RELATÓRIO 2
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RELATÓRIO 2


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A contração do quadríceps causa um movimento rápido para cima, juntamente com a extensão da perna. Se o paciente encontra-se tenso ou apresenta resposta patelar fraca, realiza-se a manobra de Jendrassik, fazendo o paciente agarrar suas próprias mãos, uma na outra, puxando-as vigorosamente, isso permite a facilitação dos reflexos. A ausência do reflexo patelar é designada como sinal de Westphal. Um reflexo invertido pode ser visto em lesões do nervo ou das raízes nervosas que caracteriza reflexo miotático invertido. (CAMPBELL, 2007)
Assim como no reflexo patelar, o reflexo aquileu faz-se necessário para a detecção de afecções da região lombar.
A percussão do martelo no tendão de Aquiles provoca a contração dos músculos crurais posteriores, o gastrocnêmio, o sóleo e o plantar, causa flexão do pé no tornozelo. Quando há disseminação reflexa, bater no tendão de Aquiles pode causar flexão do joelho. O reflexo aquiliano tende a diminuir com a idade. (CAMPBELL, 2007)
A prática do reflexo tricipital testa o nervo radial que surge dos segmentos da medula espinhal C7 e T2.
O reflexo do tríceps invertido ou paradoxal consiste em flexão do cotovelo em resposta a percussão do tendão do tríceps. Essa resposta aparece quando o arco aferente do reflexo do tríceps é lesado como nas lesões do sétimo e oitavo segmentos cervicais, especialmente quando há um elemento de espasticidade, como na espondilose cervical com radiculomielopatia. (CAMPBELL, 2007)
O olho humano é um órgão da visão, no qual uma imagem óptica do mundo externo é produzida e transformada em impulsos nervosos e conduzida ao cérebro. A pupila é circular, bem centrada e com diâmetro de 2 a 4 mm. Quando seu diâmetro é aumentado chamamos de midríase, e o contrário chama-se miose.
Quando a luz incide sobre a retina, os impulsos resultantes seguem, pelo nervo óptico, em direção ao sistema nervoso central e voltam, pelos nervos parassimpáticos, para promover a contração do músculo do esfíncter da íris, ocasionando a miose. (GUYTON, 2006)
Quando uma luz incide sobre os olhos, observa-se a ocorrência da contração da pupila. A luz excessiva que entra nos olhos estimula uma via reflexa que é controlada pelo sistema parassimpático. Dessa forma, a via eferente parassimpática traz a informação de contrair o músculo circular da íris provocando a miose. Este reflexo é importante para proteger a retina do excesso de luz. Já na ausência de luz, como quando fechamos as mãos sobre os olhos, observa-se que a pupila se dilata (midríase). Isso ocorre, porque o sistema simpático prevalece sobre o sistema parassimpático, que não é estimulado por não haver luz excessiva. A midríase é importante para a retina captar uma maior quantidade de raios luminosos possíveis quando o ambiente está escuro.
O primeiro reflexo citado acima é um reflexo fotomotor direto ou à luz, pois é estimulado por luz intensa e provoca a ação no mesmo olho que está recebendo a luz.
Quando a luz brilha nos olhos as pupilas se contraem, uma reação chamada de reflexo fotomotor. A luz ao invadir a retina, alguns dos impulsos resultantes passam dos nervos ópticos para os núcleos pré-tectais. Daí os impulsos secundários passam para o núcleo Edinger-Westphall e, finalmente, voltam para os nervos parassimpáticos para contração do esfíncter da Iris. Inversamente, na escuridão, o reflexo se torna inibido, o que resulta em dilatação da pupila. A função do reflexo luminoso é ajudar o olho a adaptar-se de forma extremamente rápida às mudanças das condições de luminosidade. (GUYTON, 2006).
Ao se incidir a luz sobre um dos olhos do indivíduo normal verifica-se, depois de curto período de latência, a contração da pupila do mesmo olho estimulado (reflexo fotomotor direto) e também a contração, simultânea e de mesma amplitude, da pupila do olho contralateral não estimulado (reflexo fotomotor consensual). Se não houver reflexo fotomotor direto e consensual podemos dizer que há lesão do II par de nervos cranianos. No entanto, se não houver reflexo fotomotor direto, mas houver consensual, podemos inferir que há uma lesão no III par de nervos cranianos e não do II par.
Na prática do reflexo fotomotor pode-se também observar se as pupilas apresentam o mesmo tamanho em cada olho.
A dor e o susto provocado pelo ato de beliscar causam períodos de excitação que estimulam o sistema nervoso simpático que prevalece sobre o parassimpático, assim a pupila dilata-se. Esse é o reflexo espino-ciliar.
A estimulação simpática e parassimpática produz efeitos diversos em diversos órgãos do organismo. No olho controla a abertura ciliar e o foco do cristalino. A estimulação simpática contrai as fibras meridionais da íris, e, portanto, dilata a pupila. A estimulação parassimpática contrai o músculo circular da íris e provoca constrição pupilar. Quando penetra um excesso de luz pela pupila, o parassimpático é estimulado reflexamente, contraindo a pupila. (BRIDI, 1997)
CONCLUSÃO
A partir da análise e discussão dos dados coletados com a prática pode-se perceber que, em muitos casos, a simples predominância de influências \u201cfacilitadoras\u201d ou \u201cinibitórias\u201d de estruturas superiores do sistema nervoso sobre o centro de associação de determinado arco reflexo.
Muitas atividades coordenadas por setores mais \u201cinferiores\u201d do sistema nervoso, podem ser modificadas consciente ou inconscientemente por estruturas mais superiores. Desta forma, quando reflexos estão sendo testados, convém que a pessoa sob à vontade e com atenção voltada para algo distante (GUYTON; HALL, 2006).
REFERÊNCIAS 
CAMPBELL, W. W. O exame neurológico. 6ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.
GUYTON, Arthur C; HALL, Jonh E. Tratado de fisiologia Médica. 11 ed. Rio de Janeiro: Elesevier, 2006.
MACHADO, ANGELO. Neuroanatomia Funcional. 2ª Ed. São Paulo. Editora Atheneu, 2002.
BRIDI, Vera Lúcia. Organização do trabalho e psicopatologia: Um estudo de caso envolvendo o trabalho em telefonia. Dissertação apresentada no Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Produção de Sistemas, da Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 1997. Disponível em:http://www.eps.ufsc.br/disserta97/bridi/cap4.htm. acessado em: 20 de maio de 2012.
SILVERTHORN, D.U. Fisiologia humana: Uma abordagem integrada. 2ed. São Paulo, Manole,2003.