NBR 06118 - 2014 - Projeto de estrutura de concreto
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NBR 06118 - 2014 - Projeto de estrutura de concreto


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aos estados-limites últimos.
As fi ssuras podem ainda ocorrer por outras causas, como retração plástica térmica ou devido a reações 
químicas internas do concreto nas primeiras idades, devendo ser evitadas ou limitadas por cuidados 
tecnológicos, especialmente na defi nição do traço e na cura do concreto.
13.4.2 Limites para fi ssuração e proteção das armaduras quanto à durabilidade
A abertura máxima característica wk das fi ssuras, desde que não exceda valores da ordem de 0,2 mm 
a 0,4 mm, (conforme Tabela 13.4) sob ação das combinações frequentes, não tem importância signifi cativa 
na corrosão das armaduras passivas.
Como para as armaduras ativas existe a possibilidade de corrosão sob tensão, esses limites devem 
ser mais restritos e função direta da agressividade do ambiente, dada pela classe de agressividade 
ambiental (ver Seção 6).
Na Tabela 13.4 são dados valores-limites da abertura característica wk das fi ssuras, assim como outras 
providências, visando garantir proteção adequada das armaduras quanto à corrosão. Entretanto, 
devido ao estágio atual dos conhecimentos e da alta variabilidade das grandezas envolvidas, esses 
limites devem ser vistos apenas como critérios para um projeto adequado de estruturas.
Embora as estimativas de abertura de fi ssuras feitas em 17.3.3.2 devam respeitar esses limites, não 
se deve esperar que as aberturas de fi ssuras reais correspondam estritamente aos valores estimados, 
isto é, fi ssuras reais podem eventualmente ultrapassar esses limites.
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Tabela 13.4 \u2013 Exigências de durabilidade relacionadas à fi ssuração e à proteção da armadura, 
em função das classes de agressividade ambiental
Tipo de concreto 
estrutural
Classe de agressividade 
ambiental (CAA) e tipo 
de protensão
Exigências 
relativas 
à fi ssuração
Combinação de 
ações em serviço 
a utilizar
Concreto simples CAA I a CAA IV Não há \u2013
Concreto armado
CAA I ELS-W wk \u2264 0,4 mm
Combinação frequenteCAA II e CAA III ELS-W wk \u2264 0,3 mm
CAA IV ELS-W wk \u2264 0,2 mm
Concreto 
protendido nível 1
(protensão parcial)
Pré-tração com CAA I
ou
Pós-tração com CAA I e II
ELS-W wk \u2264 0,2 mm Combinação frequente
Concreto 
protendido nível 2
(protensão 
limitada)
Pré-tração com CAA II
ou
Pós-tração com CAA III 
e IV
Verifi car as duas condições abaixo
ELS-F Combinação frequente
ELS-D a Combinação quase permanente
Concreto 
protendido nível 3
(protensão 
completa)
Pré-tração com CAA III 
e IV
Verifi car as duas condições abaixo
ELS-F Combinação rara
ELS-D a Combinação frequente
a A critério do projetista, o ELS-D pode ser substituído pelo ELS-DP com ap = 50 mm (Figura 3.1).
NOTAS
1 As defi nições de ELS-W, ELS-F e ELS-D encontram-se em 3.2.
2 Para as classes de agressividade ambiental CAA-III e IV, exige-se que as cordoalhas não aderentes 
tenham proteção especial na região de suas ancoragens.
3 No projeto de lajes lisas e cogumelo protendidas, basta ser atendido o ELS-F para a combinação frequente 
das ações, em todas as classes de agressividade ambiental.
13.4.3 Controle da fi ssuração quanto à aceitabilidade sensorial e à utilização 
No caso das fi ssuras afetarem a funcionalidade da estrutura, como, por exemplo, no caso da estan-
queidade de reservatórios, devem ser adotados limites menores para as aberturas das fi ssuras. Para 
controles mais efetivos da fi ssuração nessas estruturas, é conveniente a utilização da protensão.
Por controle de fi ssuração quanto à aceitabilidade sensorial, entende-se a situação em que as fi ssuras 
passam a causar desconforto psicológico aos usuários, embora não representem perda de segurança 
da estrutura. Limites mais severos de aberturas de fi ssuras podem ser estabelecidos com o contratante.
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14 Análise estrutural
14.1 Simbologia específi ca desta seção
De forma a simplifi car a compreensão e, portanto, a aplicação dos conceitos estabelecidos nesta 
Seção, os símbolos mais utilizados, ou que poderiam gerar dúvidas, encontram-se a seguir defi nidos. 
A simbologia apresentada nesta seção segue a mesma orientação estabelecida na Seção 4. Dessa 
forma, os símbolos subscritos têm o mesmo signifi cado que os apresentados em 4.3.
a \u2013 distância entre seções de momento fl etor nulo
bef \u2013 largura efetiva
bf \u2013 largura colaborante da mesa de uma viga
bw \u2013 largura da alma de uma viga 
d \u2013 altura útil
\ufffd0 \u2013 distância entre faces de dois apoios consecutivos
\ufffde \u2013 comprimento equivalente do elemento comprimido (pilar), suposto vinculado em ambas as 
extremidades
rinf \u2013 rigidez de tramo inferior de pilar em uma ligação tramo inferior de pilar-viga-tramo superior de pilar
rsup \u2013 rigidez de tramo superior de pilar em uma ligação tramo inferior de pilar-viga-tramo superior de pilar
rvig \u2013 rigidez de uma viga em uma ligação tramo inferior de pilar-viga-tramo superior de pilar
t \u2013 comprimento do apoio paralelo ao vão da viga analisada
x \u2013 altura da linha neutra
I \u2013 momento de inércia
\u3b8pl \u2013 rotação plástica
\u394M \u2013 parcela de momento reduzida no arredondamento
14.2 Princípios gerais da análise estrutural
14.2.1 Objetivo da análise estrutural
O objetivo da análise estrutural é determinar os efeitos das ações em uma estrutura, com a fi nalidade 
de efetuar verifi cações dos estados-limites últimos e de serviço.
A análise estrutural permite estabelecer as distribuições de esforços internos, tensões, deformações 
e deslocamentos, em uma parte ou em toda a estrutura.
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14.2.2 Premissas necessárias à análise estrutural
A análise estrutural deve ser feita a partir de um modelo estrutural adequado ao objetivo da análise. 
Em um projeto pode ser necessário mais de um modelo para realizar as verifi cações previstas nesta 
Norma.
Damião
Damião fez um comentário
quero um trabalho de fundação
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