Aula 05
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08 de Setembro de 2017
Administração Financeira de Longo Prazo
		Profº Thobias Zani
ATIVOS FINANCEIROS
Ativo financeiro é um instrumento que canaliza a poupança para o investimento. São títulos emitidos por agentes deficitários para captarem recursos e manter riqueza aos seus titulares. 
Principais características dos ativos financeiros: liquidez, risco e rentabilidade.
Custo
Garantias
Prazo
Rentabilidade
Risco
Liquidez
ATIVOS FINANCEIROS
Ativos financeiros poder ser classificados com relação a renda, prazo e emissão.
a) RENDA 
Ativos de Renda Fixa 
Tem retorno previamente conhecido com juros periódicos;
Pagamento de rendimento e principal em prazos estabelecidos; 
Podem ser prefixados e pós-fixados
Tem risco do emitente, de liquidez, da inflação e taxa de juros;
Tipos: CDB, RDB, CDI, Debêntures, letras de câmbio, letras hipotecárias, commercial paper, caderneta de poupança, fundos de investimentos, LTN, NFT, NTN, LBC.
ATIVOS FINANCEIROS
Ativos financeiros poder ser classificados com relação a renda, prazo e emissão.
a) RENDA 
Ativos de Renda Variável
Não há conhecimento prévio dos rendimentos futuros;
Valor de resgate pode ser superior, igual ou inferior ao aplicado. Os rendimentos c/base no desempenho do emitente. 
Ex. Ações.
ATIVOS FINANCEIROS
Ativos financeiros poder ser classificados com relação a renda, prazo e emissão.
b) PRAZO
Definido (fixo): de curto, médio e longo prazo;
Indeterminado: sem data de vencimento e o resgate a qualquer momento.
c) EMISSÃO
Públicos (federal, estadual, municipal) 
Privados: de instituições financeiras são autorizados pelo Banco Central do Brasil. De empresas não financeiras autorizadas pela CVM. 
TAXAS DE JUROS
A alocação de capital entre poupadores e tomadores determina a taxa de juros.
Juros é a compensação financeira pela utilização de dinheiro. É o preço pago pelo aluguel do dinheiro.
A formação e estrutura da taxa de juros pode ser afetada por várias hipóteses:
hipótese das expectativas (inflação e taxa de juros reais futuras);
investimentos mais rentáveis estão dispostos a pagar mais juros;
preferências temporais de consumo (despende agora ou aplica)
teoria da preferência pela liquidez (menos risco no curto prazo);
capacidade de poupança na economia (oferta maior, juros menores);
oferta e demanda por empréstimos de curto/longo prazo determinam o custo;
risco de inadimplência do devedor eleva a taxa de juros.
TAXAS DE JUROS
TAXA NOMINAL DE JUROS (Ki)
	É função de uma taxa real livre de risco (Kf), de uma taxa de prêmio pelo risco (RP) e de uma taxa futura esperada de inflação (IP).
	
				Ki = Kf + IP + RP
TAXA DE JUROS LIVRE DE RISCO (Kf)
É a taxa de juros livre de risco e expurgada a inflação, geralmente definida para os títulos públicos. 
No Brasil é a taxa básica dos títulos emitidos pelo BCB e Tesouro Nacional, taxa SELIC.
TAXAS DE JUROS
TAXA DE INFLAÇÃO ESPERADA NO FUTURO ( IP )
O risco de não considerar a inflação esperada na formação das taxas de juros é não levar em conta a perda no valor de compra da moeda, o que reduz o ganho real do investidor. 
PRÊMIO PELO RISCO (RP)
É a diferença entre a taxa de juros com risco e taxa livre de risco.
Quanto maior o risco (de inadimplência e liquidez) maior será o prêmio exigido pelo investidor.
O comportamento da taxa de risco de um país pode influenciar todo o mercado.
O risco de um país: diferença entre juros pagos em seus papéis de dívida externa e a taxa dos títulos do Tesouro do EUA (T-Bond) de mesma maturidade.
AVALIAÇÃO
O valor de mercado de um investimento é baseado nas expectativas do mercado quanto aos fluxos de caixa futuros que este investimento proporcionará ao investidor. 
Um investimento vale o valor presente dos fluxos de caixa projetados deste investimento.
A taxa utilizada para descontar os fluxos de caixa é a taxa de retorno requerido em relação ao ativo. É influenciada por:
risco do ativo (percebido pelo mercado);
expectativa de inflação.
AVALIAÇÃO DE TÍTULOS DE DÍVIDAS
Um título de dívida é um contrato entre duas partes: credor e devedor.
Sua característica fundamental é o pagamento de fluxos de caixa periódicos, além da devolução do montante emprestado no final do contrato
São exemplos de títulos de dívida:
debêntures;
bônus;
certificado de depósito bancário (CDB);
recibo de depósito bancário (RDB)
notas promissórias / commercial papers;
letras de câmbio, etc.
TÍTULOS DE DÍVIDA - CONCEITOS 
Valor de face: valor estabelecido para o pagamento quando do vencimento \u2013 é um valor nominal;
Preço: valor pelo qual o título é negociado;
Cupom: são os juros pagos periodicamente;
Taxa de cupom: é a relação percentual entre o cupom e o valor de face do título;
Vencimento: data na qual o valor do título deve ser ressarcido ao seu devedor:
Tempo de maturação: prazo até o vencimento do título;
Amortização: ressarcimento do valor principal ao detentor do título. Pode ser total ou parcial.
RENDIMENTO EXIGIDO NO VENCIMENTO
Um título de dívida paga juros periódicos (cupom) e mais o ressarcimento do principal no vencimento.
É a medida de rendimento que um título de dívida dá a quem o	comprar na data de hoje e o mantiver até o vencimento.
É basicamente a atual taxa interna de retorno do título.
Onde:
	kd = taxa de retorno exigida pela dívida
	J = juros ou cupom pagos no período
	t = Número de períodos até o vencimento
	Vface = Valor de face ou montante a ser ressarcido
RETORNO ESPERADO NO VENCIMENTO (YTM)
É a taxa de retorno que o investidor espera obter ao comprar um título ao preço de mercado e o mantiver até o seu vencimento. É, basicamente, a atual taxa interna de retorno do título.
O retorno pode ser calculado por aproximação pela fórmula:
Onde:
	YTM = retorno aproximado até o vencimento (Yield to maturity)
	Bo = valor atual do título 
	J = valor dos juros
	M = Valor de face ou nominal do título no vencimento
 n = número de anos até o vencimento do título
AVALIAÇÃO DE AÇÕES 
O retorno de uma ação vem de dividendos pagos por ela, e do ganho/perda de capital (preço pelo qual é vendida ou preço pelo qual é comprada).
O preço a pagar por uma ação, é o que se espera que ela dê de retorno.
MODELO DE CRESCIMENTO ZERO
É uma abordagem de avaliação de dividendos que supõe o não crescimento da série de dividendos.
Espera-se que a empresa não cresça, logo, as suas ações valem:
Com crescimento zero o valor da ação pode igualar-se ao valor presente de uma perpetuidade de Div1 , descontada a uma taxa ks.
AVALIAÇÃO DE AÇÕES 
MODELO DE CRESCIMENTO CONSTANTE
Esta abordagem supõe que os dividendos crescerão a uma taxa constante, menor que o retorno exigido.
É também chamada Modelo de Gordon.
O modelo assume que a empresa crescerá sempre a uma taxa constante \u201cg\u201d.
O valor da ação é dado pela fórmula de uma perpetuidade crescente: 
AVALIAÇÃO DE AÇÕES 
MODELO DE CRESCIMENTO CONSTANTE
Esta abordagem supõe que os dividendos crescerão a uma taxa constante, menor que o retorno exigido.
É também chamada Modelo de Gordon.
O modelo assume que a empresa crescerá sempre a uma taxa constante \u201cg\u201d.
O valor da ação é dado pela fórmula de uma perpetuidade crescente: 
EXERCÍCIOS
A empresa Microhard emitiu um título de dívida com as seguintes características: 
Valor de face: $ 1.000 
Prazo até o vencimento: 10 anos 
Taxa de cupom: 7% 
Pagamentos anuais 
Calcule o preço desse título se o retorno exigido pelo investidor for de: a. 5% b. 7% c. 11%
Uma debênture está sendo negociada no mercado secundário pelo valor de R$785,00. O título foi emitido no ano de 2015 e tem vencimento no ano de 2025. A taxa de Cupom é de 15% com pagamentos anuais e o Valor de Face é de R$1.000,00. Determine o retorno até o vencimento dessa possível aplicação. Considerando que o retorno exigido pelo investidor é de 10% a.a., avalie se