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DIVISÃO DA AULA DE GINÁSTICA Aquecimento Parte Principal Relaxamento Prof. Dr. Rafael Montenegro DIVISÃO DA AULA DE GINÁSTICA Duração: 10 a 15 minutos Conteúdo: Exercícios de mobilidade articular + exercícios de alongamento + exercícios localizados ou aeróbicos (elevação da F.C.) Objetivo Geral: Preparação global e específica do corpo para os exercícios localizados da parte principal AQUECIMENTO Prof. Dr. Rafael Montenegro a) Articular e muscular: Exercícios de mobilidade articular e elasticidade muscular precedem o aquecimento orgânico. Deve-se mobilizar todas as articulações e musculaturas que serão enfatizadas na parte principal da aula. O aquecimento deverá ser direcionado aos grupamentos a serem mais solicitados. b) Orgânico: Visa preparar o sistema cardiopulmonar, aumento gradual do débito cardíaco, da ventilação pulmonar e do metabolismo. Os movimentos devem ser primeiramente de pequena amplitude e executados com uma velocidade baixa, para posteriormente irem aumentando de amplitude e velocidade. c) Psicológico: Elevação do estado de motivação no início da aula. OBJETIVOS DO AQUECIMENTO Prof. Dr. Rafael Montenegro EFEITOS DO AQUECIMENTO ARTICULAR • Após 10 minutos de aquecimento, uma articulação aumenta sua espessura de 12 a 13% permitindo a diminuição da pressão pôr área da superfície articulada possibilitando uma melhor nutrição; •Aumento da temperatura na articulação provoca diminuição da viscosidade dos líquidos orgânicos (aumento da eficiência); •Aumento da velocidade das reações bioquímicas: aumento da rapidez das mensagens nervosas e mioglobina e hemoglobina, favorecendo a liberação de oxigênio mais rápido Prof. Dr. Rafael Montenegro A Flexibilidade é um componente importante da aptidão física (ACSM, 1998); Acredita-se que uma flexibilidade aumentada promove melhoras na performance e diminuição nos riscos de lesões; Consequentemente, exercícios de alongamento são regularmente incluídos em programas de treinamento de vários atletas; Porém, os benefícios de uma flexibilidade aumentada relacionados a prevenção de lesões e ao aumento da performance têm sido questionado por diversos autores (GLEIM & McHUGH, 1997; HERBERT & GABRIEL, 2002; KNUDSON, 1999; WELSON & HILL, 2003). EFEITOS DO ALONGAMENTO MUSCULAR Prof. Dr. Rafael Montenegro Estudos têm demonstrado uma relação adversa entre a flexibilidade e a performance, reportando uma diminuição da: FORÇA OU TORQUE MÁXIMO (AVELA et al., 1999; BEHM et al., 2001; KOKKONEN et al., 1998; NELSON et al., 2001); PERFORMANCE DE SALTOS VERTICAIS (CHURCH et al., 2001; CORNWELL et al., 2001); VELOCIDADE NA CORRIDA (NELSON et al.; SIATRAS et al., 2003). Prof. Dr. Rafael Montenegro LOGO SURGE UMA GRANDE DÚVIDA !?!? Devemos incluir exercícios de alongamento e arriscar diminuir a performance ??? Ou ainda... não realizar exercícios de alongamento e assim potencializar o acometimento de lesões ??? Prof. Dr. Rafael Montenegro INIBIÇÃO AGUDA DA PERFOMANCE DA ENDURANCE MUSCULAR PRECEDIDA POR ALONGAMENTO RESULTADOS: da endurance muscular (p < 0,05) Prof. Dr. Rafael Montenegro A diminuição da endurance muscular está ligada a fatores estruturais e neurais. A justificativa mais provável para essa diminuição está pautada na fadiga neural que diminui o recrutamento das unidades motoras (AVELA et al., 1999; FOWLES et al., 2000). Wilson et al. (1994) demonstraram que a redução da rigidez muscular pode ocasionar uma diminuição na transferência de força do músculo para o sistema esquelético. Prof. Dr. Rafael Montenegro A temperatura muscular passa de 36-37 graus para 39-40,5 graus. Para um aquecimento efetivo, o aumento deve ser de um ou dois graus centígrados. (Astrand e Rodahl, 1980); Aumento da velocidade de transmissão do impulso nervoso; Aumento da velocidade e da força da contração muscular; Aumento da taxa de troca de oxigênio entre o sangue e os músculos. EFEITOS DO AQUECIMENTO ORGÂNICO Prof. Dr. Rafael Montenegro PARTE PRINCIPAL Duração: 30 a 40 minutos Conteúdo: Exercício de efeitos localizados, com utilização ou não de implementos com ou sem sobrecarga Objetivo: Melhoramento da estética corporal e desenvolvimento da performance muscular localizada dos principais grupos musculares e das qualidades físicas. Divisão: Exercícios em pé (MI e MS) e o solo (abdomen e glúteos) Ordem dos exercícios: Qual a melhor ordem? Obs: É nesta parte da aula que todos os objetivos anteriormente propostos serão operacionalizados. Prof. Dr. Rafael Montenegro Ordem dos Exercícios Prof. Dr. Rafael Montenegro Materiais e métodos 14 homens e 4 mulheres 6 meses de treinamento prévio Teste de 10 RM e Re-teste 48 horas após Seq 1: Supino, puxada, desenvolvimento, bíceps, tríceps Seq 2: Tríceps, bíceps, desenvolvimento, puxada, supino 3 séries de cada exercício até a falha concêntrica Intervalo de 2 minutos entre todas as séries Mensurou o volume de repetições e a PSE Prof. Dr. Rafael Montenegro Resultados Não se encontrou diferença significativa entre as duas ordens, tanto no volume de repetições quanto na PSE Independentemente de ser grande ou pequeno grupo, aqueles que eram realizados ao final da sessão tendem a apresentar queda no desempenho Prof. Dr. Rafael Montenegro Duração: 5 a 10 minutos Conteúdo: A última fase da aula dividi-se em duas partes: a) Descontração parcial: Alongamento localizado b) Descontração total: Relaxamento generalizado Objetivo: Diminuição da freqüência cardíaca e respiratória (desaquecimento orgânico) e volta à calma (desmobilização) metabólica e descontração muscular. RELAXAMENTO Prof. Dr. Rafael Montenegro Adequar o corpo às exigências do repouso; Procurar diminuir ao máximo o grau de excitação proporcionado pela aula; Fazer um relaxamento de forma gradual para evitar transições bruscas entre uma parte principal da aula muito forte e uma volta à calma muito passiva, etc. RECOMENDAÇÕES NO RELAXAMENTO Prof. Dr. Rafael Montenegro Considerar três aspectos importantes: a) música lenta b) respiração controlada c) concentração para relaxar RECOMENDAÇÕES NO RELAXAMENTO Prof. Dr. Rafael Montenegro PLANEJAMENTO SEMANAL Planejar é estruturar as ações didático-pedagógicas do professor antes da sua ida para a sala de aula; Quando se planeja uma aula, antes de descrever os exercícios, deve-se estabelecer quais deverão ser as metas atingidas por eles; Na ginástica localizada pode-se utilizar cinco fundamentos para se operacionalizar a meta ou tema de uma aula, são eles: GINÁSTICA DE ACADEMIA Prof. Dr. Rafael Montenegro Prof. Dr. Jefferson Novaes Os grupamentos musculares (G.M.) • Quais serão os grupos musculares trabalhados? As formas de abordagem muscular • Qual a abordagem muscular para os grupamentos musculares? As variantes do método • Qual o método variante que pode ser trabalhado? As qualidades físicas • Qual o estímulo que vai ser dado ao grupamento muscular? Os materiais • Qual o melhor material para estimular os G.M.? GINÁSTICA DE ACADEMIA GRUPAMENTOS MUSCULARES Membros inferiores: Anterior de coxa Posterior de coxas Medial da coxa Panturrilha Membros Superiores: Deltoide Bíceps Tríceps Antebraço Tronco: Peitoral Dorsal Póstero-superior Abdominal Glúteos: Máximo Médio e mínimo Convém que todos os grandes grupamentos sejam trabalhados diariamente. Entretanto, desses quatro grandes grupos, escolhe-se um ou mais músculos que serão intensificado naquele dia. Prof. Dr. Rafael Montenegro Step/local – 20 min STEP + exercícioslocalizados no STEP; Flex/local - 50 % exercícios localizados + 50% de flexibilidade Circuito local - circuito training de ginástica localizada; Local intervalada - 3 a 5 min. de localizada a 70% e a 85% da freqüência cardíaca máxima por um minuto de alongamento; GAP - Glúteo, abdômen e perna; Localizada – exercícios localizados com diferentes implementos Body Pump – exercícios localizados com barra e anilhas VARIANTES DO MÉTODO DA GINÁSTICA Prof. Dr. Rafael Montenegro FORMA DE ABORDAGEM MUSCULAR Alternada por segmento • Simples • Prioritária Localizada por segmento • Agonista - antagonista • Origem - inserção • Pré-exaustão • Completa por articulação Combinada Prof. Dr. Rafael Montenegro FORMAS DE ABORDAGEM MUSCULAR Alternada por segmento Simples: desenvolvimento pela frente agachamento em abdução lateral de tronco ou supra - abdominal ORGANIZAÇÃO DOS EXERCÍCIOS NAS SÉRIES Prof. Dr. Rafael Montenegro FORMAS DE ABORDAGEM MUSCULAR Alternada por segmento Prioritária: rosca bíceps direta jairzinho rosca bíceps inversa abdução de coxa (em pé) ORGANIZAÇÃO DOS EXERCÍCIOS NAS SÉRIES Prof. Dr. Rafael Montenegro Localizada por segmento ou articulação • Agonista/Antagonista: rosca bíceps direta rosca tríceps adução do quadril (coxa) abdução do quadril (coxa) FORMAS DE ABORDAGEM MUSCULAR ORGANIZAÇÃO DOS EXERCÍCIOS NAS SÉRIES Prof. Dr. Rafael Montenegro Localizada por segmento ou articulação: • Origem inserção: abdominal supra abdominal infra FORMAS DE ABORDAGEM MUSCULAR ORGANIZAÇÃO DOS EXERCÍCIOS NAS SÉRIES Prof. Dr. Rafael Montenegro Localizada por segmento ou articulação: • Pré exaustão: Peitoral: crucifixo peitoral+ flexão de braço Deltoide: abdução ombro + elevação frontal de ombro + desenvolvimento completo FORMAS DE ABORDAGEM MUSCULAR ORGANIZAÇÃO DOS EXERCÍCIOS NAS SÉRIES Prof. Dr. Rafael Montenegro Localizada por segmento ou articulação: • Completa por articulação: abdominal supra c/ rotação abdominal infra abdominal - lateral de tronco abdução de ombro flexão de ombro crucifixo invertido desenvolvimento por trás FORMAS DE ABORDAGEM MUSCULAR ORGANIZAÇÃO DOS EXERCÍCIOS NAS SÉRIES Prof. Dr. Rafael Montenegro Alternada por segmento + Localizada por segmento Combinado: membros superiores membros inferiores tronco Glúteos FORMAS DE ABORDAGEM MUSCULAR ORGANIZAÇÃO DOS EXERCÍCIOS NAS SÉRIES Prof. Dr. Rafael Montenegro FORMAS DE ABORDAGEM MUSCULAR Abordagem Muscular Tipo Iniciante Avançado Alternada Por segmento Simples X Prioritária X X Localizada por segmento Agonista- antagonista X X Pré Exaustão X Origem- inserção X X Completa por articulação X Combinada X X Prof. Dr. Rafael Montenegro TRABALHO SEMANAL DOS GRUPAMENTOS MUSCULARES DE GINÁSTICA LOCALIZADA Prof. Dr. Rafael Montenegro Grupo muscular 2ª Feira 3ª feira 4ª feira 5ª feira 6ª feira Membros Inferiores Ant. coxa Post. coxa Medial coxa Panturrilha Ant. coxa Post. coxa Ant. coxa Post. coxa Medial coxa Panturrilha Ant. coxa Post. coxa Ant. coxa Post. coxa Medial coxa Panturrilha Membros Superiores Deltóides Tríceps Bíceps Antebraço Deltóide Tríceps Bíceps Glúteos Glúteos: médio e mínimo Glúteos máximo Glúteos: médio e mínimo Glúteos máximo Glúteos: médio e mínimo Tronco Abdômen Peitoral Dorsal Abdômen Peitoral Dorsal Maior intensidade M.I. Glúteos M.S. Tronco M.I. M.S. Glúteos M.I. Tronco Método Variante Localizada Localizada Circuitado Step Local Localizada Flex/ Local Tipo de Abordagem muscular Alternada/ Segmento Prioritária Localizada/ Articulação Pré- exaustão Localizada/ Articulação Origem – inserção Localizada/ Articulação completa- articulação Localizada/ Articulação agonista/ antagonista Prof. Dr. Rafael Montenegro QUADRO DE QUALIDADES FÍSICAS E MÚSCULOS TRABALHADOS SEMANALMENTE Prof. Dr. Rafael Montenegro Qualidade Física 2ª Feira 3ª feira 4ª feira 5ª feira 6ª feira RML Deltóide Anterior coxa Posterior coxa Antebraço Glúteo máx. médio mínimo Peitoral dorsal abdome Endurance Local Abdômen Glúteos: médio mínimo Ant.coxa Post.coxa Tríceps bíceps Força Isométrica Glúteo: médio mínimo Peitoral Glúteo máximo Força Isotônica MI todos os músculos Glúteos: máximo MI todos os músculos Deltóide MI todos os músculos Força Explosiva Tríceps Dorsal Abdômen Resistência Aeróbica anaeróbica X X X Coordenação X X Equilíbrio X Flexibilidade/ descontração X X Ritmo X X X X X Prof. Dr. Rafael Montenegro QUADRO DE MATERIAIS UTILIZADOS SEMANALMENTE Prof. Dr. Rafael Montenegro Material utilizado 2ª Feira 3ª feira 4ª feira 5ª feira 6ª feira Mão livres X Halteres 1 halter Pesado Normal Pesado +2kg Leve –1Kg Barrão com Anilhas X X Bastão leve X Caneleira Caneleira pesada Normal Leve - 1`Kg Pesada + 2Kg Normal Extensores X Corda / Jump X x Step X X Colete X X Paralela/Barra X X Colchonete X X X X X Prof. Dr. Rafael Montenegro APTIDÃO CARDIORRESPIRATÓRIA Prescrição e Controle da Intensidade na Ginástica de Academia Prof. Dr. Rafael Montenegro VO2 máx. ou LAC. ou FC. ou PSE ? Os meio mais populares de prescrever e controlar a intensidade de uma carga de trabalho personalizado Relação do percentual da freqüência cardíaca e percentual do consumo máximo de oxigênio (Marion et al, 1994) % FC máxima % VO2 máximo 50 28 60 42 70 56 80 70 90 83 100 100 FC máx. = 220 - idade Aptidão Cardiorrespiratória Prescrição da Intensidade pela PSE Específica para cada atividade Pode ser usada em atividades acíclicas Útil para: indivíduos com dificuldade em aferir a FC enfermos em uso de medicação que altere a FC Considerar variações interpessoais Deve ser escolhida com cautela ACSM (2000) 0 absolutamente nada 0,3 0,5 extremamente fraco 1 muito fraco 1,5 2 fraco 2,5 3 moderado 4 5 forte 6 7 muito forte 8 9 10 extremamente forte 11 • máximo absoluto Escala Subjetiva de Esforço Percebido (Borg) % FC máxima % VO2 máximo Escala de PSE 30 7 3 40 14 4 50 28 5 60 42 6 ZAT 70 56 7 80 70 8 90 83 9 100 100 10 (zero) (gargalhada) (sorriso) (tranqüilo) (neutro) (angustiado) (cansado) (exausto) (máximo) 0 absolutamente nada 0,3 0,5 extremamente fraco 1 muito fraco 1,5 2 fraco 2,5 3 moderado 4 5 forte 6 7 muito forte 8 9 10 extremamente forte 11 • máximo absoluto Escala Subjetiva de Esforço Percebido (Borg)