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Aula13 Apostila1 2E265AOINW

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presumido ou outorgado, ou sob qualquer outra forma que resulte, direta ou 
Direito Administrativo 
Tribunal Regional Federal da 1ª Região 
Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92) 
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indiretamente, em carga tributária menor que a decorrente da aplicação da alíquota 
mínima estabelecida no caput, exceto para os serviços a que se referem os subitens 
7.02, 7.05 e 16.01 da lista anexa a esta Lei Complementar. 
 
Ato de improbidade que atenta contra os princípios da administração 
 
Dispõe, ainda, a Lei de Improbidade que constitui ato de improbidade 
administrativa que atenta contra os princípios da administração pública 
qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, 
imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, e notadamente: 
 
I - praticar ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele 
previsto, na regra de competência; 
II - retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício; 
VI - deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo; 
V - frustrar a licitude de concurso público; 
IV - negar publicidade aos atos oficiais; 
III - revelar fato ou circunstância de que tem ciência em razão das atribuições 
e que deva permanecer em segredo; 
VII - revelar ou permitir que chegue ao conhecimento de terceiro, antes da 
respectiva divulgação oficial, teor de medida política ou econômica capaz de 
afetar o preço de mercadoria, bem ou serviço. 
 VIII - descumprir as normas relativas à celebração, fiscalização e aprovação 
de contas de parcerias firmadas pela administração pública com entidades 
privadas. 
IX - deixar de cumprir a exigência de requisitos de acessibilidade previstos 
na legislação. 
 
Para os casos de improbidade por violação aos princípios da Administração 
Pública são previstas as seguintes sanções (penalidade): 
 
• Ressarcimento integral do dano, se houver, 
• Perda da função pública, 
• Suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos, 
• Pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração percebida 
pelo agente, e 
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• Proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos 
fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa 
jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos. 
 
Do Processo Administrativo 
 
A Lei de Improbidade prevê que qualquer pessoa poderá representar à 
autoridade administrativa competente para que seja instaurada 
investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade, 
conforme art. 14, observando o seguinte: 
 
Art. 14 
§ 1º A representação, que será escrita ou reduzida a termo e assinada, 
conterá a qualificação do representante, as informações sobre o fato e 
sua autoria e a indicação das provas de que tenha conhecimento. 
§ 2º A autoridade administrativa rejeitará a representação, em despacho 
fundamentado, se esta não contiver as formalidades estabelecidas no § 
1º deste artigo. A rejeição não impede a representação ao Ministério 
Público, nos termos do art. 22 desta lei. 
§ 3º Atendidos os requisitos da representação, a autoridade determinará 
a imediata apuração dos fatos que, em se tratando de servidores federais, 
será processada na forma prevista nos arts. 148 a 182 da Lei nº 8.112, 
de 11 de dezembro de 1990 e, em se tratando de servidor militar, de 
acordo com os respectivos regulamentos disciplinares. 
 
Assim, caso seja aberto procedimento administrativo a comissão processante 
dará conhecimento ao Ministério Público e ao Tribunal ou Conselho de Contas, 
podendo tais órgãos designar representantes para acompanhar o procedimento. 
 
De todo modo, para apurar qualquer ilícito previsto na LIA, o Ministério Público, 
de ofício, a requerimento de autoridade administrativa ou mediante 
representação formulada, poderá requisitar a instauração de inquérito policial 
ou procedimento administrativo. 
 
Ademais, nos termos do art. 16 da LIA, havendo fundados indícios de 
responsabilidade, a comissão representará ao Ministério Público ou à 
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procuradoria do órgão para que requeira ao juízo competente a 
decretação do sequestro dos bens do agente ou terceiro que tenha 
enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público, o qual 
observará o Código de Processo Civil (arts. 822 e 825). 
 
Podendo, neste caso, o pedido incluir a investigação, o exame e o bloqueio de 
bens, contas bancárias e aplicações financeiras mantidas pelo indiciado no 
exterior, nos termos da lei e dos tratados internacionais. 
 
Do Processo Judicial 
 
Prevê o art. 17 da LIA que a ação principal seguirá o rito ordinário, e será 
proposta pelo Ministério Público ou pela pessoa jurídica interessada. 
 
Poderá ocorrer, mesmo administrativamente, o afastamento do agente 
do exercício do cargo, empregou ou função, conforme previsto no art. 20, 
parágrafo único, que assim expressa: 
 
Parágrafo único. A autoridade judicial ou administrativa competente 
poderá determinar o afastamento do agente público do exercício do cargo, 
emprego ou função, sem prejuízo da remuneração, quando a medida se 
fizer necessária à instrução processual. 
 
Caso tenha sido proposta a medida cautelar, a ação principal deverá ser proposta 
dentro de trinta dias da efetivação da medida cautelar. 
 
Não há prerrogativa de foro na ação de improbidade administrativa. 
Assim, ação deverá ser proposta junto ao juízo de primeiro grau. Nesse sentido, 
é o entendimento do Supremo Tribunal Federal. Ilustrativamente: 
 
INFORMATIVO Nº 572 
TÍTULO: Improbidade Administrativa - Ação Civil - Competência do 
Magistrado de Primeiro Grau (Transcrições) 
PROCESSO: RE - 439723 
ARTIGO 
[...] 
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Cumpre enfatizar, neste ponto, que o Supremo Tribunal Federal, no 
referido julgamento plenário da ADI 2.797/DF, ao declarar a 
inconstitucionalidade da Lei nº 10.628/2002, na parte em que esta 
introduziu o § 2º no art. 84 do CPP, explicitou que, tratando-se de 
ação civil por improbidade administrativa (Lei nº 8.429/92), 
mostra-se irrelevante, para efeito de definição da competência 
originária dos Tribunais, que se cuide de ocupante de cargo 
público ou de titular de mandato eletivo ainda no exercício das 
respectivas funções, pois, em processos dessa natureza, a ação 
civil deverá ser ajuizada perante magistrado de primeiro grau. 
Cabe assinalar, por outro lado, que esta Suprema Corte, em tal 
julgamento, reconheceu a inconstitucionalidade da Lei nº 10.628/2002 
também no ponto em que esse diploma legislativo 
atribuía prerrogativa de foro a ex-ocupantes de cargos públicos e a ex-
titulares de mandatos eletivos, sendo indiferente, para esse efeito, que, 
contra eles, houvesse sido instaurado ou estivesse em curso, quer 
processo penal de índole condenatória, quer processo resultante do 
ajuizamento de ação civil por improbidade administrativa (Lei nº 
8.429/92). Ao assim decidir, o Supremo Tribunal Federal, relembrando 
antiga lição ministrada por

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