Materialdiatico_execucao_vfinal_LeslieFerraz
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em: http://www.cebepej.org.br/pdf/execucoes_fiscais.pdf. 
DINAMARCO, Cândido Rangel. A nova era do processo civil. 2 ed., São Paulo: Malheiros, 2007.
GRINOVER, Ada Pellegrini. Cumprimento da sentença. Temas atuais da execução civil: estudos em homenagem ao professor Donaldo Armelin. São Paulo: Saraiva, 2007, p. 01-10.
GRINOVER, Ada Pellegrini. Ética, abuso do processo e resistência às ordens judiciárias: o contempt of court. Revista de Processo. São Paulo. v. 26, n.102, p. 219-27, abr./jun. 2001. 
GRINOVER, Ada Pellegrini. Paixão e morte do "contempt of court" brasileiro (art. 14 do Código de Processo Civil). In: O processo: estudos e pareceres. São Paulo, DPJ, 2006, p. 158-166. 
MARINONI, Luiz Guilherme. Tutela inibitória, São Paulo: Revista dos Tribunais, 2006. 
PISTILLI, Ana de Lourdes Coutinho Silva. Defesas do executado no cumprimento de sentença condenatória ao pagamento de quantia (Lei n. 11.232/05) e na execução de títulos extrajudiciais (Lei n. 11.382/06) \u2013 visão comparativa. In: CARMONA, Carlos Alberto (org.). Reflexões sobre a reforma do Código de Processo Civil: estudos em homenagem a Ada Pellegrini Grinover, Cândido Rangel Dinamarco e Kazuo Watanabe. São Paulo: Atlas, 2007, p. 85-105.
TALAMINI, Eduardo. Tutela jurisdicional para entrega de coisa (CPC, art. 461-A). Temas atuais da execução civil: estudos em homenagem ao professor Donaldo Armelin. São Paulo: Saraiva, 2007, p. 199-222.
THEODORO JR., Humberto Theodoro. Lei de Execução Fiscal. 8 ed., São Paulo: Saraiva, 2002, p. 03-09.
WATANABE, Kazuo. Relação entre demanda coletiva e demandas individuais. Direito Processual Coletivo e o Anteprojeto de CBPC, p. 156-160.
WATANABE, Kazuo. Tutela antecipatória e tutela específica das obrigações de fazer e não fazer (arts. 273 e 461 do CPC). In: TEIXEIRA, Sálvio de Figueiredo. Reforma do Código de Processo Civil. São Paulo: Saraiva, 1996, p. 40-48.
ZATZ, Debora Ines Kram Baumöhl. O sistema brasileiro de multas processuais e a natureza da multa prevista no novo artigo 475-J do Código de Processo Civil. In: CARMONA, Carlos Alberto (org.). Reflexões sobre a reforma do Código de Processo Civil: estudos em homenagem a Ada Pellegrini Grinover, Cândido Rangel Dinamarco e Kazuo Watanabe. São Paulo: Atlas, 2007, p. 108-125.
Bibliografia geral complementar
ALVIM, Arruda. Interpretação da sentença liquidanda - fidelidade ao seu sentido original \u2013 multa convencional e \u201castreintes\u201d - diferenças e limites (Parecer). Revista de processo, vol. 77, p. 177-187.
BARBOSA MOREIRA, José Carlos. Notas sobre alguns aspectos do processo (civil e penal) nos países anglo-saxônicos. Temas de direito processual, 7ª série. São Paulo: Saraiva, 2001.
BONÍCIO, Marcelo José Magalhães. Aspectos relevantes da tutela do executado na nova reforma do Código de Processo Civil. In: CIANCI, Mirna; QUARTIERI, Rita (coord.). Temas atuais da execução civil: estudos em homenagem ao professor Donaldo Armelin. São Paulo: Saraiva, 2007, p. 419-441.
Exposição de motivos e Anteprojeto de Lei de Execução Fiscal Administrativa. Disponível em: http://www.pgfn.fazenda.gov.br/noticias/EXPOSICaO_MOTIVOS%20E%20PROJETO%20LEF.pdf 
FERRAZ, Leslie Shérida. Da alienação por iniciativa particular. In: COSTA, Susana Henriques (coord.). Execução extrajudicial \u2013 modificações da Lei n. 11.382/2006. São Paulo: Quartier Latin, 2007, p. 326-338.
MARCATO, Antônio Carlos. Liquidação de sentença. In: CIANCI, Mirna; QUARTIERI, Rita (coord.). Temas atuais da execução civil: estudos em homenagem ao professor Donaldo Armelin. São Paulo: Saraiva, 2007, p. 93-105.
NEVES, Celso. Classificação das ações. In: Estrutura fundamental do processo civil. Rio de Janeiro: Forense, 1997, p. 135-147.
SALLES, Carlos Alberto. Execução judicial em matéria ambiental, 2 ed., São Paulo: Revista dos Tribunais, 2002, p. 239-280.
PLANO DE AULAS
AULA 1. PROCESSO DE EXECUÇÃO: NOÇÕES INTRODUTÓRIAS. AS RECENTES REFORMAS PROCESSUAIS EM SEDE DE EXECUÇÃO. 
OBJETIVOS DA AULA
Compreender a importância da efetividade para o direito processual moderno (fase instrumental), avaliando, neste contexto, a pertinência das últimas mudanças legislativas em sede de execução;
Sistematizar conceitualmente as diversas modalidades de execução, que serão detalhadas nos encontros seguintes;
Entender a dualidade do regramento da execução, de acordo com a natureza do título em que se baseia (judicial, com o destaque para as peculiaridades do cumprimento de sentença, ou extrajudicial);
EFETIVIDADE DO PROCESSO CIVIL 
\u201cIl processo deve dare per quanto è possibile praticamente a chi ha un diritto tutto quello e proppio quello ch\u2019egli ha diritto di conseguire\u201d (Giuseppe Chiovenda)\ufffd
Uma das maiores preocupações dos processualistas modernos repousa na efetividade do processo como instrumento da tutela de direitos\ufffd. Com efeito, não basta que o processo produza decisões (eficácia)\ufffd, sendo, ao revés, imperioso que se verifiquem resultados reais, palpáveis, factíveis, positivos e verdadeiros, ou seja, efetivos. Assim, é indispensável que o instrumento assegure à parte aquilo que ela tem direito de receber.
Superadas as fases sincretista (que não distinguia o direito material e substancial) e autônoma (que conferiu independência científica ao direito processual), a ciência processual atingiu maturidade, tendo objeto, premissas metodológicas e estrutura sistemática bem definidas.
 Resolvidas as questões de ordem técnica, delineou-se a terceira linha evolutiva do processo, caracterizada pela idéia de efetividade e instrumentalidade, destinada a atenuar o tecnicismo exacerbado da fase anterior e propor aprimoramentos no sistema processual. Por sua vez, a efetividade deriva da garantia do acesso à justiça, atrelada à idéia de processo civil de resultados\ufffd.
Além das implicações individuais, a efetividade do processo também gera conseqüências de âmbito social: como observa Marc Galanter, os Tribunais não produzem apenas decisões, mas, sobretudo, mensagens aos potenciais litigantes, que delas se utilizam como \u201cfichas de barganha\u201d\ufffd em suas relações privadas. 
Ora, é intuitivo que um sistema de justiça incapaz de produzir resultados efetivos não é apto a estimular a observância às regras legais.
Como anota Kazuo Watanabe, numa sociedade em que a Justiça é efetiva, a ameaça é feita pelos lesados (\u201ceu te processo\u201d); ao revés, se o Judiciário é inapto a produzir resultados efetivos, a ameaça é lançada contra os prejudicados (\u201cvá procurar seus direitos\u201d)\ufffd.
REQUISITOS DA EXECUÇÃO
Inadimplemento do devedor
Existência de título líquido, certo e exigível
LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA
Determinação do valor devido pela parte condenada, quando este não estiver determinado na sentença (artigo 475-A, e segs., CPC). Pode se dar:
Por cálculos elaborados pelo credor (art. 475-B);
Por arbitramento (arts. 475, C e D);
Por artigos (art. 475, E), nos casos em que é necessário alegar e provar fato novo para determinar o valor da condenação. 
IMPORTANTE. Diversamente do sistema anterior, a liquidação por arbitramento e a liquidação por artigos não são mais processos autônomos. Ao revés, correm no mesmo processo da execução, antes da fase de cumprimento da sentença, e dispensam a nova citação do devedor. Como conseqüência, a decisão que define a liquidação não tem mais natureza de sentença, mas sim de decisão interlocutória, sendo, portanto, impugnável por agravo de instrumento\ufffd. 
ESPÉCIES DE EXECUÇÃO
	Quanto à natureza da obrigação
	Obrigação de dar coisa
	Execução de entrega de coisa certa
	
	Execução de entrega de coisa incerta
	Obrigação de fazer e não fazer
	Execução de obrigação de fazer
	
	Execução de obrigação de não fazer
	Obrigação de pagar quantia certa
	Obrigação de pagar quantia certa contra devedor solvente
	
	 Obrigação de pagar quantia certa contra devedor insolvente
	Quanto ao título em que se baseia\ufffd
	Títulos executivos judiciais
(Artigo 475-N, CPC)
	CUMPRIMENTO DE SENTENÇA \u201cLATO SENSU\u201d