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Aula13 Apostila1 2E265AOINW

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estará sujeito às sanções previstas na Lei de 
Improbidade Administrativa. 
 
Comentário: 
 
Além do agente público, também responderá por ato de improbidade o terceiro, 
ou seja, aquele que, mesmo não sendo agente público, induza, concorra ou se 
beneficie, direta ou indiretamente, de ato de improbidade. 
 
Gabarito: Errado. 
 
 
15. (JUIZ – TJ/BA – CESPE/2012) O prefeito de determinado 
município firmou contrato de aluguel de milhares de computadores para 
as escolas municipais. A contratação foi feita sem licitação, sob o 
argumento de que a fornecedora dos computadores é uma organização 
social sem fins lucrativos. Posteriormente, o tribunal de contas do 
estado detectou que o aluguel anual de cada máquina custava o dobro 
do valor de um computador novo, tendo o MP estadual, por seu turno, 
descoberto que os dirigentes da organização social mantêm relação 
direta com donos de empresa de material de informática à qual 
pertencem os computadores alugados. A quebra do sigilo bancário da 
organização social demonstrou que os pagamentos recebidos do 
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Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92) 
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município eram repassados à referida empresa. O MP poderá ajuizar 
ação de improbidade contra o prefeito, mas nada poderá fazer em 
relação aos dirigentes da organização social ou aos donos da empresa 
de informática, visto que a referida lei alcança apenas os ocupantes de 
cargos públicos. 
 
Comentário: 
 
Nos termos do art. 3º da LIA, também responderá por ato de improbidade aquele 
que, mesmo não sendo agente público, induza, concorra ou se beneficie, direta 
ou indiretamente, de ato de improbidade. 
 
Gabarito: Errado. 
 
 
16. (ANALISTA JUDICIÁRIO – EXECUÇÃO DE MANDADOS – TRT 10ª 
REGIÃO – CESPE/2013) Apuração interna realizada descobriu que um 
empregado público federal de uma sociedade de economia mista 
recebeu vantagem indevida de terceiros, em troca do fornecimento de 
informações privilegiadas e dados sigilosos do ente de que ele fazia 
parte. O relatório de conclusão da apuração foi enviado ao Ministério 
Público para providências cabíveis. O terceiro beneficiado poderá ser 
responsabilizado nas esferas cível e criminal, mas não por improbidade 
administrativa, visto que esta não abrange particulares. 
 
Comentário: 
 
O particular que, mesmo não sendo agente público, induza, concorra ou se 
beneficie, direta ou indiretamente, de ato de improbidade poderá ser 
responsabilizado nos termos da Lei nº 8.429/92. 
 
Gabarito: Errado. 
 
 
17. (CESPE/2014 – TJ/SE – TÉCNICO JUDICIÁRIO) Consideram-se 
sujeitos ativos dos ilícitos previstos na Lei de Improbidade 
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Administrativa o agente público e o terceiro particular que, mesmo não 
sendo agente público, induzir ou concorrer para o ato ou dele se 
beneficiar direta ou indiretamente. 
 
Comentário: 
 
Além do agente público, é sujeito ativo do ato improbidade administrativa aquele que 
induz, concorre ou se beneficie direta ou indiretamente de ato ímprobo, conforme 
estabelece o art. 3º da Lei nº 8.429/92. 
 
Art. 3° As disposições desta lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, 
mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do 
ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou 
indireta. 
 
Gabarito: Certo. 
 
 
18. (ADVOGADO – CEF – CESPE/2010) A perda ou extinção do 
mandato eletivo implica cessação automática da existência de foro 
especial por prerrogativa de função, ainda que o fato que deu causa à 
demanda haja ocorrido durante o exercício daquele, exceto na hipótese 
de improbidade administrativa, conforme jurisprudência do STF. 
 
Comentário: 
 
Não há foro por prerrogativa de função para atos de improbidade administrativa. 
 
A ação de improbidade tem natureza civil (e política) e a prerrogativa de foro 
aplica-se no caso de crime. Por isso, a extinção de eventual mandato não 
implicaria cessão de foro especial para atos de improbidade administrativa, 
porque não existe tal foro ação de improbidade administrativa. 
 
Gabarito: Errado. 
 
 
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19. (ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA – TRE/MT – 
CESPE/2010) Enquanto as empresas públicas podem ser sujeitos 
passivos da improbidade administrativa, as sociedades de economia 
mista não podem, em razão do regime de direito privado a que estão 
submetidas. 
 
Comentário: 
 
O sujeito passivo do ato de improbidade administrativa é o ente ou entidade que sofreu 
a lesão por ato de improbidade administrativa, podendo ser, em regra, entidade ou ente 
estatal. Poderá, ademais, ser sujeito passivo de ato de improbidade entidade que não 
integre a Administração, mas que receba recursos estatais, como é o caso das entidades 
paraestatais. 
 
Nesse sentido, prevê o art. 1º da Lei nº 8.429/92 que: 
 
Art. 1° Os atos de improbidade praticados por qualquer agente 
público, servidor ou não, contra a administração direta, indireta ou 
fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do 
Distrito Federal, dos Municípios, de Território, de empresa 
incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação 
ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de 
cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita anual, serão 
punidos na forma desta lei. 
 
Parágrafo único. Estão também sujeitos às penalidades desta lei os 
atos de improbidade praticados contra o patrimônio de entidade 
que receba subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de 
órgão público bem como daquelas para cuja criação ou custeio o 
erário haja concorrido ou concorra com menos de cinqüenta por 
cento do patrimônio ou da receita anual, limitando-se, nestes casos, 
a sanção patrimonial à repercussão do ilícito sobre a contribuição 
dos cofres públicos. 
 
Assim, teremos os seguintes sujeitos passivos (vítimas da improbidade): 
 
Direito Administrativo 
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• Administração Pública direta e indireta 
• Empresa incorporada ao patrimônio público 
• Entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou 
concorra com mais de cinquenta por cento do patrimônio ou da receita 
anual 
• Entidades cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou 
concorra com menos de cinquenta por cento do patrimônio ou da receita 
anual 
• Entidade que receba subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou 
creditício, de órgão público; 
 
Atenção para o fato de que, nesses dois últimos casos (entidade que receba subvenção, 
benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de órgão público ou entidades cuja criação 
ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com menos de cinquenta por cento do 
patrimônio ou da receita anual) a sanção patrimonial limita-se à repercussão do ilícito 
sobre a contribuição dos cofres públicos. 
 
Gabarito: Errado. 
 
 
20. (DEFENSOR PÚBLICO – DPE/RO – CESPE/2012) O sujeito passivo 
de ato de improbidade administrativa restringe-se

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