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Pedagogia Trabalho de conclusao de curso TCC

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idealista e democrático. No currículo escolar, inicialmente foi utilizada a denominação “Educação Artística” pela Lei 5692/71, que propunha uma valorização da tecnicidade e profissionalismo, dentro de uma lei com concepções tecnicistas. Em oposição ao pensamento de um ensino voltado para a profissionalização, no final da década de 70 constituiu-se um movimento chamado “Arte-Educação”, fundamentado pelas ideais da “Escola Nova” e da Educação Através da Arte, caracterizado pelo posicionamento idealista. (FUSARI; FERRAZ, 2001, p.19)
Durante o planejamento didático é importante que os educadores reflitam sobre quem é o sujeito aprendente, seus potenciais e singularidades considerando os como seres em desenvolvimento e sujeitos de culturas e infâncias diferenciadas. Que definitivamente dê valor à criança e que a toque significativamente, formando-a e transformando-a.
O incentivo à curiosidade pela manifestação artística de diferentes culturas, por suas crenças, usos e costumes, pode despertar no aluno o interesse por valores diferentes dos seus, promovendo o respeito e o reconhecimento dessas distinções; ressalta-se assim a pertinência intrínseca de cada grupo e de seu conjunto de valores, possibilitando ao aluno reconhecer em si e valorizar no outro a capacidade artística de manifestar-se na diversidade. (PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: ARTE, 1997, p. 37) 
Os elementos estéticos presentes em um grupo social trazem significados diversos para diferentes pessoas. As pessoas de um modo geral respaldam suas opiniões de acordo com sua subjetividade, por não notarem o real significado que os elementos trazem. A partir disso, deixam de vivenciar o significado e a experiência do apreciar, criticar e analisar, confundindo o “eu não entendo” com o “eu não gosto”.
O ensino de Artes no Brasil sofreu mudanças em todo seu processo, desde o século XX até os dias atuais. A forma como foi sendo ensinada e as modificações no currículo estão vinculadas às tendências teóricas vigentes em cada período. Além do conhecimento sobre o que é ensinar Artes e como efetivar o ensino na escola, é fundamental que o professor compreenda suas responsabilidades por meio do conhecimento e reflexão sobre o processo do ensino de Artes. 
O ensino de Artes é componente curricular obrigatório desde a Educação Infantil até o Ensino Médio e seu ensino esta garantido na Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, determinando no artigo 26, § 2º: “O ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos”
 Ao refletir sobre essa área ao longo da história, é possível repensar e reconstruir a prática docente, rompendo com paradigmas tradicionais e concepções que não proporcionam uma aprendizagem significativa. Considerando a subjetividade que envolve uma análise, esta deve ser realizada sob uma perspectiva crítica e sensível por parte do educador, para que este possa se reconhecer na construção histórica, refletindo sobre a importância do ensino atualmente, em que cada vez mais é valorizado o sujeito inovador e criativo na sociedade.
A comunicação entre as pessoas e as leituras de mundo não se dão apenas por meio da palavra. Muito do que se sabemos sobre o pensamento e os sentimentos das mais diversas pessoas, povos, países, épocas são conhecimentos que obtivemos única e exclusivamente por meio de suas músicas, teatro, pintura, dança, cinema, etc. (GUERRA, 1998, p. 13)
Ana Mae Barbosa (2003) menciona que é por meio da Arte que a pessoa desenvolve a percepção e a imaginação, aprende a realidade do meio ambiente, desenvolve a capacidade crítica, permitindo ao indivíduo analisar a realidade percebida e desenvolver a criatividade de maneira a mudar a realidade, que foi analisada. 
Para auxiliar o professor na efetivação do ensino de Artes nas escolas, conforme as exigências da Lei há uma sistematização metodológica fundamentada no Referencial Curricular para a Educação Infantil e nos Parâmetros Curriculares Nacionais que compõem a Área de Linguagens, Códigos, e suas tecnologias.
Nesses documentos, o ensino da Arte é tratado como conhecimento histórico e cultural, constituindo-se de diversas linguagens, como: as Artes Visuais (linguagem que tem a imagem fixa ou em movimento como objeto); o Teatro (cujo objeto é a ação dramática); a Música (constituída da composição sonora – articulação entre som e silêncio) e a Dança (com o gesto e o movimento corporal como objetos). (ACERVOS COMPLEMENTARES: AS ÁREAS DO CONHECIMENTO NOS DOIS PRIMEIROS ANOS DO ENSINO FUNDAMENTAL, 2009, p.48).
Os PCNS de Arte são meios de consulta que podem nortear o trabalho do professor, servindo como um suporte para a reflexão, que pode possibilitar mudanças qualitativas na ação do professor em sala de aula. Considera-se, portanto como um avanço na dimensão do ensino da disciplina pois a partir do momento em que ele incorpora os três eixos norteadores, como produzir, apreciar e contextualizar, o documento aponta perspectivas de trabalho e de compreensão da arte para além de atividades descoladas do contexto dos estudantes e meramente tarefeiras. 
Cabe aos educadores que acreditem no ensino das artes para o desenvolvimento integral das crianças da educação infantil buscar formação constante e incessantes pesquisas, refletir e construir sua prática buscando suporte pedagógico e metodológico para a atuação profissional no ensino das artes.
No contexto da educação escolar, a disciplina Arte compõe o currículo compartilhado com as demais disciplinas num projeto de envolvimento individual e coletivo. O professor de Arte, junto com os demais docentes e através de um trabalho formativo e informativo, tem a possibilidade de contribuir para a preparação de indivíduos que percebam melhor o mundo em que vivem, saibam compreendê-lo e nele possam atuar. (FERRAZ, 2001, p.24) 
Acompanhando a trajetória da arte observa-se que é uma forma do ser humano expressar suas emoções, sua história e sua cultura através de valores estéticos, como beleza, harmonia, equilíbrio. 
2.2 EDUCAÇÃO INFANTIL: DEFININDO TERMOS
Por muito tempo, a educação das crianças era considerada tarefa das famílias, era no seu grupo social que a criança aprendia a tornar-se membro deste grupo. Por um longo período da história da humanidade nenhuma instituição compartilhou com as famílias esta responsabilidade, o que permite dizer que a educação infantil como conhecemos hoje institucionalizada e complementar a ação da família ainda é algo muito recente. Vejamos o que diz a história do que é hoje o primeiro nível de educação básica. 
Mudanças foram possíveis, porque mudou também a concepção que as pessoas tinham de crianças, elas deixaram de serem vistas como adultos em miniatura para tornarem-se graças a legislação sujeitos de direitos. 
o surgimento das instituições de educação infantil esteve de certa forma relacionado ao nascimento da escola e do pensamento pedagógico moderno que pode ser realizado entre os séculos XVI E XVII. A escola muito parecida com a que temos hoje organizou se porque ocorreu um conjunto de possibilidades: a sociedade na Europa mudou muito com a descoberta de novas terras, com o surgimento de novos mercados e com o desenvolvimento cientifico, mas também com a invenção da imprensa, que permitiu que muitos tivessem acesso a leitura (da bíblia principalmente) a igreja teve um papel importante na alfabetização e, em virtude das disputas religiosas entre católicos e protestantes, os dois lados se esforçaram para que seus fieis tivessem um mínimo domínio da leitura e da escrita. (CRAIDY E KAERCHER, 2001)
Com o surgimento da sociedade industrial, novas exigências educativas também surgiram para dar conta das novas funções no universo do trabalho. 
Para o nascimento da escola moderna uma série de outras condições foi necessária e uma delas foi à forma de encarar a infância, que passou a conceder um espaço que antes não existia, a organização de espaços próprios para a educação de

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