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Exercícios com Gabarito de Português Regência

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Continuei a subir, e comecei a ver um pontinho mais 
luminoso ao longe, muito longe. O ponto cresceu, fez-se 
sol. Fui por ali dentro, sem arder, porque as almas são 
incombustíveis. 
A sua pegou fogo alguma vez? 
— Não, senhor. 
— São incombustíveis. Fui subindo, subindo; na distância 
de quarenta mil léguas, ouvi uma deliciosa música, e logo 
que cheguei a cinco mil léguas, desceu um enxame de 
almas, que me levaram num palanquim feito de éter e 
plumas. 
(Machado de Assis, A segunda vida. Obras Completas, vol. 
II, p. 440-441.) 
 
Assinale a alternativa em que o uso do acento grave da 
crase acontece, respectivamente, pelos mesmos motivos 
específicos presentes nas frases: E, voltando à sala; Morri 
no dia vinte de março de 1860, às cinco horas (...) 
a) Não saio à noite.; Em 1968, fui à Brasília de JK. 
b) Estava à toa ontem.; Foi à casa do desembargador. 
c) Saiu à francesa.; Você deu a notícia à Maria? 
d) Vamos à luta!; Vi o avião à distância de 150m. 
e) Trouxe dinamismo à história.; Vive à custa do pai. 
 
 
71) (UFSCar-2007) O valor do futuro depende do que se 
pode esperar dele. Portanto: se você acredita de fato em 
alguma forma de existência post mortem determinada 
pelo que fizermos em vida, então todo cuidado é pouco: os 
juros prospectivos são infinitos. O desafio é fazer o melhor 
de que se é capaz na vida mortal sem pôr em risco as 
incomensuráveis graças do porvir. Se você acredita, ao 
contrário, que a morte é o fim definitivo de tudo, então o 
valor do intervalo finito de duração indefinida da vida tal 
como a conhecemos aumenta. Ela é tudo o que nos resta, 
e o único desafio é fazer dela o melhor de que somos 
capazes. E, finalmente, se você duvida de qualquer 
conclusão humana sobre o após-a-morte e sua relação 
com a vida terrena, então você contesta o dogmatismo das 
crenças estabelecidas, não abdica da busca de um sentido 
transcendente para o mistério de existir e mantém uma 
janelinha aberta e bem arejada para o além. O desafio é 
fazer o melhor de que se é capaz da vida que conhecemos, 
mas sem descartar nenhuma hipótese, nem sequer a de 
que ela possa ser, de fato, tudo o que nos é dado para 
sempre. 
(Eduardo Giannetti, O valor do amanhã, p. 123.) 
 
 
 
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A regência do verbo abdicar, que aparece no trecho — não 
abdica da busca de um sentido transcendente para o 
mistério de existir —, pode ser substituída, de modo 
compatível com a norma padrão e com o sentido do texto, 
pelo que está em: 
a) não abdica na busca de um sentido transcendente para 
o mistério de existir. 
b) não se abdica a busca de um sentido transcendente 
para o mistério de existir. 
c) não se abdica pela busca de um sentido transcendente 
para o mistério de existir. 
d) não abdica para a busca de um sentido transcendente 
para o mistério de existir. 
e) não abdica a busca de um sentido transcendente para o 
mistério de existir. 
 
 
72) (UFSCar-2007) Contemple a charge: 
 
Trata-se de uma charge publicada por um jornal brasileiro 
por ocasião da eleição do sul-coreano Ban Ki-Moon, como 
presidente da ONU, e da realização de um teste nuclear a 
mando do ditador norte-coreano Kim Jong-il. 
a) Como a diferença de emprego sintático do verbo vencer 
modifica o sentido das duas frases? 
b) “Reconstrua” as duas frases, de maneira que os sentidos 
sugeridos pelas imagens fiquem, também, explícitos no 
texto escrito. 
 
 
 
73) (UNICAMP-2007) Matte a vontade. Matte Leão. 
Este enunciado faz parte de uma propaganda afixada em 
lugares nos quais se vende o chá Matte Leão. 
Observe as construções abaixo, feitas a partir do 
enunciado em questão: 
Matte à vontade. 
Mate a vontade. 
Mate à vontade. 
a) Complete cada uma das construções acima com 
palavras ou expressões que explicitem as leituras possíveis 
relacionadas à propaganda. 
b) Retome a propaganda e explique o seu funcionamento, 
explicitando as relações morfológicas, sintáticas e 
semânticas envolvidas. 
 
 
74) (FVG - SP-2007) Assinale a alternativa em que, 
INCORRETAMENTE, usou-se ou deixou-se de usar uma 
preposição antes do pronome relativo. 
a) A rua que eu moro não é asfaltada 
b) Ernesto, de cujos olhos parecia saírem raios de fogo, 
manifestou-se violentamente. 
c) Soçobrou o navio que se dirigia a Barcelona. 
d) O cachorro a que você deveria dar isso pertence ao 
vizinho do 43. 
e) Era o repouso por que esperávamos quando 
regressamos de Roma. 
 
 
75) (FVG - SP-2007) Assinale a alternativa em que a 
regência verbal está de acordo com a norma culta. 
a) As crianças, obviamente, preferem mais os doces do que 
os legumes e verduras. 
b) Assista uma TV de LCD pelo preço de uma de projeção e 
leve junto um Home Theater! 
c) O jóquei Nélson de Sousa foi para Inglaterra visando 
títulos e euros. 
d) Construir impérios a partir do nada implica inovação e 
paixão pelo risco. 
e) A Caixa Econômica informou os mutuários que não 
haverá prorrogação de prazos. 
 
 
76) (IBMEC-2007) Assinale a alternativa que preenche 
corretamente as lacunas. 
• Deu-me alguns motivos ________ me pareciam 
inconsistentes. 
• As informações ________ dependo são sigilosas. 
• Lembro-me ________ ele só usava camisas brancas. 
• Feliz do pai ________ filhos são ajuizados. 
• Vivemos um momento ________ os graves problemas 
econômicos impedem uma maior mobilidade social. 
a) cujos, nas quais, de que, cujo os, no qual 
b) que, das quais, de que, cujos, em que 
c) os quais, de que, que, o qual, onde 
d) que, de que, que, cujos, onde 
e) dos quais, de que, que, de cujos, no qual 
 
 
77) (IBMEC-2007) [...] Pus-me a ler o jornal, os anúncios de 
“precisa-se“. Dentre eles, um pareceu aceitável. Tratava-se 
de um rapaz de conduta afiançada para acompanhar um 
cesto de pão. Era nas Laranjeiras. Estava resolvido a 
aceitar; trabalharia um ano ou mais; guardaria dinheiro 
suficiente que me desse tempo para pleitear mais tarde 
um lugar melhor. Não havia nada que me impedisse: eu 
era desconhecido, sem família, sem origens... Que mal 
havia? 
Mais tarde, se chegasse a alguma coisa, não me 
envergonharia, por certo?! Fui, contente até. Falei ao 
gordo proprietário do estabelecimento. Não me recordo 
 
 
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mais das suas feições, mas tenho na memória as grandes 
mãos com um enorme ”solitário“ e o seu alentado corpo 
de arrobas. 
— Foi o senhor que anunciou um rapaz para... 
— Foi; é o senhor? respondeu-me logo sem me dar tempo 
de acabar. 
— Sou, pois não. 
O gordo proprietário esteve um instante a considerar, 
agitou os pequenos olhos perdidos no grande rosto, 
examinou-me convenientemente e disse por fim, voltando-
me as costas com mau humor: 
— Não me serve. 
— Por quê? atrevi-me eu. 
— Porque não me serve. 
E veio vagarosamente até uma das portas da rua, 
enquanto eu saía literalmente esmagado. Naquela recusa 
do padeiro em me admitir, eu descobria uma espécie de 
sítio posto à minha vida. Sendo obrigado a trabalhar, o 
trabalho era-me recusado em nome de sentimentos 
injustificáveis. Facilmente generalizei e convenci-me de 
que esse seria o preceder geral. Imaginei as longas 
marchas que teria que fazer para arranjar qualquer coisa 
com que viver; as humilhações que teria que tragar; e, de 
novo, me veio aquele ódio do bonde, quando de volta da 
casa do Deputado Castro. Revoltava-me que me 
obrigassem a despender tanta força de vontade, tanta 
energia, com 
coisas em que os outros pouco gastavam. Era uma 
desigualdade absurda, estúpida, contra a qual se iam 
quebrar o meu pensamento angustiado e os meus 
sentimentos liberais que não podiam acusar 
particularmente o padeiro. 
Que diabo! Eu oferecia-me, ele não queria! que havia nisso 
demais? 
Era uma simples manifestação de um sentimento geral e 
era contra esse sentimento, aos poucos descoberto por 
mim, que eu me

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