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da Terra. Efeitos
dessa ordem de grandeza não podem ser desprezados na comparação dos melhores
padrões de frequência.
1.61.61.61.61.6 Unidades de grandeza que descrevem efeitos biológicosUnidades de grandeza que descrevem efeitos biológicosUnidades de grandeza que descrevem efeitos biológicosUnidades de grandeza que descrevem efeitos biológicosUnidades de grandeza que descrevem efeitos biológicos
Frequentemente as unidades das grandezas que descrevem os efeitos biológicos
são difíceis de serem relacionadas às unidades do SI porque elas, em geral,
incluem fatores de ponderação que podem ser desconhecidos ou que não podem
ser definidos com exatidão e que, às vezes, podem depender da energia e da
frequência. Essas unidades não são unidades do SI e são descritas sucintamente
nesta seção.
As radiações ópticas podem produzir modificações químicas em materiais
vivos ou inertes. Esta propriedade é chamada de actinismo e as radiações capazes
de causar tais variações são conhecidas pelo nome de radiações actínicas. Os
resultados das medições de algumas grandezas fotoquímicas ou fotobiológicas
podem ser expressos em unidades do SI. Esta questão é discutida, brevemente,
no anexo 3 desta publicação.
O som causa pequenas flutuações de pressão no ar, que se somam à pressão
atmosférica normal, e que são percebidas pelo ouvido humano. A sensibilidade
do ouvido depende da frequência sonora, mas não é uma função simples da
amplitude das variações de pressão e de frequência. Em consequência, as grandezas
ponderadas em função de frequência são utilizadas na acústica para fornecer
uma representação aproximada da forma como o som é percebido. Essas grandezas
O metro por segundo,
símbolo m/s, é a
unidade SI coerente
de velocidade. O
kilometro por
segundo, km/s, o
centimetro por
segundo, cm/s, e o
milimetro por
segundo, mm/s, são
também unidades SI,
mas não são unidades
SI coerentes.
A questão das
unidades próprias é
tratada na Resolução
A4, adotada pela XXI
Assembléia Geral da
União Astronômica
Internacional (UAI),
em 1991, e no
relatório do Grupo
de Trabalho do CCDS
sobre aplicação da
Relatividade Geral na
Metrologia
(Metrologia, 1997,
3434343434, 261/290).
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são empregadas, por exemplo, em estudos sobre proteção contra danos auditivos.
Os efeitos das ondas acústicas ultrassônicas são fontes de preocupações semelhantes
no diagnóstico médico e no campo terapêutico.
As radiações ionizantes depositam energia na matéria irradiada. A razão entre
a energia depositada e a massa é denominada dose absorvida. Doses elevadas de
radiação ionizante matam as células. Isto é usado na radioterapia e funções de
ponderação biológicas são utilizadas para comparar os efeitos terapêuticos de
diferentes tratamentos. Doses baixas, não letais, podem causar danos aos
organismos vivos, como, por exemplo, induzir um câncer; assim, os regulamentos
relativos à radioproteção se baseiam em funções apropriadas de ponderação dos
riscos para doses baixas.
Existe uma classe de unidades que serve para quantificar a atividade biológica
de determinadas substâncias utilizadas em diagnóstico médico e em terapia que
ainda não podem ser definidas em função das unidades do SI. Com efeito, o
mecanismo do efeito biológico específico que fornece a essas substâncias o seu
uso médico não é ainda suficientemente bem compreendido para ser quantificado
em função de parâmetros físico-químicos. Considerando sua importância para a
saúde humana e para a segurança, a Organização Mundial de Saúde (OMS)
assumiu a responsabilidade pela definição das unidades internacionais OMS para
a atividade biológica dessas substâncias.
1.7 Legislação sobre as unidades1.7 Legislação sobre as unidades1.7 Legislação sobre as unidades1.7 Legislação sobre as unidades1.7 Legislação sobre as unidades
Os países estabelecem, por via legislativa, as regras concernentes à utilização
das unidades tanto no plano nacional para uso geral como para campos específicos,
como o comércio, a saúde, a segurança pública ou o ensino. Na maioria dos
países a legislação se baseia no emprego do Sistema Internacional de Unidades.
A Organização Internacional de Metrologia Legal (OIML), criada em 1955,
cuida da harmonização internacional dessa legislação.
1.8 Nota histórica1.8 Nota histórica1.8 Nota histórica1.8 Nota histórica1.8 Nota histórica
Os paragráfos anteriores deste capítulo apresentam, de maneira geral, como se
estabelece um sistema de unidades e, em particular, o Sistema Internacional de
Unidades. Esta nota descreve resumidamente a evolução histórica do Sistema
Internacional.
A 9ª CGPM (1948, Resolução 6; CR, 64), encarregou o CIPM de:
\u2022 estudar o estabelecimento de um regulamento completo para as unidades de
medida;
\u2022 realizar, com esse intuito, uma pesquisa oficial sobre a opinião dos meios
científicos, técnicos e pedagógicos de todos os países;
\u2022 emitir recomendações referentes ao estabelecimento de um sistema prático de
unidades de medida, que possa ser adotado por todos os países signatários da
Convenção do Metro.
Essa mesma CGPM também estabeleceu a Resolução 7 (CR, 70), que fixa os
princípios gerais para a grafia dos símbolos das unidades e fornece uma lista de
algumas unidades coerentes às quais foram atribuídas nomes especiais.
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A 10ª CGPM (1954, Resolução 6; CR,80) e a 14ª CGPM (1971, Resolução 3,
CR,78 e Metrologia, 1972, 88888, 36) adotaram como unidades de base deste sistema
prático de unidades as unidades das sete grandezas seguintes: comprimento,
massa, tempo, corrente elétrica, temperatura termodinâmica, quantidade de
substância e intensidade luminosa.
A 11ª CGPM (1960, Resolução 12; CR, 87), adotou o nome Sistema Internacional
de Unidades, com abreviação internacional SI, para este sistema prático de unidades
de medida, e instituiu as regras para os prefixos, as unidades derivadas e as
unidades suplementares (posteriormente abolidas) e outros assuntos. Estabeleceu,
assim, uma regulamentação abrangente para as unidades de medida. Reuniões
posteriores da CGPM e do CIPM modificaram e estabeleceram aditivos à estrutura
original do SI, conforme as necessidades, para levar em consideração os avanços
da ciência e as necessidades dos usuários.
As principais etapas históricas que levam a estas importantes decisões da
CGPM podem ser resumidas como apresentadas a seguir:
\u2022 A criação do Sistema Métrico Decimal na época da Revolução Francesa
e o posterior depósito de dois padrões de platina, representando o metro e o
kilograma, em 22 de junho de 1799, nos Arquivos da República, em Paris,
podem ser considerados como a primeira etapa do desenvolvimento do atual
Sistema Internacional de Unidades.
\u2022 Em 1832, Gauss trabalhava ativamente em prol da aplicação do Sistema Métrico,
associado ao segundo, definido em astronomia, como um Sistema Coerente de
Unidades para as Ciências Físicas. Gauss foi o primeiro a realizar medições
absolutas do campo magnético terrestre, utilizando um sistema decimal baseado
em três unidades mecânicas: milimetro, grama e segundo para as grandezas
comprimento, massa e tempo, respectivamente. Anos depois, Gauss e Weber
estenderam essas medições para incluir outros fenômenos elétricos.
\u2022 Por volta de 1860, Maxwell e Thomson estenderam essas medidas de forma
mais completa no campo da eletricidade e do magnetismo junto à British Association
for the Advancement of Science (BAAS). Eles formularam as regras de formação
de um Sistema Coerente de Unidades composto de unidades de base e de unidades
derivadas. Em 1874, a BAAS introduziu o sistema CGS, um sistema de unidades
coerente com três dimensões, baseado em três unidades mecânicas: centimetro,
grama e segundo, e que utilizava os prefixos que iam do micro ao mega para
expressar os submúltiplos e múltiplos decimais. O progresso da física como
ciência experimental é devido em grande parte à utilização desse sistema.
\u2022 O tamanho das unidades