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PLANO DE AULA 3   DIREITO PENAL   IV

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SEMANA 3
Denunciação Caluniosa – art. 339
Bem jurídico tutelado
Tutela a Administração da Justiça.
	
Elementos do tipo (subjetivo, descritivos e normativos)
	
Elemento objetivo: referem-se ao aspecto material do fato. Existem concretamente no mundo dos fatos e só precisam ser descritos pela norma, como por exemplo, o objeto do crime, o lugar, o tempo, os meios empregados o núcleo do tipo (verbo).
Elemento normativo: NÃO HÁ ao contrário dos descritivos, seu significado não se extrai da mera observação, sendo imprescindível um juízo de valoração jurídica, social, cultural histórica religiosa, bem como qualquer outro campo do conhecimento humano. Aparecem em expressões como “sem justa causa”, “indevidamente”, “documento”, “funcionário público”, “dignidade”, “decoro” ...
Elemento subjetivo: há somente o elemento subjetivo geral, ou seja, o DOLO (vontade livre e consciente de provocar a investigação policial, judicial, administrativa, civil ou de improbidade). 
Sujeitos do delito
SUJEITO ATIVO – é crime comum, ou seja, qualquer pessoa pode praticar.
SUJEITO PASSIVO – o Estado e secundariamente a pessoa inocente denunciada.
Consumação e tentativa
Consumação – consuma-se o delito com a iniciação das diligências investigativas ou dos demais procedimentos elencados no caput.
	
	
Tentativa – é admissível.
CLASSIFICAÇÃO DOUTRINÁRIA:
Trata-se de CRIME COMUM (aquele que não exige qualquer condição especial do sujeito ativo); quanto ao resultado é CRIME MATERIAL (que exige resultado naturalístico para sua consumação consistente na efetiva investigação ou processo judicial); CRIME DOLOSO (pois não há previsão legal para a figura culposa); CRIME DE FORMA LIVRE (pode ser praticado por qualquer meio ou forma pelo agente); CRIME INSTANTÂNEO (o resultado opera-se de forma imediata, sem se prolongar no tempo); CRIME UNISSUBJETIVO (que pode ser praticado por um agente apenas); CRIME PLURISSUBSISTENTE (pode ser desdobrado em vários atos, que, no entanto, integram a mesma conduta). 
 Art. 339. Dar causa à instauração de investigação policial, de processo judicial, instauração de investigação administrativa, inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime de que o sabe inocente: (Redação dada pela Lei nº 10.028, de 2000)
        Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa.
        § 1º - A pena é aumentada de sexta parte, se o agente se serve de anonimato ou de nome suposto.
        § 2º - A pena é diminuída de metade, se a imputação é de prática de contravenção.
Confronto com os delitos de calúnia e comunicação falsa de crime ou contravenção.
Na calúnia há a imputação falsa da prática de um fato definido como crime, havendo somente a intenção de ofender a honra do imputado. Na denunciação caluniosa, o agente não só atribui à vítima, falsamente, a prática de um delito como também leva o fato ao conhecimento da autoridade, provocando a instauração de inquérito policial ou de ação penal contra ela.
Na comunicação falsa de crime ou contravenção não há acusação dirigida a uma pessoa determinada, pois o agente se resume a relatar falsamente a ocorrência de um crime ou contravenção, sem indicar o seu suposto autor. Já na denunciação caluniosa o sujeito indica uma pessoa determinada como autora da infração.
Denunciação caluniosa e organização criminosa.
A Lei 12.850/13 na Seção I do Capítulo I cuidou da chamada colaboração premiada. Pode, contudo, o agente, pertencente à organização criminosa, com o fim de se beneficiar indevidamente da colaboração premiada, imputar falsamente a alguém infração penal que sabe ser inocente. O art. 19 da Lei 12.850/13 criou uma modalidade de denunciação caluniosa específica.
Confronto entre o direito à autodefesa e a denunciação caluniosa.
Tem prevalecido o entendimento que se o agente imputar a alguém um crime de que sabia inocente, se encontrava no exercício do seu direito de defesa, não há o crime de denunciação caluniosa.
Comunicação Falsa de Crime ou de Contravenção – art. 340
Bem jurídico tutelado
Tutela a Administração da Justiça.
	
Elementos do tipo (subjetivo, descritivos e normativos)
	
Elemento objetivo: referem-se ao aspecto material do fato. Existem concretamente no mundo dos fatos e só precisam ser descritos pela norma, como por exemplo, o objeto do crime, o lugar, o tempo, os meios empregados o núcleo do tipo (verbo).
Elemento normativo: NÃO HÁ ao contrário dos descritivos, seu significado não se extrai da mera observação, sendo imprescindível um juízo de valoração jurídica, social, cultural histórica religiosa, bem como qualquer outro campo do conhecimento humano. Aparecem em expressões como “sem justa causa”, “indevidamente”, “documento”, “funcionário público”, “dignidade”, “decoro” ...
Elemento subjetivo: há elemento subjetivo geral, ou seja, o DOLO (vontade livre e consciente de comunicar a ocorrência sobre a qual tem ciência de que não se verificou). O elemento subjetivo específico do tipo é CONTROVERTIDO, pois BITENCOURT entende que existe, consistente no especial fim de provocar a ação da autoridade, sem causa; já DAMÁSIO entende que pouco importa a finalidade especial que animou o agente, bastando a vontade consciente de comunicar à autoridade pública a ocorrência de crime ou contravenção. 
Sujeitos do delito
SUJEITO ATIVO – é crime comum, ou seja, pode ser praticado por qualquer pessoa.
SUJEITO PASSIVO – o Estado.
Consumação e tentativa
Consumação – consuma-se o delito no momento em que a autoridade pública provocada pratica algum ato no intuito de esclarecer o fato criminoso falsamente comunicado
	
	
Tentativa – é admissível, pois é crime plurissubsistente. 
CLASSIFICAÇÃO DOUTRINÁRIA:
Trata-se de CRIME COMUM (aquele que não exige qualquer condição especial do sujeito ativo); quanto ao resultado é CRIME MATERIAL (que exige resultado naturalístico para sua consumação); CRIME DOLOSO (pois não há previsão legal para a figura culposa); CRIME DE FORMA LIVRE (pode ser praticado por qualquer meio ou forma pelo agente); CRIME INSTANTÂNEO (o resultado opera-se de forma imediata, sem se prolongar no tempo); CRIME UNISSUBJETIVO (que pode ser praticado por um agente apenas); CRIME PLURISSUBSISTENTE (pode ser desdobrado em vários atos, que, no entanto, integram a mesma conduta). 
 Comunicação falsa de crime ou de contravenção
        Art. 340 - Provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado:
        Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa.
Autoacusação Falsa – art. 341
Bem jurídico tutelado
Tutela a Administração da Justiça.
	
Elementos do tipo (subjetivo, descritivos e normativos)
	
Elemento objetivo: referem-se ao aspecto material do fato. Existem concretamente no mundo dos fatos e só precisam ser descritos pela norma, como por exemplo, o objeto do crime, o lugar, o tempo, os meios empregados o núcleo do tipo (verbo).
Elemento normativo: NÃO HÁ ao contrário dos descritivos, seu significado não se extrai da mera observação, sendo imprescindível um juízo de valoração jurídica, social, cultural histórica religiosa, bem como qualquer outro campo do conhecimento humano. Aparecem em expressões como “sem justa causa”, “indevidamente”, “documento”, “funcionário público”, “dignidade”, “decoro” ...
Elemento subjetivo: há elemento subjetivo geral, ou seja, o DOLO (vontade livre e consciente de autoacusar-se falsamente tendo consciência de não haver praticado o crime, ou de que foi outro que o praticou). O elemento subjetivo específico do tipo é CONTROVERTIDO, pois BITENCOURT entende que não há exigência de especial fim de agir; já NUCCI entende que há elemento subjetivo específico do tipo, consistente na vontade de prejudicar a administração da justiça.
 
Sujeitos do delito
SUJEITO ATIVO – é crime comum, ou seja, pode ser praticado por qualquer pessoa.
SUJEITO PASSIVO – o Estado.
Consumação e tentativa
Consumação – consuma-se