NBR 06118 - 2014 - Projeto de estrutura de concreto
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NBR 06118 - 2014 - Projeto de estrutura de concreto


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agressivos ao 
interior do concreto. O cobrimento das armaduras e o controle da fi ssuração minimizam este efeito, 
sendo recomendável um concreto de baixa porosidade. 
6.3.3.2 Despassivação por ação de cloretos
Consiste na ruptura local da camada de passivação, causada por elevado teor de íon-cloro.
As medidas preventivas consistem em difi cultar o ingresso dos agentes agressivos ao interior do concreto. 
O cobrimento das armaduras e o controle da fi ssuração minimizam este efeito, sendo recomendável 
o uso de um concreto de pequena porosidade. O uso de cimento composto com adição de escória 
ou material pozolânico é também recomendável nestes casos.
6.3.4 Mecanismos de deterioração da estrutura propriamente dita
São todos aqueles relacionados às ações mecânicas, movimentações de origem térmica, impactos, 
ações cíclicas, retração, fl uência e relaxação, bem como as diversas ações que atuam sobre a estrutura. 
Sua prevenção requer medidas específi cas, que devem ser observadas em projeto, de acordo com 
esta Norma ou Normas Brasileiras específi cas. Alguns exemplos de medidas preventivas são dados 
a seguir:
 \u2014 barreiras protetoras em pilares (de viadutos pontes e outros) sujeitos a choques mecânicos;
 \u2014 período de cura após a concretagem (para estruturas correntes, ver ABNT NBR 14931);
 \u2014 juntas de dilatação em estruturas sujeitas a variações volumétricas;
 \u2014 isolamentos isotérmicos, em casos específi cos, para prevenir patologias devidas a variações 
térmicas.
6.4 Agressividade do ambiente
6.4.1 A agressividade do meio ambiente está relacionada às ações físicas e químicas que atuam 
sobre as estruturas de concreto, independentemente das ações mecânicas, das variações volumétri-
cas de origem térmica, da retração hidráulica e outras previstas no dimensionamento das estruturas.
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6.4.2 Nos projetos das estruturas correntes, a agressividade ambiental deve ser classifi cada de acor-
do com o apresentado na Tabela 6.1 e pode ser avaliada, simplifi cadamente, segundo as condições 
de exposição da estrutura ou de suas partes.
Tabela 6.1 \u2013 Classes de agressividade ambiental (CAA)
Classe de 
agressividade 
ambiental
Agressividade Classifi cação geral do tipo de 
ambiente para efeito de projeto
Risco de 
deterioração da 
estrutura
I Fraca
Rural
Insignifi cante
Submersa
II Moderada Urbana a, b Pequeno
III Forte
Marinha a
Grande
Industrial a, b
IV Muito forte
Industrial a, c
Elevado
Respingos de maré
a Pode-se admitir um microclima com uma classe de agressividade mais branda (uma classe acima) para 
ambientes internos secos (salas, dormitórios, banheiros, cozinhas e áreas de serviço de apartamentos 
residenciais e conjuntos comerciais ou ambientes com concreto revestido com argamassa e pintura).
b Pode-se admitir uma classe de agressividade mais branda (uma classe acima) em obras em regiões 
de clima seco, com umidade média relativa do ar menor ou igual a 65 %, partes da estrutura protegidas 
de chuva em ambientes predominantemente secos ou regiões onde raramente chove.
c Ambientes quimicamente agressivos, tanques industriais, galvanoplastia, branqueamento em indús-
trias de celulose e papel, armazéns de fertilizantes, indústrias químicas.
6.4.3 O responsável pelo projeto estrutural, de posse de dados relativos ao ambiente em que será 
construída a estrutura, pode considerar classifi cação mais agressiva que a estabelecida na Tabela 6.1.
7 Critérios de projeto que visam a durabilidade
7.1 Simbologia específi ca desta seção
De forma a simplifi car a compreensão e, portanto, a aplicação dos conceitos estabelecidos nesta 
Seção, os símbolos mais utilizados, ou que poderiam gerar dúvidas, encontram-se a seguir defi nidos. 
A simbologia apresentada nesta seção segue a mesma orientação estabelecida na Seção 4. Dessa 
forma, os símbolos subscritos têm o mesmo signifi cado que os apresentados em 4.3.
cmin \u2013 cobrimento mínimo
cnom \u2013 cobrimento nominal (cobrimento mínimo acrescido da tolerância de execução)
UR \u2013 umidade relativa do ar
\u394c \u2013 tolerância de execução para o cobrimento
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7.2 Drenagem
7.2.1 Deve ser evitada a presença ou acumulação de água proveniente de chuva ou decorrente 
de água de limpeza e lavagem, sobre as superfícies das estruturas de concreto.
7.2.2 As superfícies expostas horizontais, como coberturas, pátios, garagens, estacionamentos 
e outras, devem ser convenientemente drenadas, com a disposição de ralos e condutores.
7.2.3 Todas as juntas de movimento ou de dilatação, em superfícies sujeitas à ação de água, devem 
ser convenientemente seladas, de forma a tornarem-se estanques à passagem (percolação) de água.
7.2.4 Todos os topos de platibandas e paredes devem ser protegidos. Todos os beirais devem ter 
pingadeiras e os encontros em diferentes níveis devem ser protegidos por rufos.
7.3 Formas arquitetônicas e estruturais
7.3.1 Disposições arquitetônicas ou construtivas que possam reduzir a durabilidade da estrutura 
devem ser evitadas.
7.3.2 Deve ser previsto em projeto o acesso para inspeção e manutenção de partes da estrutura com 
vida útil inferior ao todo, como aparelhos de apoio, caixões, insertos, impermeabilizações e outros. 
Devem ser previstas aberturas para drenagem e ventilação em elementos estruturais onde há possi-
bilidade de acúmulo de água.
7.4 Qualidade do concreto de cobrimento
7.4.1 Atendidas as demais condições estabelecidas nesta seção, a durabilidade das estruturas 
é altamente dependente das características do concreto e da espessura e qualidade do concreto 
do cobrimento da armadura.
7.4.2 Ensaios comprobatórios de desempenho da durabilidade da estrutura frente ao tipo e classe 
de agressividade prevista em projeto devem estabelecer os parâmetros mínimos a serem atendidos. 
Na falta destes e devido à existência de uma forte correspondência entre a relação água/cimento 
e a resistência à compressão do concreto e sua durabilidade, permite-se que sejam adotados 
os requisitos mínimos expressos na Tabela 7.1.
Tabela 7.1 \u2013 Correspondência entre a classe de agressividade e a qualidade do concreto
Concreto a Tipo b, c
Classe de agressividade (Tabela 6.1)
I II III IV
Relação 
água/cimento em 
massa
CA \u2264 0,65 \u2264 0,60 \u2264 0,55 \u2264 0,45
CP \u2264 0,60 \u2264 0,55 \u2264 0,50 \u2264 0,45
Classe de concreto
(ABNT NBR 8953)
CA \u2265 C20 \u2265 C25 \u2265 C30 \u2265 C40
CP \u2265 C25 \u2265 C30 \u2265 C35 \u2265 C40
a O concreto empregado na execução das estruturas deve cumprir com os requisitos estabelecidos
Damião
Damião fez um comentário
quero um trabalho de fundação
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