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História da odontologia ufes

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História da odontologia (https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/educacao/historia-da-odontologia/13380 )
ODONTOLOGIA
A história da odontologia é análoga à da medicina, tendo caminhado lado a lado com ela até chegar ao progresso atual. Galgou, no decorrer de sua trajetória, várias etapas, iniciando-se com o empirismo na Idade antiga, passando pelo período pré-científico nos séculos XVI e XVII e chegando ao período científico com o surgimento de escolas especializadas. As primeiras referências à odontologia datam de 3.700 a.C tendo sido encontrados, em manuscritos egípcios, citações sobre alguns problemas bucais, entre os quais dor de dente e feridas gengivais. Na corte do faraó Zoser, o grande especialista da arte dentária chamava-se Hesi-Re. 
Achados arqueológicos dão conta que, em 2750 a.C, já se procedera procedimentos cirúrgicos; em uma mandíbula, duas perfurações abaixo das raízes do primeiro molar inferior mostram que ali ocorrera drenagem de um abscesso dentário. Referências sobre a odontologia também foram encontradas em documentos da Mesopotâmia, hoje Iraque. Ainda na antiguidade, na China, achados antropológicos evidenciam que essa população acreditava que a cárie dentária era causada pelo verme dental, sendo suas terapêuticas e diagnósticos baseados em rituais mágico-religiosos. De forma geral, os povos antigos se alicerçavam em explicações místicas para explicar as doenças bucais. 
Período Pré-científico
Durante esse período, a Europa é dada como o berço da prática odontológica, surgindo, neste local, os primeiros escritos sobre esta ciência. Os primeiros terapeutas dentais eram médicos, porém, foi quando surgiram os cirurgiões barbeiros que se especializaram no tratamento de dentes na base da observação. No século XVIII, o médico francês Pierre Fauchard (1678 - 1761) com a obra "Tratado dos dentes para os Cirurgiões - Dentistas", proporcionou um salto para a odontologia e passou a ser considerado o pai da odontologia Moderna. O livro abrange anatomia, fisiologia, entre outros assuntos; citava a "piorréia alveolar", que recebeu o nome de "Enfermidade de Fauchard". 
Período Científico 
O período científico da odontologia se iniciou com o desenvolvimento das escolas especializadas na prática dental, sendo que a primeira escola de odontologia surgida no mundo foi em 1840, nos estados Unidos, na cidade de Baltimore, no Estado de Marilância (Baltimore College of Dental Surgery). O curso tinha 16 semanas e a classe possuía cinco alunos. 
Odontologia no Brasil
Estudos mostram que, quando o Brasil foi descoberto, os índios possuíam dentes bem implantados, poucas cáries, mas suficiente abrasão causada pela mastigação de alimentos duros. A tribo Kuikuro, do norte de Mato Grosso, preenchia as cavidades dentárias com resina de jatobá aquecida, que cauterizava a polpa e funcionava como obturação. A odontologia aportou no Brasil a partir de sua descoberta, em 22 de abril de 1500, trazendo os "barbeiros" para tratar dos dentes da população; eram homens iletrados, rudes, que exerciam seus trabalhos nas barbearias, ruas ou em domicílio.
O exercício da arte dentária no Brasil apenas foi regularizado em 09 de novembro de 1629 com a carta régia de Portugal. A partir desta data, todos os barbeiros teriam que passar por um exame de habilidade e provar que realmente entendiam da arte dentária. Quando a família real portuguesa já se instalara no Brasil, D João VI nomeou o cirurgião-mor do exército José Correia Picanço para controlar o exercício das funções realizadas pelos sangradores, dentistas, parteiras e outros.
Em 1820, chegou ao Brasil o francês Eugênio Frederico Guertin para exercer a função de dentista no Rio de Janeiro. Foi ele o primeiro autor de uma obra de odontologia feita no Brasil e de nome "Avisos Tendentes à Conservação do Dentes e sua Substituição". A partir de então chegaram ao Brasil outros dentistas franceses, trazendo o que de melhor havia na odontologia mundial. A partir de 1840, começaram a chegar os dentistas dos Estados Unidos que pouco a pouco suplantaram os franceses.
No dia 25 de outubro de 1840 foi criado no Brasil o primeiro curso de odontologia (daí o dia do dentista ser 25 de outubro). Tinha a duração de três anos e estava ligado à faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Ao concluir o curso, o aluno recebia o título de cirurgião-dentista. Em 1911, por decreto promulgado pelo então presidente Epitácio Pessoa, o curso de odontologia se separou da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, oferendo curso de três anos. Em 1947, o curso de formação de dentistas passou a ter quatro anos, tendo formado sua primeira turma em 1951.
História da Odontologia no Brasil
(http://www.soergs.com.br/index.php?cd=217&descricao=historia_da_odontologia_no_brasil)
História da Odontologia no Brasil. A Odontologia praticada no século XVI, a partir da descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral em 22 de abril de 1500, restringia-se quase que só as extrações dentárias. As técnicas eram rudimentares, o instrumental inadequado e não havia nenhuma forma de higiene. Anestesia, nem pensar. O barbeiro ou sangrador devia ser forte, impiedoso, impassível e rápido. Os médicos (físicos) e cirurgiões, diante tanta crueldade , evitavam esta tarefa, alegando os riscos para o paciente (possibilidade de morte) de hemorragias e inevitáveis infecções. Argumentavam que as mãos do profissional poderiam ficar pesadas e sem condições para intervenções delicadas. Os barbeiros e sangradores eram geralmente ignorantes e tinham um baixo conceito, aprendendo esta atividade com alguém mais experiente. 
      Em 1600, havia no Rio de Janeiro 300 colonos e suas famílias. Por certo deveriam existir "mestres" de vários ofícios, inclusive mestres cirurgiões e barbeiros, que "curassem de cirurgia, sangrassem, tirassem dentes, etc." 
      Para exercer esta atividade os profissionais dependiam de uma licença especial dada pelo "cirurgião-mor mestre Gil", sendo os infratores autuados, presos e multados em três marcos de ouro ... (segundo a norma da Carta Régia de 25 de outubro de 1448, de El-rei D. Afonso, de Portugal, dando "carta de oficio de cirurgião-mór destes reinos"). A carta de ofício não se referia aos barbeiros e sangradores, havendo a possibilidade destes profissionais terem obtido licença do cirurgião-mór de Portugal. 
      Somente em 09 de novembro de 1629 houve, através da Carta Régia, os exames aos cirurgiões e barbeiros. A reforma do regimento em 12 de dezembro de 1631 determinava a multa de dois mil réis às pessoas que "tirassem dentes" sem licença. Parece que sangrador e tiradentes, ofícios acumulados pelos barbeiros, eram coisas que se confundiam, podendo o sangrador também tirar dentes, pois nos exames de habilitação tinham de provar que durante dois anos "sangraram" e fizeram as demais atividades de barbeiro. 
      Para avaliar o significado e conceito de "barbeiro" temos na quarta edição do Novo Dicionário da Língua Portuguesa, de Eduardo de Faria, publicado no Rio de Janeiro em 1859: 
Barbeiro: s.m. - o que faz barba; (antigo) "sangrador", cirurgião pouco instruído que sangrava, deitava ventosas, sarjas, punha cáusticos e fazia operações cirúrgicas pouco importantes. -* Obs.: Nessas cirurgias pouco importantes incluíam-se extrações dentárias. 
      Em 1728, na França, Piérre Fauchard (1678-1761) com seu livro: Le Chirugien Dentiste au Traité des Dents, revoluciona a odontologia, inovando conhecimentos, criando técnicas e aparelhos, sendo juntamente cognominado "o pai de Odontologia Moderna". Nesta época começava a exploração do ouro no Estado de Minas Gerais, com grande afluxo de interessados e José S. C. Galhardo é nomeado pela Casa Real Portuguesa, cirurgião-mór deste Estado, regulamentando os práticos da arte dentária. 
      Pela lei de 17 de junho de 1782, para uma melhor fiscalização nas colônias portuguesas, em lugar de físico e cirurgião-mór, foi criada a Real Junta de Proto-Medicato. Constituída de sete deputados, médicos ou cirurgiões, para um período