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apostila geotecnia

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Ela é usada para se determinar as características físicas do solo in situ, como os índices físicos, o 
coeficiente de permeabilidade, os parâmetros de compressibilidade e de resistência ao cisalhamento. 
Uma amostra indeformada pode ser obtida de diversas maneiras dependendo da cota da amostragem, 
da densidade do solo e da posição do lençol freático. Assim para solos moles abaixo do nível d’água 
será usado um amostrador de parede fina, enquanto que, para solos acima do nível d’água e mais 
densos deve-se abrir um poço até a cota de interesse e retirar um bloco de solo usando uma caixa 
como forma e com as dimensões apropriadas ao tipo e número de ensaios a realizar. 
Na retirada, no transporte e no manuseio, de qualquer um dos dois tipos de amostras, devem ser 
tomados cuidados extras para que a amostra não sofra nenhuma avaria. 
Os equipamentos e acessórios, o procedimento da amostragem, os cuidados e o dimensionamento de 
cada uma das amostras serão descritos nos itens seguintes. 
1.4.1.1. Aparelhagem 
a) Trados de diversos tipos e diâmetros; 
b) Amostrador de parede grossa; 
c) Caixa metálica, de madeira ou de isopor; 
d) Amostrador de parede fina. 
1.4.1.2. Acessórios 
a) Sacos de lona ou de plástico de diferentes tamanhos; 
b) Pás, enxadas, picaretas, facas, espátulas, conchas; 
c) Fogareiro a gás; 
d) Parafina; 
e) Tecido fino, tipo morim, ou filme de PVC; 
Rideci Farias. Haroldo Paranhos. Mylane Viana Hortegal. 
Engenheiro Civil e Geotécnico, D.Sc. Engenheiro Civil e Geotécnico, M.Sc. Engenheira Civil e Geotécnica, M.Sc. 
CREA/ PA 9736 – D. CREA/DF 9649 – D. CREA/DF 19403 – D. 
Geotecnia Experimental - 2º semestre 2012 10 
f) Etiquetas; 
g) Serragem ou plástico bolha. 
1.4.1.3. Procedimentos para a amostragem 
Para cada um dos tipos de amostras representativas o procedimento na amostragem será diferente. A 
seguir será descrita a forma de se obter uma amostra deformada e uma amostra indeformada em 
bloco, em uma camada acima do nível d’água. 
1.4.1.4. Amostra deformada 
Para este tipo de amostragem deve-se inicialmente, fazer uma limpeza no local de trabalho, retirando 
a vegetação superficial, raízes e qualquer outra matéria estranha ao solo, para só depois iniciar o 
processo de coleta da amostra. Comumente quando a cota de retirada da amostra está a até um metro 
abaixo da superfície do terreno faz-se uma escavação, até a cota de interesse, com uma das 
ferramentas indicadas e, então, faze-se a coleta. 
Geralmente, dependendo do tipo de solo, entre um e seis metros de profundidade pode-se usar o 
trado cavadeira, desde que, o furo não precise de revestimento. Para uma profundidade maior do que 
seis metros ou quando o solo necessitar de um tubo de revestimento do furo deve-se usar o trado 
helicoidal. As Figuras 2.1 a 2.6 apresentam trados típicos utilizados em Mecânica dos Solos para 
coleta de amostras deformadas, e nas Fotos 2.1 a 2.12 mostrados trabalhos de campo relacionados 
com coleta, amostragem e transporte de amostras deformadas de solos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rideci Farias. Haroldo Paranhos. Mylane Viana Hortegal. 
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Geotecnia Experimental - 2º semestre 2012 11 
 
Figura 0.1 - Trado Holandês. Utilizado para 
abertura de fustes e coleta de amostragem de 
solos com pouca coesão. 
 
Figura 0.2 – Trado Cavadeira tipo “Boca de 
Lobo”. Utilizado abertura de buracos e coleta de 
amostras de solos com pouca coesão e de 
preferência úmidos. 
 
Figura 0.3 – Trado tipo I.P.T. Utilizado para 
abertura de fustes e coleta de amostragem de 
solos com pouca coesão ou úmidos acima do 
nível de água. 
 
Figura 0.4 –Trado tipo Concha. Utilizado para 
abertura de fustes e coleta de amostragem de 
solos acima do nível de água. 
 
 
 
Figura 0.5 – Trado Helicoidal. Utilizado para 
perfurações (pré-furo) em Solos muito 
compactados. 
 
Figura 0.6 – Trado Helicoidal. Utilizado para 
perfurações (pré-furo) em Solos muito 
compactados. Obs.: Tem-se também na literatura 
este trado como “trado torcido”. 
 
Rideci Farias. Haroldo Paranhos. Mylane Viana Hortegal. 
Engenheiro Civil e Geotécnico, D.Sc. Engenheiro Civil e Geotécnico, M.Sc. Engenheira Civil e Geotécnica, M.Sc. 
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Foto 0.1 - Trado tipo Concha. Coleta e 
amostragem de solos acima do nível de água. 
 
Foto 0.2 – Sondagem a trado com trado tipo 
Concha. Coleta e amostragem de solos acima do 
nível de água. 
 
Foto 0.3 – Trado Cavadeira tipo “Boca de 
Lobo”. Abertura de buracos e coleta de 
amostras de solos. 
 
Foto 0.4 – Trado Concha e Cavadeira tipo “Boca 
de Lobo”. Abertura de buracos e coleta de 
amostras de solos. 
 
Foto 0.5 - Trado tipo Concha. Coleta e 
amostragem de solos. 
 
Foto 0.6 – Abertura de poço de inspeção e 
retirada de solo para coleta. 
 
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Foto 0.7 – Poço de inspeção e retirada de solo 
para coleta. 
 
Foto 0.8 – Coleta de amostra deformada. 
 
Foto 0.9 – Coleta de amostra deformada. 
 
Foto 0.10 – Transporte de amostra deformada. 
 
Foto 0.11 - Trado mecanizado para coleta de 
amostra deformada. 
 
Foto 0.12 - Trado mecanizado para coleta de 
amostra deformada. 
 
Quando o trabalho com o trado helicoidal se tornar difícil ou para amostragem abaixo do nível 
d’água, quando poderá se tornar pouco eficaz, pode-se utilizar um amostrador de parede grossa, que 
é cravado dinamicamente no solo através de energia fornecida pela queda livre de um martelo, Fotos 
2.13 e 2.14 (barrilete do equipamento de sondagem à percussão – será visto com detalhe mais 
adiante). 
Rideci Farias. Haroldo Paranhos. Mylane Viana Hortegal. 
Engenheiro Civil e Geotécnico, D.Sc. Engenheiro Civil e Geotécnico, M.Sc. Engenheira Civil e Geotécnica, M.Sc. 
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Foto 0.13 - Amostrador-padrão de parede grossa “Raymond” (NBR 6.484 / 2001) – Fechado.
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