Buscar

sist liberacao prolongada

Prévia do material em texto

1 
SISTEMAS DE LIBERAÇÃO, 
AÇÃO PROLONGADA E 
AÇÃO CONTROLADA DE 
FÁRMACOS 
2 
1) Conceitos 
 
• Formas farmacêuticas com ação 
prolongada 
 
• Formas farmacêuticas com 
liberação controlada 
 
• Formas farmaceuticas de liberação 
modificada 
3 
2) Definições 
 
• Formas farmacêuticas com ação prolongada: indica que 
o fármaco é disponibilizado para absorção por um 
período de tempo mais prolongado do que a ff 
convencional. 
 
• Formas farmacêuticas com liberação controlada: 
liberam o fármaco em uma velocidade constante e 
fornecem concentrações plasmáticas que permanecem 
invariáveis com o tempo 
 
• Formas farmaceuticas de liberação modificada: as 
características de curso e/ou localização da liberação de 
fármacos são escolhidas para satisfazer o objetivo 
terpêutico. Liberam o fármaco continuamente, em 
velocidades controladas o suficiente para fornecer 
períodos de ação terapeutica após administração de 
uma “dose única” 
 
4 
2) Termos utilizados: 
 Liberação controlada; 
 Liberação mantida; 
 Liberação temporizada; 
 Liberação lenta; 
 De ação mantida; 
 De ação estendida; 
 Velocidade controlada. 
 
5 
3) Objetivos 
 controlar a duração da eficiência; 
 controlar e direcionar o agente 
de liberação no organismo; 
 reduzir a toxicidade e efeitos 
colaterais indesejáveis; 
 prevenir ou reduzir o abuso ou 
uso indiscriminado do agente; 
 otimizar a ação e desempenho 
do agente. 
 
6 
7 
4) Vantagens 
 
• adesão do paciente – simplifica 
esquema posológico 
• manutenção do nível terapêutico – 
efeitos farmacológicos 
• redução dos picos plasmáticos – 
melhor eficácia 
• redução dos efeitos colaterais 
• proteção do fármaco 
• economia 
 
8 
5) Desvantagens: 
 
• custo inicial é mais elevado que as 
formas farmacêuticas convencionais 
• cinética de liberação é dependente da 
integridade da forma farmacêutica 
• risco de alteração do esquema de 
liberação prolongada 
• Via oral – decomposição TGI e 
absorção limitada 
• Fármacos com pequena faixa 
terapêutica - toxicidade 
 
9 
6) Dose de ação imediata e dose 
de manutenção 
 
• Ação imediata: dose incorporada à 
preparação galênica – esquema 
terapêutico 
 
• Manutenção: sobrecarga de fármaco – 
nível terapêutico – desnecessário nova 
administração antes tempo previsto 
 
* Dose efetiva => veloc. Fármaco = 
veloc. Eliminação 
 
10 
7) Requisitos ideais para forma 
farmacêutica ação prolongada 
 
• Preparação – nível sanguíneo 
prolongado 
• Garantir - níveis sanguíneos 
constantes 
• Ao longo do tempo – duração 
desejada – efeito biológico uniforme 
• Reduzir os efeitos indesejáveis 
secundários – níveis tóxicos 
 
 
11 
8) Métodos que conduzem à 
obtenção das formas 
farmacêuticas de ação prolongada 
 
a) Procedimentos fisiológicos 
 
 
absorção eliminação 
mecânicos físicos 
químicos 
Diminuição permeabilidade 
renal 
12 
b) Procedimentos físico-químicos 
 
 modificações estruturais 
 
c) Procedimentos galênicos 
 
 operações farmacêuticas 
 
 
 
 
 
Forma farmacêutica 
parenteral oral ocular 
13 
c) Procedimentos galênicos 
 
Tecnologias utilizadas para prolongar a 
liberação dos fármacos: 
 
1. Sistemas matriciais 
2. Sistemas reservatórios 
3. Bombas osmóticas 
4. Nanotecnologia 
 
 
 
 
14 
c) Procedimentos galênicos 
 
1. Sistemas monolíticos: a liberação é única 
e a dose não está dividida (comprimido ou 
cápsulas) 
 
2. Sistemas multiparticulados: contém o 
fármaco dividido em várias subunidades 
de liberação (grânulos, pelletes, 
minicomprimido – diâmetro inferior a 3 
mm) que estão em cápsulas ou 
comprimidos 
 
 
15 
c) Procedimentos galênicos 
 
1. Sistemas matriciais monolíticos 
 
 São dispersões ou soluções de um fármaco em 
uma ou mais substâncias capazes de modular a 
sua liberação, geralmente polímeros de 
diferentes naturezas (hidrofílica e hidrofóbica) 
 
 
 
 
 
 
16 
c) Procedimentos galênicos 
 
1. Sistemas matriciais monolíticos 
 
a. Matrizes coloidais hidrofílicas: as partículas do 
fármaco estão dispersas em uma matriz solúvel, 
em que o fármaco torna-se disponível quando a 
matriz dissolve-se ou intumesce e dissolve. 
Liberação: processo de intumescimento, difusão e 
erosão 
Adjuvantes: alginatos, carbopol, gelatina, HPMC 
 
 
 
 
17 
c) Procedimentos galênicos 
 
1. Sistemas matriciais monolíticos 
a. Matrizes coloidais hidrofílicas: 
 
 
 
 
 
 
 
 
18 
c) Procedimentos galênicos 
 
1. Sistemas matriciais monolíticos 
 
b) Matrizes lipídicas e matrizes poliméricas 
insolúveis: partículas do fármaco dispersas em 
uma matriz insolúvel, em que o fármaco torna-se 
disponível quando o solvente penetra na matriz e 
dissolve as partículas. 
Liberação: fármaco liberado por difusão e pode 
haver erosão 
Adjuvantes: ceras, PEG, 
 
 
 
19 
c) Procedimentos galênicos 
 
1. Sistemas matriciais monolíticos 
b) Matrizes lipídicas e matrizes poliméricas 
 
 
 
 
 
 
 
20 
c) Procedimentos galênicos 
 
2. Sistemas de reservatório ou controlados por 
membrana (sistemas unitários e múltiplos): 
Possui um reservatório contendo o fármaco e 
revestido por membrana polimérica porosa ou 
não-porosa e o fármaco é liberado por difusão 
 
 
 
 
 
 
 
21 
c) Procedimentos galênicos 
 
3. Bombas osmóticas: 
Pressão osmótica para liberação do fármaco. 
Constituído por um núcleo de membrana 
semi-permeável que possui um orifício a 
laser e um agente osmótico 
 
 
 
 
 
 
22 
c) Procedimentos galênicos – componentes 
 
Fármaco 
Agente controlador da liberação (formador 
de matriz, formador de membrana) 
Modificador da matriz ou membrana 
Solubilizante, modificador de pH e/ou 
densidade 
Lubrificante, promotor de fluxo 
Revestimento suplementar para estender 
lag time e posteriormente reduzir a 
liberação fármaco 
 
 
23 
 MICROPARTÍCULAS,MICROCÁPSU
LAS E MICROPELLETS 
 
MICROENCAPSULAÇÃO: processo pelo 
qual sólidos, líquidos ou gases podem ser 
encapsulados em partículas microscópicas 
– formação de fino revestimento, envelope 
FORMADORES DE PAREDE: gelatina, álcool 
polivinílico, etilcelulose, cloreto de 
polivinil... 
 
24 
 1.MICROENCAPSULAÇÃO 
POR EMULSIFICAÇÃO- 
EVAPORAÇÃO DO SOLVENTE 
 
 
A- Evaporação do solvente - Emulsão simples 
B- Evaporação do solvente - Emulsão Múltipla 
25 
 A- Evaporação do solvente - Emulsão simples 
Sol.polimérica 
c/ fármaco 
Sol. aquosa 
c/ tensoativo 
Emulsão 
O/A 
Evap. Solv. Susp. mp 
26 
B- Evaporação do solvente - Emulsão Múltipla 
Sol.orgânica 
polimérica 
 
Sol. aquosa 
c/ tensoativo 
e P.A. 
Emulsão 1ª 
A/O 
Evap. Solv. Susp. mp 
Sol. aquosa 
 c/ tensoativo 
Emulsão A/O/A 
27 
Meios de incorporação do agente 
ativo na solução orgânica 
Dissolvido Disperso Emulsionado 
28 
SELEÇÃO DO SOLVENTE 
 Ser capaz de dissolver o polímero ; 
 
 Ser capaz de dissolver o fármaco ; 
 
 Imiscibilidade com o solvente da fase contínua ; 
 
 Ponto de ebulição mais baixo que o solvente da fase contínua ; 
 
 Baixa toxicidade ; 
 
 1. FASE DISPERSA 
29 
SELEÇÃO DO SOLVENTE 
 1. FASE DISPERSA 
Diclorometano 
Solvente mais utilizado 
Alta volatilidade ; 
Boa solubilidade para uma 
grande variedadede polímeros ; 
TOXICIDADE 
30 
SELEÇÃO DO SOLVENTE 
 Ser incapaz de dissolver o polímero ; 
 
 Ser incapaz de dissolver o fármaco ; 
 
 Imiscibilidade com o solvente da fase contínua ; 
 
 Ponto de ebulição mais alto que o solvente da fase dispersa ; 
 
 Baixa toxicidade ; 
 
 Permitir fácil recuperação e eliminação das partículas ; 
 1. FASE CONTÍNUA 
31 
POLÍMEROS 
Biodegradação Biocompatibilidade 
Controlar a liberação 
32 
POLÍMEROS 
Poliésteres 
celuloses 
Polianidridos 
Policarbonatos 
33 
Parâmetros que afetam o tamanho das 
partículas 
 Natureza e peso molecular do polímero ; 
 
 Concentração de polímero ; 
 
 Concentração de fármaco ; 
 
 Razão entre volume de fase orgânica e aquosa ; 
 
 Concentração de tensoativo ; 
 
 Método de evaporação do solvente ; 
 
 Tempo e velocidade de agitação ; 
 
34 
Desenho esquemático das 
microcápsulas e micropartículas 
35 
 
NANOESFERAS 
 
–Partículas < 1 mm são consideradas 
nanopartículas 
–Micropartículas> 1 mm 
. Existe uma certa controvérsia com 
relação ao tamanho limite para as 
micropartículas 
 
36 
 
NANOPARTÍCULAS 
 
–Nanoesferas – sistema matricial 
–Nanocápsulas – sist. reservatório 
núcleo 
37 
 
MÉTODOS DE OBTENÇÃO 
 
Métodos Mecânicos: 
Revestimento em leito fluidizado, em 
que partículas são mantidas em 
suspensão através de um fluxo de ar 
contínuo e são revestidas por 
atomização do material revestidor no 
leito de partículas suspensas. 
 
 
38 
 
“Spray Drying” (secagem em spray), 
em que o fármaco, em solução ou 
dispersão, é nebulizado, juntamente com o 
material revestidor solubilizado ou fundido. 
 
Isto é feito em uma câmara de 
evaporação, causando a rápida 
solidificação das gotículas originando as 
partículas. 
 
39 
 LIPOSSOMAS 
Lipossomas são vesículas formadas por vários 
fosfolipídios quando dispersos em água.Possui 
uma fina porém durável camada que circunda o 
compartimento aquoso protegendo-o do meio 
externo 
 
 
40 
 
Função da membrana: regular o transporte da 
molécula para dentro e para fora do 
compartimento. 
 
Estrutura da membana: são biocompatíveis e 
biodegradáveis por serem originados de lípides 
de fontes naturais 
 
41 
 TIPOS 
 
42 
 
TIPOS: 
 
43 
 LIPOSSOMAS 
PRODUÇÃO 
 
 
44 
 *DISTRIBUIÇÃO UNIFORME 
DISPOSITIVOS HOMOGENEIZADORES E DE 
FLUXO POR PRESSÃO 
 
* TAMANHO 
0,3 E 10 MÍCRONS 
 
* INFLUÊNCIA NA DISTRIBUIÇÃO 
PARTÍCULAS MAIORES – PULMÃO 
PARTÍCULAS MENORES - FÍGADO 
45 
 APLICAÇÕES 
 
Formulação de Ajuda 
Liberação de Drogas Intracelular 
Liberação Sustentada e Controlada de Drogas 
Terapia Genética 
Liberação em locais à serem evitados 
Sítio Alvo Específico 
 
 
 
46 
 APLICAÇÕES 
 
Formulação de Ajuda 
Drogas hidrofóbicas tais como Ciclosporina e 
Paclitaxel, são formuladas em surfactantes e co-
solventes orgânicos para administração 
sistêmica em humanos.Estes solventes podem 
causar toxicidde na dose necessária para liberar 
o fármaco. 
 
 
47 
 APLICAÇÕES 
 
 Liberação de Drogas Intracelular 
–Drogas com receptores e alvo intracelular 
são necessários para a atividade 
farmacológica. 
–A liberação de drogas que entram 
normalmente nas células por “pinocitose” 
podem ser muito efetivas (Sharma,1994) 
porque os lipossomas podem conter grandes 
concentrações da droga se comparado com o 
fluido extracelular. 
 
 
48 
 APLICAÇÕES 
 
 Liberação Sustentada e Controlada de Drogas 
Os sistemas de controle e sustentação são 
necessários para drogas tais como Citosina 
Arabinoside ( Ara-C) que são removidos in vivo e 
necessitam de concentração de plasma como 
nível terapêutico para um efeito de período 
prolongado 
 
49 
 APLICAÇÕES 
 
 Terapia Genética 
–Falta de enzimas/fatores ou defeitos genéticos. 
 
Liberação em locais à serem evitados 
–Drogas usadas no tratamento de doenças como o 
câncer, usualmente tem um índice terapêutico (TI) e 
pode SER altamente tóxico para os tecidos 
normais.Tem sido mostrado que a encapsulação 
dessas drogas em lipossomas , reduz 
significativamente a toxicidade da droga.(Szoka, 
1991) 
 
50 
 APLICAÇÕES 
 
 Local alvo específico 
–O primeiro conceito proposto por Paul Ehrlich(1960) 
na liberação da droga no local específico, envolveu a 
liberação de uma grande fração de drogas no sítio 
alvo, o que reduziu a exposição do tecido normal. 
–Esta liberação pode ser realizada por meio Ativo e 
Passivo 
 
51 
 ADMINISTRAÇÃO 
 
 Administração intraperitonial : 
A administração direta de agentes ante-neoplásico na 
cavidade intra peritonial tem sido proposta para ser uma 
vantagem terapêutica para câncer que desenvolve neste 
local(Dedrick e col, 1978). 
 
Os lipossomas podem encapsular antígenos em seu 
espaço aquoso ou encorporar na camada dependendo 
da lipofilicidade do antigeno. Os lipossomas foram os 
primeiros a serem usados como adjuvantes imunológicos 
para aumentar a resposta imune na difteria 
toxóide(Alison e Gregoriadis, 1974). 
 
 
52 
 
 
LIMITAÇÕES 
 
–Questão da estabilidade: podem ser vencidos por 
liofilização - Criopectante e é reconstituído com 
veículo imediatamente antes da administração. A 
liofilização aumenta o tempo de prateleira do produto. 
 
–Método de esterilização: filtração através da 
membrana estéril 0,22 µm. Entretanto não é 
adequada para vesículas grandes e também não é 
capaz de remover vírus. 
* autoclave sem perda da substância e/ou 
degradação dos fosfolipídeos(Zuidan e col, 93). 
 
53 
 
 
LIMITAÇÕES 
 
 
–Controle do tamanho da partícula 
–Produção de grandes grupos 
–Vesículas circulantes com meia vida pequena

Outros materiais

Materiais relacionados

Perguntas relacionadas

Perguntas Recentes