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quaisquer interesses constitucionais oponíveis à inviolabilidade do domicílio não compete a posteriori ao juiz do processo em 
que se pretenda introduzir ou valorizar a prova obtida na invasão ilícita, mas sim àquele a quem incumbe autorizar 
previamente a diligência.\u201d (HC 79.512, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 16/05/03)
\u201cDa explícita proscrição da prova ilícita, sem distinções quanto ao crime objeto do processo (CF, art. 5º, LVI), resulta a 
prevalência da garantia nela estabelecida sobre o interesse na busca, a qualquer custo, da verdade real no processo: 
conseqüente impertinência de apelar-se ao princípio da proporcionalidade \u2014 à luz de teorias estrangeiras inadequadas à 
ordem constitucional brasileira \u2014 para sobrepor, à vedação constitucional da admissão da prova ilícita, considerações sobre 
a gravidade da infração penal objeto da investigação ou da imputação.\u201d (HC 80.949, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 
14/12/01)
 
\u201cQualifica-se como prova ilícita o material fotográfico, que, embora alegadamente comprobatório de prática delituosa, foi 
furtado do interior de um cofre existente em consultório odontológico pertencente ao réu, vindo a ser utilizado pelo Ministério 
Público, contra o acusado, em sede de persecução penal, depois que o próprio autor do furto entregou à Polícia as fotos 
incriminadoras que havia subtraído.\u201d (RE 251.445, Rel. Min.Celso de Mello, DJ 03/08/00)
 
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\u201cImpõe-se a extensão de habeas corpus, para anular-se o processo criminal, se a decisão se baseou em prova ilícita, a 
afastar qualquer caráter pessoal. Cuida-se de estabelecer, na forma do art. 580 do Código de Processo Penal, igualdade de 
tratamento entre os co-réus que se encontram na mesma situação processual.\u201d (HC 74.113, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 
04/04/97)
 
LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória; 
 
"O Min. Gilmar Mendes, relator, tendo em conta que a fixação da pena e do regime do ora paciente se lastreara única e 
exclusivamente na existência de dois inquéritos policiais e uma ação penal, concedeu o writ para modificar o regime inicial de 
cumprimento da pena para o aberto e, também, determinar ao juiz da causa que proceda à substituição da pena reclusiva 
pela restritiva de direitos. Considerou, na linha do que proferido em seu voto na Rcl 2391 MC/PR - em que se discute, no 
Plenário, a possibilidade de o réu recorrer em liberdade -, que a mera existência de inquéritos ou ações penais em 
andamento não pode caracterizar maus antecedentes, sob pena de violar o princípio constitucional da não-culpabilidade (CF, 
art. 5º, LVII). Ressaltou, ainda, o aparente conflito entre as orientações das Turmas do STF no tocante à consideração ou 
não, como maus antecedentes, dos aludidos procedimentos. Após, o julgamento foi suspenso em virtude do pedido de vista 
do Min. Joaquim Barbosa." (HC 84.088, Rel. Min. Gilmar Mendes, Informativo 390)
"Compreende-se no poder discricionário do juiz a avaliação, para efeito de exacerbação da pena, a existência de inquéritos 
sobre o mesmo fato imputado e outros procedimentos relativos a desacato e receptação, que caracterizem maus 
antecedentes. Dentre as circunstâncias previstas na lei penal (CP, artigo 59) para a fixação da pena incluem-se aqueles 
pertinentes aos antecedentes criminais do agente, não se constituindo o seu aumento violação ao princípio da inocência 
presumida." (HC 81.759, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 29/08/03)
 
"Ação penal. Sentença condenatória. Pena privativa de liberdade. Substituição por penas restritivas de direito. Decisão 
impugnada mediante recurso especial, pendente de julgamento. Execução provisória. Inadmissibilidade. Ilegalidade 
caracterizada. Ofensa ao art. 5º, LVII, da CF, e ao art. 147 da LEP. HC deferido. Precedentes. Voto vencido. Pena restritiva 
de direitos só pode ser executada após o trânsito em julgado da sentença que a impôs." (HC 84.677, Rel. Min. Cezar Peluso, 
DJ 08/04/05)
"A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de reconhecer que a efetivação da prisão decorrente de 
sentença condenatória meramente recorrível não transgride o princípio constitucional da não-culpabilidade do réu, eis que, 
em tal hipótese, a privação da liberdade do sentenciado - por revestir-se de cautelaridade - não importa em execução 
definitiva da sanctio juris." (HC 79.376, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 22/10/04). No mesmo sentido: HC 84.639, DJ 20/05/05.
 
"A presunção constitucional de não-culpabilidade não desautoriza as diversas espécies de prisão processual, prisões 
inscritas em lei para o fim de fazer cumprida a lei processual ou para fazer vingar a ação penal." (HC 81.468, Rel. Min. Carlos 
Velloso, DJ 01/08/03)
"A privação cautelar da liberdade individual reveste-se de caráter excepcional, somente devendo ser decretada em situações 
de absoluta necessidade. A prisão preventiva, para legitimar-se em face de nosso sistema jurídico, impõe - além da 
satisfação dos pressupostos a que se refere o art. 312 do CPP (prova da existência material do crime e indício suficiente de 
autoria) - que se evidenciem, com fundamento em base empírica idônea, razões justificadoras da imprescindibilidade dessa 
extraordinária medida cautelar de privação da liberdade do indiciado ou do réu. (...) Mesmo que se trate de pessoa acusada 
da suposta prática de crime hediondo, e até que sobrevenha sentença penal condenatória irrecorrível, não se revela possível 
- por efeito de insuperável vedação constitucional (CF, art. 5º, LVII) - presumir-lhe a culpabilidade. Ninguém pode ser tratado 
como culpado, qualquer que seja a natureza do ilícito penal cuja prática lhe tenha sido atribuída, sem que exista, a esse 
respeito, decisão judicial condenatória transitada em julgado. O princípio constitucional da não-culpabilidade, em nosso 
sistema jurídico, consagra uma regra de tratamento que impede o Poder Público de agir e de se comportar, em relação ao 
suspeito, ao indiciado, ao denunciado ou ao réu, como se estes já houvessem sido condenados definitivamente por sentença 
do Poder Judiciário." (HC 80.719, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 28/09/01)
"O Min. Sepúlveda Pertence, relator, concedeu a ordem, por entender que a prisão fundada em decisão condenatória 
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recorrível, quando não motivada em razões de ordem cautelar, substantiva execução provisória de pena não definitivamente 
aplicada, em ofensa ao princípio da presunção de não-culpabilidade (CF, art. 5º, LVII). Após, pediu vista dos autos a Min. 
Ellen Gracie. O Tribunal, por unanimidade, deliberou conceder a liberdade provisória ao paciente até a decisão final do 
writ." (HC 85.591, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Informativo 389)
 
"A medida despenalizadora da Suspensão Condicional do Processo (Lei nº 9.099/95, art. 89) visa evitar que o autor do fato 
não tenha que ser submetido aos efeitos deletérios do processo. Uma vez respondendo a um processo e condenado por 
outro, a medida não se justifica. Precedentes: HC 73.793, Maurício Corrêa; HC 74.463, Celso de Mello; AGED 202.467, 
Moreira Alves. A restrição não é inconstitucional. Ela não viola o princípio constitucional da inocência." (RHC 79.460, voto 
do Min. Nelson Jobim, DJ 18/05/01). No mesmo sentido HC 85.106, DJ 04/03/05.
 
"Nenhuma acusação penal se presume provada. Não compete ao réu demonstrar a sua inocência. Cabe ao Ministério 
Público comprovar, de forma inequívoca, a culpabilidade do acusado. Já não mais prevalece, em nosso sistema de direito 
positivo, a regra, que, em dado momento histórico do processo político brasileiro (Estado Novo), criou, para o réu, com a falta 
de pudor que caracteriza os regimes autoritários, a obrigação de o acusado provar a sua própria inocência (Decreto-Lei