Livro - Gestão Tributária
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o ICMS e o Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza

a. ex tunc: com efeito retroativo.

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(ISSQN). O lançamento por declaração encontra-se pre-
visto no art. 147 do CTN:

Art. 147. O lançamento é efetuado com base na declaração

do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na

forma da legislação tributária, presta à autoridade adminis-

trativa informações sobre matéria de fato, indispensáveis à

sua efetivação.

§ 1º A retificação da declaração por iniciativa do próprio

declarante, quando vise a reduzir ou a excluir tributo, só é

admissível mediante comprovação do erro em que se funde, e

antes de notificado o lançamento.

§ 2º Os erros contidos na declaração e apuráveis pelo seu

exame serão retificados de ofício pela autoridade administra-

tiva a que competir a revisão daquele.

De ofício

O lançamento de ofício é realizado exclusivamente pela
autoridade administrativa, que apura o quanto é devido e
realiza a notificação ao contribuinte; exemplos dessa espé-
cie de lançamento são o IPTU e o IPVA. O lançamento de
ofício encontra-se previsto no artigo 149 do CTN:

Art. 149. O lançamento é efetuado e revisto de ofício pela

autoridade administrativa nos seguintes casos:

I \u2013 quando a lei assim o determine;

II \u2013 quando a declaração não seja prestada, por quem de

direito, no prazo e na forma da legislação tributária;

III \u2013 quando a pessoa legalmente obrigada, embora tenha pres-

tado declaração nos termos do inciso anterior, deixe de aten-

der, no prazo e na forma da legislação tributária, a pedido

de esclarecimento formulado pela autoridade administra-

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tiva, recuse-se a prestá-lo ou não o preste satisfatoriamente, a

juízo daquela autoridade;

IV \u2013 quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto

a qualquer elemento definido na legislação tributária como

sendo de declaração obrigatória;

V \u2013 quando se comprove omissão ou inexatidão, por parte da

pessoa legalmente obrigada, no exercício da atividade a que

se refere o artigo seguinte;

VI \u2013 quando se comprove ação ou omissão do sujeito passivo,

ou de terceiro legalmente obrigado, que dê lugar à aplicação

de penalidade pecuniária;

VII \u2013 quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro

em benefício daquele, agiu com dolo, fraude ou simulação;

VIII \u2013 quando deva ser apreciado fato não conhecido ou não

provado por ocasião do lançamento anterior;

IX \u2013 quando se comprove que, no lançamento anterior,

ocorreu fraude ou falta funcional da autoridade que o efetuou,

ou omissão, pela mesma autoridade, de ato ou formalidade

especial.

Parágrafo único. A revisão do lançamento só pode ser ini-

ciada enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública.

Homologação

O lançamento por homologação ocorre quanto aos tributos
cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de ante-
cipar ao pagamento e pressupõe, assim, um prévio exame
da autoridade administrativa. Opera-se pelo ato em que a
referida autoridade, tomando conhecimento da atividade
exercida pelo obrigado, expressamente a homologa; exem-
plo dessa espécie de lançamento é o IR. O lançamento por
homologação encontra-se previsto no art. 150 do CTN:

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Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto

aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever

de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade

administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autori-

dade, tomando conhecimento da atividade assim exercida

pelo obrigado, expressamente a homologa.

§ 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste

artigo extingue o crédito, sob condição resolutória da ulterior

homologação ao lançamento.

§ 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos

anteriores à homologação, praticados pelo sujeito passivo ou

por terceiro, visando à extinção total ou parcial do crédito.

§ 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão, porém,

considerados na apuração do saldo porventura devido e,

sendo o caso, na imposição de penalidade, ou sua graduação.

§ 4º Se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco

anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse

prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, con-

sidera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto

o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude

ou simulação.

(5.4)

extinção do crédito tributário

O crédito tributário pode se extinguir das seguintes
formas:

Pagamento (CTN, art. 156, I) \u2013 ato que libera o devedor; \u25aa
equivale ao cumprimento da prestação e conseqüente
extinção da obrigação.

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Compensação (CTN, art. 156, II) \u2013 no direito tributário, \u25aa
não se opera automaticamente, dependendo de autori-
zação legal; para tanto, deve haver reciprocidade entre
credores e devedores.
Transação (CTN, arts. 156, \u25aa III, e 171) \u2013 as partes, mediante
concessões mútuas, podem resolver o litígio.
Remissão (CTN, art. 156, IV) \u2013 é o perdão ao pagamento \u25aa
de determinado tributo.
Conversão de depósito em renda (CTN, art. 156, \u25aa VI) \u2013
é a conversão do depósito administrativo ou judicial
enquanto se discute o ato fiscal; o depósito é conver-
tido para a conta-corrente do erário.
Pagamento antecipado e homologação do lançamento \u25aa
(CTN, art. 156, VII) \u2013 está ligado ao lançamento por
homologação; o pagamento é antecipado, pois ocorre
antes do exame da autoridade administrativa para
apurar o valor devido.
Consignação em pagamento (CTN, art. 156, VIII) \u2013 só \u25aa
pode ser feita por meio de processo judicial e depende
da procedência da demanda.
Decisão administrativa irreformável (CTN, art. 156, \u25aa
IX) \u2013 quando existir, por exemplo, impugnações ou
recursos administrativos e destes houver decisão
favorável, esta vincula o Fisco.
Decisão judicial transitada em julgado (CTN, art. 156, \u25aa
X) \u2013 a decisão judicial favorável ao sujeito passivo tam-
bém extingue o crédito tributário, mas depende do seu
trânsito em julgado, ou seja, quando não couberem
mais recursos para discutir a sentença.
Dação em pagamento de bens imóveis (CTN, art. 156, \u25aa
XI) \u2013 não é auto-aplicável, dependendo de lei ordinária
do ente público, na qual se estipulam as condições e os
casos possíveis.

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(5.5)

exclusão do crédito tributário

A exclusão do crédito tributário se dá pela isenção e pela
anistia. Concedida por lei, a isenção (CTN, art. 176) dis-
pensa o pagamento de um tributo devido, incide sobre a
obrigação principal, mas não sobre a acessória. Nesse caso,
a obrigação continua existindo, porém, o pagamento é
afastado mediante lei. Já a anistia (CTN, art. 180) é o per-
dão da penalidade pecuniária, ou seja, só exclui a multa.
Assim, continua a existir o dever de pagar o tributo devido
e a correção monetária, se prevista em lei.

(5.6)

suspensão do crédito tributário

Nesse caso, a exigibilidade que a autoridade possui de
cobrar o crédito fica suspensa. Contudo, não se dispensa o

cumprimento da obrigação acessória. São casos de suspen-
são do crédito tributário:

Moratória (CTN, arts. 151, I, e 152) \u2013 é a dilação do prazo \u25aa
para efetuar o pagamento. Ocorre apenas mediante lei.
Depósito do montante integral (CTN, art. 151, II) \u2013 \u25aa
quando o contribuinte considera a cobrança ilegal ou
inconstitucional, este pode efetuar o depósito integral
do montante (somente em dinheiro) que lhe está sendo
exigido, tanto na esfera judicial como administrativa.
Reclamações e recurso administrativos (CTN, art. 151, \u25aa
III) \u2013 as reclamações e os recursos administrativos

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