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DisciplinaDireito Constitucional I57.471 materiais1.410.014 seguidores
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expansão e 
reconhecimento dos direitos humanos, caracterizados, enquanto valores fundamentais indisponíveis, nota de uma essencial 
inexauribilidade.\u201d (MS 22.164, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 17/11/95)
 
"Concurso público: princípio de igualdade: ofensa inexistente. Não ofende o princípio da igualdade o regulamento de 
concurso público que, destinado a preencher cargos de vários órgãos da Justiça Federal, sediados em locais diversos, 
determina que a classificação se faça por unidade da Federação, ainda que daí resulte que um candidato se possa 
classificar, em uma delas, com nota inferior ao que, em outra, não alcance a classificação respectiva" (RE 146.585, Rel. Min. 
Sepúlveda Pertence, DJ 15/09/95)
 
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STF - Constituição
\u201cO princípio da isonomia, que se reveste de auto-aplicabilidade, não é - enquanto postulado fundamental de nossa ordem 
político-jurídica - suscetível de regulamentação ou de complementação normativa. Esse princípio \u2013 cuja observância vincula, 
incondicionalmente, todas as manifestações do Poder Público \u2013 deve ser considerado, em sua precípua função de obstar 
discriminações e de extinguir privilégios (RDA 55/114), sob duplo aspecto: (a) o da igualdade na lei e (b) o da igualdade 
perante a lei. A igualdade na lei - que opera numa fase de generalidade puramente abstrata - constitui exigência destinada ao 
legislador que, no processo de sua formação, nela não poderá incluir fatores de discriminação, responsáveis pela ruptura da 
ordem isonômica. A igualdade perante a lei, contudo, pressupondo lei já elaborada, traduz imposição destinada aos demais 
poderes estatais, que, na aplicação da norma legal, não poderão subordiná-la a critérios que ensejem tratamento seletivo ou 
discriminatório. A eventual inobservância desse postulado pelo legislador imporá ao ato estatal por ele elaborado e produzido 
a eiva de inconstitucionalidade.\u201d (MI 58, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 19/04/91)
 
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição; 
 
"Promoção de militares dos sexos masculino e feminino: critérios diferenciados: carreiras regidas por legislação específica: 
ausência de violação ao princípio da isonomia: precedente (RE 225.721, Ilmar Galvão, DJ 24/04/2000)." (AI 511.131-AgR, Rel. 
Min. Sepúlveda Pertence, DJ 15/04/05)
 
\u201cConcurso público \u2013 critério de admissão - sexo. A regra direciona no sentido da inconstitucionalidade da diferença de critério 
de admissão considerado o sexo - artigo 5º, inciso I, e par. 2º do artigo 39 da Carta Federal. A exceção corre à conta das 
hipóteses aceitáveis, tendo em vista a ordem sócio-constitucional.\u201d (RE 120.305, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 09/06/95)
 
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
 
"Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação 
pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida." (SÚM. 636)
"Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público." (SÚM. 686)
 
NOVO "Em seguida, no tocante à Resolução 20/2003, o relator asseverou que especializar varas e atribuir competência por 
natureza de feitos não é matéria alcançada pelo princípio da reserva legal em sentido estrito, porém apenas pelo princípio da 
legalidade (CF, art. 5º, II), ou seja, pela reserva da norma. Deste modo, considerou legais as Resoluções 314 e 20, 
respectivamente, do Presidente do Conselho da Justiça Federal \u2013 CJF e do Presidente do TRF da 4ª Região. (...). Após, 
pediu vista o Min. Cezar Peluso." (HC 85.060, Rel. Min. Eros Grau, Informativo 395)
 
\u201cNão ofende o princípio da legalidade a decisão que, ao interpretar o ordenamento positivo em ato adequadamente motivado, 
limita-se, sem qualquer desvio hermenêutico, e dentro dos critérios consagrados pela Súmula 288/STF, a considerar como 
'essencial à compreensão da controvérsia' a peça referente à comprovação da tempestividade do recurso extraordinário.\u201d (AI 
156.226-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 14/02/97)
 
\u201cA inobservância ao princípio da legalidade pressupõe o reconhecimento de preceito de lei dispondo de determinada forma e 
provimento judicial em sentido diverso, ou, então, a inexistência de base legal e, mesmo assim, a condenação a satisfazer o 
que pleiteado.\u201d (AI 147.203-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 11/06/93)
 
\u201cNão afronta o princípio da legalidade a reparação de lesões deformantes, a título de dano moral (art. 1.538, § 1º, do Código 
Civil).\u201d (RE 116.447, Rel. Min. Célio Borja, DJ 07/08/92)
 
III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante; 
 
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; 
 
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STF - Constituição
"É inquestionável, Senhor Presidente, que a delação anônima, notadamente quando veicular a imputação de supostas 
práticas delituosas, pode fazer instaurar situações de tensão dialética entre valores essenciais \u2014 igualmente protegidos pelo 
ordenamento constitucional \u2014, dando causa ao surgimento de verdadeiro estado de colisão de direitos, caracterizado pelo 
confronto de liberdades revestidas de idêntica estatura jurídica, a reclamar solução que, tal seja o contexto em que se 
delineie, torne possível conferir primazia a uma das prerrogativas básicas em relação de antagonismo com determinado 
interesse fundado em cláusula inscrita na própria Constituição. (...) Com efeito, há, de um lado, a norma constitucional, que, 
ao vedar o anonimato (CF, art. 5º, IV), objetiva fazer preservar, no processo de livre expressão do pensamento, a 
incolumidade dos direitos da personalidade (como a honra, a vida privada, a imagem e a intimidade), buscando inibir, desse 
modo, delações de origem anônima e de conteúdo abusivo. E existem, de outro, certos postulados básicos, igualmente 
consagrados pelo texto da Constituição, vocacionados a conferir real efetividade à exigência de que os comportamentos 
individuais, registrados no âmbito da coletividade, ajustem-se à lei e mostrem-se compatíveis com padrões ético-jurídicos 
decorrentes do próprio sistema de valores que a nossa Lei Fundamental consagra. (...) entendo que a superação dos 
antagonismos existentes entre princípios constitucionais há de resultar da utilização, pelo Supremo Tribunal Federal, de 
critérios que lhe permitam ponderar e avaliar, hic et nunc, em função de determinado contexto e sob uma perspectiva 
axiológica concreta, qual deva ser o direito a preponderar no caso, considerada a situação de conflito ocorrente, desde que, 
no entanto, a utilização do método da ponderação de bens e interesses não importe em esvaziamento do conteúdo essencial 
dos direitos fundamentais, tal como adverte o magistério da doutrina (...)." (Inq 1.957, voto do Min. Celso de Mello, pendente 
de publicação)
 
\u201cA Turma retomou julgamento de habeas corpus em que se pretende o trancamento, por falta de justa causa, de notícia-
crime, instaurada no STJ, por requisição do Ministério Público Federal, contra (...). Sustenta o impetrante que a atuação do 
parquet se fez com base unicamente em denúncia anônima, o que violaria o inciso IV do art. 5º da CF (...). O Min. Carlos 
Britto, em voto-vista, indeferiu o habeas corpus por entender que a requisição assentara-se não apenas no documento 
apócrifo, mas, também, na análise de decisões proferidas pela Justiça do Estado do Tocantins, valendo-se, portanto, de 
outros elementos para chegar à conclusão no sentido da necessidade de melhor esclarecimento dos fatos. Considerou que 
os indícios de irregularidades constatados nas referidas decisões judiciais, dado o caráter público destas, poderiam ter 
chegado ao conhecimento do parquet independemente da existência da denúncia