Livro - Gestão Tributária
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Não cabem sanções políticas, que são as limitações das \u25aa
atividades ou de direitos do contribuinte para se obri-
gar ao pagamento dos tributos (súmulas 70, 323 e 547
do Supremo Tribunal Federal).

atividades

Segundo o CTN, 1. contribuinte e responsável são, respecti-
vamente:

o titular da competência para efetuar o pagamento do a.
tributo, inclusive as penalidades pecuniárias, e o contri-
buinte que tem a responsabilidade de reter tributos.
o sujeito passivo que tem relação pessoal e direta com b.
o respectivo fato gerador e o sujeito passivo que, sem se
revestir da condição de contribuinte, possui obrigação
decorrente de disposição expressa de lei.
são exatamente a mesma coisa, pois ambos têm por c.
objeto o recolhimento dos tributos.
o sujeito passivo cuja obrigação decorre da legislação e o d.

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e.
..

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sujeito passivo cuja obrigação independe de disposição
expressa de lei.

O Laticínio Caraminhocas Ltda. foi incorporado por 2.
Laticínio Carambolas S.A. em 16 de abril de 2002.
Posteriormente, o Fisco Federal levantou um crédito tribu-
tário da responsabilidade do Laticínio Caraminhocas Ltda.,
anterior à data da incorporação. Esse crédito tributário:

não pode mais ser cobrado.a.
deve ser cobrado somente dos antigos sócios do Laticínio b.
Caraminhocas Ltda.
deve ser cobrado somente em conjunto com os demais c.
débitos tributários, inclusive estaduais e municipais, do
Laticínio incorporado.
deve ser cobrado de Laticínio Carambolas S.A.d.

Uma pessoa natural adquire de outra um estabelecimento 3.
comercial e continua a explorá-lo, cessando para o vende-
dor toda atividade empresarial. Quanto aos tributos relati-
vos ao estabelecimento, devidos até a data da aquisição, a
pessoa natural adquirente:

responde somente pela metade dos tributos.a.
responde somente pelas contribuições sociais.b.
responde integralmente por todos os tributos.c.
responde somente pelos tributos devidos no último d.
ano.

( 5 )

crédito tributário

( )

neste capítulo, estudaremos o crédito tributário.
O crédito representa um direito que uma pessoa (sujeito
ativo, credor) possui de receber de outra (sujeito passivo,
devedor) aquilo que este se comprometeu a realizar. Assim,
no caso do direito tributário o crédito representa uma
quantia ou uma ação a que o contribuinte se obrigou, em
razão da lei, a prestar ao Estado. Nesse sentido, quando o
contribuinte pratica um fato legalmente previsto e surge,
em favor do Estado, um direito à prestação, que poderá
ser pecuniária (no caso do recolhimento do tributo) ou

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de natureza acessória, como a declaração do imposto de
renda (que não impõe ao contribuinte o recolhimento de
uma quantia específica, caso este não tenha recolhido o tri-
buto no momento certo). Assim, o crédito é um direito que
o Estado possui de receber algo que a lei lhe garante.

Estudaremos também as formas de lançamento, que
são procedimentos administrativos praticados pelo Estado
para constituir o crédito, variando conforme o ato praticado
pelo contribuinte. Existem três espécies de lançamento: de
ofício, por declaração ou misto e por homologação, sendo
cada um destes a representação de uma realidade diferente,
sempre quando o contribuinte realiza determinado ato.

(5.1)

sujeitos da obrigação tributária

A obrigação tributária possui um sujeito ativo e um sujeito
passivo. De acordo com o CTN:

Sujeito ativo \u25aa

Art. 119. Sujeito ativo da obrigação é a pessoa jurídica de

direito público, titular da competência para exigir o seu

cumprimento.

[...]

Sujeito passivo \u25aa

Art. 121. Sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa

obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária.

Parágrafo único. O sujeito passivo da obrigação principal

diz-se:

I \u2013 contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com a

situação que constitua o respectivo fato gerador;

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II \u2013 responsável, quando, sem revestir a condição de contri-

buinte, sua obrigação decorra de disposição expressa de lei.

Dessa forma, vê-se que sujeito ativo do crédito tribu-
tário é a pessoa jurídica de direito público titular da com-
petência para exigir o seu cumprimento.

Questão importante: a OAB pode ser credora de uma
contribuição profissional? Sim, no momento em que a pes-
soa jurídica titular delega, por lei, a capacidade de arreca-
dar o tributo na condição de credora.

Assim, o sujeito ativo da relação jurídica tributária são
aquelas pessoas, públicas ou privadas que, por força de lei,
podem tomar as medidas necessárias para o recebimento
de um crédito tributário.

Já o sujeito passivo do crédito tributário é aquele quem
é incumbido de pagar, se a obrigação for principal (paga-
mento de um tributo ou penalidade pecuniária). Se a obri-
gação for acessória, o sujeito passivo será aquele a quem
couber a realização dos deveres acessórios.

Aqui, devemos diferenciar os termos contribuinte e
responsável:

Contribuinte \u2013 sujeito passivo que tem uma relação \u25aa
pessoal e direta com a situação que constitui fato gera-
dor do tributo.
Responsável \u2013 sujeito passivo que, sem se revestir da \u25aa
condição de contribuinte, vê-se obrigado a pagar o
débito por força de disposição expressa de lei.

Exemplo: contribuinte do Imposto de Renda é o cida-
dão de quem é descontado o imposto; responsável é a ins-
tituição pagadora que retém o imposto na fonte.

Deve-se entender também a solidariedade, que ocorre
em relação:

G
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às pessoas que tenham interesse comum na situação \u25aa
que constitui fato gerador da obrigação principal;
às pessoas expressamente designadas por lei. \u25aa

Seus efeitos são:
o pagamento efetuado por um dos obrigados aproveita \u25aa
aos demais;
a isenção ou a remissão exonera todos os obrigados, \u25aa
salvo se outorgada pessoalmente a um dos obriga-
dos, subsistindo, nesse caso, a solidariedade pelo saldo
quanto aos demais;
a interpretação da prescrição em favor ou contra um \u25aa
dos obrigados favorece ou prejudica aos demais.

Exemplo: A, B e C devem solidariamente R$ 3.000,00
de IPI. B recebeu, por lei, isenção pessoal. Quanto A e C
devem de imposto? Resposta: R$ 2.000,00.

(5.2)

constituição do crédito tributário

A constituição do crédito tributário ocorre com o chamado
lançamento. Como vemos no CTN:

Art. 142. Compete privativamente à autoridade administra-

tiva constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim

entendido o procedimento administrativo tendente a verifi-

car a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente,

determinar a matéria tributável, calcular o montante do tri-

buto devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor

a aplicação da penalidade cabível.

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Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento

é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade

funcional.

O lançamento é um ato administrativo, declarató-
rio e de efeitos ex tunca. Nele devem constar os seguintes
elementos:

Fato gerador; \u25aa
Matéria tributável; \u25aa
Cálculo do montante; \u25aa
Identificação do sujeito passivo. \u25aa

(5.3)

espécies de lançamento

A seguir, estudaremos as espécies de lançamento que exis-
tem no nosso ordenamento jurídico, identificando os tribu-
tos a que elas correspondem.

Declaração

O lançamento por declaração é realizado pela administra-
ção, que investiga os casos sujeitos à tributação, apurando
as relações de fato e de direito essenciais à obrigação tri-
butária, com o auxílio do contribuinte ou de terceiro que
entrega os dados necessários para que o lançamento possa
ser efetivado. Exemplos dessa espécie de lançamento