Profissão Contabil
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ou profissão, atendidas 
as qualificações profissionais que a lei estabelecer; 
Observa-se que o texto legal, faz restrição quando se trata do exercício profissional e 
diz que é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações 
profissionais que a lei estabelecer. 
A profissão contábil, portanto, é uma destas atividades a que se refere à Constituição 
Federal e foi regulamentada por legislação federal (Decreto-Lei 9295/46), em cujo dispositivo, dentre 
outras providências, foram instituídas as duas categorias profissionais até hoje existentes: a de 
Contador e a de Técnico em Contabilidade, com prerrogativas e atribuições bem definidas para cada 
caso. Como ampliação da regulamentação profissional, existem inúmeros dispositivos legais de 
âmbito federal, especialmente as resoluções emanadas do Conselho Federal de Contabilidade e dos 
Conselhos Regionais, bem como o Código de Ética Profissional do Contabilista. 
Ainda em decorrência da sua posição de destaque na sociedade, o Código Civil 
reservou à contabilidade e aos contabilistas, dois capítulos nos quais são tratadas as mais variadas 
questões de interesse da comunidade contábil brasileira, dando, portanto, maior visibilidade à 
profissão e por via de conseqüência um acréscimo de responsabilidade. 
Diante de sua imensa inserção social e para a sintonia entre a sua grandeza e o seu 
exercício no dia a dia, o contabilista deve manter-se sempre atento aos bons procedimentos éticos, 
sobretudo no que se refere à honestidade, dignidade e liberdade profissional. 
De acordo com o Código de Ética Profissional do Contabilista formulado pelo 
Conselho Regional de Contabilidade \u2013 CRC \u2013 são deveres do contabilista: 
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I - Exercer a profissão com zelo, diligência e honestidade, observada a 
legislação vigente e resguardados os interesses de seus clientes e/ou 
empregadores, sem prejuízo da dignidade e independência profissionais; 
III - Zelar pela sua competência exclusiva na orientação técnica dos serviços a 
seu cargo; 
IV - Comunicar, desde logo, ao cliente ou empregador, em documento 
reservado, eventual circunstância adversa que possa influir na decisão daquele 
que lhe formular consulta ou lhe confiar trabalho, estendendo-se a obrigação a 
sócios e executores. (Art. 2º, inciso I, III e IV). 
Segundo Sá (2004, p.189) sobre honestidade, assim se manifesta: 
Se algo é confiado a alguém, seja o que for, passa a requerer a fiel guarda, a 
lealdade, a sinceridade e um propósito firme de intransigente probidade. Tudo 
isto se consubstancia no respeito para com o que é de terceiros, como tributo à 
confiança que é depositada; tais atos, quando praticados no campo da virtude, 
caracterizam a honestidade. 
Assim sendo, no exercício profissional o contabilista não deve, em hipótese nenhuma, 
desviar-se da prática da honestidade e dignidade. A autoridade moral de qualquer pessoa é sem dúvida 
o elemento mais positivo em uma relação social ou profissional e faz a diferença no momento da 
contratação e prestação dos serviços profissionais, tendo, portanto, conseqüências positivas também 
em termos de valor de honorários. A honra e o decoro representam a base da correção moral de 
qualquer profissional, que no exercício das suas atividades deve manter sua independência e 
autonomia que lhe garantirão sua liberdade profissional. 
Devido à formação universitária, o contador tem seu escopo voltado para o controle, 
principalmente por causa de sua orientação para o passado e do hábito de reflexão a partir de um 
ambiente de certezas. As universidades têm um papel importante na formação profissional da área 
contábil, voltar à educação de modo a permitir-lhes enfrentar uma sociedade em acelerada alteração 
tecnológica. 
Neste contexto Franco (1999, p. 86) comenta que: 
 
 
O fim do curso de graduação, por si só, não garante o sucesso profissional. 
Muito pelo contrário, é o início de uma longa caminhada, que tem como 
pressuposto básico a educação continuada. Afinal as empresas estão 
procurando profissionais cada vez mais especializados, que possuam uma 
visão generalista e sejam capazes de conectar fatos, acontecimentos em várias 
áreas e ajudar as empresas na consecução dos seus objetivos. 
 
 
Verificamos que a preparação dos acadêmicos de ciências contábeis para uma nova 
visão à nossa realidade, dependerá muito das instituições de ensino superior, ou melhor, dos docentes 
que a compõe, para transmitir aos acadêmicos a necessidade e a importância do papel do profissional 
no mundo globalizado e suas exigências, incentivando a educação continuada, a busca de mais 
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especializações, com uma ótica generalista, precisa e consciente das dificuldades enfrentadas pelo 
longo caminho a seguir. 
Segundo Marion (2005, p. 16): 
 
Os estudantes que agora estão ingressando em uma faculdade de ciências 
contábeis devem ser preparados para interpretar, entender, analisar os relatórios 
contábeis, tirar conclusões úteis para assessorar as tomadas de decisão. Não 
queremos dizer que a escrituração contábil deve ser marginalizada, mas que a 
ênfase deve concentrar-se em outras variáveis já descritas [...]. 
 
Desta forma, a necessidade de atualização dos conhecimentos será de vital importância 
para o bom exercício da profissão. O aumento de intercâmbio econômico, social e cultural, fez com 
que todas as profissões fossem repensadas e reformuladas, essas mudanças não deixaram de afetar a 
contabilidade e o profissional contábil, que está deixando de ser aquele profissional que tinha a única 
preocupação manter a escrituração das empresas e calcular seus tributos, tornando-se a peça 
fundamental na geração de informações confiáveis e vitais para a administração das entidades. 
 
3.4 \u2013 Campo de atuação do profissional contábil 
A área de atuação do profissional contábil é bastante ampla, oferecendo inúmeras 
alternativas onde poderá atuar. As prerrogativas profissionais tratadas no artigo 25 do Decreto-lei n.º 
9.295/46 estão especificadas pela Resolução CFC n.º 560, de 28 de outubro de 1983: 
Art. 2º - O contabilista pode exercer as suas atividades na condição de 
profissional liberal ou autônomo, de empregado regido pela CLT, de 
servidor público, de militar, de sócio de qualquer tipo de sociedade, de 
diretor ou de Conselheiro de quaisquer entidades, ou, em qualquer outra 
situação jurídica definida pela legislação, exercendo qualquer tipo de 
função. 
 
A Resolução do CFC menciona as respectivas funções da profissão contábil, como: 
analista; assessor; assistente; auditor (interno ou externo); conselheiro consultor; controlador de 
arrecadação; controller; educador; escritor ou articulista técnico; escriturador contábil ou fiscal; 
executador subordinado; fiscal de tributos; legislador organizador; perito; pesquisador; planejador; 
professor ou conferencista; redator e revisor. 
Estas funções podem ser exercidas em cargos como os de: Chefe; subchefe; diretor; 
responsável; encarregado; supervisor; superintendente; gerente; subgerente de todas as unidades 
administrativas onde se processem serviços contábeis. 
Quanto às titulações do mesmo poderá ser de contador geral, contador de custos, 
contador departamental, contador de filial, contador fazendário, contador fiscal, contador industrial, 
contador patrimonial, contador público, contador revisor, contador seccional ou setorial, contadoria, 
técnico em contabilidade e outras semelhantes, expressando seu trabalho. 
Deste modo, evidenciamos o vasto campo na área contábil para atuação no mercado 
de trabalho em nosso país, dentro das prerrogativas especificadas pela Resolução CFC, no decreto 
de lei. De acordo com Marion (2005, p.27) \u201c a contabilidade é uma das áreas que mais 
proporcionam oportunidades para o profissional [...].\u201d 
Destaca Polacinski (2006), que área de atuação do