MariaHelenaDiniz.CursodeDireitoCivilBrasileiro-Vol.2TeoriaGeraldasObrigações(2007)
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Revista dos Tribunais, 1979, p. 182-6; Ernâni 
Vieira de Souza, op. cit., p. 276-8; Espínola, Sistema do direito civil brasileiro, v. 2, t. 1, p. 94. 
42. Perozzi, La distinzione fra debito ed obbligazione, Rivista di Diritto Commerciale, 7:48 e s. 
1917; Polacco, op. cit., p. 91; José Alberto dos Reis, Processo de execução, n. 8, p. 12-3; Enrico 
Tullio Liebman, Processo de execução, p. 62 e s.; Carnelutti, Obbligo dei debitore e diritto dei 
creditore, Rivista di Diritto Commerciale, 25:295-325, parte 1. 
43. Brinz foi o primeiro a apontar na noção de obrigação esses dois elementos. Fábio Konder 
Comparato (Essai d'analyse dualiste de l'obligation en droit privé, Paris, Dalloz, 1964, p. 19) 
afirma: "Le grand rapport de la théorie dualiste de l'obligation à la doctrine juridique contemporaine 
a été de démonstrer que l'obligation n'est pas un rapport simple e unitaire, mais qu'elle se compose 
de deux éléments: la relation de créance et de dette (Schuld), que nous appelerons devoirs, et la 
relation de contrainte et de responsabilité (Haftung), que nous appelerons engagement". Sobre 
essa teoria, consulte Barassi, Teoria generale délie obbligazioni, v. 1, p. 43; Pacchioni, Elementi di 
diritto civile, p. 485, e Delle obbligazioni in generale, 3. ed., 1941, v. 1, p. 15 e s.; Alcino Pinto 
Falcão, Conceito de obrigação, RF, 128:23; Betti, Teoria generale dette obbligazioni, Milano, 
1953, v. 2, ns. 13 e s.; Dusi, Istituzioni di diritto civile, v. 2, p. 4. 
Teoria Geral das Obrigações 37 
responsabilidade, valorizando-a demasiadamente, esquecendo-se de que o 
adimplemento da obrigação é a regra, e o seu descumprimento, a exce-
ção. Para essa teoria, em regra, os dois elementos estão reunidos numa 
mesma pessoa, pois o devedor deve e responde pelo adimplemento da pres-
tação; porém, há hipóteses em que coexistem em pessoas diferentes, como, 
p. ex., quando há responsabilidade sem débito, como ocorre com a fiança 
em relação ao fiador, pois nesta relação jurídica uma pessoa tem o 
dever de prestar (debitum), ao passo que outra responderá, havendo 
inadimplemento, sem estar obrigada por uma prestação própria (obligatio). 
Por outro lado, pode ocorrer que se tenha apenas o debitum, sem a 
obligatio. É o caso, p. ex., das obrigações naturais, que explicam essa hi-
pótese em que se tem uma dívida sem responsabilidade. Poder-se-á ter, 
ainda, duplo débito e uma só responsabilidade, quando houver electio 
creditoris, como se dá nas obrigações alternativas 4 4; 
c) a eclética, na qual os dois elementos \u2014 debitum e obligatio \u2014 são 
essenciais. Na obrigação reúnem-se e se completam, constituindo uma 
unidade, o dever primário do sujeito passivo de satisfazer a prestação e o 
correlato direito do credor de exigir judicialmente o seu cumprimento, 
44. Vide Serpa Lopes, op. cit., p. 14; W. Barros Monteiro, op. cit., p. 24; Bonfante, Lezioni sulle 
obbligazioni, p. 172-3. Pacchioni afirma existir na obrigação duas relações, que contêm quatro 
situações jurídicas, ao escrever (Trattato delle obbligazioni, Torino, Fratelli Bocca, 1927, p. 16-8); 
"D primo rapporto, dunque, quello dal quale occorre prendere le mosse, è il puro rapporto di 
debito, il quale è costituito da due termini correlativi, cioè: l 2) dal dovere dei debitore, che può 
essere definito come uno stato di pressione psicológica in cui il debitore stesso si trova per il 
semplice fatto delia esistenza di una norma giuridica che gli impone di eseguire una data prestazione 
ad una data persona; e 22) da una legittima aspettativa di questa data persona, che può essere 
definita come uno stato di fiducia giuridica, nel quale essa si trova, di ricevere una data prestazione, 
per il solo fatto di essere tale prestazione ad essa giuridicamente dovuta. 
II secondo rapporto è il rapporto di rispondenza, il quale può innestarsi ad ogni rapporto di 
dovere giuridico, e che dà luogo esso pure a due termini correlativi, cioè: l 2) a uno stato di 
assoggettamento (che, come tosto vedremo, può essere delia piü svariata natura) sia di una persona, 
che di una o piü cose, o di un intero património e; 2 2) al corrispondente diritto di colui a cui sia 
dovuta una prestazione, di far valere tale assoggettamento alio scopo di rendere piü probabile 
1'adempimento delia prestazione dovuta da parte di colui che la deve, o di ottenere 1'oggetto o il 
valore dell'oggetto delia prestazione stessa, ove essa non venga spontaneamente eseguita. 
Mentre dunque alio stato di puro debito giuridico in cui una persona si trovi, non corrisponde 
che una legittima aspettativa, alio stato di rispondenza corrisponde un vero e próprio diritto. Ma 
questo diritto, che è il solo che il creditore abbia, non è punto, come generalemente si rittiene dai 
piü, termine correlativo dei debito dei debitore, ma è termine correlativo delia rispondenza, e 
colpisce non il debitore, ma ciò che per il debitore risponde, cioè i beni suoi o di altri che per lui 
cosi li abbia vincolatti". 
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investindo contra o patrimônio do devedor, visto que o mesmo fato gera-
dor do débito produz a responsabilidade 4 5. 
Filiamo-nos a essa última teoria, ante o fato do vínculo obrigacional 
expressar o direito do credor de impor ao devedor uma prestação positiva 
ou negativa, dando lugar a uma diminuição da liberdade do sujeito passi-
vo 4 6 , pois não poderá libertar-se da relação obrigacional sem cumpri-la, 
visto que o credor, insatisfeito, está autorizado a acioná-lo, promovendo a 
execução de sentença, penhorando seus bens e levando-os à praça, para 
obter com o produto o valor correspondente à prestação devida 4 7. Perce-
be-se que o patrimônio do devedor (CPC, art. 591) é, portanto, a única ga-
rantia do credor, de modo que não haverá prisão por dívida (CF, art. 5 2 , 
LXVII). É preciso lembrar que a responsabilidade abrange a garantia (CC, 
45. Vide W. Barros Monteiro, op. cit., p. 25-7; Ruggiero e Maroi, op. cit., v. 2, p. 5; Agostinho 
Alvim, Da inexecução das obrigações e suas conseqüências, São Paulo, Saraiva, p. 14. 
46. Caio M. S. Pereira, op. cit., p. 27. Por isso, Larenz considera a obrigação como complexa, ou 
como um processo: "Hemos examinado los elementos esenciales de la relación de obligación: el 
deber de prestación y los deberes de conducta; el crédito como derecho a la prestación y la posibilidad 
de realizarlo por vía jurídica, así como la garantía del acreedor a virtud de la responsabilidad 
patrimonial general del deudor normalmente conectada a la deuda. Pasaremos, pues, ahora a estudiar 
la relación de obligación como un todo. Bajo este concepto entendemos la 'relación de obligación' 
no sólo como lo hace la ley (p. ej., en el § 362), es decir, como la relación de prefación aislada 
(crédito y deber de prestación), sino como la relación jurídica total (p. ej.: relación de compraventa, 
de arrendamiento, de trabajo) fundamentada por un hecho determinado (p. ej.: ese contrato con-
creto de compraventa, de arrendamiento o de trabajo) y que configura como una relación jurídica 
especial entre las partes. En este sentido la relación de obligación comprenderá una serie de 
deberes de prestación y conducta, y además de ellos puede contener para una u otra de las partes 
derechos de formación (p. ej.: un derecho de denuncia o un derecho de opción) u otras 'situaciones 
jurídicas' (p. ej., competencia para recibir una denuncia). Es, pues, un conjunto no de hechos o de 
acontecimiento del mundo exterior perceptibles por los sentidos, sino de 'consecuencias jurídi-
cas', es decir, de aquellas relaciones y situaciones que corresponden al mundo de la validez obje-
tiva del orden jurídico" {Derecho de obligaciones, p. 37). (...) E continua ele {Derecho de 
obligaciones, p. 39): 
"Ahora bien, por el hecho mismo de que en toda relación de obligación late el fin de la 
satisfacción del interés en la prestación del acreedor, puede y debe considerarse
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