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17  TROMBOFILIAS

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tromboembolismo venoso.5 
 
TRATAMENTO 
O tratamento consiste na anticoagulação a 
longo prazo após o episódio de trombose, o que 
é eficaz na maioria dos pacientes, exceção dos 
pacientes com SAF e com neoplasia, que 
necessitam níveis mais elevados de 
anticoagulação. Os pacientes de alto risco 
devem receber anticoagulação perene ou 
enquanto persistir o fator de risco mais 
importante. Os pacientes com risco moderado 
ou baixo poderão receber profilaxia em 
situações especiais como cirurgias, 
imobilizações prolongadas, ou gravidez . 
O tratamento dos pacientes com SAF consiste 
na anticoagulação a longo prazo após o episódio 
de trombose. O nível de anticoagulação destes 
pacientes deve ser mantido em nível maior do 
que o normalmente recomendado para outros 
casos, isto é, com RNI em torno de 3 a 3,5. Em 
pacientes com abortamento de repetição, a 
administração de aspirina desde o início da 
gestação, associada ou não a heparina a partir 
do segundo trimestre, é a conduta mais 
recomendada, além da monitorização cuidadosa 
do desenvolvimento fetal. O uso de 
antiplaquetários está reservado para pacientes 
com trombose arterial.13,14 
O uso de contraceptivos orais deve ser 
proscrito nas pacientes com antecedente 
pessoal de tromboembolismo venoso, e mesmo 
naquelas apenas com antecedente familiar. A 
reposição hormonal após a menopausa, por 
utilizar níveis fisiológicos de hormônios, pode 
ser feita nessas pacientes, embora possa 
haver redução de ATIII em algumas pacientes 
e alguns autores mostrem preocupação com o 
risco de trombose venosa nessas 
circunstâncias.22 A alta incidência de trombose 
em portadoras de deficiência de ATIII, 
proteína C ou S durante a gravidez e 
especialmente no puerpério, obriga o uso de 
profilaxia nessas situações.4 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Diante da ocorrência de trombose venosa 
profunda/embolia pulmonar é necessário 
entender que podemos está perante a uma 
sitação clínica mais complexa, a trombofilia. 
Assim é fundamental que sejam entendidos as 
diversas alterações congênitas ou adquiridas 
da hemostasia poderiam ser a causa desta 
manifestação. 
 
 
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Versão prévia publicada: 
Nenhuma 
Conflito de interesse: 
Nenhum declarado. 
Fontes de fomento: 
Nenhuma declarada. 
Data da última modificação: 
30 de outubro de 2000. 
Como citar este capítulo: 
Lourenço DM. Trombofilia. In: Pitta GBB, 
Castro AA, Burihan E, editores. Angiologia e cirurgia vascular: 
guia ilustrado. Maceió: UNCISAL/ECMAL & LAVA; 2003. 
Disponível em: URL: http://www.lava.med.br/livro. 
 
Sobre a autora: 
 
Dayse Maria Lourenço 
 Trombofilia Dayse Lourenço 
 16/05/2003 Página 9 de 9 
Pitta GBB, Castro AA, Burihan E, editores. Angiologia e cirurgia vascular: guia ilustrado. 
Maceió: UNCISAL/ECMAL & LAVA; 2003. Dispinivel em: URL: http://www.lava.med.br/livro 
Professora Adjunta da Disciplina de Hematologia e Hemoterapia do Departamento de Medicina 
da Universidade Federal de São Paulo / Escola Paulista de Medicina, 
São Paulo, Brasil. 
Endereço para correspondência: 
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