NBR 06118 - 2014 - Projeto de estrutura de concreto
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NBR 06118 - 2014 - Projeto de estrutura de concreto


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ABNT NBR 6118:2014
15.9.2 Dispensa da análise dos efeitos localizados de 2ª ordem
Os efeitos localizados de 2ª ordem de pilares-parede podem ser desprezados se, para cada uma das 
lâminas componentes do pilar-parede, forem obedecidas as seguintes condições: 
 a) a base e o topo de cada lâmina devem ser convenientemente fi xados às lajes do edifício, que 
conferem ao todo o efeito de diafragma horizontal;
 b) a esbeltez \u3bbi de cada lâmina deve ser menor que 35, podendo o cálculo dessa esbeltez \u3bbi ser 
efetuado através da expressão dada a seguir:
\u3bbi ei
i
= 3 46, \ufffd
h
onde, para cada lâmina:
\ufffdei é o comprimento equivalente;
hi é a espessura.
O valor de \ufffde depende dos vínculos de cada uma das extremidades verticais da lâmina, conforme 
Figura 15.4.
Topo
Base Base
Base Base
Topo
Topo Topo
b b
b b
1 + (\u3b2/3)2
\u3b2 = /b
= \u2265 0,3e
e
1 + \u3b22= se \u3b2 \u2264 1
= 2b \u2264 
e
e
2\u3b2
\u3b2 = /b
= se \u3b2 > 1e
=
Figura 15.4 \u2013 Comprimento equivalente \ufffde
Se o topo e a base forem engastados e \u3b2 \u2264 1, os valores de \u3bbi podem ser multiplicados por 0,85.
15.9.3 Processo aproximado para consideração do efeito localizado de 2ª ordem
Nos pilares-parede simples ou compostos, onde a esbeltez de cada lâmina que os constitui for menor 
que 90, pode ser adotado o procedimento aproximado descrito a seguir para um pilar-parede simples.
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O efeito localizado de 2ª ordem deve ser considerado através da decomposição do pilar-parede 
em faixas verticais, de largura ai, que devem ser analisadas como pilares isolados, submetidos aos 
esforços Ni e Myid, onde
ai = 3 h \u2264 100 cm
Myid = m1yd ai
Myid \u2265 M1d,mín, quando for adotado o momento mínimo de primeira ordem para consideração das 
imperfeições geométricas.
onde
ai é a largura da faixa i;
Ni é a força normal na faixa i, calculada a partir de nd (x), conforme Figura 15.5;
M1d,mín tem o signifi cado e o valor estabelecidos em 11.3.3.4.3;
Myid é o momento fl etor na faixa i; 
m1yd e h são defi nidos na Figura 15.5.
m1ydm1yd
1xd
b/2
M
nd (x)
Nd
TopoTopo
Base
Base
h
Faixas 
verticais
a
i a
i a
i a
i a
ih
a) Esforços solicitantes b) Distribuição aproximada
 dos esforços normais nd (x)
 devidos a Nd e M1xd
Figura 15.5 \u2013 Avaliação aproximada do efeito de 2ª ordem localizado
O efeito localizado de 2ª ordem em torno da menor dimensão de cada faixa i é assimilado ao efeito 
local de 2ª ordem de um pilar isolado equivalente a ela, não sendo necessário adotar valores de \u3b1b 
superiores a 0,6 nesta análise, quando Myid < M1d,mín.
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15.10 Instabilidade lateral de vigas
A segurança à instabilidade lateral de vigas deve ser garantida através de procedimentos apropriados.
Como procedimento aproximado pode-se adotar, para vigas de concreto, com armaduras passivas 
ou ativas, sujeitas à fl ambagem lateral, as seguintes condições:
b \u2265 \ufffd0 / 50
b \u2265 \u3b2fl h
onde
b é a largura da zona comprimida;
h é a altura total da viga;
\ufffd0 é o comprimento do fl ange comprimido, medido entre suportes que garantam o contraventa-
mento lateral;
\u3b2fl é o coefi ciente que depende da forma da viga (ver Tabela 15.1).
Tabela 15.1 \u2013 Valores de \u3b2fl 
Tipologia da viga Valores de \u3b2fl
0,40
0,20
onde
Zona comprimida
b
b
b
b
b
16 Princípios gerais de dimensionamento, verifi cação e detalhamento
16.1 Objetivo
O objetivo dessas três etapas (dimensionamento, verifi cação e detalhamento), que se desenvolvem 
logo após a análise estrutural, é garantir segurança, em relação aos estados-limites últimos (ELU) 
e de serviço (ELS), das estruturas como um todo e de cada uma de suas partes.
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Essa segurança exige que sejam respeitadas condições analíticas do tipo: 
Sd \u2264 Rd
onde se impõe que as solicitações de cálculo sejam inferiores às resistências de cálculo para todos 
os estados-limites considerados importantes para a estrutura em questão.
Essa segurança exige ainda que sejam respeitadas regras construtivas.
Além de um arranjo estrutural que garanta segurança ao conjunto, devem ser aplicadas regras como 
as de dimensões mínimas para a defi nição das fôrmas, bem como as regras de detalhamento das 
armaduras.
16.2 Princípios gerais
16.2.1 Generalidades
Essas três etapas do projeto se norteiam pelos princípios gerais estabelecidos em 16.2.2 a 16.2.4.
16.2.2 Visão global e local
Essas três etapas devem estar sempre apoiadas em uma visão global da estrutura, mesmo quando 
se detalha um único nó (região de ligação entre dois elementos estruturais).
Esse nó deve fazer a sua parte para a segurança do conjunto.
Por outro lado, o detalhamento de um elemento particular deve levar em conta que o seu desempenho 
depende de aspectos locais que não foram levados em conta na análise global.
Esse é o caso da verifi cação da fl echa de uma viga, que deve se levar em conta rigidez menor que 
a média da estrutura, bem como a perda de rigidez com a fi ssuração.
Esse é o caso ainda, quando se verifi ca o ELU do lance de um pilar, de se levar em conta erros locais 
de construção e efeitos locais de 2ª ordem, que não foram considerados na análise global.
16.2.3 Segurança em relação aos ELU
Quando se dimensiona ou se verifi ca uma estrutura,
Damião
Damião fez um comentário
quero um trabalho de fundação
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