e assim por diante. O sis-
tema binário funciona na base 2 – o dígito mais à direita vale no máximo 1, 
da segunda vale 2 (10), da terceira vale 4 (100). Ou seja: para converter um 
binário em decimal, multiplicamos dígito a dígito pela base 2 elevando-o à 
potência de sua posição. Exemplo:
Informática no século 19
A origem dos cartões perfurados remonta aos Estados 
Unidos do final do século 19 e à criação da gigante da 
informática IBM. A técnica foi concebida por Herman 
Hollerith, nascido em 1860, que partiu do princípio de 
comando de teares automáticos.
Em 1880, Hollerith trabalhava no National Census 
Office, que fazia pesquisas demográficas e levava 
10 anos para tabular as informações. Naquele ano ele 
inventou uma máquina leitora de cartões perfurados em 
código binário. No início, Hollerith usou fitas de papel 
perfuradas divididas em campos para cada grupo da

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