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STF - Constituição
 
 
 
Brasília, quarta-feira, 17 de agosto de 2005 - 15:57h 
 
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Sumário Pesquisa
 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
 
PREÂMBULO
 
Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, 
destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, 
a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na 
harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, 
sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.
 
"Preâmbulo da Constituição: não constitui norma central. Invocação da proteção de Deus: não se trata de norma de 
reprodução obrigatória na Constituição estadual, não tendo força normativa". (ADI 2.076, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 
08/08/03)
 
 TÍTULO I - Dos Princípios Fundamentais
 
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, 
constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
 
"Inexistente atribuição de competência exclusiva à União, não ofende a Constituição do Brasil norma constitucional estadual 
que dispõe sobre aplicação, interpretação e integração de textos normativos estaduais, em conformidade com a Lei de 
Introdução ao Código Civil. Não há falar-se em quebra do pacto federativo e do princípio da interdependência e harmonia 
entre os poderes em razão da aplicação de princípios jurídicos ditos 'federais' na interpretação de textos normativos 
estaduais. Princípios são normas jurídicas de um determinado direito, no caso, do direito brasileiro. Não há princípios 
jurídicos aplicáveis no território de um, mas não de outro ente federativo, sendo descabida a classificação dos princípios em 
'federais' e 'estaduais'." (ADI 246, Rel. Min. Eros Grau, DJ 29/04/05)
 
"Processo legislativo da União: observância compulsória pelos Estados de seus princípios básicos, por sua implicação com o 
princípio fundamental da separação e independência dos Poderes: jurisprudência do Supremo Tribunal." (ADI 774, Rel. Min. 
Sepúlveda Pertence, DJ 26/02/99)
\u201cSe é certo que a Nova Carta Política contempla um elenco menos abrangente de princípios constitucionais sensíveis, a 
denotar, com isso, a expansão de poderes jurídicos na esfera das coletividades autônomas locais, o mesmo não se pode 
afirmar quanto aos princípios federais extensíveis e aos princípios constitucionais estabelecidos, os quais, embora 
disseminados pelo texto constitucional, posto que não é tópica a sua localização, configuram acervo expressivo de limitações 
dessa autonomia local, cuja identificação \u2013 até mesmo pelos efeitos restritivos que deles decorrem \u2013 impõe-se realizar. A 
questão da necessária observância ou não, pelos Estados-Membros, das normas e princípios inerentes ao processo 
legislativo, provoca a discussão sobre o alcance do poder jurídico da União Federal de impor, ou não, às demais pessoas 
estatais que integram a estrutura da federação, o respeito incondicional a padrões heterônomos por ela própria instituídos 
como fatores de compulsória aplicação. (...) Da resolução dessa questão central, emergirá a definição do modelo de 
federação a ser efetivamente observado nas práticas institucionais.\u201d (ADI 216-MC, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 23/05/90)
 
 
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STF - Constituição
 
"O pacto federativo, sustentando-se na harmonia que deve presidir as relações institucionais entre as comunidades políticas 
que compõem o Estado Federal, legitima as restrições de ordem constitucional que afetam o exercício, pelos Estados-
Membros e Distrito Federal, de sua competência normativa em tema de exoneração tributária pertinente ao ICMS". (ADI 
1.247-MC, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 08/09/95)
 
I - a soberania;
 
\u201cO mero procedimento citatório não produz qualquer efeito atentatório à soberania nacional ou à ordem pública, apenas 
possibilita o conhecimento da ação que tramita perante a justiça alienígena e faculta a apresentação de defesa\u201d. (CR 10.849-
AgR, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 21/05/04)
 
\u201cNão pode o Supremo Tribunal Federal avaliar o mérito dos elementos formadores da prova, inclusive a autoria e a 
materialidade dos delitos cometidos, ora em produção perante a autoridade judiciária do País requerente, tema afeto à sua 
soberania\u201d. (Ext. 853, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 05/09/03)
 
\u201cCabe, assim, à Justiça do Estado requerente, reconhecer soberanamente, desde que o permita a sua própria legislação 
penal, a ocorrência, ou não, da continuidade delitiva, não competindo ao Brasil, em obséquio ao princípio fundamental da 
soberania dos Estados, que rege as relações internacionais, constranger o Governo requerente a aceitar um instituto que até 
mesmo o seu próprio ordenamento positivo possa rejeitar\u201d. (Ext 542, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 13/02/92)
 
"Privilégios diplomáticos não podem ser invocados, em processos trabalhistas, para coonestar o enriquecimento sem causa 
de Estados estrangeiros, em inaceitável detrimento de trabalhadores residentes em território brasileiro, sob pena de essa 
prática consagrar censurável desvio ético-jurídico, incompatível com o princípio da boa-fé e inconciliável com os grandes 
postulados do direito internacional. O privilégio resultante da imunidade de execução não inibe a Justiça brasileira de exercer 
jurisdição nos processos de conhecimento instaurados contra estados estrangeiros." (RE 222.368-AgR, Rel. Min. Celso de 
Mello, DJ 14/02/03)
 
II - a cidadania
 
"Ninguém é obrigado a cumprir ordem ilegal, ou a ela se submeter, ainda que emanada de autoridade judicial. Mais: é dever 
de cidadania opor-se à ordem ilegal; caso contrário, nega-se o Estado de Direito." (HC 73.454, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 
04/06/96)
 
III - a dignidade da pessoa humana;
 
"A duração prolongada, abusiva e irrazoável da prisão cautelar de alguém ofende, de modo frontal, o postulado da dignidade 
da pessoa humana, que representa considerada a centralidade desse princípio essencial (CF, art. 1º, III) significativo vetor 
interpretativo, verdadeiro valor-fonte que conforma e inspira todo o ordenamento constitucional vigente em nosso País e que 
traduz, de modo expressivo, um dos fundamentos em que se assenta, entre nós, a ordem republicana e democrática 
consagrada pelo sistema de direito constitucional positivo." (HC 85.988-MC, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 10/06/05). No 
mesmo sentido (HC 85.237, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 29/04/05) 
 
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STF - Constituição
"Denúncias genéricas, que não descrevem os fatos na sua devida conformação, não se coadunam com os postulados 
básicos do Estado de Direito. Mais! Quando se fazem imputações vagas está a se violar, também, o princípio da dignidade 
da pessoa humana, que, entre nós, tem base positiva no artigo 1º, III, da Constituição. Como se sabe, na sua acepção 
originária, este princípio proíbe a utilização ou transformação do homem em objeto dos processos e ações estatais. O Estado 
está vinculado ao dever de respeito e proteção do indivíduo contra exposição a ofensas ou humilhações." (HC 84.409-EXS, 
Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 01/02/05)
\u201cA mera instauração de inquérito, quando evidente a atipicidade da conduta, constitui meio hábil a impor violação aos direitos 
fundamentais, em especial ao princípio da dignidade humana\u201d. (HC 82.969, Rel. Min. Gilmar Mendes,