A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
150 pág.
Aula13 Apostila1 2E265AOINW

Pré-visualização | Página 4 de 37

públicos e sociedades de 
economia mista. No entanto, a EC n. 19/98 permitiu a contratação de 
empregado público no âmbito da Administração direta, regra que foi suspensão 
pelo STF por força da ADI 2341. 
 
 
Direito Administrativo 
Tribunal Regional Federal da 1ª Região 
Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92) 
Prof. Edson Marques 
 
 
www.pontodosconcursos.com.br | Professor Edson Marques 13 
Servidores temporários 
 
Servidores ou funcionários temporários, ou simplesmente temporários, são 
agentes contratados de forma temporária, por excepcional interesse público, 
para exercer função por prazo determinado, conforme estabelece a Constituição 
Federal em seu art. 37, inciso IX, ao permitir a contratação de servidor visando 
atender necessidade temporária em razão de excepcional interesse público. 
 
Nesse sentido, a Lei nº 8.745/93 regulamentou na esfera federal a contratação 
de pessoal para o exercício de atividade temporária, dispondo que as pessoas 
jurídicas de direito público poderiam contratar pessoal observando as condições 
e os requisitos legais. 
 
Agentes delegados 
 
Agentes delegados são particulares que, por força de contrato ou ato 
administrativo em que se delega a realização de uma atividade, obra ou serviço 
público, a executam sob sua conta e risco, sob fiscalização do Estado, por isso 
atuando em colaboração a este (descentralização por colaboração). Temos como 
exemplo os delegatários de serviço público, tal como os concessionários, 
permissionários, tabelião, leiloeiros etc. 
 
Agentes honoríficos 
 
Agentes honoríficos são particulares que, em razão de sua condição cívica, 
honra, ou de sua notória capacidade profissional, são requisitados ou designados 
pelo Estado para exercerem, de forma provisória, certa atividade ou função, 
podendo ser remunerados ou não. (Ex. Mesário, Jurado, Membros dos Conselhos 
Tutelares das crianças e adolescentes etc). 
 
Agentes credenciados 
 
Os chamados agentes credenciados são aqueles que o Estado dá a 
incumbência de representá-lo para certa e específica atividade ou para um ato 
determinado, mediante remuneração. 
 
Direito Administrativo 
Tribunal Regional Federal da 1ª Região 
Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92) 
Prof. Edson Marques 
 
 
www.pontodosconcursos.com.br | Professor Edson Marques 14 
Outros 
 
É possível, ademais, constatarmos a existência de outras classificações, a 
exemplo daqueles que colocam dentre tais agentes os militares e os 
terceirizados (agentes em colaboração). 
 
É o que explicita a Profa. Di Pietro, em relação aos militares que antes da EC 
18/98 enquadravam-se na categoria de servidores públicos, porém após a 
emenda retirou-se a expressão, por isso não são considerados como servidores, 
figurando-se como mais uma categoria de agente público, denominados 
simplesmente de militares. 
 
Cuidado, pois há pessoas que ainda utilizam a expressão funcionário público de 
forma indistinta para qualificar todos os agentes públicos. Trata-se de uma 
expressão já bastante ultrapassada, prevista no Código Penal Brasileiro no art. 
327, que se refere a qualquer agente público para fins penais apenas. 
 
Com efeito, o termo atualmente mais usual, e podemos dizer mais adequado, 
inclusive com previsão legal (Lei nº 8.429/92) é o de agente público, conforme 
assim expresso: 
 
Art. 2° Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo 
aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem 
remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou 
qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, 
emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo anterior. 
 
Terceiro 
 
Contudo, a lei também admite o terceiro como sujeito ativo da improbidade 
administrativa. Então, também será sujeito ativo todo aquele que, mesmo 
não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de 
improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta. 
 
Significa dizer que um particular, que não tenha qualquer vínculo com a 
Administração Pública ou com as entidades tuteladas, mas que induza um 
Direito Administrativo 
Tribunal Regional Federal da 1ª Região 
Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92) 
Prof. Edson Marques 
 
 
www.pontodosconcursos.com.br | Professor Edson Marques 15 
agente público ou concorra com este, ou ainda que se beneficie do ato de 
improbidade praticado por ele, também será considerado sujeito ativo da 
improbidade administrativa. 
 
Espécies ou modalidades 
 
Quanto aos atos de improbidade administrativa, a LIA estabelece quatro 
espécies ou modalidades de atos de improbidade, sendo atos que: 
 
▪ Importam em enriquecimento ilícito (art. 9º); 
▪ Causam prejuízo ao erário (art. 10); 
▪ Decorrentes de Concessão ou Aplicação Indevida de Benefício 
Financeiro ou Tributário (art. 10-A) 
▪ Atentam contra os princípios da Adm. Pública (art. 11) 
 
Ato de improbidade que importe em enriquecimento ilícito 
 
Constitui ato de improbidade administrativa importando 
enriquecimento ilícito auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial 
indevida em razão do exercício de cargo, mandato, função, emprego ou 
atividade nas entidades mencionadas no art. 1° desta lei, e notadamente: 
 
I - receber, para si ou para outrem, dinheiro, bem móvel ou imóvel, ou 
qualquer outra vantagem econômica, direta ou indireta, a título de comissão, 
percentagem, gratificação ou presente de quem tenha interesse, direto ou 
indireto, que possa ser atingido ou amparado por ação ou omissão 
decorrente das atribuições do agente público; 
II - perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a 
aquisição, permuta ou locação de bem móvel ou imóvel, ou a contratação 
de serviços pelas entidades referidas no art. 1° por preço superior ao valor 
de mercado; 
III - perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a 
alienação, permuta ou locação de bem público ou o fornecimento de serviço 
por ente estatal por preço inferior ao valor de mercado; 
IV - utilizar, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos 
ou material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de 
Direito Administrativo 
Tribunal Regional Federal da 1ª Região 
Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92) 
Prof. Edson Marques 
 
 
www.pontodosconcursos.com.br | Professor Edson Marques 16 
qualquer das entidades mencionadas no art. 1° desta lei, bem como o 
trabalho de servidores públicos, empregados ou terceiros contratados por 
essas entidades; 
V - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, 
para tolerar a exploração ou a prática de jogos de azar, de lenocínio, de 
narcotráfico, de contrabando, de usura ou de qualquer outra atividade ilícita, 
ou aceitar promessa de tal vantagem; 
VI - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, 
para fazer declaração falsa sobre medição ou avaliação em obras públicas 
ou qualquer outro serviço, ou sobre quantidade, peso, medida, qualidade ou 
característica de mercadorias ou bens fornecidos a qualquer das entidades 
mencionadas no art. 1º desta lei; 
VII - adquirir, para si ou para outrem, no exercício de mandato, cargo, 
emprego ou função pública, bens de qualquer natureza cujo valor seja 
desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do agente público; 
VIII - aceitar emprego, comissão ou exercer atividade de consultoria ou 
assessoramento para pessoa física ou jurídica que tenha interesse 
suscetível de ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das 
atribuições do agente público,

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.