NBR 06118 - 2014 - Projeto de estrutura de concreto
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NBR 06118 - 2014 - Projeto de estrutura de concreto


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como equivalentes a uma ação do vento, portanto como carga variável, artifi cialmente 
amplifi cada para cobrir a superposição.
A comparação pode ser feita com os momentos totais na base da construção e em cada direção e 
sentido da aplicação da ação do vento, com desaprumo calculado com \u3b8a, sem a consideração do \u3b81mín.
NOTA O desaprumo não precisa ser considerado para os Estados Limites de Serviço.
11.3.3.4.2 Imperfeições locais
No caso de elementos que ligam pilares contraventados a pilares de contraventamento, usualmente 
vigas e lajes, deve ser considerada a tração decorrente do desaprumo do pilar contraventado 
[ver Figura 11.2-a)].
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Arquivo de impressão gerado em 21/05/2014 11:40:27 de uso exclusivo de GERDAU S.A. -USINA RIOGRANDENSE ( SAPUCAIA DO SUL)
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No caso do dimensionamento ou verifi cação de um lance de pilar, deve ser considerado o efeito do 
desaprumo ou da falta de retilineidade do eixo do pilar [ver Figuras 11.2-b) e 11.2-c), respectivamente].
Pilar de
contraventamento
Pilar
contraventado
Elemento de
 travamento
\u3b81
\u3b81 \u3b81\u3b81 Hi
e
a
e
a
a) Elementos de travamento
 (tracionado ou comprimido)
b) Falta de retilineidade
 no pilar
c) Desaprumo do pilar
H i/2
Figura 11.2 \u2013 Imperfeições geométricas locais
Admite-se que, nos casos usuais de estruturas reticuladas, a consideração apenas da falta de retilinei-
dade ao longo do lance de pilar seja sufi ciente.
11.3.3.4.3 Momento mínimo
O efeito das imperfeições locais nos pilares e pilares-parede pode ser substituído, em estruturas 
reticuladas, pela consideração do momento mínimo de 1ª ordem dado a seguir:
M1d,mín = Nd (0,015 + 0,03h)
onde
h é a altura total da seção transversal na direção considerada, expressa em metros (m).
Nas estruturas reticuladas usuais admite-se que o efeito das imperfeições locais esteja atendido se for 
respeitado esse valor de momento total mínimo. A este momento devem ser acrescidos os momentos 
de 2ª ordem defi nidos na Seção 15. 
Para pilares de seção retangular, pode-se defi nir uma envoltória mínima de 1ª ordem, tomada a favor 
da segurança, de acordo com a Figura 11.3.
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M1d,mín,yy = Nd (0,015 + 0,03b)
M1d,mín,xx = Nd (0,015 + 0,03h)
- M1d,mín,xx
M1d,mín,xx
M1d,mín,x
M1d,mín,xx M1d,mín,yy
M1d,mín,x M1d,mín,y
- M1d,mín,yy
My
M1d,mín,yy
(M1d,mín,x ,M1d,mín,y)
M1d,mín,xx Mz
h
b
(Seção transversal)
(Envoltória mínima de 1ª ordem)
Sendo: as componentes em flexão composta normal e
 e as componentes em flexão composta oblíqua
M1d,mín,yy
M1d,mín,y
2 2
+ = 1
e
Figura 11.3 \u2013 Envoltória mínima de 1ª ordem
Neste caso, a verifi cação do momento mínimo pode ser considerada atendida quando, no dimensio-
namento adotado, obtém-se uma envoltória resistente que englobe a envoltória mínima de 1ª ordem.
Quando houver a necessidade de calcular os efeitos locais de 2ª ordem em alguma das direções 
do pilar, a verifi cação do momento mínimo deve considerar ainda a envoltória mínima com 2ª ordem, 
conforme 15.3.2.
11.3.3.5 Protensão
A ação da protensão deve ser considerada em todas as estruturas protendidas, incluindo, além dos 
elementos protendidos propriamente ditos, aqueles que sofrem a ação indireta da protensão, isto é, 
de esforços hiperestáticos de protensão.
O valor da força de protensão deve ser calculado considerando a força inicial e as perdas de protensão 
conforme estabelecido em 9.6.3.
Os esforços solicitantes gerados pela ação dessa protensão podem ser calculados diretamente 
a partir da excentricidade do cabo na seção transversal do elemento estrutural e da força de protensão 
ou através de um conjunto de cargas externas equivalentes, ou ainda através da introdução de defor-
mações impostas correspondentes ao pré-alongamento das armaduras.
11.4 Ações variáveis
11.4.1 Ações variáveis diretas
As ações variáveis diretas são constituídas pelas cargas acidentais previstas para o uso da construção, 
pela ação do vento e da água, devendo-se respeitar as prescrições feitas por Normas Brasileiras 
específi cas.
11.4.1.1 Cargas acidentais previstas para o uso da construção
As cargas acidentais correspondem normalmente a:
 \u2014 cargas verticais de uso da construção;
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 \u2014 cargas móveis, considerando o impacto vertical;
 \u2014 impacto lateral;
 \u2014 força longitudinal de frenação ou aceleração;
 \u2014 força centrífuga.
Essas cargas devem ser dispostas nas posições mais desfavoráveis para o elemento estudado, 
ressalvadas as simplifi cações permitidas por Normas Brasileiras específi cas.
11.4.1.2 Ação do vento
Os esforços solicitantes relativos à ação do vento devem ser considerados e recomenda-se que sejam 
determinados de acordo com o prescrito pela ABNT NBR 6123, permitindo-se o emprego de regras 
simplifi cadas previstas em Normas Brasileiras específi cas.
11.4.1.3 Ação da água
O nível d\u2019água adotado para cálculo de reservatórios, tanques, decantadores e outros deve ser igual 
ao máximo possível compatível com o sistema de extravasão, considerando apenas o coefi ciente 
\u3b3f = \u3b3f3 = 1,2, conforme ABNT NBR 8681 (ver 11.7 e 11.8). Nas estruturas em que a água de chuva 
possa fi car retida deve ser considerada a presença de uma lâmina de água correspondente ao nível 
da drenagem efetivamente garantida pela construção.
11.4.1.4 Ações variáveis durante a construção
As estruturas em que todas as fases construtivas não tenham sua segurança garantida pela verifi cação 
da obra pronta devem ter incluídas no projeto as verifi cações das fases construtivas mais signifi cativas 
e sua infl uência na fase fi nal.
A verifi cação de cada uma dessas fases deve ser feita considerando a parte da estrutura já executada 
e as estruturas provisórias auxiliares com seus respectivos pesos próprios. Além disso, devem ser
Damião
Damião fez um comentário
quero um trabalho de fundação
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