Hemograma e Urina 1
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Hemograma e Urina 1


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Sintomas: Adinamia, 
fraqueza, desânimo, geofagia, mau desempenho físico e escolar e pode ter esplenomegalia. Quando 
há história típica e palidez visível, o tratamento pode ser iniciado antes do resultado laboratórial. 
Anemia hemolítica: Hemograma aparecerem sinais de estímulo acentuado à eritropoese, 
como presença de: eritroblastos, inclusões no citoplasma das hemácias como os corpúsculos de 
Howell-Jolly (restos de cromatina nuclear) e pontilhado basófilo (restos ribossômicos, instabilidade 
do RNA). 
LEUCOGRAMA 
Contagens global e diferencial dos leucócitos, além da avaliação morfológica do esfregaço 
sanguíneo ao microscópio. Indicado para diagnóstico e acompanhamento dos processos infecciosos, 
inflamatórios, alérgicos, tóxicos e neoplásicos. Deve-se olhar o valor absoluto (número global dos 
leucócitos) e não o valor relativo (não traduz real alteração). Crianças costumam apresentar 
contagens globais e porcentagens relativas de linfócitos elevadas, diferença esta que desaparece 
após a puberdade. 
\uf0b7 Granulócitos 
Neutrófilos (maduro): Mais abundante no sangue. Fagocitose e destruição de bactérias. 
Reserva maturativa na medula óssea (10 a 15x maior que a circulante \u2013 pronta para liberar). Os 
neutrófilos jovens são formas não segmentadas (bastonetes, metamielócitos, mielócitos e pró-
mielócitos). 
Eosinófilos: Atividade pró-inflamatória e citotóxica. Participa das reações alérgicas, nas 
reações parasitárias e neoplásicas. 
 Ariane Chiara \u2013 Medicina XXXVI Unoeste 
Basófilos: Fonte de histamina. Reação de hipersensibilidade imediata (anafilaxia, asma, 
urticária). 
\uf0b7 Não granulócitos 
Linfócitos: B, T e NK. Principal constituinte dos órgãos linfoides, equilíbrio entre MO, 
linfonodos, baço e mucosas. Células efetoras do sistema imune. 
Monócitos: Importante na defesa contra microorganismos intracelulares. Presente nos focos 
de inflamação crônica. 
Leucocitose: Aumento do número de leucócitos - acima de 10 000 leucócitos por mm3 
Infecções: Bacteriana, viral, fúngica, parasitária. 
Estímulos físicos: Frio, calor, luz solar, irradiação, choque elétrico, anóxia, dor, 
queimaduras, traumas, cirurgias. 
Atividade estressante: Exercício vigoroso, convulsões, náuseas, vomito, gravidez, parto. 
Drogas e hormônios: adrenalina, serotonina, histamina, acetilcolina, glicocorticoides, 
noradrenalina. 
Distúrbios metabólicos: uremia, acidose, eclampsia. 
Necrose tecidual: necrose hepática aguda, infarto do miocárdio, gangrena gasosa, tumores, 
carcinomas. 
Inflamação: artrite reumatoide, febre reumática, miosite, pancreatite, tireoidite, crises de 
gota. 
Toxinas: chumbo, mercúrio, veneno de inseto. 
Leucopenia: Diminuição do número de leucócitos - abaixo de 4 000 por mm3 
Baixa produção medular; Elevada utilização nos tecidos ou Marginalização excessiva dos 
leucócitos de pool circulante para as paredes do endotélio vascular. 
Neutrofilia: Aumento de neutrófilos (bastonetes + segmentados). Bastonete acima do VR já 
é desvio a esquerda. 
 Ariane Chiara \u2013 Medicina XXXVI Unoeste 
Pseudoneutrofilia: Desmarginalização. Ocorre no exercício físico, choro excessivo, medo, 
dor, doses farmacológicas de corticoides. 
Neutrofilia fisiológica: Produção medular. Ocorre na gravidez e neonatos e nas infecções 
bacterianas. 
Neutrofilia com desvio a esquerda: Ocorre nas infecções bacterianas graves. 
Desvio à esquerda: Sangue com neutrófilos jovens (bastonetes, metamielócitos, mielócitos 
e pró-mielócitos) com presença de granulações tóxicas, corpúsculos de Döhle e vacúolos no 
citoplasma dos neutrófilos. Ocorre nos processos infecciosos bacterianos ou na leucemia mielóide 
crônica. O desvio é dito escalonado quando existe predomínio dos neutrófilos mais maduros. 
Neutrófilos hiper-segmentados: Qualquer quantidade com 6 ou + segmentos ou mais de 
5% com 5 segmentos. Aparece nas anemias megaloblásticas, infecções crônicas, insuficiência renal 
crônica e em doses elevadas de corticoides. 
Neutropenia: Aparece no início de infecções virais, nos processos alérgicos, uso de 
anestésico voláteis (estimulam a marginação), doença auto imune e pode ser induzida por drogas 
(tratamento de neoplasias, AIDS, ou uso de anticonvulsivantes, penicilina,...). 
Granulações tóxicas: Aparecimento de granulações primárias. Grânulos são ricos em 
enzimas. Aparece em infecções bacterianas, em estados inflamatórios que demandam granulopoese 
acelerada, no tratamento com corticoides e na gravidez. 
Microvacúolos citoplasmáticos: Processo de autólise. Aparecem nas infecções bacterianas 
graves. 
Corpúsculos de Döhle: Liquefação do retículo. Aparecem nas infecções após queimaduras. 
Linfocitose: Aparece nas infecções parasitárias, hemopatias, infecções bacterianas, mais 
comum nas infecções virais (HIV, sarampo, rubéola, caxumba, citomegalovirose, varicela, 
mononucleose). 
Linfócitos reacionais: Viróticos ou atípicos possuem o citoplasma mais escuro. Aparece na 
mononucleose infecciosa, citomegalovirose, hepatites virais e na infecção pelo HIV. 
Linfocitopenia: Pode ser devido à baixa produção (desnutrição proteico-calórica, 
imunodeficiências combinadas, deficiência de zinco (matura LT)), ao aumento da destruição 
 Ariane Chiara \u2013 Medicina XXXVI Unoeste 
(AIDS, radioterapia, quimioterapia, LES, sarampo, poliomielite, varicela) ou a redistribuição 
(terapia glicocorticoide, anestesia, cirurgias, queimaduras, hemorragias, infecções bacterianas). 
\uf02a HIV causa linfocitose / AIDS causa linfopenia 
Monocitose: Acompanha a neutrofilia nos processos inflamatórios (mais tardia e 
persistente). Aparece nas neoplasias, parasitoses e infecções granulomatosas. 
Monocitopenia: Incomum. Pode aparecer em fase aguda de processos infecciosos, e na 
desnutrição ou caquexia. 
Eosinofilia: Aparece em parasitoses, alergias, drogas, dermatoses, doenças 
mieloproliferativas, tumores e na fase de cura de processos infecciosos. 
Eosinopenia: Aparece em infecções agudas, com neutrófilos acentuados. Aumento na 
liberação de glicocorticoides, prostaglandina ou adrenalina (neoplasias, traumas grave, infecções 
agudas) e em estados tóxicos (coma diabético, hemólise aguda). 
Basofilia: Aparece nas doenças mieloproliferativas, alergias, hipotireoidismo, anemia 
hemolítica crônica e em doenças inflamatórias. 
 
Plaquetograma 
Contagem e avaliação da morfologia das plaquetas. 
Plaquetose: Aumento do número de plaquetas. Aparece nas inflamações crônicas, doenças 
mieloproliferativas, trombocitemia, pós-hemorragias e pós-operatório. 
Plaquetopenia: Exige confirmação com nova coleta. Manifestações hemorrágicas. 
Leucemias, AIDS, LES, septicemias, viroses na infância, púrpura trombocitopênica. 
 
 
 
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EXAMES DE URINA 
 O exame de urina de rotina é um dos procedimentos laboratoriais mais solicitados para os 
pacientes com as mais diferentes queixas clínicas, ou mesmo para indivíduos normais que apenas se 
submetem à avaliação periódica, sem sintomatologia alguma. 
Avaliação macroscópica (cor e aspectos), física (pH e densidade), química (tiras reagentes), 
bioquímicas e microscópica da urina, além de testes confirmatórios quando necessário, com o objetivo 
de detectar doença renal, do trato urinário ou sistêmica, que se manifesta através do sistema 
urinário. 
 COLETA: Amostra deve ser coletada em recipiente limpo e seco, preferencialmente 
descartável. É aconselhável a coleta após estase vesical de 2 a 4 horas. Coletar volume mínimo de 
20ml do jato urinário médio, desprezando-se o primeiro jato sempre que possível, evitando-se 
coleta de urina no período menstrual. Identificar recipiente e manter refrigerada (nunca congelar) 
até encaminhar para laboratório em no máximo