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ANÁLISE ERGONÔMICA DA ATIVIDADE DE UM ARMADOR DE FERRAGEM RESUMO A análise ergonômica em um posto de trabalho pode orientar as empresas e os envolvidos na atividade quanto a postura correta, permitindo melhorar as condições de trabalho e consequentemente otimizar a produção. Portanto o objetivo geral desta pesquisa buscou como a análise ergonômica pode orientar o armador e auxilia-lo na postura correta. A metodologia utilizada nesta pesquisa foi qualitativa, o estudo foi efetuado de forma descritiva, em que foi utilizado o método de pesquisa de campo. A amostra foi identificada como não probabilística, sendo composta por nove armadores de ferragem que fazem parte do quadro de funcionários da empresa, bem como um encarregado e um gerente de operações que é responsável por toda a planta, estes foram selecionados através do critério de acessibilidade e tipicidade. Todos os dados desta pesquisa foram coletados por meio de entrevista semiestruturada e documentos. O tratamento dos dados foi realizado por meio da análise de conteúdo e a unidade de análise foi uma empresa do subsetor da construção civil com seguimento em armações de aço. A Pesquisa em campo proporcionou conhecer a atividade do armador de ferragem, seu ambiente de trabalho bem como layout maquina equipamentos e suas funcionalidades. Também pode se perceber que todo o processo e sequenciado. Por meio do que foi observado em campo e mediante ao que foi informado pelos entrevistados pode- se identificar os riscos ergonômicos no qual estão expostos diariamente, em decorrência disto inúmeras foram as queixas dos entrevistados no que diz respeito a dor no corpo, tudo isto condicionadas as posturas praticadas durante a jornada de trabalho. Após compreender quais os riscos ergonômicos, e sua origem, mediante a documentos pode- se constatar um alto índice de absenteísmo, afastamentos devido a acidente de trabalho, doenças ocupacionais e faltas injustificadas. Palavras-chave: Análise ergonômica. Risco ergonômico. Armador de ferragem � INTRODUÇÃO Em um ambiente econômico competitivo que as organizações industriais se encontram atualmente e a concorrência existente entre as empresas que atuam no mesmo seguimento, impulsionando-as a encontrarem um diferencial que proporcione maior visibilidade e destaque. Fazendo com que as empresas invistam em novas tecnologias e equipamentos modernizando seus processos, visando melhor aceitação de seus produtos. Como em toda mudança os problemas surgem com mais frequência no período de adaptação se tratando da inter-relação existente entre o homem e seu ambiente de trabalho. Diante deste cenário no qual se encontra o homem atrelado a todas essas interações faz-se necessário uma analise do posto de trabalho de um armador de ferragem afim com intuito de fornecer posicionamentos teóricos que lhe assegure um ambiente de trabalho seguro e saudável para a prática de suas atividades laborais. O objetivo principal desta pesquisa é analisar a atividade desenvolvida pelo profissional de armação de ferragem com o intuito de melhorar as condições de trabalho e otimizar a produção. 2 REFERENCIAL TEÓRICO O referencial teórico tem por objetivo construir a base conceitual deste estudo. Portanto este capítulo será elaborado com a finalidade de oferecer uma fundamentação teórica dos tópicos que serão matéria de estudo. 2.1 Ergonomia A ergonomia surgiu com o fim da II Guerra Mundial, em virtude de um trabalho que envolveu diversos profissionais como engenheiros, fisiologistas e psicólogos com intuito de resolver problemas que foram causados com operação de equipamentos militares, durante o período daquela guerra. (LIDA, 2008). Ainda segundo Lida (2008) a data oficial do nascimento da ergonomia é 12 de junho de 1949, quando ocorreu a primeira reunião na Inglaterra, um grupo de cientistas e pesquisadores com o intuito de formalizar a existência desse novo ramo de aplicação interdisciplinar. O objetivo desses profissionais era buscar soluções a fim de sanar os problemas ergonômicos que eram causados oriundos da operação de equipamentos militares. Os resultados obtidos com esse trabalho interdisciplinar foram tão gratificantes que posteriormente tiveram seus fundamentos aproveitados na indústria pós-guerra. (Dul e Weerdmeester, 1995). De acordo com Silva (2013): O nome ergonomia deriva dos termos “ergon” significa trabalho, e “nomos”, que significa normas, leis naturais. MURRELL (1965). Podemos então concluir que ergonomia são as normas que regulamentam o trabalho ou a ciência da configuração do trabalho ao homem (SILVA, 2013, p. 25). Lida (2008) observou que este termo mencionado anteriormente foi usado pelo polonês Wojciech Jastrzebowski, e somente nos anos 50 após a criação da fundação Ergonomics Research Society na Inglaterra esses pesquisadores começaram a introduzir e expandir pelo mundo seus conhecimentos adquiridos em áreas industriais e não mais apenas na área militar. O termo ergonomia foi adotado pelos principais países europeus, onde foi fundado a Associação Internacional de Ergonomia que teve a realização de seu primeiro congresso em Estolcomo no ano de 1961. Nos Estados Unidos é denominado human factors (fatores humanos) ergonomia e considerada apenas como sinônimo. (LIDA 2008). Silva (2013) apresenta o conceito de ergonomia para a International Ergonomics Assosciation: é a disciplina cientifica relacionada ao entendimento das interações entre os seres humanos e outros elementos do sistema e a aplicação da teoria, princípios, dados e métodos de design a fim de otimizar o bem-estar humano e a melhoria de desempenho do sistema”. Em 1969, esta mesma associação havia definido ergonomia: “A ergonomia é o estudo cientifico da relação entre o homem e seus meios, métodos e espaço de trabalho. Seu objetivo é elaborar mediante, mediante a contribuição de diversas disciplinas cientificas que a compõem, um corpo de conhecimento que, dentro de uma perspectiva de aplicação deve resultar numa melhor adaptação ao homem dos meios tecnológicos e dos ambientes de trabalho e de vida” (SILVA, 2013, p. 25). Dul e Weerdmeester, (2004) afirmam que: Ergonomia (ou fatores humanos) é uma disciplina científica que estuda as interações dos homens com outros elementos do sistema, fazendo aplicações da teoria, princípios e métodos de projeto, com o objetivo de melhorar o bem-estar humano e o desempenho global do sistema. (DUL e WEERDMEESTER, 2004, p. 1). A ergonomia, de acordo com os autores mencionados, principiou mediante a uma necessidade de estudar fatores que impactaram de forma negativa no homem durante a II Guerra Mundial, com operação de equipamentos militares, que posteriormente se expandiu para os demais segmentos da indústria, e ao longo dos anos vem sendo acrescentado novos estudos relacionados ao assunto. 2.1.1. Ergonomia no Brasil Em 1983 foi fundada a Associação Brasileira de Ergonomia que é filiada a International Ergonomics Assosciation. (Dul e Weerdmeester, 1995). O primeiro seminário brasileiro sobre ergonomia aconteceu no Rio de Janeiro pela Associação Brasileira de Psicologia aplicada. O início da ergonomia da ergonomia no Brasil ocorreu nas áreas de engenharia de produção e desenho industrial, e sua atuação buscava aplicar conhecimentos alcançados sobre medidas humanas e com elaboração de normas e padrões para a população brasileira. Logo em seguida iniciou-se o segundo momento da ergonomia a partir de estudos na área da psicologia da Universidade São Paulo com experimentos sobre o comportamento de motoristas e estudos sociotécnicos desenvolvidos pela Fundação Getúlio Vargas no estado do Rio de Janeiro. Associadamente as ações direcionada para a antropometria e medidas dos seguimentos corporais pesquisadores brasileiros promoveram um dialogo com pesquisadores europeus, precisamente com os franceses a se destacar Wisner que é professor e patrono da ergonomia brasileira. (SZNELWAR, LAERTE:ABRAHAO 2009). Este item retrata de acordo com os autores o inicio e a evolução da ergonomia no Brasil, a criação da Associação Brasileira de Ergonomia vinculada a International Ergonomics Assosciation bem como as primeiras reuniões. Que foi um marco para a solidificação dessa disciplina no país. 2.1.2 Norma regulamentadora NR-17 - Ergonomia As Normas Regulamentadoras (NR-s, 1978) foram criadas pelo Ministério do trabalho em 8 de junho de 1978, aprovada pela portaria nº 3.214, com intuito de promover a saúde e segurança do trabalho, e são de observância obrigatória pelas empresas, privadas e publicas, bem como pelos órgãos privados e públicos da administração direta e indireta da União. Dentre essas normas foi criada a NR- 17), ergonomia que trata exclusivamente desta disciplina que visa: estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho as características psicológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. As condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento, transporte e descarga de materiais, ao mobiliário, aos equipamentos e as condições ambientais do posto de trabalho e da própria organização do trabalho (NR-17, 2009, p. 236). As normas regulamentadoras foram instituídas para normatizar e conceder parâmetros as atividades profissionais que são realizadas no Brasil, frequentemente são inseridas novas leis através de portarias autorizadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego. 2.1.3 Objetivo da ergonomia Este tópico irá abordar os principais objetivos da aplicação da ergonomia. De acordo com Lida (2008) o objetivo básico da ergonomia é estudar fatores que influenciam no desempenho do individuo e do sistema de produção. Buscando a redução de fadiga. Estresse, erros, acidentes, propiciando aos colaboradores saúde, segurança e satisfação. Silva (2013) define que o principal objetivo da ergonomia em um ambiente de trabalho é fornecer ao colaborador o máximo de conforto, segurança, eficiência, e melhoria das condições de trabalho, atuando diretamente na atividade, ambiente, no posto de trabalho, dimensões e formas de concepção. (ROSSETE 2014) relata que a ergonomia surgiu com o objetivo de compreender a interação complexa existente entre o ser humano e seu trabalho, e também fornecer embasamento teórico e prático para aperfeiçoar essa relação. Analisando o que foi apresentado pelos autores como objetivo da ergonomia podemos concluir que existe uma mesma linha de entendimento, pois todos apontam a relação homem e meio ambiente de trabalho e a necessidade de fornecer embasamento teórico para melhorar esta relação fornecendo ao individuo a promoção da saúde. Para Silva (2013), existem alguns conceitos básico de Tipos de ergonomia: Ergonomia Industrial- Este tipo de ergonomia está ligado á automatização, dos processos industriais. Ergonomia cognitiva- Ergonomia ligada aos trabalhadores que desenvolvem atividades que exigem alto conhecimento, memorização e concentração, como controladores de tráfego aéreo, trabalhadores de centro de controle entre outros. Ergonomia do produto- Ergonomia ligada ao atendimento dos requisitos do usuário, estudando como um produto pode ser mais bem desenvolvido, a fim de atender melhor o consumidor. Ergonomia Comunicacional ou interacional-Ergonomia que desenvolve a comunicação visual do produto ou ambiente de trabalho com pessoas. Ergonomia física - Estuda as interfaces e também como se comporta o conforto ocupacional. Ergonomia Ocupacional- Esta é voltada para a prevenção de doenças ocupacionais e acidente de trabalho (SILVA, 2013, p. 26). Silva (2013) complementa que em um ambiente ocupacional ergonomia é definida em três tipos, de correção, concepção e conscientização: Ergonomia de correção: Ergonomia aplicada na modificação dos postos de trabalho, em relação as suas dimensões, iluminação, ruído, temperatura entre outros. Atua na correção de problemas que de alguma forma estão penalizando o trabalhador. Tem eficácia um pouco limitada. Ergonomia de concepção: Atua diretamente no projeto, no planejamento do posto de trabalho, maquinário, sistema de produção, organização do trabalho, formação de pessoal. Sendo aplicada com eficiência, evita a atuação da ergonomia de correção. Ergonomia de conscientização: Trabalha na conscientização do trabalhador sobre os benefícios da ergonomia no ambiente ocupacional. De extrema importância, pois um trabalhador consciente é parceiro ideal das empresas na busca de melhorias para o ambiente de trabalho (SILVA, 2013, p. 26). De acordo com Silva (2013) a ergonomia é uma disciplina subdividida em três tipos, esta subdivisão orienta o profissional de ergonomias na melhor forma de atuação seja na correção, concepção e conscientização, consequentemente assegura ao profissional um melhor resultado na questão em estudo. 2.1.4 Ergonomia cognitiva Neste tópico será abordada ergonomia cognitiva uma das disciplinas de atuação da ergonomia. Silva (2013) descreve que ergonomia cognitiva é aquela que esta ligada aos trabalhadores que desenvolvem atividades que exigem alto conhecimento para sua realização, memorização e concentração, como controladores de trafego aéreo, trabalhadores de centro de controle. De acordo com Almeida (2008), ergonomia cognitiva é uma engenharia psicológica na qual dá um enfoque no estado e na conduta mental dos seres humanos no desenvolvimento de suas atividades e de mudanças que ocorrem nos seus locais de trabalho. Destacando-se a interação do homem com a maquina que pode acarretar grandes influências no estado psicológico do individuo. Abrahão et al (2011) demonstra que a ergonomia cognitiva procura entender e elucidar as situações onde o individuo sofre interferências no sistema cerebral influenciado por modificações e estresse da mente em meio de seu ambiente de vivência e da interação com outros seres e sistemas. De acordo com o posicionamento definido pelos autores, acerca da disciplina de atuação ergonomia cognitiva no ambiente de trabalho, podemos concluir que os fatores mentais e psicológicos interferem diretamente no âmbito de uma organização. No caso do armador de ferragem pelo fato da grande rotatividade motivada pelo término de obra. Pois teme perder seus empregos e trabalham pressionados. 2.1.5 Ergonomista . O ergonomista é um dos profissionais que contribuem para a aplicação técnica adequada da disciplina. Este profissional tem sua especialização orientada para a saúde ocupacional, onde a função é contribuir com o avanço de métodos e equipamentos capazes de estimular a obtenção do máximo que se pode atingir em um posto de trabalho, observando que o ambiente de trabalho deve ser compatível com a conveniência de cada pessoa. Para que se alcance êxito, deve-se procurar visualizar o processo como um todo, ou seja, macro, para que se possam obter resultados necessários a fim de tornar o ambiente de trabalho saudável e consequentemente seguro. (LIDA, 2005). Na figura 2, são listadas as três especializações do campo da ergonomia, sendo que, cada uma aborda as particularidades específicas de determinado sistema. FIGURA 1 – Domínios especializados da ergonomia Fonte: Merino e Teixeira, 2010. 2.1.6 Antropometria Para Petrosky (1999) antropometria é uma palavra de origem grega sendo anthropo, significa o homem, e, metry, medidas. Para o autor, a antropometria destina-se a físico e performance. Constitui-se como uma área–base para o estudo do homem, uma vez que trata das medidas do corpo humano, dos volumes, das formas, de seus movimentos e articulações, sendo indispensável para a definição das medidas do vestuário. Do Rio e Pires (2001) demostra que a antropometria é o estudo das medidas físicas do corpo humano, que constituem a base para a definição de adequados postos de trabalho. As medidas humanas são muito importantes na determinação de aspectos relacionados ao ambiente de trabalho.O maior problema está relacionado com as diferentes dimensões de pessoas. (Ver fig. 2). . Figura 2 – Alturas recomendadas para as superfícies horizontais de trabalho, na posição de pé, de acordo com o tipo de tarefa Fonte: Grandjean (1983). O estudo da antropometria hoje está bastante disseminado a ponto de serem definidas medidas corretas ainda na fase de projeto. A solução mais prática para este tipo de problema está no estabelecimento de padrões: um que atendesse a 20% da população, outro que atendesse a 50% e o terceiro tamanho que atendesse a 80% da população, sendo o primeiro padrão destinado a pessoas baixas, o segundo a pessoas de tamanho mediano e o terceiro padrão a pessoas altas (COUTO, 1995). Ainda para Do Rio e Pires (2001), a antropometria pode ser classificada em estática e dinâmica. A antropometria estática está ligada com a medida das dimensões físicas do corpo parado. Ela é utilizada para projetos de produtos sem partes móveis ou com pouca mobilidade. Ela não é recomendada para postos de trabalho com partes moveis. A antropometria dinâmica estuda os limites de movimentos de cada parte do corpo, cuidando para que a pessoa possa mover-se sem haver solicitação de esforço físico além do necessário e com segurança, preservando sua saúde através de posturas e movimentos adequados. Neste caso o conceito de alcance e o conhecimento das atividades a serem desenvolvidas nos postos de trabalho são fundamentais. O trabalho estático exige contração contínua de alguns músculos para manter uma determinada posição. Já em outros equipamentos que exigem maiores movimentos corporais, é recomendado utilizar os dados da antropometria dinâmica, principalmente para se determinar os alcances e as faixas de movimentos, pois ocorre quando há contrações e relaxamentos alternados nos músculos. Dessa forma o músculo passa a receber mais oxigênio, aumentando a sua resistência à fadiga. (LIDA, 2005). Segundo Lida (2005), o registro dos movimentos geralmente é realizado em um sistema de planos ortogonais. Ver figura 3. Figura 3 - Principais tipos de movimentos Fonte: Lida (2005). Os movimentos dos membros que tendem a afastar-se do corpo ou de sua posição normal de descanso chama-se abdução, e o movimento oposto chama-se adução. O movimento do braço acima da horizontal é chamado de flexão, para baixo, extensão. O movimento de dobrar o antebraço sobre o braço é chamado de flexão, e o inverso extensão. Ao girar o antebraço sobre o cotovelo, para fora é a rotação lateral e, ao contrário, rotação medial. O movimento de rotação da mão, com o polegar girando-se para dentro do corpo, é chamado de pronação; ao girar para fora, supinação. A mão ao fechar faz se uma flexão e ao abrir uma extensão. Pelo que foi apresentado pelos autores citados, sobre o assunto antropometria, pode se notar uma concordância em geral, pois todos demonstram a importância desta disciplina no desenvolvimento do ambiente de trabalho. 2.1.7 Abordagem em ergonomia As abordagens ergonômicas têm o objetivo de identificar através de observações quais os fatores que interferem no ambiente de trabalho estas abordagens podem ser dividas em dois tipos: 2.1.7.1 Análises de sistemas De acordo com Lida (2005) o enfoque ergonômico baseia-se na teoria de sistemas. Que é definido como um conjunto de elementos ou sistemas que se interagem entre si com o objetivo comum que evoluem, com o passar do tempo. No entanto existem três aspectos que caracterizam um sistema que são eles componentes (elementos e subsistemas), as relações (interações) entre os sistemas e permanente evolução. Buffa (1972). Neste sentido, Lida (2005) argumenta que: A análise de sistemas preocupa-se com o funcionamento global de uma equipe de trabalho que usa uma ou mais máquinas. Abrange aspectos mais gerais, como a distribuição de tarefas entre o homem e a maquina, mecanização de tarefas e assim por diante. Ao considerar se uma tarefa deve ser atribuída ao homem ou a maquina, devem ser adotados critérios de custo, confiabilidade, segurança e outros. (LIDA, 2005, p. 16). A Macroergonomia é baseada em um método participativo, no qual o público envolvido no processo de trabalho contribui para que as intervenções que se façam necessárias tenham uma maior assertividade, pois reduz a margem de erros na sua criação e tem melhora e aceitação porque foi construído junto com os trabalhadores (GUIMARÃES, 2006). Sua forma de avaliação é por meio de uma abordagem única dos quatro subsistemas principais, incluindo assim as variáveis ambientais, tecnológicas e interpessoais que interferem nas interações sistêmicas entre os indivíduos e os dispositivos de trabalho, como forma de aperfeiçoar a produtividade. (MEDEIROS, 2005; KLEINER, 1998). Pode-se então compreender que a macroergonomia é baseada na participação de todos os envolvidos no processo, onde a contribuição mútua, com o intuito de reduzir erros, e se tem melhor aceitação, pois foram desenvolvidos por todos integrantes da organização. 2.1.7.2 Análise de posto de trabalho De acordo com Lida (1993) a análise do posto de trabalho é uma abordagem direcionada ao posto de trabalho, onde se observa as posturas e os movimentos realizados e quanto também as exigências físicas e psicológicas. Ainda segundo Lida (2005) a análise de um posto de trabalho é um estudo realizado em uma unidade do sistema produtivo de uma organização, onde e o colaborador realiza suas atividades laborais. Segundo o posicionamento do autor análise do posto de trabalho se na no local onde é realizado a atividade laboral, onde é verificado na integra todo o processo produtivo executado pelo individuo. A função do armador de ferragem se encontra na indústria da construção civil desde o início da etapa de fundação até a conclusão da etapa estrutural. Fica a cargo deste profissional a confecção (corte, montagem, transporte e colocação) das armaduras nos locais pré-definidos. Também e de responsabilidade do armador a concretagem das peças que compõem a estrutura. (CARTAXO, 1997). Pinto (2005) ainda acrescenta que para a montagem sempre serão utilizados equipamentos mecânico com a finalidade de içar as peças, pois a força muscular humana, não conseguiria mover do lugar devido ao peso. A reponsabilidade pelo recebimento e conferência das barras de aço é do armador de ferro devido ao seu conhecimento teórico e prático, onde as barras de aço são separadas, sejam elas retas ou dobradas, de acordo com sua bitola, após o termino da conferência, o armador comunica ao seu superior acerca do material recebido. Posteriormente todo o material e conduzido ao local de armazenagem, onde é retirado pelos armadores para confeccionar peças estruturais fazendo os cortes, dobras e montagem em loco. Toda a atividade realizada pelo armador é orientada pelo projeto estrutural de armação de aço que tem o objetivo de normatizar todo o projeto, dimensionando medidas e bitolas a serem respeitadas. A etapa de serviço que mais necessita de esforço por parte do armado é no momento de dobrar a ferragem, pois existem barras que possuem maior espessura, portanto necessitam de maior esforço físico Após efetuar o corte e a dobra das barras dar inicio a união das barras cortadas, utilizando-se de arame recosido. Esta atividade não exige tanto esforço físico, mas o que preocupa são as repetições dos movimentos praticados durante a amarração. Por fim as estruturas metálicas montadas pelo armador são transportadas para os locais pré-definidos em projeto. Onde exige um esforço intenso do armador, primeiramente se posiciona os pilares e posteriormente as vigas. Basicamente a rotina de um profissional de armação de ferragem é a que foi descrita acima, não existindo qualquer alteração em suas atividades. 2.3 Análise ergonômica do trabalho As Normas Regulamentadoras (NR-s, 1978) foram criadas pelo Ministério do trabalho em 8 de junho de 1978 com intuito de promover a saúde e segurança do trabalho,e são de observância obrigatória pelas empresas, privadas e publicas, bem como pelos órgãos privados e públicos da administração direta e indireta da União. Ainda segundo a Norma (NR-s, 1978) fica a cargo do empregador a responsabilidade de realizar um estudo sobre as situações ergonômicas do trabalho relacionado ao individuo e o meio ambiente de trabalho. . Para Silva (2013), a Análise Ergonômica do Trabalho é a aplicação dos conceitos de ergonomia, com o objetivo de analisar, fornecer um diagnostico e propor adequações para uma situação existente no ambiente de trabalho, deve ser objetivo do estudo as condições técnicas, ambientais, organizacionais, cognitivas de regulação de trabalho para a adaptação do trabalho ao trabalhador. Silva (2013) ainda diz que para a elaboração Análise Ergonômica do Trabalho não há padrão, pois varia de ergonomista para ergonomista. Silva (2013) demonstra que para Alain Wisner, (2004) a metodologia da Análise Ergonômica do Trabalho segue cinco etapas e com dificuldades diferentes: Análise da demanda proposta de contrato; Análise do ambiente técnico, econômico e social; Análise das atividades e da situação de trabalho e restituição dos resultados; Recomendações ergonômicas; Validação da intervenção e eficiência das recomendações. (SILVA, 2013, p.129). Lida (2005), sustenta que o detalhamento do trabalho envolve aspectos ligados ao empregado, aos objetivos da atividade, as características técnicas do processo, as condicionantes da operação e as interferências do ambiente. Corroborando com o exposto Wisner (1994), define a análise dos postos de trabalho: É o estudo de uma parte onde atua um trabalhador. A abordagem ergonômica ao nível do posto de trabalho faz a análise do sistema da tarefa, da postura e dos movimentos do trabalhador e das suas exigências físicas e cognitivas. Considerando um posto mais simples, onde o homem opera apenas uma máquina, a análise deve partir do estudo da interface homem-máquina-ambiente, ou seja, das interações que ocorrem entre o homem, à máquina e o ambiente. (WISNER, 1994, p.17). Com o posicionamento dos autores (ROCHA 2011), (QUILTER 1998) e (couto 1998), fica evidente que, a análise ergonômica do trabalho tem o objetivo de aplicar todos os conceitos de ergonomia, estes provenientes de estudos e seus benefícios comprovados através de pesquisas. E o governo federal com intuito de normatizar essas ações elaborou leis a serem seguidas, a fim de garantir seu fiel cumprimento. 2.3.1 Distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT) Os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho são movimentos repetitivos de qualquer parte do corpo que podem provocar lesões nos músculos articulações e tendões, geralmente esses distúrbios são mais frequentes nos membros superiores, ombros e pescoço, devido ao uso repetitivo da postura inadequada, provocando uma fadiga e baixa produtividade Ainda pode acarretar ao individuo, consequências mais graves para as pessoas como, por exemplo, a evolução do quadro do indivíduo para uma síndrome crônica dolorosa (ROCHA, 2011). . Os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (D.O.R.T) segundo Couto (1998) são definidos como transtornos funcionais, transtornos mecânicos e lesões de músculos e/ou de tendões e/ou de fáscias e/ou de nervos e/ou de bolsas articulares e pontas ósseas nos membros superiores, ocasionados pela utilização biomecanicamente incorreta dos membros superiores, que resultam em fadiga, queda da performance no trabalho, incapacidade temporária e, conforme o caso, podem evoluir para uma síndrome dolorosa crônica, nessa fase agravada por todos os fatores psíquicos (inerentes ao trabalho ou não) capazes de reduzir o limiar de sensibilidade dolorosa do indivíduo. (COUTO, 1998, p. 20). Quilter (1998) descreve que estes distúrbios podem parecer no individuo com diversos sintomas, fadiga, falta de resistência, fraqueza, tremores, sentimento de peso, falta de coordenação motora, dormência nos membros, dor ou irritação dos membros, dificuldade de abrir ou fechar as mãos dificuldade ao executar movimentos precisos. Quilter (1998) ainda, afirma que os sintomas podem apresentar no individuo como fadiga, falta de resistência, fraqueza, tremores, sentimento de peso, falta de coordenação, dormência dos membros, dor ou irritação dos membros afetados, entorpecimento, formigamento ou perda de sensação, inabilidade ao manusear objetos, dificuldade ao abrir e/ou fechar as mãos, articulações enrijecidas, dores ou dormência nas mãos e punhos ao acordar e no decorrer da manhã, mãos frequentemente frias, necessidade de automassagem frequente, dificuldade ao executar movimentos precisos. A figura 4 identifica as regiões do corpo mais afetadas em decorrência das atividades repetitivas. Figura 4 – Regiões do corpo mais afetadas durante atividades repetitivas Fonte: Adaptado de ALPHA QUÍMICA, (2016). Os autores citados Couto (1998) e Quilter (1998), definem em comum entendimento que os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho é desenvolvido no individuo em virtude da execução de movimentos repetitivos de qualquer parte do corpo. Que devido a esses movimentos causam sérios problemas a saúde do colaborado, desencadeando inúmeros transtornos ocupacionais. Quanto a atividade do armador de ferragem também se detecta a realização de movimentos repetitivos que o torna sujeito a essas ocorrências. 2.4 Posturas No dia a dia as pessoas adotam posturas para a realização de inúmeras atividades sejam elas laborativas ou até mesmo nos períodos de descanso. Segundo Massey (2012), postura é a posição na qual o individuo mantem seu corpo em equilíbrio enquanto está em pé, sentado ou deitado. Para se uma boa postura o individuo tem que treinar o corpo para quando estiver de pé, sentado, deitado ou caminhando pratiquem posições que acarretem menor tensão nos músculos de suporte e nos ligamentos. Em conformidade com Massey, Houglum (20 15) esclarece que [...] o alinhamento relativo dos diferentes seguimentos do corpo entre si. Quando uma pessoa tem boa postura, o alinhamento do corpo fica equilibrado de modo que as tensões aplicadas aos seguimentos corporais são mínimas. Quando uma pessoa tem má postura, o alinhamento do corpo fica fora do equilíbrio, causando tensões exageradas em vários seguimentos do corpo. Com o tempo essas tensões contínuas, mesmo que em níveis relativamente baixos provocam adaptações anatômicas. Essas mudanças alteram a habilidade e o desempenho da pessoa e afetam a eficiência corporal geral (HOUGLUM, 2015, p. 308). Na figura 5 podemos observar a postura correta, através do alinhamento ilustrativo, onde o corpo fica em equilíbrio de modo que as tensões aplicadas ao corpo acontecem, mas são mínimas devido ao fato da postura esta correta. Figura 5 – Alinhamento do Corpo Fonte: Exercícios Terapêuticos para Lesões Musculoesqueléticas (2015). De acordo com Lida (2005) o corpo humano estando em trabalho ou repousado assume três posturas básicas: as posições deitada, sentada e em pé. No período que o corpo estiver na posição deitada não existe concentração de tensão em nenhuma parte do corpo. Portanto é a postura mais recomendada para repouso e recuperação da fadiga. A posição de pé é mais vantajosa pois proporciona grande mobilidade corporal. Os membros superiores e inferiores podem ser utilizados para acionar comandos de maquinas e alcançar grandes distancias andando. A posição parada, em pé e excessivamente fadigante devido a exigência de muito trabalho estático da musculatura para manter esta posição. A posição sentada exige atividade muscular do dorso e do ventre para manter essa posição. Nesta posição, todo o peso do corpo é suportado pela pele que cobre o osso ísquio, nas nádegas. A posição sentada, por melhor que apresente ser, impõe sobre o individuo uma carga biomecânica significativa nos discos invertebrais, especialmente da região lombar. Quadro 1 - Localização das dores nocorpo Postura inadequada Riscos de dores Em pé Pés e pernas (varizes) Sentado sem encosto Músculo extensores do dorso Assento muito alto Parte inferior das pernas, joelho e pés Assento muito baixo Dorso e pescoço Braços esticados Ombros e braços Pegas inadequadas em ferramentas Antebraço Punhos em posições não-neutras Punhos Rotação do copo Coluna Vertebral Ângulo inadequado assento/encosto Músculos Dorsais Superfícies de trabalho muito baixa ou muito altas Coluna Vertebral, cintura escapular Fonte: Lida (2005). Após o posicionamento dos autores podemos observar que existe o mesmo entendimento a respeito de posturas, e a importância da postura correta. 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS A análise ergonômica em um posto de trabalho do armador de ferragem traz benefícios, e pode orientar as empresas e os envolvidos na atividade, permitindo melhorar as condições de trabalho e otimizar a produção. Portanto o objetivo geral desta pesquisa buscou responder como a análise ergonômica pode orientar o armador de ferragem e auxilia-lo quanto a sua postura correta durante a execução de suas atribuições. Diante do exposto pode-se então concluir que a análise ergonômica da atividade do armador de ferragem pode auxiliar o armador na postura correta. Com a análise é possível conhecer a atividade, identificar os riscos ergonômicos e trata-los, implementando medidas que visem sua total eliminação, propiciando melhorar as condições de trabalho e consequentemente otimizar a produção. Para trabalhos futuros, sugere-se que seja desenvolvido um estudo sobre os aspectos ergonômicos dos empregados que são responsáveis pelo transporte logístico das armaduras de aço, durante a pesquisa foi observado a presença desses colaboradores e identificados riscos ergonômicos. REFERÊNCIAS ABRAHÃO, J. et al. Introdução à ergonomia: da prática à teoria. São Paulo: Edgard Blücher, 2011. ALMEIDA, Joelma dos Santos. 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O roteiro contém quatro blocos com questões que listam aspectos e características da atividade laborativas do armador de ferragens: (1) perfil socioeconômico do armador; (2) conhecer a atividade laborativa do armador; (3) visualizar os riscos ergonômicos das atividades do armador; (4) compreender as consequências ergonômicas decorrentes da atividade de um armador de ferragem. Não é necessário se identificar. Obrigado pela colaboração. Bloco 1: Perfil Sócio/econômico do entrevistado Nome (opcional) Idade Sexo Nível de escolaridade Estado civil Função Tempo na função Bloco 2: Conhecer a atividade laborativa do armador de ferragem Atividade de armação de ferragem Descrição da atividade, conforme documentos da empresa e normas regulamentadoras do Ministério do trabalho. Descrição da Atividade sob a percepção dos empregados Maquina Cortadeira de ferragem Altura de instalação? Altura de operação? Posição de trabalho? Maquina Cortadeira e dobradeira digital Altura de instalação? Altura de operação? Posição de trabalho? Cavalete de sustentação para realizar a armação Altura de instalação? Altura de operação? Posição de trabalho? BLOCO 3: Visualizar os riscos ergonômicos das atividades do armador; Jornada de trabalho? Horas? Descrever as etapas da atividade O trabalho será realizado em qual posição em pé ou sentado? Durante a jornada de trabalho você sente dores nas pernas e nos pés? Durante a jornada de trabalho você sente dor nas mãos? Durante a jornada de trabalho você sente dor nos braços? Durante a jornada de trabalho você sente dor na coluna vertebral? Quais medidas podem ser implantadas para a redução dessas dores? BLOCO 4: Compreender as consequências ergonômicas decorrentes da atividade de um armador de ferragem Qual o numero de absenteísmo nos últimos 3 meses? Qual a numero de funcionário afastamento no período de um ano? Qual o número de acidentes do trabalho no período de 1 ano?