Resumo - saúde da família na atenção primaria
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Resumo - saúde da família na atenção primaria


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Aluna: Monã Costa Tavares			
Matrícula:201102200751
 
Resumo: Saúde da família na atenção primária;
- Práticas não hegemônicas em saúde e atenção básica: a educação permanente como interface de articulação;
	O modelo dominante de atenção a saúde se baseia no modelo biomédico, o qual se articula, a partir da educação permanente, com a realidade social e sanitária dos brasileiros. Na atualidade, o sistema biomédico passa por uma crise com proporção nacional, o que denota a necessidade da reorientação do modelo de atenção à saúde, o que foi defendido pelo ideário de promoção as saúde em 1974, pelo relatório Lalonde, no Canadá e pela Organização Mundial de Saúde, através da Conferência sobre atenção primária na saúde em Alma-Ata, em 1978.
	Seguindo estas tendências, em 2005, houve a criação da Comissão nacional sobre determinantes sociais da saúde, se concretizando pelos projetos do ministério da saúde como o Programa de agentes comunitários, o Programa de saúde da família, transformando-se posteriormente em Estratégia de saúde da família.
	Dessa forma, pode-se dizer que as práticas não hegemônicas em saúde e a estratégia de saúde da família atendem aos mesmos pressupostos de integralidade e humanização da atenção à saúde.
- Racionalidades e práticas não hegemônicas em saúde (PNHS):
	A expressão \u201cracionalidades e práticas não hegemônicas\u201d em saúde se refere à medicina alternativa, podendo ser chamada também de práticas não convencionais em saúde ou prática médica heterodoxa que é consagrada pelo uso popular e por alguns profissionais. Dentre as terapêuticas, podemos destacar a homeopatia, a fitoterapia, a acupuntura, a meditação, o termalismo, crenoterapia entre outras.
	No Brasil, essas práticas começaram a ser oficializadas, em portaria do ministério da saúde, a partir da década de 80, sendo, então, ampliada à medida que os estados e os municípios foram ganhando maior autonomia com maior participação popular.
	As práticas foram ganhando uma grande proporção até que durante os últimos 20 anos estas foram não só discutidas, mas recomendadas por várias conferências a entrar no SUS, já que além de baratas e funcionais estas podem ser utilizadas nos 3 níveis de atenção a saúde. Possuem como benefícios, também, o fortalecimento da relação médico-paciente, gera ao usuário humanização na atenção, entre outras.
	Serão descritas algumas das principais práticas não hegemônicas:
Homeopatia: É uma terapia holística baseada no princípio vitalista e no uso das leis dos semelhantes. Esta analisa e compreende o sujeito em todas as suas dimensões (psicológica, física, social e cultural), onde o adoecimento se dá quando a harmonia entre estas dimensões são rompidas. Dessa forma, a prática trata não a doença, mas sim o doente, levando em consideração a individualidade de cada paciente, como medos, temperamento, alimentação, ritmo de sono, etc. A homeopatia utiliza substâncias extremamente diluídas, o que permite utilizar propriedades curativas de substâncias venenosas, sem causar mal ao paciente. Esta é uma especialidade médica, farmacêutica e médico-veterinário, reconhecida no Brasil pelos conselhos federais correspondentes.
Fitoterapia e Plantas medicinais: Sua terapêutica é feita com o suo de plantas medicinais, sem a utilização de substâncias ativas isoladas. Esta terapia tem origem relacionada aos primórdios da medicina. O Brasil, devido a sua grande biodiversidade e tecnologia para validar cientificamente esse conhecimento, tem um grande potencial para o desenvolvimento dessa terapêutica.
Acupuntura (Medicina tradicional chinesa): Esta é caracterizada por um sistema médico integral, seguindo a teoria do Yin-Yang que interpreta todos os fenômenos em opostos complementares. Este se originou a milhares de anos na China. A acupuntura aborda de modo integral e dinâmico o processo saúde-doença no ser humano, sendo utilizada de forma isolada ou junto com outros recursos terapêuticos. Seus procedimentos permitem um estímulo preciso de locais anatômicos através da inserção de agulhas para a manutenção, promoção e recuperação da saúde. Vários conselhos de profissões de saúde reconhecem a acupuntura como especialidade em nosso país.
Termalismo Social / Crenoterapia: É um processo utilizado desde a época do Império Grego onde o tratamento da saúde se dá pelo uso das águas minerais de diferentes maneiras. A crenoterapia é o uso de águas minerais com finalidade terapêutica atuando no tratamento da saúde de forma complementar. A partir da década de 90 a medicina termal passou a ser utilizada de maneira coletiva, porém com o mesmo objetivo alvo, manutenção da saúde. Em países europeus o termalismo social é adotado desde o início do sec. XX como maneira de oferecer, através das águas minerais com propriedades medicinais, às pessoas idosas a recuperação e preservação da saúde. 
Em outros países, outras práticas não hegemônicas em saúde são utilizadas, como a medicina ayurvédica, na Índia. Este país incorpora, também, em seu sistema de saúde a homeopatia.
- Atenção básica, Saúde da Família e PNHS:
	A atenção básica de saúde compreende ações de saúde, individuais e coletivas, dirigidas a populações e territórios bem delimitados que devem resolver problemas de saúde de maior freqüência e relevância sempre considerando o individuo em sua singularidade, integralidade e na inserção sociocultural. 
O PSF e posteriormente a ESF veio reafirmar a atenção básica como porta de entrada do SUS, devendo ser capaz de resolver 80% dos casos, reduzindo, assim, a demanda em centros de média e alta complexibilidade. A baixa resolutibilidade evidenciada nos dias de hoje pode ser resultado da desarticulação entre a atenção básica e os demais serviços de saúde, o perfil de formação dos profissionais (principalmente o médicos) que enfrentam profundas dificuldades para dar conta da complexibilidade dos problemas de saúde mais frequentes. 
As práticas não-hegemônicas compartilham os mesmos princípios da atenção básica do PSF, ou seja, previnem doenças, promovem hábitos saudáveis, auxiliam o controle de doenças crônicas, racionalizam o uso de exames e medicamentos e reduzem a procura direta aos atendimentos de urgência, portanto deveriam ser integradas no PSF. Dessa forma, a atenção básica poderia ser retomada como o eixo de construção do sistema, garantindo a resolutibilidade de forma racional. 
	
- As PHNS e a visão convencional na informação em saúde:
	Durante a formação acadêmica, principalmente dos médicos, a instituição de ensino deve ter um planejamento prévio cuidadoso, para que não haja apenas uma justaposição de conteúdos, em relação às PNHS e os conteúdos mecanicistas, o que provocaria um mal estar nestes, levando-os a optar por um conhecimento ou outro.
	Da mesma forma, um conhecimento prévio sobre as várias modalidades \u201calternativas e complementares\u201d aliviaria o desconforto que tais profissionais experimentam ao conversar sobre o assunto com seus pacientes.
	Segundo o Ministério da Saúde, entender a Saúde da Família como uma estratégia de mudança significa repensar práticas, valores e conhecimentos de todas as pessoas envolvidas no processo social da saúde. 
Assim, é recomendável que todo médico da atenção rimaria à saúde detenha conhecimentos básicos relativos às PNHS, mesmo que não as pratique, sob pena de não compreender as expectativas de seus pacientes. É imprescindível, também, a ampliação de conceitos e grande interação entre profissionais de diferentes áreas e racionalidades práticas.
- Considerações Finais:
	A OMS recomenda a incorporação das PNHS nos sistemas nacionais de saúde com o objetivo de aumentar a resolutibilidade e o cuidado das populações, sendo estas incorporadas com critério, responsabilidade, qualidade técnica, vontade política, participação social e respeito às tradições populacionais sobre o uso de cada prática.
	Há, ainda, a necessidade de pensarmos em estratégias formais para inserir de fato as PNHS no SUS. Deve ser destacada, também, a necessidade de aprofundar análises sobre as PNHS e seu
Anderson
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