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DisciplinaDireito Constitucional I57.334 materiais1.408.386 seguidores
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artigo 168 
da Constituição, com vistas ao pagamento dos vencimentos da magistratura. Precedentes. Por outro lado, se a impetrante 
não tem legitimidade para pedir, neste mandado de segurança, seja o governador do Estado compelido a fazer o repasse 
pleiteado, há impossibilidade jurídica para o atendimento do pedido, com relação ao Presidente do Tribunal de Justiça, para 
compeli-lo, com o recebimento desse repasse, a efetuar o pagamento dos vencimentos da magistratura nas datas 
próprias.\u201d (AO 347-QO, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 29/09/00)
 
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STF - Constituição
\u201cOs princípios básicos que regem o mandado de segurança individual informam e condicionam, no plano jurídico-processual, 
a utilização do writ mandamental coletivo. Atos em tese acham-se pré-excluídos do âmbito de atuação e incidência do 
mandado de segurança, aplicando-se, em conseqüência, às ações mandamentais de caráter coletivo, a Súmula 266/
STF.\u201d (MS 21.615, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 13/03/98)
\u201cPetição inicial desacompanhada de documento essencial, falta de comprovação de que a impetrante é entidade legalmente 
constituída e em funcionamento há pelo menos um ano. A ação de mandado de segurança, ainda que se trate do writ 
coletivo, que se submete às mesmas exigências e aos mesmos princípios básicos inerentes ao mandamus individual, não 
admite, em função de sua própria natureza, qualquer dilação probatória. É da essência do processo de mandado de 
segurança a característica de somente admitir prova literal pré-constituída, ressalvadas as situações excepcionais previstas 
em lei (Lei nº 1.533/51, art. 6. e seu parágrafo único).\u201d (MS 21.098, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 27/03/92)
 
\u201cEm se tratando de mandado de segurança, é imprescindível a demonstração de que o ato ilegal da autoridade prejudicou 
direito subjetivo, líquido e certo do impetrante, ou de seus representados, no caso de mandado de segurança coletivo.\u201d (RMS 
22.350, Rel. Min. Sydney Sanches, DJ 08/11/96)
 
\u201cO mandado de segurança coletivo \u2014 que constitui, ao lado do writ individual, mera espécie da ação mandamental instituída 
pela Constituição de 1934 \u2014 destina-se, em sua precípua função jurídico-processual, a viabilizar a tutela jurisdicional de 
direito líquido e certo não amparável pelos remédios constitucionais do habeas corpus e do habeas data. Simples interesses, 
que não configurem direitos, não legitimam a válida utilização do mandado de segurança coletivo.\u201d (MS 21.291 AgR-QO, Rel. 
Min. Celso de Mello, DJ 27/10/95)
 
\u201cHá de se distinguir a complexidade dos fatos e do tema de direito daquelas situações que não prescindem da abertura de 
fase de instrução. Se o caso está compreendido no campo da referida dificuldade, nem por isso o mandado de segurança 
exsurge como via imprópria, impondo-se o julgamento de mérito. Somente em defrontando-se o órgão julgador com quadro a 
exigir elucidação de fatos cabe dizer da impertinência da medida, sinalizando no sentido do ingresso em juízo mediante ação 
ordinária.\u201d (RMS 21.514, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 18/06/93)
 
\u201cAo Estado-Membro não se outorgou legitimação extraordinária para a defesa, contra ato de autoridade federal no exercício 
de competência privativa da união, seja para a tutela de interesses difusos de sua população que é restrito aos enumerados 
na lei da ação civil pública (Lei 7.347/85), seja para a impetração de mandado de segurança coletivo, que é objeto da 
enumeração taxativa do art. 5º, LXX da Constituição. Além de não se poder extrair mediante construção ou raciocínio 
analógicos, a alegada legitimação extraordinária não se explicaria no caso, porque, na estrutura do federalismo, o Estado-
Membro não é órgão de gestão, nem de representação dos interesses de sua população, na órbita da competência privativa 
da União.\u201d (MS 21.059, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 19/10/90)
 
a) partido político com representação no Congresso Nacional;
 
"Uma exigência tributária configura interesse de grupo ou classe de pessoas, só podendo ser impugnada por eles próprios, 
de forma individual ou coletiva. Precedente: RE nº 213.631, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 07/04/2000. O partido político não 
está, pois, autorizado a valer-se do mandado de segurança coletivo para, substituindo todos os cidadãos na defesa de 
interesses individuais, impugnar majoração de tributo." (RE 196.184, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 18/02/05)
 
b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, 
em defesa dos interesses de seus membros ou associados;
 
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\u201cA impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe em favor dos associados independe da autorização 
destes.\u201d (SÚM. 629)
"A entidade de classe tem legitimação para o mandado de segurança ainda quando a pretensão veiculada interesse apenas 
a uma parte da respectiva categoria." (SÚM. 630)
 
\u201cPresente a Ordem dos Advogados do Brasil, autarquia federal de regime especial, no pólo ativo de mandado segurança 
coletivo impetrado em favor de seus membros, a competência para julgá-lo é da Justiça Federal, a despeito de a autora não 
postular direito próprio.\u201d (RE 266.689-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 03/09/04)
 
\u201cTratando-se de mandado de segurança coletivo impetrado por sindicato, é indevida a exigência de um ano de constituição e 
funcionamento, porquanto esta restrição destina-se apenas às associações.\u201d (RE 198.919, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 
24/09/99)
 
"As entidades de classe representativas da defesa de seus associados credenciam-se para figurarem no pólo ativo da 
relação processual, legitimando-se para a utilização da via mandamental coletiva, se os seus atos constitutivos revestem-se 
das formalidades legais.\u201d (MS 22.451, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJ 15/08/97)
 
\u201cO objeto do mandado de segurança coletivo será um direito dos associados, independentemente de guardar vínculo com os 
fins próprios da entidade impetrante do writ, exigindo-se, entretanto, que o direito esteja compreendido nas atividades 
exercidas pelos associados, mas não se exigindo que o direito seja peculiar, próprio, da classe.\u201d (MS 22.132, Rel. Min. Carlos 
Velloso, DJ 18/11/96)
 
\u201cA associação regularmente constituída e em funcionamento, pode postular em favor de seus membros ou associados, não 
carecendo de autorização especial em assembléia geral, bastando a constante do estatuto. Mas como é próprio de toda 
substituição processual, a legitimação para agir está condicionada a defesa dos direitos ou interesses jurídicos da categoria 
que representa.\u201d (RE 141.733, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 01/09/95)
 
\u201cNão se exige, tratando-se de segurança coletiva, a autorização expressa aludida no inciso XXI do art. 5º da Constituição, 
que contempla hipótese de representação.\u201d (RE 182.543, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 07/04/95)
 
\u201cNa disciplina constitucional do mandado de segurança coletivo, inconfundível com a relativa à ação direta de 
inconstitucionalidade, não se tem, quanto à legitimação ativa, a exigência de tratar-se de entidade de classe que congregue 
categoria única. Constatada a abrangência, a ponto de alcançar os titulares do direito substancial em questão, mister é 
concluir pela configuração de hipótese ensejadora da substituição processual que distingue a espécie de mandado de 
segurança que é o coletivo.\u201d (RMS 21.514, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 18/06/93) 
 
\u201cEm se tratando de mandado de segurança coletivo, esta Corte já firmou o entendimento de que, em tal caso, a entidade de 
classe ou a associação é parte legítima para impetrá-lo, ocorrendo, nesse caso, substituição processual. Na substituição 
processual, distingue-se o substituto como parte em sentido formal e os substituídos como partes em sentido material, por 
serem estes, embora