ESTEVES, Joao Pissara - Comunicacao e Sociedade
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ESTEVES, Joao Pissara - Comunicacao e Sociedade


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e Riley, 1951:445-460; Eisenstadt, 1952: 
42-58 e 1955:153-167; Riesman, 1950; Handel, 1950). O programa de pesquisa em comunicações inter­
nacionais do Bureau o f A pplied Social R esearch prestou considerável atenção ao conceito de líder de 
opinião (cf. Glock, 1952-53: 512-523; Styeos, 1952: 59-70; e Lerner, Berkman e Pevsner, no prelo). Estu­
dos em preparação de Peter H. Rossi, Robert D. Leigh e Martin A. Trow debruçam-se igualmente sobre a 
articulação das influências pessoal e dos meios de comunicação de massa nas comunidades locais.
4 Rigorosamente falando, é claro que quando um inquirido exprime se é ou não um líder não está a 
falar por si, mas pelos seus seguidores, reais ou imaginários. Além disso, é conveniente registar que, por 
vezes, é possível ao entrevistado falar por outras pessoas além dele. Os estudos eleitorais, por exemplo, 
questionam os indivíduos acerca das intenções de voto dos outros membros da sua família, de amigos, 
de colegas de trabalho, embora este procedimento seja de validade duvidosa.
5 Existe um procedimento alternativo que é, em certa medida, um improviso. Pode-se perguntar aos 
inquiridos não apenas se tinham dado conselhos mas se tinham também recebido conselhos. Este proce­
dimento foi utilizado no estudo de Decatur e no estudo de Elmira, antes referidos. Assim, os não-líderes 
podem ser classificados conforme estejam ou não incluídos no circuito de influência, isto é, conforme 
sejam ou não «seguidores».
6 O estudo de Elmira será omitido neste ponto porque o seu modelo de pesquisa é essencialmente 
igual ao do estudo eleitoral de 1940, excepto quanto ao importante facto de ter obtido de cada inquirido 
consideravelmente mais informação acerca das intenções de voto de outras pessoas exteriores, do gênero 
de pessoas com quem os inquiridos falavam, etc. do que a informação que tinha sido conseguida em The 
P eop le\u2019s Choice.
1 Cerca de dois terços dos alegados influenciados confirmaram que tinha tido lugar uma conversa 
entre eles e os que se autodesignaram influentes sobre o assunto em questão. Destes, 80% confirmaram 
posteriormente ter recebido aconselhamento. A dimensão desta confirmação é consideravelmente me­
nor no domínio dos assuntos públicos do que em matéria de consumo ou moda (Katz e Lazarsfeld, 1955: 
149-161 e 353-362).
a Em parte isto deveu-se à incapacidade de localizar as pessoas designadas, mas em parte também ao 
facto de os inquiridos nem sempre conhecerem a pessoa que os tinha influenciado, como é obviamente, 
por exemplo, o caso de uma mulher que copia o estilo do chapéu de outra mulher, etc. Ver (Katz e 
Lazarseld, 1955: 362-363).
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9 Isto foi, efectivamente, tentado num momento do estudo de Decatur. Ver (Katz e Lazarsfeld, 1955: 
283-287).
10 Ver, por exemplo (Eisenstadt, 1952 e 1955; Glock, 1952-53J. Também o estudo de Rovere tem 
cuidadosamente em linha de conta a estrutura das relações sociais e os valores em que se encontram 
inseridos os indivíduos mais influentes, e faz a discussão das várias vias de influência abertas às diferen­
tes pessoas.
" Ver nota 2.
12 Sobre a relação entre a integração social e a autoconfiança numa situação laborai, ver (Blau, 1955: 
126-129).
13 Estes indivíduos, face a uma situação pouco estruturada, olham uns para os outros de forma a 
construir uma «realidade social» na qual possam agir - um tema central do trabalho de Durkheim, de 
Kurt Lewin e seus discípulos, H.S.Sullivan («validação consensual»), e dos estudos de Sherif, Asch e 
outros.
14 Para um resumo dos resultados do estudo de Decatur sobre o fluxo da influência interpessoal, ver 
(Katz e Lazarsfeld, 1955: 327-334).
15 Que os líderes são, em certo sentido, os membros mais conformistas dos grupos - defendendo 
quaisquer que sejam as normas e os valores centrais do mesmo - é a proposição que melhor ilustra este 
ponto. Para uma ilustração empírica inserida num estudo de grande relevo, ver (Marsh e Coleman, 1954: 
180-183).
16 A distinção entre «o que» e «quem» se conhece é utilizada por (Merton, 1949: 197).
17 É interessante verificar que alguns estudos concluíram que as pessoas mais integradas no seio de 
um grupo parecem ser as que maior número de contactos estabelecem fora do grupo. Por exemplo, (Blau, 
1955: 128).
18 Para um sumário geral, ver (Ryan e Gross, 1942b: 15-24). Um artigo, actualmente em preparação, 
aponta alguns paralelismos no modelo de pesquisa e nas conclusões entre este estudo e o estudo sobre 
medicamentos.
19 Ryan e Gross (1942b) optaram por explicar as «viagens à cidade» como um outro indicador da 
orientação não tradicional, da qual constitui também um indicador a própria inovação. No caso dos 
encontros farmacêuticos realizados fora da cidade e das viagens a centros de conhecimento externos à 
cidade, etc., estas últimas foram também mencionadas pelos médicos considerados inovadores e influ­
entes como fontes principais de aconselhamento.
20 Estas diferentes dimensões do relacionamento interpessoal podem ser ilustradas tendo como base 
de referência os estudos que representam o «modelo puro» de cada dimensão. Os estudos sobre a difusão 
dos rumores abordam a dimensão dos canais de informação (ver, por exemplo, Moreno, 1953: 440-450).
O estudo de Festinger, Schachter e Back (1950) ilustra a segunda dimensão. Blau (1955:126-129) ilustra 
a dimensão do «apoio social».
21 Várias formas de aperfeiçoamento das pesquisas têm sido discutidas nos últimos dois anos num 
seminário sobre «análise das relações», no Bureau o f A pplied Social R esearch. O trabalho recente de 
Lipset, Trow e Coleman (1956), constitui um exemplo, com o estudo realizado sobre os tipógrafos nos 
diversos contextos sociais dos seus locais de trabalho. O estudo de Riley e Riley (1951) é um outro bom 
exemplo.
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MERTON, Robert K., 1949,
Cristina
Cristina fez um comentário
Obrigada Monique! Ajudou muito o meu trabalho
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