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Resumo do livro 'Teorias da personalidade' de Feist e Feist, 8ª edição -  capitulos 1, 2, 4

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Daniele Thayná Kopp – M14801 
Resumo – Psicologia da Personalidade 
Muitos psicólogos diferem entre si quanto ao significado da personalidade. Muitos concordam que a 
palavra personalidade vem do latim “persona”, que era a máscara teatral que era usada pelos atores 
romanos/gregos, que representava um papel ou aparência (falsa muitas vezes). O que é uma visão bastante 
superficial então não seria uma definição bem vista. Então os psicólogos usam o termo “personalidade” para 
se referirem a algo mais além do papel que as pessoas desempenham: 
• Personalidade - Um padrão de traços relativamente permanentes e características únicas, que dão 
consistência e individualidade para o comportamento de uma pessoa. 
• Traços – contribuem para as diferenças individuais no comportamento, a consistência do 
comportamento ao longo do tempo, e a estabilidade dele nas diversas situações. Estes traços podem 
ser únicos, comuns para algum grupo ou compartilhados pela espécie inteira. 
• Características – são qualidades peculiares que um indivíduo possui, que incluem atributos como 
temperamento, psique e inteligência. 
 
Definição de teoria: 
Na ciência as teorias são ferramentas para gerar pesquisa e organizar informações, porém “verdade” e 
“fato” não possuem lugar em uma terminologia científica. 
- Teoria cientifica: é um conjunto de pressupostos relacionados que permite que os cientistas usem o 
raciocínio lógico dedutivo para formular hipóteses verificáveis. Essa definição precisa de maior 
explicação: 
1 – Apenas um pressuposto não basta. 
2 – Deve ser um conjunto de pressupostos Relacionados. 
3 – Uma palavra-chave é pressupostos pois os componentes da teoria não foram comprovados no 
sentido de que sua validade seja absolutamente estabelecida, mas são aceitos como se fosse verdade. 
4 – O raciocínio lógico dedutivo é usado para gerar hipóteses. (Hipótese é uma suposição ou palpite 
fundamentado suficientemente específico para que sua validade seja verificada por meio do método 
científico). É necessária uma certa estrutura lógica para que a teoria tenha consistência e possa ser 
significativa. 
5 – Qualificador verificável – Se a hipótese pode ser verificada de alguma maneira, ela será útil. 
- As teorias estão relacionadas à filosofia, e se baseiam na especulação. Ciência é o ramo de estudo 
interessado na observação e classificação dos dados e na verificação das leis gerais por meio do teste 
das hipóteses. 
O que torna uma teoria útil? 
1 – A capacidade dela de gerar pesquisa. 
2- É refutável. Um pesquisador, quando obtiver resultados de pesquisa negativos, pode refutar a teoria e 
forçar-se a descartá-la ou modificá-la. Uma teoria que consegue explicar tudo, não explica nada. 
3 – Organiza os dados, verificar se os dados da pesquisa estão organizados entre si, eles devem ter uma 
estrutura para que possam ser úteis. 
4 – Orienta a ação, oferece uma estrutura de respostas para os problemas cotidianos. 
5 – É internamente coerente, não precisa ter coerência com outras teorias, mas precisa ser consigo 
mesma. O âmbito deve ser bem definido para que a pesquisa não fuja do mesmo. 
6 – É parcimoniosa, Quando duas teorias são iguais nos aspectos anteriormente citados, mas uma é mais 
simples que a outra, a lei da parcimônia que entra: a mais simples é a mais útil. 
 
Daniele Thayná Kopp – M14801 
- As teorias da personalidade diferem em questões básicas referentes à natureza da humanidade. Usamos 
seis dessas dimensões como estrutura para examinar o conceito de humanidade de cada teórico: 
* Determinismo x livre-arbítrio 
* Pessimismo x otimismo (em geral, os teóricos que acreditam no determinismo são pessimistas, e os que 
acreditam no livre-arbítrio geralmente são otimistas). 
* Causalidade (sustenta que o comportamento é uma função de experiências passadas) x teleologia 
(explicação do comportamento em termos de objetivos e propósitos futuros). 
* Determinantes conscientes x determinantes inconscientes 
* Influências biológicas x sociais 
* Asingularidade x semelhanças. 
 
SIGMUND FREUD (1856 – 1939) Freiberg 
Se baseou mais no raciocínio dedutivo do que em métodos de pesquisa rigorosos e fez observações 
de modo subjetivo e em uma amostra relativamente pequena de pacientes, a maioria dos quais provinha da 
classe média alta ou alta. Ele não quantificou seus dados, nem fez observações sob condições controladas. 
Utilizou como abordagem quase exclusivamente, o estudo de caso, em geral formulando hipóteses depois 
que os fatos relativos ao caso eram conhecidos. 
Em 1885, recebeu uma bolsa da Universidade de Viena e foi estudar em Paris, com o neurologista 
Jean-Martin Charcot. Com quem aprendeu a técnica da hipnose para tratamento da histeria (transtorno 
geralmente caracterizado por paralisia ou mau funcionamento de certas partes do corpo. Onde que Freud 
ficou convencido de que a origem dos sintomas era psicogênica e sexual. 
 Freud também fez amizade com Josef Breuer, médico vienense, que o ensinou sobre a catarse 
(processo de remoção dos sintomas histéricos por meio de “botá-los para fora”. Mas com o tempo Freud 
abandonou a técnica, e descobriu a associação livre, que logo substituiu a hipnose como seu método 
terapêutico principal. 
 Sobre a histeria: os médicos acreditavam que era estritamente feminino, por a palavra ter as mesmas 
origens de útero, e era o resultado de um “útero ambulante”, que vagava pelo corpo das mulheres causando 
o mau funcionamento de várias partes. 
 Freud, após diversos eventos na sua vida e a morte do seu pai, no final da década de 1890, começou 
a fazer análise dos próprios sonhos (se autoanalisando), com uma prática diária. Ele teve depressão e 
bastante dificuldade em fazer amizades, tanto que na maioria se tornava ex-amigo ou inimigo, não só por 
causa de teorias incompatíveis. 
Níveis de vida mental – por Freud 
Para ele, a vida mental está dividida em dois níveis: o inconsciente (que é subdividido em pré-
consciente) e o consciente. Usava esses três níveis para designar tanto um processo quanto uma 
localização (hipotética). 
INCONSCIENTE – Contém todos os impulsos, desejos ou instintos que estão além da 
consciência, mas que no entanto, motivam a maioria de nossos sentimentos, ações e palavras. Ainda que 
possamos estar conscientes de nossos comportamentos explícitos, muitas vezes, não estamos conscientes 
dos processos mentais que estão por trás deles. Exemplo: um homem pode estar atraído por uma mulher, 
mas não compreender o por quê disso. Para Freud, ainda, o inconsciente não pode ser comprovado 
diretamente, mas ele é a explicação para o significado subjacente de sonhos, lapsos de linguagem e certos 
tipos de esquecimento, chamados de repressão. Herança filogenética – acreditava que uma parte do nosso 
inconsciente se origina das experiências de nossos ancestrais que nos foram transmitidas através de 
repetições por várias gerações. Mas utilizava isso somente para preencher lacunas em que as explicações 
de experiências individuais não eram adequadas. 
 
Daniele Thayná Kopp – M14801 
PRÉ-CONSCIENTE – É onde contém todos elementos que não são conscientes, mas podem se 
tornar conscientes prontamente ou com alguma dificuldade. O conteúdo provém de duas fontes, a primeira: 
percepção consciente – o que a pessoa percebe é consciente por um período transitório, isso passa para 
o pré-consciente quando o foco da atenção muda para outra ideia. Geralmente estas ideias que alternam 
entre ser conscientes e pré-conscientes estão livres de ansiedade, e são muito parecidas com as imagens 
conscientes do que os impulsos inconscientes. A segunda: percepção inconsciente – Freud acreditava 
que as ideias podiam escapar do censor vigilante e entrar no pré-consciente de forma