METODOLOGIA_DA_PESQUISA
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de pesquisa a 
serem empregados para conhecer uma determinada situação, problema, tanto nas 
ciências naturais quanto nas ciências sociais. 
 
Tomando como exemplos ilustrativos duas fábulas: a antiga fábula Hindu e a fábula 
sobre a observação das abelhas, poderemos melhor dialogar sobre a complexidade 
que envolve o conhecimento científico e, portanto, requerem um compromisso ético 
e competência técnica no ato de se pesquisar os fenômenos. 
 
A fábula Hindu narra o encontro de seis cegos, que pediam esmola à beira da 
estrada, com um elefante, conduzido por um rico mercador. O primeiro cego, 
apalpando o dorso do animal, concluiu ser ele semelhante a paredes largas; o 
segundo passando a mão sobre as pressas, concluiu ser o paquiderme igual a uma 
lança; o terceiro, com a mão na orelha, considerou-o somente uma ventarola; 
enquanto o quarto e o quinto pegando a cauda, compararam o animal a uma cobra e 
a uma corda; o sexto, pegando numa das patas comparou o elefante a uma 
palmeira. 
 
A fábula sobre a observação das abelhas, narra que uma abelha, posada pousada 
sobre uma flor picou uma criança. A criança tem medo da abelha e diz que o objetivo 
dela é picar as pessoas. O poeta admira a abelha que colhe o cálice o néctar da flor 
e diz que o objetivo da abelha é colher o néctar das flores. Um apicultor que estudou 
de mais perto a vida do enxame, diz que a abelha junta o pólen da flor para nutrir os 
novos rebentos e para criar a rainha, e que seu objetivo é a conservação da espécie. 
O botânico observa que a abelha retira o pólen da flor dióica para a flor fêmea que 
ela fecunda e vê nisso o objetivo das abelhas. Outro se interessando pela 
propagação das plantas, vê que a abelha para isso contribui e esse novo 
pesquisador vem a concluir que tal é o objetivo das abelhas. Entretanto, a 
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Metodologia da Pesquisa 
 
verdadeira finalidade das abelhas não se reduz nem ao primeiro, nem ao segundo, 
nem ao terceiro dos objetivos que o espírito se eleva na descoberta desses 
objetivos, tanto mais se dá claramente conta de que o fim derradeiro lhe é 
inacessível. 
 
Pensando sobre a primeira fábula poderíamos dizer parafraseando Marx (1966) que 
se essência e aparência coincidissem plenamente, qualquer investigação científica 
seria desnecessária. Cada um, como diz a moral da fábula, poderia ficar com sua 
própria convicção. Entretanto, tal não se pressupõe, e a ciência busca, exatamente, 
através da regularidade dos fenômenos, explicar a operação pela qual eles se dão. 
A segunda fábula nos coloca o desafio de pensar a infinidade e o mistério que 
envolve o mundo natural. Muito embora, pelos métodos científicos, os homens 
tentam captar a essência dos fenômenos, existem situações que ainda não lhe são 
acessíveis e desconhecidas. Porém muitos avanços os homens têm conseguido, por 
meio da ciência. 
 
Mas o que é e como se faz pesquisa? 
 
De acordo com Gil (2002, p. 17) a pesquisa pode ser definida como: 
 
[...] o procedimento racional e sistemático que tem colmo objetivo 
proporcionar respostas aos problemas que são propostos. A pesquisa é 
requerida quando não se dispõe de informação suficiente para responder ao 
problema, ou então quando a informação disponível se encontra em tal 
estado de desordem que não pode ser adequadamente relacionada ao 
problema. 
 
Nesse caso, para conhecer a situação problema é necessário adotar métodos, 
técnicas e outros procedimentos para compreensão do problema com vistas à sua 
resolução. 
 
Ainda, segundo Gil (2002) se pesquisa por duas razões fundamentais. Uma de 
ordem intelectual (conhecer pelo puro prazer de conhecer) e outra de ordem prática 
(para fazer algo de maneira mais eficiente e eficaz). Porém, sustentamos que a 
verdadeira razão de se apropriar dos processos científicos e de realizar pesquisa 
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Metodologia da Pesquisa 
 
está no desafio de fazer o mundo um lugar mais digno de ser vivido apontando 
caminhos para a verdadeira satisfação das necessidades humanas em harmonia 
com a mãe terra. 
 
1.1.1 O CONHECIMENTO DO MUNDO E O CONHECIMENTO CIENTÍFICO 
 
1. Conhecimento 
 
\uf0b7 O que é? 
\uf0b7 Como adquirir? 
\uf0b7 Características 
\uf0b7 Tipos 
\uf0b7 Processo de pesquisa como produtos de conhecimento... 
\uf0b7 Método como forma de obter conhecimento... 
\uf0b7 Conhecimento \u2013 Ciência 
 
2. O conhecimento é 
\uf0b7 Uma capacidade (é uma necessidade) inerente ao ser humano. 
\uf0b7 Uma relação que supõe 3 elementos 
o O sujeito 
o O objeto 
o A imagem da realidade 
 
3. Como adquirir conhecimento 
\uf0b7 Através de várias fontes 
o Sensação, percepção, imaginação, memória, linguagem, raciocínio e 
intuição. 
\uf0b7 Papel da linguagem 
\uf0b7 Fazendo PESQUISA 
 
4. Outros tipos de conhecimento 
\uf0b7 O conhecimento do senso-comum 
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Metodologia da Pesquisa 
 
\uf0b7 O filosófico 
\uf0b7 O religioso (teológico) 
\uf0b7 O científico 
 
5. Conhecimento Empírico 
\uf0b7 Também chamado de vulgar, intuitivo, de senso-comum ou ordinário. 
\uf0b7 Conhecimento dos fatos sem lhes inquirir as causas... É superficial, acontece por 
informação ou experiência casual. 
\uf0b7 É ametódico e assistemático 
\uf0b7 Constitui a maior parte do conhecimento de um ser humano 
 
1.2 EMPIRISMO \u2013 SENSO COMUM 
 
Se eu acreditasse em deus, afirmaria que ele nos deu o sol para que 
aprendêssemos a valorizar menos o senso comum e mais o pensamento científico. 
Se observarmos a posição do sol durante o dia, veremos que ele se movimenta ao 
redor da Terra. Isto é empírico. Nasce de um lado, move-se durante o dia e se põe 
de outro lado. Entretanto, a ciência nos mostra que este movimento é aparente, 
apenas uma ilusão. O contrário é verdadeiro. A Terra gira em torno do sol e isso é 
explicado pela lei da gravitação (força atrativa que se exerce entre os astros) 
universal. 
 
Se encontrar uma barra de metal e uma barra de madeira, expostas à uma 
temperatura ambiente de 15 graus, e tocar em ambas, o metal parecerá mais frio do 
que a madeira. Conclui-se, empiricamente, que o metal está mais frio do que a 
madeira. Mera ilusão. Na verdade, o metal é melhor condutor de calor que a madeira 
e, por isso, o fluxo de calor que sai de nossa mão é maior quando tocamos o metal. 
Logo, o equilíbrio térmico entre a mão e o metal acontecerá mais rápido e, embora 
tudo indique que o ferro esfriou nossa mão, na verdade, foi nossa mão que aqueceu 
o ferro pela transferência de calor. Isso é explicado pelo princípio da condutibilidade 
(propriedade que os corpos têm de ser condutores de calor) térmica. 
 
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Metodologia da Pesquisa 
 
Assim como o sol e a barra de ferro, existe em nosso dia-a-dia uma série de 
acontecimentos que sugerem, empiricamente, uma explicação que não corresponde 
à realidade, ou seja, aos princípios comprovados pela Ciência ou investigados por 
ela. Nossos sentidos não são, e nunca foram, os melhores instrumentos para operar 
o desvio do concreto. Para completá-los ou suplementá-los, existe a ciência. 
 
1.3 CONHECIMENTO CIENTIFICO 
 
\uf0b7 Procura conhecer, além do fenômeno, suas causas e as leis que o regem. 
\uf0b7 Descobrir os princípios explicativos que servem de base para a compensação da 
organização, classificação e ordenação da natureza 
\uf0b7 Para Aristóteles o conhecimento só acontece quando sabemos qual a causa e o 
motivo dos fenômenos. 
 
Definição: é aquele voltado para a obtenção e comunicação de resultados 
desconhecidos até o momento da publicação do livro ou artigo, com fins de 
explicação do comportamento de certos fenômenos (definição nossa). 
 
1.3.1 CORRELAÇÃO ENTRE CONHECIMENTO POPULAR/EMPÍRICO (CE) E CONHECIMENTO 
CIENTIFICO (CC) 
 
\uf0b7 O CC é contingente