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DisciplinaDireito Constitucional I57.135 materiais1.406.406 seguidores
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legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de 
entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando 
o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência; 
 
\u201cO mandado de segurança não substitui a ação popular.\u201d (SÚM. 101)
\u201cPessoa jurídica não tem legitimidade para propor ação popular.\u201d (SÚM. 365)
 
"O SEBRAE não corresponde à noção constitucional de autarquia, que, para começar, há de ser criada por lei específica 
(CF, art. 37, XIX) e não na forma de sociedade civil, com personalidade de direito privado, como é o caso do recorrido. Por 
isso, o disposto no art. 20, \u2014 f \u2014, da L. 4717/65 (LAP), para não se chocar com a Constituição, há de ter o seu alcance 
reduzido: não transforma em autarquia as entidades de direito privado que recebam e apliquem contribuições parafiscais, 
mas, simplesmente, as inclui no rol daquelas - como todas as enumeradas no art. 1º da LAP \u2014 à proteção de cujo patrimônio 
se predispõe a ação popular. Dada a patente similitude da natureza jurídica do SESI e congêneres à do SEBRAE, seja no 
tocante à arrecadação e aplicação de contribuições parafiscais, seja, em conseqüência, quanto à sujeição à fiscalização do 
Tribunal de Contas, aplica-se ao caso a fundamentação subjacente à Súmula 516/STF: \u2018O Serviço Social da Indústria \u2014 
SESI \u2014 está sujeito à jurisdição da Justiça estadual\u2019." (RE 366.168, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 14/05/04)
 
"A competência para julgar ação popular contra ato de qualquer autoridade, até mesmo do Presidente da República, é, via de 
regra, do juízo competente de primeiro grau. Precedentes. Julgado o feito na primeira instância, se ficar configurado o 
impedimento de mais da metade dos desembargadores para apreciar o recurso voluntário ou a remessa obrigatória, ocorrerá 
a competência do Supremo Tribunal Federal, com base na letra n do inciso I, segunda parte, do artigo 102 da Constituição 
Federal." (AO 859-QO, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 01/08/03)
"O Supremo Tribunal Federal \u2014 por ausência de previsão constitucional \u2014 não dispõe de competência originária para 
processar e julgar ação popular promovida contra qualquer órgão ou autoridade da República, mesmo que o ato cuja 
invalidação se pleiteie tenha emanado do Presidente da República, das Mesas da Câmara dos Deputados ou do Senado 
Federal, ou, ainda, de qualquer dos Tribunais Superiores da União." (Pet 2.018-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 16/02/01)
 
"Os atos de conteúdo jurisdicional \u2014 precisamente por não se revestirem de caráter administrativo \u2014 estão excluídos do 
âmbito de incidência da ação popular, notadamente porque se acham sujeitos a um sistema específico de impugnação, quer 
por via recursal, quer mediante utilização de ação rescisória. (...) Tratando-se de ato de índole jurisdicional, cumpre 
considerar que este, ou ainda não se tornou definitivo \u2014 podendo, em tal situação, ser contestado mediante utilização dos 
recursos previstos na legislação processual \u2014, ou, então, já transitou em julgado, hipótese em que, havendo decisão sobre o 
mérito da causa, expor-se-á à possibilidade de rescisão." (Pet 2.018-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 16/02/01). No mesmo 
sentido: RMS 23.657, DJ 01/08/00.
 
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STF - Constituição
"A Ação Popular é cabível, já que objetiva a suspensão definitiva do pagamento da Gratificação de Nível Superior e a 
conseqüente condenação dos beneficiários à devolução de todas as quantias recebidas, devidamente corrigidas. Com efeito, 
a Ação Popular, como regulada pela Lei nº 4.717, de 29.06.1965, visa à declaração de nulidade ou à anulação de atos 
administrativos, quando lesivos ao patrimônio público, como dispõem seus artigos 1º, 2º e 4º. Mas não é preciso esperar que 
os atos lesivos ocorram e produzam todos os seus efeitos, para que, só então, ela seja proposta. No caso presente, a Ação 
Popular, como proposta, tem índole preventiva e repressiva ou corretiva, ao mesmo tempo. Com ela se pretende a sustação 
dos pagamentos futuros (caráter preventivo) e a restituição das quantias que tiverem sido pagas, nos últimos cinco anos, em 
face do prazo prescricional previsto no art. 21 da Lei da Ação Popular (caráter repressivo)." (AO 506-QO, Rel. Min. Sydney 
Sanches, DJ 04/12/98)
 
\u201cFixando os Vereadores a sua própria remuneração, vale dizer, fixando essa remuneração para viger na própria legislatura, 
pratica ato inconstitucional lesivo não só ao patrimônio material do Poder Público, como à moralidade administrativa, que 
constitui patrimônio moral da sociedade." (RE 206.889, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 13/06/97)
 
\u201cTratando-se de rescisória ajuizada contra acórdão proferido em ação popular julgada procedente, descabe a condenação 
dos autores desta e réus na rescisória ao pagamento dos honorários advocatícios, a menos que exsurja a iniciativa em propô-
la, como configuradora de procedimento de má-fé.\u201d (AR 1.178, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 30/08/96)
 
"A nomeação dos membros do Tribunal de Contas do Estado recém-criado não é ato discricionário, mas vinculado a 
determinados critérios, não só estabelecidos pelo art. 235, III, das disposições gerais, mas também, naquilo que couber, pelo 
art. 73, § 1º, da CF. Notório saber - Incisos III, art. 235 e III, § 1º, art. 73, CF. Necessidade de um mínimo de pertinência entre 
as qualidades intelectuais dos nomeados e o ofício a desempenhar. Precedente histórico: parecer de Barbalho e a decisão 
do Senado. Ação popular. A não observância dos requisitos que vinculam a nomeação, enseja a qualquer do povo sujeitá-la 
a correção judicial, com a finalidade de desconstituir o ato lesivo à moralidade administrativa." (RE 167.137, Rel. Min. Paulo 
Brossard, DJ 25/11/94)
 
\u201cNa maioria das vezes, a lesividade ao erário público decorre da própria ilegalidade do ato praticado. Assim o é quando dá-se 
a contratação, por município, de serviços que poderiam ser prestados por servidores, sem a feitura de licitação e sem que o 
ato administrativo tenha sido precedido da necessária justificativa.\u201d (RE 160.381, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 12/08/94)
 
\u201cA ação direta de inconstitucionalidade não constitui sucedâneo da ação popular constitucional, destinada, esta sim, a 
preservar, em função de seu amplo espectro de atuação jurídico-processual, a intangibilidade do patrimônio público e a 
integridade do princípio da moralidade administrativa (CF, art. 5º, LXXIII).\u201d (ADI 769-MC, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 
08/04/94)
 
"Honorários advocatícios e custas por conta dos réus, apenas, dado que não cabe condenação do autor em tais parcelas, na 
forma do disposto no art. 5º, LXXIII, da Constituição." (AO 188, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 29/10/93)
 
LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos; 
 
\u201cAo contrário do que ocorre relativamente às pessoas naturais, não basta a pessoa jurídica asseverar a insuficiência de 
recursos, devendo comprovar, isto sim, o fato de se encontrar em situação inviabilizadora da assunção dos ônus decorrentes 
do ingresso em juízo.\u201d (Rcl 1.905 ED-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 20/09/02)
 
\u201cInvestigação de Paternidade. Correto o acórdão recorrido ao entender que cabe ao Estado o custeio do exame pericial de 
DNA para os beneficiários da assistência judiciária gratuita, oferecendo o devido alcance ao disposto no art. 5º LXXIV, da 
Constituição.\u201d (RE 207.732, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 11/06/02)
 
"O dever de assistência judiciária pelo Estado não se exaure com o previsto no artigo 5º, LXXIV, da Constituição, razão por 
que o reconhecimento, no caso, da responsabilidade dele pelo pagamento à recorrida pelo exercício da curadoria especial, a 
que alude o artigo 9º, II, do C.P.C., não viola o disposto no referido dispositivo constitucional,