Anotacoes_em_Farmacologia
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justificativa para uso desses bloqueadores em cardiopatia 
isquêmica, insuficiência cardíaca, hipertensão arterial e 
arritmias cardíacas. 
 
Agonistas beta-adrenérgicos 
A dobutamina, agonista dos receptores B1, é usada na 
insuficiência cardíaca congestiva aguda quando tenta-se a 
redução urgente da pressão capilar pulmonar e da pressão de 
enchimento do átrio direito, juntamente com um aumento do 
débito cardíaco (se este estiver reduzido). A dobutamina 
possui vantagem sobre outros fármacos simpaticomiméticos 
porque não aumenta significativamente o consumo de 
oxigênio, aumenta o débito tendo discreta alteração da 
freqüência cardíaca. 
A ação da dobutamina no tratamento da ICC ocorre devido 
a ativação da adenil-cliclase, responsável pela produção de 
AMP cíclico - ativa a proteína-quinase - estimula a 
fosforilação do canal de cálcio - aumenta o influxo de cálcio 
para o interior da célula muscular cardíaca - levando ao 
aumento da contração do miocárdio. 
Devido aumentar a condução atrioventricular, deve ser 
utilizada com cuidado na fibrilação atrial. Pode ocorrer 
tolerância com o uso prolongado, e, possui outros efeitos 
adversos semelhantes aos da adrenalina. 
O uso de fármacos betagonistas no tratamento da 
insuficiência cardíaca deve ser encorajado apenas em situações 
agudas e refratárias (quando não ocorre melhora significativa 
com digitalicos, diuréticos e vasodilatadores) para adequação 
hemodinâmica a curto prazo, sempre lembrando que a maioria 
destes fármacos induz taquifilaxia e não apresenta efeitos 
benéficos validados sobre desfechos clínicos. A via de 
administração é intravenosa em infusão. Não deve ser diluída 
em solução alcalina. 
 
 
 
Referências Bibliográficas 
 
1. RANG, H. P. et al. Farmacologia. 4 edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001; 
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ANOTAÇÕES EM FARMACOLOGIA E FARMÁCIA CLÍNICA 
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 A contração e o relaxamento rítmicos do coração 
baseiam-se no funcionamento das células especializadas do 
sistema de condução do coração. As células especializadas 
do nodo SA têm a mais rápida freqüência intrínseca de 
geração de impulsos e atuam como marcadoras do ritmo 
cardíaco. Os impulsos provenientes do nodo SA seguem 
através dos átrios até o nodo AV e daí ao feixe AV e ao 
sistema ventricular de Purkinje. O nodo AV constitui a única 
conexão entre os sistemas de condução dos átrios e 
ventrículos. 
Os átrios e os ventrículos funcionam 
independentemente uns dos outros, ao ser bloqueada a 
condução do nodo AV. 
 
Fig. 01 \u2013 Sistema de condução cardíaco 
 
 O potencial de ação do músculo cardíaco é dividido em 
cinco fases: 
Fase 0 \u2013 representa a despolarização rápida do miócito 
induzida pela abertura dos canais de sódio controlados por 
voltagem. Esses canais se fecham após 1 a 2 milissegundos; 
 
Fase 1 \u2013 é o período de repolarização curto e rápido que 
ocorre no pico de subida do potencial de ação, devido à 
inativação da corrente de entrada do Na+; 
 
Fase 2 \u2013 ocorre o equilíbrio final entre as correntes iônicas 
de entrada (despolarização) e de saída (repolarização) 
mantendo o miócito em um estado despolarizado. Durante 
essa fase, o Ca+ entra na célula causando a liberação de mais 
Ca+ das reservas intracelulares e vinculando a 
despolarização elétrica à contração mecânica do músculo, 
em virtude da ação da actina e miosina; 
 
Fase 3 \u2013 ocorre a corrente de saída de K+ repolarizando a 
célula; e 
Fase 4 \u2013 ocorre a estabilidade elétrica dos miócitos atriais e 
ventriculares, com potencial de membrana em repouso 
sustentando em -90 mV e mantido pela corrente de fuga de 
saída de K+ e pelos trocadores iônicos. Nessa fase os canais 
de Na+ necessários para a despolarização dos miócitos 
atriais e ventriculares se recuperam completamente. 
As implicações clínicas da ativação cardíaca 
desordenada variam de palpitações assintomáticas a arrtimia 
fatal. O controle farmacológico das arritmias utiliza 
medicamentos que exercem efeitos diretamente sobre as 
células cardíacas inibindo a função de canais iônicos 
específicos (canais de Na+ e de Ca+) ou alterando o aporte 
autônomo do coração (bloqueio dos receptores beta-
adrenérgicos). 
 
Fig. 02 \u2013 Relação entre o eletrocardiograma e o potencial de 
ação ventricular 
 
 
O eletrocardiograma é utilizado para demonstrar 
alterações nos impulsos cardíacos através do registro de 
potenciais elétricos em vários locais na superfície do corpo. 
O registro do ECG reflete alterações na excitação do 
miocárdio. A compreensão básica do ECG é útil para 
discutir as aplicações clínicas dos diversos agentes 
antiarrítmicos. 
ANOTAÇÕES EM FARMACOLOGIA E FARMÁCIA CLÍNICA 
 
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O eletrocardiograma normal contém três formas de 
ondas elétricas: a onda P, o complexo QRS e a onda T. a 
onda P representa a despolarização atrial; o complexo QRS 
representa a despolarização ventricular; e a onda T 
representa a repolarização ventricular. O ECG não mostra de 
modo explícito a repolarização atrial, visto que a 
repolarização atrial é \u201cdominada\u201d pelo complexo QRS. O 
ECG também contém dois intervalos e um segmento: o 
intervalo PR, o intervalo QT e o segmento ST. O intervalo 
PR estende-se do início da onda P (despolarização inicial 
dos átrios) até o início da onda Q (despolarização inicial dos 
ventrículos). Por conseguinte, o comprimento do intervalo 
PR varia de acordo com a velocidade de condução através 
do nodo AV. por exemplo, se um paciente tiver um bloqueio 
elétrico nodo AV, a velocidade de condução através do nodo 
AV diminui, e o intervalo PR aumenta. O intervalo QT 
começa no inicio da onda Q e termina no final da onda T, 
representando toda a seqüência de despolarização e 
repolarização ventriculares. O segmento ST começa no final 
da onda S e termina no início da onda T. Esse segmento, 
que representa o período durante o qual os ventrículos estão 
despolarizados, corresponde à fase do platô do potencial de 
ação ventricular. 
No ritmo sinusal normal, uma onda P precede cada 
complexo QRS, e os intervalos RR permanecem 
relativamente constantes ao longo do tempo. 
Fig. 03 - Eletrocardiograma 
 
 
As disritmias cardíacas constituem distúrbios do ritmo 
cardíaco relacionados a alterações na automaticidade, 
excitabilidade, condutibilidade ou refratariedade das células 
especializadas no sistema de condução do coração (células 
do nodo Sinoatrial, nodo Atrioventricular e Fibra de 
Purkinje). 
Automaticidade designa a capacidade de geração 
espontânea de um potencial de ação por parte das células 
marcadoras do ritmo cardíaco. Normalmente, o nodo 
sinoatrial é o marcador do ritmo do coração devido à sua 
automaticidade intrínseca. Excitabilidade é a capacidade do 
tecido cardíaco de responder a um impulso e gerar um 
potencial de ação. Condutividade e refratariedade 
constituem a capacidade do tecido cardíaco de conduzir os 
potenciais de ação. A condutividade relaciona-se à 
capacidade
erica
erica fez um comentário
muito obrigada
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