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(processo 123, movido por Valentino Garrido, 
brasileiro, solteiro, auxiliar de estoque) e publicada no dia anterior, na qual o juiz 
reconheceu que, após o pagamento das verbas resilitórias, houve acordo e outro 
pagamento de R$ 2.000,00 perante uma Comissão de Conciliação Prévia (CCP) 
criada na empresa, sem ressalva, mas rejeitou a preliminar suscitada pela ré, 
compreendendo que a realização do acordo na CCP geraria como efeito único a 
dedução do valor pago ao trabalhador. 
Sobre o pedido de duas horas extras diárias, o juiz as deferiu porque foi 
confessada a sobrejornada pelo preposto, determinando, ainda, a sua integração 
nas demais verbas (13º salário, férias, FGTS e repouso semanal remunerado), 
e, em relação ao repouso semanal majorado pelas horas extras deferidas, sua 
integração no 13º salário e nas férias. 
O juiz deferiu outros 15 minutos de horas extras pela violação a artigo da 
CLT, que garante esse intervalo antes do início de sobrejornada. 
O juiz deferiu indenização por dano estético de R$ 5.000,00 porque o 
trabalhador caiu de uma alta escada existente no estoque e, com o violento 
impacto sofrido na queda, teve a perda funcional de um dos rins, conforme 
Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) emitida. 
O magistrado determinou que os juros observassem a Taxa Selic, conforme 
requerido na prefacial. 
Diante do que foi exposto, elabore a medida judicial adequada para a 
defesa dos interesses da sociedade empresária. As custas foram fixadas em R$ 
200,00 sobre o valor arbitrado à condenação de R$ 10.000,00. (Valor: 5,00) 
Obs.: O examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do 
dispositivo legal não confere pontuação. 
 
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Curso Preparatório para OAB 2ª Fase – Área Trabalhista 
Profs. Cleize C. Kohls e Luiz Henrique M. Dutra 
CADERNO DE PEÇAS 
 
PEÇA 12) ENUNCIADO - XX EXAME 
Suzana trabalhou na residência da família Moraes de 15/06/2015 a 
15/09/2015, data na qual teve baixa em sua CTPS. A família do ex-empregador 
vive em Natal/RN. Suzana foi contratada a título de experiência por 45 dias, 
findos os quais nada foi tratado e Suzana continuou trabalhando normalmente. 
Suzana realizava todas as atividades do lar, iniciando o trabalho às 7h e 
saindo às 16 h, de segunda à sexta-feira, com trinta minutos de intervalo. Suzana 
tinha descontado do seu salário 10% referente ao vale-transporte, além de sua 
cota-parte do INSS e 25% do valor da alimentação consumida no emprego. 
Suzana fazia a limpeza dos 3 banheiros existentes na residência mas não 
recebia qualquer adicional. Em determinada ocasião, Suzana viajou com a 
família por 4 dias úteis para Gramado/RS. Nessa ocasião, trabalhou como babá 
das 8h às 17h, desfrutando de uma hora de almoço. Na data da dispensa, 
Suzana recebeu as seguintes verbas: férias proporcionais de 3/12 avos 
acrescidas de 1/3 e 13º salário proporcional de 3/12 avos. 
Você foi procurado por Suzana para, na condição de advogado(a), redigir 
a peça prático-profissional pertinente em defesa dos interesses da trabalhadora, 
sem criar dados ou fatos não informados. (Valor: 5,00) 
Obs.: A peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam 
ser utilizados para dar respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição 
do dispositivo legal não pontua. 
 
 
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PEÇA 13) ENUNCIADO - XX EXAME – REAPLICAÇÃO PORTO VELHO/RO 
 
Renato trabalhou como motorista para o Restaurante Amargo Ltda., tendo 
sempre recebido salário fixo no valor de R$ 1.600,00 mensais. Diariamente 
dirigia o veículo com as refeições solicitadas pelos clientes, as quais eram 
entregues por um ajudante. Foi dispensado imotivadamente após dois anos de 
serviço. Ajuizou ação trabalhista distribuída à 99ª Vara do Trabalho de 
Teresina/PI pleiteando diferenças salariais decorrentes da aplicação do piso 
salarial estipulado para os funcionários em bares e restaurantes, conforme a 
convenção coletiva firmada pelo sindicato dos bares e restaurantes com o 
sindicato dos garçons e ajudantes em bares e restaurantes, ambos do estado do 
Piauí. 
Pleiteou o pagamento extraordinário pelo tempo de duração da viagem de 
ida e volta ao trabalho, pois ficava com o carro da empresa que dirigia e que 
ficava sob sua guarda. Alegou que de sua residência para o local de trabalho 
havia apenas três linhas diretas de ônibus com tarifa modal em cada horário, 
sendo o transporte insuficiente. Pleiteou salário in natura pelo uso de veículo do 
empregador, o qual ficava com Renato ao longo da semana útil, devendo deixá-
lo na garagem do empregador durante o fim de semana de folga, bem como nas 
férias. 
Pleiteou, ainda, a integração de diárias para viagem, recebidas no valor de 
R$ 400,00 por cada viagem ocorrida, relatando que ao longo do contrato viajou 
a serviço por três ocasiões, em três diferentes meses. Por último pleiteou 
diferenças salariais decorrentes de equiparação salarial com outro motorista, o 
qual inicialmente trabalhava como maitre, mas por força de decisão do INSS, por 
limitação física, teve sua função alterada, quando percebia R$ 2.000,00 mensais. 
Na audiência, após a apresentação de defesa com documentos, foram 
dispensados os depoimentos pessoais. A parte autora declarou não ter outras 
provas. A parte ré requereu a oitiva de uma testemunha, a qual foi indeferida 
pelo juiz, gerando o inconformismo da parte ré, registrado em ata de audiência. 
Dez dias após o encerramento normal da audiência, o juiz prolatou sentença de 
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CADERNO DE PEÇAS 
 
improcedência total dos pedidos, com custas fixadas em R$ 500,00. 
Inconformado, Renato, 15 dias após haver sido notificado da decisão de 
improcedência dos pedidos, apresentou a medida jurídica cabível para tentar 
revertê-la, em juntar qualquer documento. 
Você foi notificado como advogado(a) da empresa para apresentar a peça 
prático-profissional em nome de seu cliente. Redija a mesma apresentando os 
argumentos pertinentes. (Valor: 5,00) 
Obs.: o examinando deve fundamentar suas respostas. A mera citação do 
dispositivo legal não confere pontuação. 
 
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PEÇA 14) ENUNCIADO - XXI EXAME (RESOLVIDO EM AULA AO VIVO) 
Paulo foi empregado da microempresa Tudo Limpo Ltda. de 22/02/15 a 
15/03/16. Trabalhava como auxiliar de serviços gerais, atuando na limpeza de 
parte da pista de um aeroporto de pequeno porte. Durante todo o contrato, 
prestou serviços na Aeroduto – Empresa Pública de Gerenciamento de 
Aeroportos. Ao ser dispensado e receber as verbas rescisórias, ajuizou 
reclamação trabalhista em face da empregadora e da tomadora dos serviços, 
pretendendo adicional de insalubridade porque trabalhava em local de barulho, 
bem como a incidência de correção monetária sobre o valor dos salários, vez 
que recebia sempre até o quinto dia útil do mês subsequente ao vencido. Logo, 
tendo mudado o mês de competência, deveria haver a correção monetária, dado 
o momento, na época, de inflação galopante. A ação foi distribuída para a 99ª 
Vara de Trabalho de Salvador. 
No dia da audiência, a primeira ré, empregadora, fez-se representar pelo 
seu contador, assistido por advogado. A segunda ré, por preposto empregado e 
advogado. Foram entregues defesas e prova documental, sendo que, pela 
segunda ré, foi juntada toda a documentação relacionada à fiscalização

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