A Ciência do Direito
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A Ciência do Direito


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Cf. PAUPÉRIO, Artur Machado. Introdução axiológica ao Direito. Rio Janeiro, 
Forense, 1977, p. 22 (Grifos do autor). 
25. \u201cO cientista arquiteta a objetividade de seus resultados, esforçando-se por prescindir da 
subjetividade pessoal e das influências sociais, através de sua atitude crítica\u201d. BUGALLO 
ALVAREZ, Alejandro. Pressupostos epistemológicos para o estudo científico do Direito. São 
Paulo, Resenha Universitária, 1976, p. 11 (Grifos nossos). 
26. CARDOSO, Miriam Limoeiro. Op. cit., p. 6. 
27. \u201cO cientificismo contemporâneo, através de um processo de \u201canexação imperialista\u201d, 
criou uma ideologia que lhe é própria. Essa ideologia tem todas as características de uma 
verdadeira religião. O grande público como que venera e presta culto a esta nova divindade do 
século: a ciência, sobretudo suas maravilhas tecnológicas. Não há muita diferença entre os 
adeptos da \u201creligião-ciência\u201d e os partidários das outras religiões. Até podemos nos perguntar 
se o cientificismo não suplantou as demais religiões tradicionais, pelo menos enquanto 
\u201creligião\u201d assegurando todas as \u201cverdades\u201d. Sua influência nas mentalidades e na educação 
em todos os níveis é tão grande, que suas \u201cverdades\u201d parecem indiscutíveis ou assemelham-se 
a dogmas inquestionáveis. E tudo isso, apesar de o grande público ser quase analfabeto em 
matéria de ciência. Neste domínio, a ignorância chega a ser estarrecedora. Até mesmo nos 
meios universitários, a ciência quase não é conhecida, pois continua a ser ensinada 
dogmaticamente (como previra e ordenara COMTE), quase como se ela fosse uma \u201cverdade 
revelada\u201d. JAPIASSU, Hilton Pereira. Op. cit., p. 147-8 (Grifos do autor). 
28. \u201cA pesquisa foi absorvida na espiral do crescimento. Está sempre à cata de créditos. 
Aceita os contratos que lhe são ofertados para subsistir. A corrida armamentista se serve dela. 
Outrora promessa de felicidade, a ciência torna-se ameaça de morte. Está hoje subordinada a 
instâncias burocráticas que são estranhas à atividade \u201cracionalizante\u201d. E as tomadas de 
decisão não estão mais submetidas a uma regulamentação propriamente científica\u201d. Id. Ibid., 
p. 145 (Grifo do autor). 
29. Cf. JAPIASSU, Hilton Perreira. Op. cit., p. 70. 
30. \u201cCertos cientistas começam a compreender a ambigüidade do papel que desempenham ou 
que são forçados a desempenhar no seio da sociedade. E desejam construir uma ciência 
responsável, não somente consciente de seu papel real e de suas funções sociais, mas também 
preocupada em controlar ou, pelo menos, assumir suas próprias atividades dentro da 
sociedade. Eles querem avaliar as conseqüências que podem ter, sobre a sociedade e sobre o 
futuro da humanidade, os resultados de suas pesquisas e invenções científicas. Diante delas, 
não querem permanecer passivos ou nesta atitude de \u201cneutralidade\u201d própria a um 
colecionador de selos, mas não àqueles que interferem diretamente, quer queiram, quer não, 
nas transformações sociais\u201d. JAPIASSU, Hilton Perreira. Op. cit., p. 150 (Grifos do autor). 
31. Cf. JAPIASSU, Hilton Perreira. Op. cit., p. 81 (Grifo nosso). 
32. Cardoso, Miriam Limoeiro. Op. cit., p. 1 (Grifo da autora). 
33. "Uma das funções importantes da afirmação do método científico tem sido a de conferir 
status científico àqueles que o seguem, inúmeras vezes apesar da precariedade dos resultados 
a que conseguem chegar. Autores que se beneficiam deste tipo de atribuição costumam 
incluir, no início dos seus trabalhos, indicações sobre as técnicas que utilizam, conforme ao 
método, visando muito menos o esclarecimento e a orientação dos leitores quanto à 
compreensão mais adequada do desenvolvimento da pesquisa, do que conseguir aceitação 
geral, principal senão unicamente em função do próprio método. É quase um prólogo ritual ao 
qual tudo o que se segue já deve ser encarado com seriedade e respeito. A crítica à teoria 
esbarra na defesa do método\u201d. Id. Ibid., p. 29 (Grifos nossos). 
34. Id. Ibid., p. 30 (Grifos nossos). 
35. \u201cObservar, induzir e verificar experimentalmente tais as três fases de toda pesq1Jisa 
rigorosamente científica\u201d. PONTES DE MIRANDA, Francisco Cava1canti. Sistema de 
ciência positiva do Direito. Rio de Janeiro, Borsoi, 1972, t. 4, p. 117. 
36. \u201cEINSTEIN assentou a conclusão correta: a ciência é incompatível com o método empírico 
ou, pelo menos, com a visão que dele tinham muitos físicos clássicos. Um cientista cria 
intuitivamente teorias que sempre ultrapassam o campo de experiência e que, por isso mesmo, 
se tornam vulneráveis a conquistas futuras. O aniquilamento de uma teoria ou de um ponto de 
vista geral não indica erronia do método, mas é uma possibilidade essencial à ciência. 
EINSTEIN rompeu também, explicitamente, com a tradição de apresentar uma teoria nova 
como resultado de uma dedução a partir dos fatos. Seu primeiro trabalho acerca da relatividade 
(...) não parte da enunciação de fatos, mas de princípios, tal como o princípio da constância da 
velocidade da luz em todos os sistemas inerciais\u201d. FEYERABEND, Paul K. Problemas de 
microfísica. In: MORGENBESSER, Sidney (org.). Op. cit., p. 251 (Grifo do autor). 
37. CARDOSO, Miriam Limoeiro. Op. cit., p. 1 (Grifos nossos). 
38. \u201cSe o real tem uma ordem, ela não está dada, não transparece. Essa ordem só é atingida, 
podendo tornar-se parcialmente reproduzida, pelo pensamento que indaga, aprofundando-se 
no real\u201d. CARDOSO, Miriam Limoeiro. A periodização e a ciência da História. Rio de 
Janeiro. P.U.C, 1977, p. 15, mimeografado. 
39. BACHELARD, Gaston. Op. cit., p. 134. 
40. CARDOSO, Miriam Limoeiro. O mito do método. Rio de Janeiro, P.U.C, 1971, p. 2-3, 
mimeografado. 
41. BUNGE, Mario. La ciencia, su método y su filosofia. Buenos Aires, Siglo XX, 1973, p. 
28 (Grifo do autor). A propósito, certos epistemólogos, como, por exemplo, POPPER, negam 
a possibilidade de uma teoria vir a ser confirmada pelos fatos, pois estes são particulares e, 
por mais exaustivas que sejam as observações, elas não podem apreendê-los em sua 
totalidade, ficando sempre aberta a hipótese de que, em outras observações, os fatos venham a 
comportar-se diferentemente. Este é o ponto de partida do critério da falsificabilidade a que já 
nos referimos (p. 52), e que constitui o ponto central da epistemologia racionalista-crítica, que 
tem em POPPER seu vulto principal. Segundo o critério da falsificabilidade, ou 
falseabilidade, a experiência só permite refutar uma teoria, entendendo-se como teoria 
confirmada aquela que ainda não foi refutada pela experiência. cf. POPPER, Karl Raimund. 
Op. cit., p. 82-98. O fato de haver teorias científicas não decorrentes da indução a partir dos 
fenômenos (sem, por isso, deixarem de ser científicas) resulta de que a elaboração científica 
em suas diversas etapas, consiste num trabalho de construção, e não de mera captação do 
objeto. \u201cNa experiência\u201d, (o pesquisador) \u201ccria as condições, cria o objeto; ela não é algo que 
aconteça e que seja observado de fora, mas sim, é algo produzido, seja no laboratório, sob 
condições ideais, seja na realidade, com controle relativo e parcial. Apresenta sempre 
participação efetiva, em que os aspectos do objeto real que o sujeito teórico organizou na 
análise vão constituir o fato científico. O funcionamento da experiência forma a prova, 
mostrando se a teoria consegue ou não dominar o real que ela formula. A tautologia é aí um 
risco permanente, pois que o real que deverá fornecer a última palavra não é o real externo e 
concreto, mas o real que a própria teoria formulou. Daí principalmente a necessidade de 
crítica sobre aquela formulação, a indispensabilidade de abertura metodológica\u201d. CARDOSO, 
Miriam Limoeiro. O mito do método. Rio de Janeiro, PUC, 1971, p. 6-7, mimeografado 
(Grifos nossos). 
42. \u201cQuando ocorre