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Pedagogia Trabalho de conclusao de curso TCC

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crianças, as escolas, o surgimento de especialistas que falavam das características e necessidades específicas da infância e da criança em desenvolvimento. 
CRAIDY e KAERCHER (2001, pg 28) “As creches e pré-escolas surgiram depois das escolas e o seu aparecimento tem sido muito associado com o trabalho materno fora do lar, a partir da revolução industrial”. 
Isso tudo se relaciona também, com uma nova estrutura familiar formada por pai mãe e filhos, a conjugal; e não mais uma família organizada de forma ampliada, com muitos adultos em que as crianças nem sempre eram cuidadas pela figura materna. 
Através dos estudos até aqui realizados é possível à compreensão de que para justificar o surgimento das escolas de educação infantil uma série de ideias sobre o que constituía uma natureza infantil. Assim, no surgimento das creches e pré-escolas conviveram argumentos que davam importância a uma visão mais otimista da infância e de suas possibilidades.
As creches e pré- escolas surgiram a partir de mudanças econômicas politicas e sociais que ocorreram na sociedade pela incorporação das mulheres, à força de trabalho assalariado, na organização das famílias, num novo papel da mulher, numa nova relação entre os sexos, para citar apenas as mais evidentes. Mas também por razões que se identificam com um conjunto de ideias novas sobre a infância, sobre o papel da criança na sociedade e de como torna-la através da educação, um individuo produtivo e ajustado às exigências deste conjunto social. (CRAIDY E KAERCHER, 2001)
Em comum acordo com movimentos nacionais e internacionais a declaração universal dos direitos da criança e do adolescente orientou a transição do entendimento de creche como favor aos menos favorecidos financeiramente para a compreensão desses espaços como um direito de todas as crianças à educação independente de seu grupo social. 
Segundo o parecer CNE/ CEB (20 2009) 
O atendimento em creches e pré - escolas como um direito social das crianças se concretiza na constituição de 1988, com o reconhecimento da educação infantil como dever do estado com a educação, processo eu teve ampla participação dos movimentos comunitários, dos movimentos de mulheres dos movimentos de redemocratização do pais além evidentemente das lutas dos próprios profissionais da educação . 
Entretanto do ponto de vista legal a educação infantil é a primeira etapa da educação básica e tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança de zero à cinco anos de idade em seus aspectos físico, afetivo,  intelectual, linguístico e social, complementando a ação da família e da comunidade (Lei n°9.394/96.art 1°)
2.3 ARTES PLÁSTICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL O QUE FAZER?
As crianças aprendem desde os primeiros momentos neste mundo, ensinar e educa-las nesta idade não se resume apenas a alimenta-las e tomar os cuidados necessários. Juntamente com muito afeto e cuidados higiênicos é importante à oferta de estímulos para o desenvolvimento dos sentidos bem como, o intelecto. Para Morin, (2000 p 11) “a missão desse ensino é transmitir não o mero saber, mas uma cultura que permita compreender nossa condição e nos ajude a viver e que favoreça ao mesmo tempo um modo de pensar potente aberto e livre”. 
A Criação artística marca a história dos seres humanos, nos influencia colocando o corpo disponível a experiência, por isso é tão importante deixar a arte falar em cada um de nós. 
O trabalho artístico é importante para que as crianças aprendam a explorar o mundo à sua volta. Existem inúmeros materiais que utilizamos como recurso de expressão, que nos auxiliam a criar coisas e a colocar um pouco daquilo que somos no mundo. Um toco de carvão ou mesmo um graveto para se riscar a terra ou areia tem função idêntica à do lápis. Iniciar o ensino das artes visuais não significa apenas oferecer lápis, canetas, argila, massa de modelar. ( Craidy e Kaercher 2001 pg 83)
Nesse sentido a arte proporciona à criança expressar seus sentimentos e ideias, colocar a criatividade em prática, fazendo com que seu lado afetivo seja realçado. 
Fazer arte reúne processos complexos em que a criança sintetiza diversos elementos de sua experiência. No processo de selecionar, interpretar e reformar, mostra como pensa, como sente e como vê. A criança representa na criação artística o que lhe interessa e o que ela domina, de acordo com seus estágios evolutivos. Uma obra de arte não é a representação de uma coisa, mas a representação da relação do artista com aquela coisa. [...] Quanto mais se avança na arte, mais se conhece e demonstra autoconfiança, independência, comunicação e adaptação social. ( Albinati 2009,p 4)
As crianças nesta fase da infância estão com todas as suas janelas de oportunidades abertas e, portanto, é este o momento de apresentar a arte à elas. Uma vez que, através das artes é possível desenvolver inúmeras linguagens que somente a peculiaridade de sujeito em desenvolvimento é capaz de captar.
Segundo Cunha, “devemos lembrar que os registros resultam de olhares sobre o mundo. Se o olhar é desinteressado e vago, as representações serão opacas e uniformes. (Referencial Curricular Nacional, 1999, p. 12)”. 
[...] a criança desde bebê mantém contato com as cores visando explorar os sentidos e a curiosidade dos bebês em relação ao mundo físico, tendo em vista que, nesse período, descobrem o mundo através do conhecimento do seu próprio corpo e dos objetos com que eles têm possibilidade de interagir. (CUNHA, 1999, p. 18).
Além destas múltiplas possibilidades o professor pode ainda fazer uso das artes plásticas no auxilio ao desenvolvimento da motricidade infantil que precisa ser bem trabalhada para que futuramente, a criança possa usufruir deste recurso na sua vida, pessoal, acadêmica e profissional. Desta forma, destaca-se o desenho como uma das principais formas de expressão da criança da educação infantil. 
Desenhar é ver, é trazer ao visível. Uso o desenho como instrumento do pensamento... É por meio do desenho que percebo e elaboro questões de meu interesse, como um pensamento, uma superfície, um corpo algo que se projeta no espaço. (RIBEIRO, 1989 apud BARBIERI 2012 p. 83 ) 
O desenho propicia a sensação de alegria descontração e prazer à criança e é extremamente importante no cotidiano da educação infantil. 
 De acordo com o Referencial Curricular Nacional de Educação Infantil: 
Por meio de diferentes gestos em um plano vertical (ou pelo menos inclinado), a criança aprende a segurar corretamente o giz e o lápis. Para que a criança adquira um traço regular, precisará trabalhar com certa rapidez, sobre uma grande superfície colocada a sua altura. A criança que não domina bem seu gesto será solicitada a trabalhar, sobretudo, com o ombro e o cotovelo: fará então desenhos grandes. Somente mais tarde, quando os movimentos altura do ombro e do cotovelo tornarem-se desenvolvidos, faremos diminuir as proporções dos desenhos, exigindo assim da criança um trabalho mais específico do punho e dos dedos.” (1998, p. 106).
Desta forma, compreende-se o desenho como uma forma de brincar no mundo, pensar o mundo, de estar no mundo, de se comunicar. Quando se quer explicar o caminho para chegar até determinado lugar, pode se desenhar. Cabe aos professores oferecer diferentes superfícies às crianças da educação infantil e incentivá-las a experimentar todas. 
Segundo Barbieri (2012) os artistas fazem desenhos para trazer imagens ao mundo. O ato de desenhar é uma forma de ação e de expressão. Por isso é importante que as crianças constituam esta linguagem. 
Quando desenha a criança expressa seu lado afetivo com a manifestação orgânica da emoção, a criança usa o papel e o lápis para expressar os seus sentimentos no desenho, a sua relação com a família, os amigos, a escola. Através dos traços feitos pela criança, até mesmo pelas cores usadas, o professor consegue perceber o que está acontecendo com ela.
De acordo com Barbieri (2012) 
Aprender a desenhar é aprender mais uma possibilidade de comunicação por meio da qual as crianças

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