Anotacoes_em_Farmacologia
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benzotiazida, clorotiazida, clortalidona, 
hidroclorotiazida, hidroflumetiazida, indapamida, 
meticlotiazida, metolazona, politiazida, quinetazona, 
triclorometiazida. Atuam ao inibir o co-transportador Na+/Cl- 
no túbulo contorcido distal. Aumentam a perda de K+ e 
reduzem a perda de Ca+. 
 
Indapamina 
 
 A indapamida é um diurético derivado indólico da 
clorossulfonamida. Embora feqüentemente classificada no 
grupo das tiazidas, a indapamida não possui o anel tiazídico 
na molécula. 
Seu efeito anti-hipertensivo deve-se, basicamente, a uma 
ação vascular direta: inibição da hiperreatividade às aminas 
vasopressoras, aumento da síntese das prostaglandinas 
vasodilatadoras, inibição da síntese de tromboxano A 2 e 
inibição do fluxo de íons cálcio nas fibras musculares lisas, 
reduzindo a resistência vascular periférica. Sua ação 
hipertensiva tem início em doses nas quais suas propriedades 
diuréticas são mínimas. 
Os efeitos renais da indapamida manifestam-se 
clinicamente apenas em doses superiores à dose de 2,5mg/dia, 
que é a dose onde o efeito anti-hipertensivo é máximo. No 
rim, age no tubo contornado distal, inibindo a reabsorção de 
sódio. A indapamida é rapidamente absorvida no trato 
digestivo após administração oral e fixa-se preferencialmente 
à parede vascular, devido à sua natureza lipofílica. Sofre 
transformação hepática em vários metabólitos ativos, que são 
eliminados principalmente por via urinária, com meia-vida de 
16 horas. Diferentemente dos demais tiazídicos, a indapamida 
não interfere no perfil lipídico nem no metabolismo da 
glicose, mesmo em longo prazo. 
 
Diuréticos poupadores de potássio (túbulo distal): 
espirolactona, triantereno e amilorida. Atuam nos túbulos 
coletores e são diuréticos muito fracos. A amilorida e o 
triantereno atuam ao bloquear os canais de Na+ controlado 
pelo mediador protéico da aldosterona. Já a espirolactona é 
um antagonista do receptor de aldosterona. A função principal 
da aldosterona é a manutenção do volume de fluido 
extracelular, por conservação do Na+ corporal; a sua 
produção depende de aferências renais, estimuladas quando é 
detectada uma redução no volume de fluido circulante. 
 Quando há redução do sódio extracelular, a diminuição 
do volume plasmático e do fluido extracelular diminui o fluxo 
e a pressão de perfusão renais, o que é detectado pelas células 
justaglomerulares renais, que segregam, como resposta, 
renina para a circulação periférica. A renina converte o 
angiotensinogênio em angiotensina-I que, depois, é clivada 
pela enzima conversora de angiotensina (ECA) presente em 
muitos leitos capilares (pricipalemente no pulmão), originado 
angiotensina-II. A agiotensina-II fixa-se a receptores 
membranares específicos à nível supra-renal, produzindo 
segundos mensageiros como o Ca+ e derivados do IP3. a 
ativação da proteinocinase C altera a expressão enzimática, 
favorecendo a síntese de aldosterona. 
 
Diuréticos osmóticos (túbulo proximal, alça ascendente de 
Henle e túbulo coletor): manitol. Formam um complexo com 
a água e impedem sua reabsorção no interior do túbulo. Não 
se mostram úteis no tratamento de condições associadas à 
retenção de sódio. São usados em elevação aguda da pressão 
ANOTAÇÕES EM FARMACOLOGIA E FARMÁCIA CLÍNICA 
Marcelo A. Cabral 
 
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 intracraniana ou intra-ocular e prevenção da insuficiência 
renal aguda. 
 
Diuréticos inibidores da anidrase carbônica (túbulo 
contornado proximal): acetalozamida, diclorfenamida, 
metazolamida e brinzolamida. São usados no tratamento de 
glaucoma e não mais como diuréticos. 
 
Diuréticos uricosúricos (túbulo proximal, alça ascendente de 
Henle e porção inicial do túbulo distal): ticrinafem, ácido 
indacínico. Agem ao inibir a reabsorção de urato no túbulo 
contorcido proximal. Podem ser usados no tratamento da 
gota, porém foram suplantados pelo alopurinol. 
 
 
 
 
B) Agonistas alfa-2 de ação central (clonidina, 
guanabenzo e metildopa) 
 
A clonidina (Atensina) estimula os receptores alfa-2 
adrenérgicos no SNC, inibindo a liberação de noradrenalina 
nas terminações nervosas simpáticas (retroalimentação 
negativa), reduzindo a atividade simpática e promovendo 
sedação e diminuição do tônus vasomotor e da freqüência 
cardíaca. 
A eficácia anti-hipertensiva desse grupo de 
medicamentos como monoterapia é, em geral, discreta. Até o 
presente momento, não existe experiência clínica suficiente 
em nosso meio com o inibidor dos receptores 
imidazolidínicos. Essas drogas podem ser úteis em 
associação com medicamentos de outras classes terapêuticas, 
particularmente quando existem evidências de hiperatividade 
simpática. 
Entre os efeitos indesejáveis, destacam-se aqueles 
decorrentes da ação central (pela inibição da ação simpática), 
como sonolência, sedação, boca seca, fadiga, hipotensão 
postural e impotência. Especificamente com a alfametildopa, 
pode ocorrer ainda, com pequena freqüência, galactorréia, 
anemia hemolítica e lesão hepática. O emprego da 
alfametildopa é contra-indicado na presença de disfunção 
hepática. No caso da clonidina, destaca-se a hipertensão 
rebote, quando da suspensão brusca da medicação. 
 
Bloqueadores alfa-1 (prazosina, terazosina e doxazosina): 
O bloqueio de receptores alfa-1 adrenérgicos inibe a 
vasoconstrição induzida por catecolaminas, podendo ocorrer 
vasodilatação arteriolar e venosa, com queda da pressão 
arterial devida à diminuição da resistência periférica. 
 
Apresentam baixa eficácia como monoterapia, devendo 
ser utilizados em associação com outros anti-hipertensivos. 
Podem induzir o aparecimento de tolerância farmacológica, 
que obriga o uso de doses crescentes. Têm a vantagem de 
propiciar melhora do metabolismo lipídico (discreta) e da 
urodinâmica (sintomas) de pacientes com hipertrofia 
prostática. Os efeitos indesejáveis mais comuns são: 
hipotensão postural (mais evidente com a primeira dose), 
palpitação e, eventualmente, astenia. 
 
Bloqueadores beta (propanolol, atenolol, esmolol, timolol, 
pindolol e nadolol): Efeitos resultantes de bloqueio dos 
receptores beta-1 incluem diminuição de freqüência e força 
contrátil cardíacas, consequentemente reduzindo o débito e 
consumo de oxigênio cardíacos, justificativa para uso desses 
bloqueadores em cardiopatia isquêmica, insuficiência 
cardíaca, hipertensão arterial e arritmias cardíacas. O efeito 
anti-hipertensivo é ainda atribuído ao bloqueio de receptores 
beta pré-sinápticos, desse modo diminuindo a transmissão 
adrenérgica. 
 Entre as reações indesejáveis dos betabloqueadores 
destacam-se: broncoespasmo, bradicardia excessiva (inferior a 
50 bat/min), distúrbios da condução atrioventricular, 
depressão miocárdica, vasoconstrição periférica, insônia, 
pesadelos, depressão psíquica, astenia e disfunção sexual. Do 
ponto de vista metabólico, podem acarretar intolerância à 
glicose, hipertrigliceridemia e redução do HDL-colesterol. 
 
C) Vasodilatadores diretos: A hidralazina exerce efeito anti-
hipertensivo por relaxamento direto da musculatura lisa 
arteriolar, cujo mecanismo molecular não é conhecido. A 
vasodilatação associa-se, por reflexo barorreceptor-mediado, 
a poderoso estímulo do sistema nervoso simpático, resultando 
em aumento de freqüência e contratilidade cardíaca. 
Hidralazina aumenta a liberação de noradrenalina pelos 
terminais nervosos simpáticos. Também aumenta a atividade 
de renina plasmática e a retenção hídrica. Esses efeitos 
neutralizam o efeito anti-hipertensivo da hidralazina, exigindo 
terapia combinada com agentes que diminuem os aumentos 
compensatórios no tônus simpático e a retenção de sal e água. 
Outros vasodilatadores: nitroprussiato, minoxidil e diazóxido. 
 
D) antagonistas dos canais de cálcio: o nitrendipino inibe o 
influxo do íon através dos canais de cálcio no músculo liso 
vascular e cardíaco, resultando
erica
erica fez um comentário
muito obrigada
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