Licenciatura em Biologia - Libras - Alfabeto Manual Brasileiro
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Licenciatura em Biologia - Libras - Alfabeto Manual Brasileiro


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para baixo, dedos para trás. Tocar duas vezes a base do pescoço 
(abaixo do pomo-de-adão), como expressão negativa. 
ENTENDER
Ter clara idéia de. Compreender. Perceber.
Ex: Eu entendi perfeitamente o seu recado.
Mão direita vertical aberta, palma para a esquerda, pontas dos dedos tocando o lado direito da testa. 
Balançar a mão ligeiramente para frente e para trás.
NÃO ENTENDER
Expressão. Falhar em compreender ou perceber algo.
Não entendi o fi nal do fi lme, mas acho que é porque, quando cheguei ao cinema, ele já estava co-
meçando e eu perdi o começo.
Fazer sinal de entender, acenando negativamente com a cabeça, com expressão negativa.
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NÃO ENTENDER NADA
Falhar em obter qualquer compreensão a respeito de algo. Não compreender absolutamente nada. 
Não captar nada do que é explicado.
Ex: Não entendi nada que o professor ensinou na aula.
Mão direita em 1 vertical, palma para a esquerda, ponta do dedo indicador tocando a testa. Em 
seguida, fazer o sinal de nada.
 NADA \u2013 Mão direita vertical aberta, palma para frente, dedos indicadores e polegar unido pelas 
pontas. Balançar a mão para a esquerda e para a direita, com as bochechas sugadas.
ONDE VOCÊ MORA?
Expressão interrogativa. Solicita informações sobre o local de residência do interlocutor.
Ex: Posso lhe dar uma carona. Onde você mora?
Fazer o sinal de CASA e o sinal de ONDE/LUGAR ( Mãos horizontais fechadas, palma a palma, 
indicadores e polegares curvados formando a letra C, próximas à outra. Movê-las para baixo, com ex-
pressão interrogativa).
Gostou de aprender os sinais?
Agora é só praticar!
Procure uma associação de surdos ou escola de surdos em sua cidade, o contato com a comunidade 
surda é a melhor forma de se aprender e treinar a LIBRAS.
INTERESSANTE
Você sabia que a língua de sinais também tem a modalidade escrita?
Se respondeu sim, acertou! 
A modalidade escrita da língua de sinais se chama SIGN WRITING ou ESCRITA DE SINAIS. 
O sistema de escrita dos sinais Sign Writing teve sua origem nos Estados Unidos da América, há 
cerca de 30 anos por Valerie Sutton, diretora do Deaf Acttion Commitee (DAC), uma organização sem 
fi ns lucrativos.
A origem da-se de uma forma muito interessante, Valerie pensando em criar um sistema para auxi-
liar as anotações dos movimentos de dança cria a Sign Writing.
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A escrita Sign Writing pode representar qualquer língua de sinais do mundo 
sem a infl uência da língua falada. Cada país com sua língua de sinais vai adaptá-la 
para sua própria ortografi a. 
Esse sistema tem a possibilidade de representar as línguas de sinais 
funcionando como um sistema de escrita alfabética, em que as unidades grá-
ficas fundamentais representam unidades gestuais fundamentais, suas pro-
priedades e relações.
Para escrever a Sign Writing, é preciso saber uma língua de sinais. 
No Brasil algumas escolas já adotaram a escrita de sinais na educação de surdos, os resultados tem 
sido surpreendentes inclusive no ensino da língua portuguesa, pois antes de ensinar o português escrito, 
os educandos surdos aprenderam a ler, escrever e fazer uma redação em sua própria língua, a LIBRAS ( 
L1), para em um segundo momento trabalhar com a língua portuguesa (L2). As outras disciplinas tam-
bém ganharam mais vida, pois além de conquistar o direito de ser ensinado em sinais ele também pode 
escrever e ser avaliado em sinais. 
Queremos deixar bem claro que a LIBRAS não vai abolir a língua portuguesa, muito pelo contrário, 
vai valorizá-la. Antes a língua portuguesa escrita era vista pela maioria dos surdos como algo pratica-
mente impossível de se aprender, pois eles não tinham uma referencia escrita para seguir. Se você, que é 
ouvinte, for fazer um curso de uma língua estrangeira, durante todo o seu processo de aprendizagem você 
terá como referência a sua língua L1 (língua portuguesa escrita e falada), mesmo que você e o professor 
durante a aula falem somente a língua estrangeira, o seu processo cerebral de aprendizagem tomará como 
base as referencias lingüísticas e gramaticais da sua L1 para adquirir a L2 que está sendo ensinada. Com 
o surdo não é diferente, perpassa pelo mesmo princípio.
HISTÓRIA DA SIGN WRITING
(Por Marianne Stumpf, professora surda)
O trabalho de adaptação do Sign Writing à LIBRAS foi a primeira etapa de uma caminhada que a 
comunidade surda brasileira, com o apoio de pesquisadores: lingüistas e da informática, deverá empreen-
der para conseguir uma escrita que dê conta de todas as suas necessidades em sua própria língua.
Em 1998 Sutton criou a lista de discussão do Sign Writing e isso ajudou a divulgar o Sign Writing, 
porque ela usa a lista para explicar como usar a Sign Writing.
Em 2002, ela criou o Signbank, que é o software para construção de dicionários.
Em 2003, começou o Signpuddle, que é um sistema para criar dicionários on-line.
Hoje existem quase 30 dicionários sendo feitos no Signpuddle . Existe também o dicionário da 
Bélgica, que foi feito separdo do Signpuddle.
Desde 1998 começaram ser feitos muitos softwares para Sign Writing: o SW \u2013 Edit, o Sign 
Writing java, e outros. Há também os sistemas para criar animações de sinais (usando desenhos em 
3D \u2013 três dimensões).
Interessante toda essa trajetória da escrita de sinais. No Brasil , em 1996, pesquisadores da PUCRS 
fi zeram o primeiro contato com Valerie Sutton. Desde então começou as pesquisas de adaptação do sis-
tema Sign Writing para a escrita da LIBRAS.
Creio que você esteja curioso (a) para conhecer a escrita da LIBRAS!
Selecionei alguns para você aprender como se escreve, aproveite e treine tentando reproduzir a escrita. 
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ACORDAR ACOSTUMAR ACORDEÃO
PARA MEDITAR:
\u201cA voz dos surdos são as mãos e os corpos que pensam, sonham e expressam. As línguas 
de sinais envolvem movimentos que podem parecer sem sentido para muitos, mais que signifi -
cam a possibilidade de organizar as idéias, estruturar o pensamento e manifestar o signifi cado 
da vida para os surdos. Pensar sobre a surdez requer conhecer a Língua de Sinais. Permita-se 
ouvir essas mãos...\u201d
Ronice Muller de Quadros
Atividade Complementar
1. Preencha o quadro comparativo dos modelos educacionais, destacando seus pontos positivos e negativos:
2. Há alguns anos atrás as línguas de sinais eram consideradas apenas uma linguagem, hoje em dia 
esse conceito mudou, por quê? Qual a diferença entre língua e linguagem?
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3. A educação inclusiva tem como objetivo incluir os portadores de necessidades especiais no 
contexto do ensino regular, decisão tomada no Congresso de Salamanca / 1994. A educação inclusiva 
tem alcançado seu propósito quanto à educação de surdos? Os surdos estão sendo realmente incluídos 
no contexto escolar? Comente.
4. Se você fosse professor (a) de uma turma com 35 alunos e 3 deles fossem surdos? O que você 
faria? Como organizaria suas aulas? Qual recurso usaria? Lembre-se que para o surdo os recursos visuais 
são de grande valor.
5. Sabemos que não é fácil trabalhar com um ou dois surdos no meio de uma turma de ouvintes. 
Liste algumas sugestões de meios para o educador incluir de forma efetiva seu aluno surdo em sala de 
aula do ensino regular.
6. Nas línguas de sinais somente usamos o alfabeto manual. Essa afi rmativa está correta? Justifi -
que sua resposta.
7. Procure no quadro abaixo as palavras com nome de frutas no alfabeto manual:
Manga Coco
Maracujá Maça
Tangeria Abacaxi
Laranja Caju
Goiaba