1º CORINTIOS CP 12
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1º CORINTIOS CP 12


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1º CORINTIOS CP 12
O propósito de Deus para os dons
espirituais
A ig r e ja de C o r in t o tinha sérios
problemas relacionados ao culto cristão.
NO capitulo 11 foi analisado dois desses: A questão da decência,
o traje feminino no culto e a questão do
domínio próprio dos crentes em relação
à Ceia do Senhor.
Veremos neste capítulo que a igreja
de Corinto tinha, também, problemas
em relação ao uso dos dons espirituais.
Os dons espirituais nao foram dados à igreja para projeção
humana nem como um aferidor para medir o grau da
espiritualidade de uma pessoa. Os dons foram dados para a
edificação do corpo. Pelo exercício dos dons a igreja cresce
de forma saudável. Assim, os dons são importantíssimos e
vitais para a igreja. Eles são os recursos que o próprio Espírito
de Deus concedeu à igreja para que ela pudesse ter um
crescimento saudável e também suprir as necessidades dos
seus membros.
Há pelo menos quatro posições em relação aos dons
dentro da igreja:
1. Os cessacionistas. São aqueles que crêem que os dons
de sinais registrados em ICoríntios 12 foram restritos ao
tempo dos apóstolos. Para os cessacionistas esses dons não
são contemporâneos nem estão mais disponíveis na igreja
contemporânea.
2. Os ignorantes. São aqueles que não conhecem nada
sobre os dons. Paulo orienta os corintios para não serem
ignorantes com respeito aos dons espirituais. Havia gente
na igreja que ignorava esse assunto, e por isso, não podia
utilizar a riqueza dessa provisão divina para a igreja.
3. Os medrosos. São aqueles que têm medo dos dons.
Aqueles que têm medo dos excessos. Medo de cair em
extremos. O medo leva essas pessoas a enterrar os seus dons
e não utilizá-los para a glória de Deus nem para a edificação
do corpo.
4. Os que crêem na contemporaneidade. São aqueles
que crêem que os mesmos dons espirituais concedidos pelo
Espírito Santo no passado estão disponíveis para a igreja
atualmente.
O problema: os dons espirituais como símbolo de status
(12.1-12)
O primeiro problema que encontramos na igreja de
Corinto é que ela usou mal os dons. A igreja tinha todos os
dons (1.7). Nao lhe faltava dom algum. Porém, ela tentou
colocar o dom de variedade de línguas como o dom mais
importante, como um símbolo de status espiritual.
E imperativo ressaltar que os dons espirituais nao são
aferidores de espiritualidade. Você não mede a espiritualidade
de uma igreja pela presença dos dons espirituais nela. Se você
fosse medir o grau de espiritualidade de uma igreja pelos dons,
a igreja de Corinto seria campeã de espiritualidade, pois tinha
todos os dons; mas a realidade dessa igreja era outra.
Os crentes de Corinto não eram espirituais, mas carnais.
Eles não eram maduros, mas infantis. Eles tinham carisma,
mas não caráter. 
Eles tinham dons, mas não piedade. 
Era uma igreja que vivia em êxtase, mas não tinha um testemunho
consistente. 
Tinha uma liturgia extremamente viva,mas a igreja não tinha a prática do evangelho. 
Faltava amor entre os crentes e santidade aos olhos de Deus. 
Era uma igreja de excessos, onde faltavam ordem e decência.
O batismo com o Espírito Santo é a sua inserção no corpo de Cristo (12.13). Todo aquele que foi regenerado, também foi batizado pelo Espírito no corpo de Cristo. Não é o falar em línguas que evidencia essa ligação no corpo, mas a conversão.
natureza dos dons espirituais (12.4-6). 
Veja que Paulo está falando de \u201cdons\u201d, de \u201cserviços\u201d e de \u201crealizações\u201d. Isso vai nos falar acerca da natureza dos
dons espirituais. Por que Paulo fala sobre dons, serviços e realizações? O dom tem uma tríplice natureza.
a) Quanto à origem dos dons eles são charismata. Paulo diz: \u201cOra os dons são diversos\u201d (12.4). A palavra charismata vem de charis, graça. Assim, Paulo está falando da origem dos dons. O dom espiritual procede da graça de Deus.
Nenhum homem tem competência para distribuir dons espirituais. Essa não é uma competência humana. Os dons
são originados na graça de Deus e são ministrados, doados e distribuídos pelo Espírito Santo de Deus. Nenhum homem
tem competência de distribuir dons espirituais. A origem dos dons nunca está no homem, mas sempre na graça de
Deus.
b) Quanto ao modo de atuar, o dom é diaconia. Paulo prossegue: \u201cE também há diversidade nos serviços\u201d (12.5).
A palavra \u201cserviços\u201d no grego é diaconia. Isso se refere ao modo de atuação do dom que é prontidão para servir.
Os dons são dados não para projeção pessoal, mas para o serviço. O dom é diaconia, é para o serviço. '
Deus nos dá dons para servirmos uns aos outros e não para tocarmos trombeta exaltando nossas virtudes ou
habilidades. Um indivíduo jamais deveria acender as luzes da ribalta sobre si mesmo no exercício do dom espiritual. A finalidade do dom espiritual não é a autopromoção, mas a edificação do próximo.
Os Dons do Espírito Santo, 12.8-11
Os vários dons são concedidos pelo Espírito e isso indica que todos são úteis. Eles são concedidos ao homem de acordo com a soberana vontade de Deus e não de acordo com a vontade do homem. Os versículos 8-10 apresentam uma lista de nove dons. Todos eles são concedidos através do Espírito Santo. Deus concede os dons, mas isso é feito através do Espírito Santo, o Diretor especial da Igreja depois do Pentecostes. O Espírito Santo também determina o caráter dos dons (Rm 5.5; 8.12; Ef 4.4; 1 Ts 4.8).
1. A Palavra da Sabedoria (12.8a)
O termo Palavra significa alguma coisa dita ou falada. Sabedoria (sophia) quer dizer: \u201cJulgamento de Deus diante das demandas feitas pelo homem, especificamente pela vida cristã\u201d. É essa sabedoria prática que Tiago considera como sendo um dom de Deus (Tg 1.5). Nesse sentido, \u201ca sabedoria é a capacidade de aplicar nosso conhecimento aos julgamentos ou à prática\u201d.
2. A Palavra da Ciência (12.8b)
Ciência (ou conhecimento; gnosis) \u201cimplica em pesquisa e investigação, embora ciência não deva ser entendida em um sentido puramente intelectual; ela tem um caráter existencial\u201d.Paulo também faz a associação da ciência com uma espécie de consciência mística sobrenatural, e a relaciona aos mistérios, revelações e profecias (13.2; 14.6). Enquanto a sabedoria vem inteiramente do Espírito, a ciência (ou conhecimento) vem à medida que o Espírito concede. (revelação).
3. A Fé (12.9a)
Pelo termo fé o apóstolo está querendo dizer aqui \u201cuma fé que tenha resultados especiais e visíveis, uma fé que permita a alguém realizar milagres\u201d. Este é o tipo de fé que Paulo está retratando em 13.2 - a fé que move montanhas. Whedon sugere uma idéia diferente quando escreve que essa espécie de fé é \u201ca realização das divinas realidades pelas quais se forma um poderoso e heróico caráter cristão, exibida em uma resistente manutenção da verdade, e em um destemido sofrimento\u201d. O dom da fé permitiu que os cristãos se tornassem testemunhas desinibidas e mártires destemidos.
4. Dons de Curar (12.96)
O poder de realizar o milagre de uma recuperação dramática da saúde, era um dos dons concedidos pelo Espírito à Igreja Primitiva. Adam Clarke sugere que este dom \u201cse refere simplesmente ao poder que, os apóstolos receberam do Espírito Santo para curar as doenças\u201d. A palavra curar está no plural no texto grego, indicando diferentes \u201ccuras\u201d para vários tipos de moléstias ou enfermidades. (gradativa)
5. Operação de Maravilhas (12.10a)
A palavra maravilhas (ou milagres; dynameon) enfatiza o elemento do poder, e pode se referir à capacidade de realizar extraordinários esforços físicos (2 Co 11.23-28). João Calvino relaciona esse tipo de poder milagroso a acontecimentos como a cegueira de Elimas (At 13.11) e morte repentina de Ananias e Safira (At 5.1-10). Instantaneo.
6. Dom de Profecia (12.10b)
No AT, as profecias continham tanto as previsões de fatos que viriam a ocorrer, quanto à proclamação de alguma mensagem de Deus. Para muitas pessoas, o elemento da previsão superava o da proclamação. Outras preferiam minimizar o elemento da previsão e consideravam a profecia como apenas uma declaração da mensagem de Deus para a época em que