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Parte 16   Sinopses regionais

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ALOPECIAS 
ALOPECIA ANDROGENÉTICA FEMININA 
É relativamente freqüente. Difere da masculina 
por ser difusa e não determinar alopecia total fronto-
parietal. 
ALOPECIA ANDROGENÉTICA 
MASCULINA 
Apresenta-se em vários graus de intensidade, con-
soante fatores genéticos e androgênicos. 
ALOPECIA AREATA 
Caracteriza-se por placa de alopecia, única ou 
múltipla. A área é lisa e brilhante. Quando existem 
várias placas, estas podem confluir formando extensas 
áreas de alopecia. Pode haver perda total de cabelos 
(alopecia total) e também comprometimento de todos 
os pelos do corpo (alopecia universal). 
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AFECÇÕES DO 
COURO CABELUDO 
ALOPECIAS CICATR ICIAIS 
Sugerem noxas químicas, físicas, mecânicas e infec-
ciosas. Entre as afecções, a pseudopelada de Brocq, lí-
quen plano e lúpus eritematoso discóide. Este apresen-
ta-se com placa eritêmato-escamosa atrófica cicatricial. 
ALOPECIAS CONGÊNITAS OU 
HEREDITÁRIAS 
Apresentam-se como manifestação exclusiva ou as-
sociadas com outras alterações. 
EFLÚVIO ANÁGENO 
É a perda súbita, em algumas semanas, de grande 
quantidade de cabelos anágenos ou anágeno-distrófi-
cos, que podem apresentar-se fraturados. É encontra-
do após doenças graves, infecciosas ou não-infecciosas, 
e procedimentos cirúrgicos demorados. Atualmente, é 
freqüente após quimioterapia antineoplásica ou trata-
mentos radioterápicos. 
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DERMATOLOGIA 
EFLÚVIO TELÓGENO 
A perda de cabelos em fase telógena é freqüente. 
Numerosas noxas, como emagrecimento, distúrbios 
emocionais, drogas, doenças infecciosas ou não-infec-
ciosas, p rocedimentos cirúrgicos, podem aumentar a 
proporção de cabelos telógenos. Freqüente é o eflúvio 
telógeno pós-parto (alopecia post-parmm). 
No secundarismo da sífilis, podem surgir faixas ir-
regulares de alopecia (alopecia em clareira) localizadas 
principalmente nas regiões parietais e temporais. Em 
geral, existem outros sinais de lues secundária, como 
placas mucosas e polimicroadenopatia. 
ALOPEC!A M UC! NOSA 
Caracteriza-se por placa infiltrada com alopecia. 
Pode ser manifestação única ou de linfoma. 
ALOPECIA TONSURANTE 
Além da área alopécica, encontra-se tonsura dos ca-
belos e descamação. O grau de inflamação é variável, 
de acordo com o fungo responsável. Com a cura, há 
restitutio ad integrum, exceto na tinha favosa, quando 
ocorre alopecia definitiva. É comum em crianças, mas 
observada em adultos. Em todo o caso clínico suspei-
to, deve ser feito o exame rnicológico. 
ALOPECIA POR TRICOTILOMANIA 
Áreas de alopecia devidas ao arrancamento de ca-
belos. É encontrada em crianças e em adultos, parti-
cularmente mulheres, com distúrbios obsessivo-com-
pulsivos. Os cabelos arrancados ou em torno das áreas 
de alopecia são anágenos. 
AFECÇÕES ECZEMATOSAS 
ECZEMA DE CONTATO 
Ocorre por sensibilização a substâncias aplicadas 
no couro cabeludo, como tinturas, .fixadores e outras. 
O quadro é eczematoso, variável, mais evidente na 
borda. 
NEURODERM!TE OU LÍQUEN SIMPLES 
Apresenta-se como placa, em geral única, liqueni-
ficada, atingindo a região occipital e a nuca. 
AFECÇÕES ERITÊMATO-
ESCAMOSAS 
DERMATITE SEBORRÉ!CA 
Caracteriza-se por quadro eritêmato-escamoso, di-
fuso ou em áreas com margens imprecisas. Pode haver 
prurido. Em geral, há lesões de dermatite seborréica 
em outras localizações. 
PSORÍASE 
Em geral, apresenta-se em placas entemato-esca-
mosas, bem definidas, porém, pode ser difusa. Um 
aspecto sugestivo é o comprometimento da orla do 
couro cabeludo. A presença de lesões em omras loca-
lizações confirma a diagnose. 
SEBORÍASE 
É uma forma de passagem ou associação de der-
matite seborréica e psoríase. Há placas eritêmaro-es-
camosas no couro cabeludo e eritêmato-descamativas 
em áreas intertriginosas ou seborréicas. 
Eventualmente, pode ser impossível a distinção 
entre lesão incipiente de dermatite seborréica e pso-
ríase no couro cabeludo. 
CISTO TR IQUILEMAL OU PILAR 
Erroneamente denominado cisto sebáceo, origina-
se da membrana externa da raiz do pêlo, no istmo 
folicular, onde há a queratinização chamada triquile-
mal, sem formação de querato-hialina. Não há parti-
cipação da glândula sebácea, sendo o cisto constituído 
por células queratinizadas, triquilemais. 
Geralmente múltiplo, raramente único, apresen-
ta-se com formações globosas, firmes ou flutuantes. 
Habitualmente assintomáticos, tornam-se dolorosos e 
aumentam de volume quando infectados. Cerca de 
90% dos cistos triquilemais ocorrem no couro ca-
beludo, encontrando-se, muitas vezes, predisposição 
familiar. 
ESCLERODERMIA EM FAJXA 
Em geral, é uma lesão bem delimitada, atrófi.ca, li-
near, atingindo a região frontal e parietal. É chamada 
sclerodermie en coup de sabre. 
MELANOSE SOLAR - QUERATOSE 
SOLAR 
Em indivíduos calvos, a exposição à radiação solar 
causa lesões na área de alopecia. São castanho-parda-
centas (melanose solar) ou queratósicas com escamas 
aderentes (queratose solar). Coexistem com lesões si-
milares na face, orelhas e dorso das mãos. 
PEDICULOSE 
Há queixa de prurido e encontram-se escoriações. 
Ao exame, são observadas as lêndeas, esbranquiçadas, 
firmemente aderidas aos cabelos. Excepcionalmente, 
com procura minuciosa,. podem-se encontrar os pio-
AFECÇÕES DO COURO CABELUDO 
lhos adultos. É importante pensar nesta parasitose, 
particularmente em crianças. 
PRURIDO DO COURO CABELUDO 
É encontrado particularmente em idosos, ca-
racterizado pelo prurido que induz à coçadura. 
Ao exame, observam-se escoriações, xerodermia 
e, eventualmente, descamação discreta e pápulas 
foliculares. Como nas outras formas de prurido 
localizado (prurido anogenital, prurido da orelha 
externa), há um componente psicossomático im-
portante. Este quadro também é observado em 
mulheres que fizeram cirurgia plástica com excisão 
no couro cabeludo. 
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- , AFECÇOES DAS PALPEBRAS 
- , E REGIAO ORBITARIA 
A pele das pálpebras é muito fina, possibilitando 
infecções, dermatites por irritantes primários ou sen-
sibilizantes, que podem ser a manifestação primeira 
ou exclusiva nas pálpebras. Outra característica é a 
conjuntiva que reveste a face interna das pálpebras e 
o globo ocular, causando relacionamento entre afec-
ções destas estruturas. As afecções que atingem as mu-
cosas comprometem, em geral, as mucosas ocular e 
palpebral. Síndromes congênitas ou hereditárias com 
alterações da pele, pêlos e unhas comumente apresen-
tam alterações oculares. O subcutâneo lasso e a parede 
orbitária possibilitam o acúmulo de líquido com o 
aparecimento de edema nas pálpebras por noxas tópi-
cas ou doenças sistêmicas com o desenvolvimento de 
infecções como a erisipela. As afecções mais comuns 
das pálpebras e região orbitária são referidas sintetica-
mente a seguir, com descrições detalhadas nos respec-
tivos capítulos. 
ALOPECIA AREATA 
A perda de sobrancelhas e cílios é observada na 
alopecia areata total ou universal. Pode ser encontrada 
em formas localizadas nas sobrancelhas ou nos cílios, 
sendo, excepcionalmente, manifestação isolada. 
BLEFARITE 
É uma inflamação nas pálpebras em que o pro-
cesso inflamatório localiza-se nos folículos pilosos e 
glândulas sebáceas - blefarite cíliar. 
BLEFARITE SEBORRÉI CA 
A blefarite seborréica ou eczematosa crônica é uma 
manifestação isolada da dermatite seborréica ou pode 
estar associada a outros sinais da dermatite seborréi-
ca. É caracterizada pela inflamação ciliar e escamas 
graxentas. 
CISTO DE RETENÇÃO 
Surge na borda, geralmente único, por retenção 
sudoral. O tratamento é a incisão para drenagem. 
DERMATITE ATÓPICA 
O comprometimento da pálpebra e região orbirária 
é comum. Importante sinal da dermatite atópica é a do-
bra infta-orbital de Dennie-Morgan. O sinal de Hertoghe 
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DERMATOLOGIA